Com Borja, Palmeiras fecha o elenco mais poderoso do país

Mattos e BorjaO Palmeiras fechou ontem a contratação do atacante Miguel Borja, do Nacional de Medellín, por cinco anos. As partes chegaram a um acordo após aproximadamente três meses de tratativas.

A chegada de Borja, eleito o melhor jogador das Américas no ano de 2016, fecha o elenco do Verdão para a temporada. A saída de Gabriel Jesus havia deixado uma lacuna técnica muito grande no setor ofensivo – Barrios e Alecsandro, além de Willian Bigode, não conseguiram chegar nem perto de substituir nosso menino de ouro à altura. O desempenho mostrado pelo colombiano no último ano recoloca o ataque do Palmeiras no patamar mais alto possível.

No papel, o elenco do Verdão tornou-se indiscutivelmente o melhor do país, mesmo aos olhos do mais cretino dos jornalistas ou torcedores clubistas. O campeão brasileiro mostra ao mercado que está realmente disposto a se manter na onda de conquistas iniciada em 2015, desta vez rompendo as fronteiras nacionais. É inegável que o principal objetivo é a conquista do bicampeonato da Libertadores e a disputa do Mundial de Clubes.

E esse foi um dos motivos para que Borja tenha preferido o Palmeiras em detrimento ao futebol chinês, que chegou com uma proposta financeira quase três vezes maior: o colombiano enxergou no Verdão um caminho muito mais forte para conquistas esportivas. Na visão do atacante, de 24 anos, conseguir destaque e títulos importantes o levarão naturalmente à Europa, onde poderá ganhar bastante dinheiro no futuro.

Eduardo Baptista tem nas mãos um elenco como há muito tempo não se vê num time brasileiro. O treinador é estudioso e aplicado e está também bastante preocupado em manter o ambiente em harmonia, administrando as disputas internas com senso de justiça. Tudo isso, aliado a uma estrutura impecável, faz do Palmeiras o favorito destacado para as quatro competições que disputará em território sul-americano em 2017.

Rivais

Outros times do Brasil também montaram elencos bastante interessantes. O Santos manteve a base do ano passado e, com reforços pontuais, aposta na evolução do bom trabalho do ano passado. O mesmo caminho está sendo percorrido pelo Atlético Mineiro, apesar de, a exemplo do Palmeiras, ter trocado o treinador. O Flamengo reforçou seu setor ofensivo e segue forte, mas a defesa permanece duvidosa. O Cruzeiro parece disposto a retomar a disputa com seu rival e montou um elenco bastante consistente e equilibrado, sob o comando de um técnico experiente – está fora da Libertadores, mas deve incomodar no Brasileiro.

Com a contratação de Pratto, o SPFC consegue voltar, ao menos, ao top 10 na lista dos elencos mais fortes do país, embora siga com um plantel muito desequilibrado e um técnico iniciante. O Grêmio optou por reforços “alternativos” e sofreu um duro golpe no início da semana – a séria lesão de Douglas PDC, seu principal (ou único) articulador ofensivo. O Fluminense apostou numa dupla de equatorianos e espera que Abel Braga os encaixe bem na boa base do ano passado – mas o time ainda pena para suprir a lacuna deixada por Fred. E Botafogo e Vasco são apenas o Botafogo e o Vasco.

Sim, falta o SCCP. Nosso rival virou uma piada. Afundado em problemas financeiros e políticos, o Small Club andou tomando chapéu até da Ponte Preta depois do patético fiasco com Drogba. O estádio ameaça desmoronar, o elenco é incrivelmente desequilibrado e o técnico é apenas a opção mais barata que conseguiram. O ano de 2017 parece que não terá salvação nem com a tradicional mãozinha do pessoal do apito.

Favoritismo

O Palmeiras precisa saber conviver com esse favoritismo. É preciso buscar os troféus no campo. De nada adiantará todo esse destaque no papel se o time não corresponder quando a bola rolar. E Eduardo Baptista ainda está construindo o time, que não estreou quatro peças fundamentais: Mina, Guerra, Moisés e claro, Borja. O onze considerado titular, que perdeu Tchê Tchê por cerca de dois meses, vai precisar adquirir quilometragem até atingir a plenitude de seu potencial. As perspectivas apontam para atingir esse nível em meados de maio; até lá, o torcedor precisa ter sabedoria para ponderar as cobranças.

Essa sabedoria pode caminhar lado a lado com euforia e otimismo sem problema algum. O palmeirense tem todo o direito de curtir este momento, de “borjar” nas redes sociais e tirar onda com todos os rivais, sobretudo porque o patch de campeão brasileiro nos dá toda a autoridade. As tentativas de menosprezar nossos méritos continuarão pipocando de todos os lados, mas a esta altura, só um desempenho miserável dentro de campo nos tirará do posto de protagonistas absolutos do ano.

Há mais troféus em nosso caminho. Não podemos deixá-los escapar. VAMOS PALMEIRAS!