Temos contas a acertar com nosso adversário na semi da Libertadores

Palmeiras 2x0 Colo-Colo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras chegou à fase semifinal da Libertadores, que tem na edição de 2018 uma das melhores de sua história. Dois confrontos entre os melhores clubes brasileiros e argentinos definirão a final: River Plate e Grêmio se enfrentarão de um lado da chave, enquanto que o Palmeiras enfrentará o Boca Juniors, no outro lado. Na Libertadores, conta a regra do gol qualificado; o VAR poderá ser acionado.

Mesmo com essas grandes camisas pela frente, o Verdão chega às semifinais como o maior favorito ao título – a vantagem, adquirida pela melhor campanha na fase de grupos, de decidir a semifinal e a eventual final como mandante contra qualquer adversário ratifica essa condição, embora a regra do gol qualificado atenue o efeito de decidir a segunda partida em casa.

Boca: velho conhecido

O Boca Juniors já esteve em nosso caminho na Libertadores por três vezes. Em 1994, na fase de grupos, o Verdão massacrou os xeneizes no velho Palestra por 6 a 1, em partida histórica que conduziu Mazinho à Copa do Mundo nos EUA – na Bombonera, os argentinos venceram por 2 a 1.

Os dois clubes voltaram a se encontrar em 2000 e 2001, no funil. Defendendo o título, o Verdão empatou o jogo de ida da final por 2 a 2 na Bombonera e trouxe a decisão para o Morumbi; o empate por 0 a 0 (sem gol qualificado) levou a decisão para os pênaltis, e os argentinos levaram a melhor.

Alex contra o Boca em 2001No ano seguinte, pelas semifinais, o jogo de ida foi marcado pelo roubo histórico de Ubaldo Aquino, que determinou o empate por 2 a 2 – 3 a 1 para o Palmeiras teria sido o resultado correto, no mínimo. Na volta, mais um 2 a 2, em grande partida de Riquelme no Palestra; nos pênaltis, nova vitória do Boca, que avançou às finais.

Embora os argentinos tenham levado vantagem nesses dois confrontos diretos, ambos foram decididos nos pênaltis, após empates. Já o Verdão traz na bagagem a eliminação do Boca na Copa Mercosul de 1998, nas quartas-de-final – 3 a 1 no Palestra e 1 a 1 na Bombonera. Foi uma competição de alto nível e o Palmeiras foi campeão, enfrentando adversários como Independiente, La U, Nacional do Uruguai na fase de grupos; passou pelo Olimpia nas semifinais e superou o Cruzeiro nas finais em três confrontos.

Este ano, o Verdão encontrou o time mais popular da Argentina na fase de grupos da Libertadores e levou vantagem: 1 a 1 no Allianz Parque e 2 a 0 na Bombonera. Segundo alguns especialistas, o Verdão teve a chance de eliminar os argentinos na última rodada se perdesse para o Junior de Barranquilla, mas quem conhece a História do Palmeiras sabe que isso não era uma opção.

No confronto geral, Palmeiras e Boca já se enfrentaram 24 vezes, e o Verdão só saiu derrotado em três oportunidades; foram 8 vitórias alviverdes e 13 empates, com 38 gols do Palmeiras e 27 do Boca.

O atual adversário

O time do Boca que enfrentou o Palmeiras na primeira fase da Libertadores não mudou muito, mas está melhor. No gol, o desastrado Rossi havia perdido a posição para Andrada, que acabou se lesionando de forma grave no maxilar e está fora de combate. Tendo que recorrer novamente a Rossi, a diretoria argentina agiu rápido e trouxe o goleiro titular da seleção boliviana Lampe, que parou o Brasil no confronto pelas Eliminatórias em 2017 – vejam o que fez o grandão de 1,92m no vídeo abaixo.

Na frente, está de volta o atacante Benedetto, que estava fora da primeira fase por uma lesão no joelho. La Pipa não atuou diante do Cruzeiro no Mineirão por uma lesão leve na coxa, mas não deve ser desfalque nas partidas dos dias 24 e 31 de outubro contra o Verdão.

O time de Guillermo Schelotto, ex-atacante que fez parte do time que enfrentou o Verdão em 2000 e 2001, atravessa uma fase turbulenta: perdeu o Superclásico diante do River, pelo campeonato nacional, e foi eliminado da Copa da Argentina pelo Gimnasia La Plata, ambas as partidas na Bombonera. Mas a classificação ante o Cruzeiro pode reverter esse viés de baixa; ainda faltam três semanas para o primeiro confronto.

Boca Juniors 2018O time básico do Boca Juniors é Lampe; Jara, Goltz, Magallan e Más (ou Olaza); Barrios, Perez e Nandez; Zárate, Benedetto e Pavón. Um time com um meio de campo técnico e atacantes com grande poder de fogo, mas com uma defesa vulnerável.

Os jogadores mais conhecidos do elenco de apoio são o lateral Buffarini, de passagem risível pelo SPFC, o experiente volante Fernando Gago, o ótimo meio-campista colombiano Edwin Cardona e o atacante Ábila, notório por perder gols feitos, além do patrimônio xeneize Carlitos Tévez, que dispensa comentários.

Venham. Temos contas a acertar. VAMOS PALMEIRAS!


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Conmebol é pressionada para liberar jogador do Boca suspenso para atuar contra o Palmeiras

Nandez e Fernando Prass
Mariano Álvez/Padre Y Decano

É forte a pressão sobre a Conmebol para que o meia Nahitan Nandez, do Boca Juniors, não precise cumprir toda a pena que lhe foi aplicada devido à briga em que se envolveu no jogo entre Peñarol e Palmeiras, no dia 26 de abril do ano passado, quando ainda defendia o time uruguaio.

Condenado a cumprir cinco jogos de suspensão, Nandez cumpriu dois, e ainda teria mais três partidas de gancho, o que compreenderia todo o primeiro turno da fase de grupos da Libertadores, incluindo a partida no Allianz Parque marcada para o próximo dia 11 de abril.

A imprensa argentina engrossa o coro a favor de Nandez, argumentando que Felipe Melo, que mesmo sendo vítima da situação, pegou seis jogos de suspensão, teve a pena reduzida pela metade após o Palmeiras recorrer em segunda instância. Ocorre que o Peñarol, eliminado da competição, não recorreu e o prazo se esgotou, não cabendo mais recurso.

Nandez vem sendo titular absoluto do meio-campo do Boca e é considerado peça fundamental no esquema do técnico Guillermo Schelotto. Daí vem o esforço dos argentinos, incluindo a imprensa, em pressionar a Conmebol para que revise a aplicação da pena.

No Brasil, silêncio absoluto da imprensa; só a mídia independente palmeirense se manifesta. O Palmeiras, mais uma vez, está sozinho nessa briga.

Derby

Derby - Daronco
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

A pressão dos argentinos acontece na mesma semana em que o Palmeiras tem que se preocupar com os bastidores locais, a fim de se prevenir de novos problemas com a arbitragem no Derby do próximo sábado, em Itaquera.

Se dentro de campo Roger Machado e o elenco já estão fazendo um trabalho que se mostra bastante promissor, nos próximos dias teremos uma boa amostra de quanto o Palmeiras está preparado para se defender fora das quatro linhas na temporada de 2018.

Em 2017, deixamos para decidir a temporada na semana do último Derby e fomos claramente prejudicados nos dois jogos decisivos, nos tirando qualquer chance de conquista. Veremos agora o quanto essa lição foi aprendida.


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