Com Marcos Rocha, Palmeiras fecha elenco para conquistar títulos em 2018

Marcos RochaDepois de acertarem os últimos detalhes, Palmeiras e Atlético confirmaram a troca de Roger Guedes por Marcos Rocha. A transação resolve dois problemas do elenco do Verdão em 2017: na lateral-direita, Jean e Mayke tiveram altos e baixos, enquanto Fabiano vive dos gols feitos contra Chapecoense e Peñarol. Já a ida de Roger Guedes é boa para todos, depois do atleta perder a posição de forma inapelável para Keno e de ter problemas de relacionamento na Academia de Futebol.

A diretoria do Palmeiras considera o elenco para o primeiro semestre de 2018 fechado. Apenas negócios de ocasião ou a saída repentina de algum jogador pode alterar essa situação – Mina ainda espera pela definição de seu destino, que pode ser o Barcelona, mas em princípio deve permanecer por aqui até a Copa do Mundo.

Defesa

Diogo BarbosaO ponto fraco do Palmeiras em 2017 foi bastante reforçado, com quatro das cinco contratações anunciadas: Weverton, Marcos Rocha, Emerson Santos e Diogo Barbosa. Os dois laterais estão entre os melhores em atividade no país e chegam para serem titulares, resolvendo em tese duas enormes deficiências de nosso elenco.

Os zagueiros sofrem com a desconfiança da torcida mas têm a esperança de mostrar, em 2018, que se não ficarem tão expostos como nesta temporada podem voltar a exibir o futebol que fez o Palmeiras ir buscá-los em outros clubes.

Meio-campo

Lucas LimaRoger Machado ganhou Lucas Lima e com isso poderá montar seu meio-campo de várias formas, já que tem pelo menos dois jogadores de muita qualidade para cada característica de jogo.

Seguramente não existe elenco no Brasil com tantas opções para a criatividade do treinador: volantes combativos (Felipe Melo e Thiago Santos), volantes leves (Jean e Bruno Henrique), meias marcadores (Moisés e Tchê Tchê), meias clássicos (Lucas Lima e Raphael Veiga), meias com mobilidade (Guerra, Allione e Hyoran).

Ataque

Mina e BorjaSem contratações, o setor ofensivo dispensou Erik e Roger Guedes, mas dará oportunidade ao menino Artur, grande destaque da Série B jogando emprestado ao Londrina. Espera-se que Dudu e Keno mantenham a grande forma de 2017 e que Willian e Deyverson possam continuar contribuindo sempre que solicitados.

Mas a grande expectativa mesmo é para a performance de Borja, que depois de um duro período de adaptação ao futebol brasileiro, poderá finalmente mostrar todo seu potencial demolidor dentro da área. Até porque, é o único NOVE-NOVE do elenco.

Quantidade e qualidade

Apresentação de Roger Machado
Fellipe Lucena‏/Lancepress!

Quando a bola rolar, não será surpresa se Roger Machado montar o time com Weverton; Marcos Rocha, Mina, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Moisés; Keno, Lucas Lima e Dudu; Borja. Se esse for o time-base escolhido, um suposto coletivo teria como adversário Fernando Prass; Mayke, Luan, Juninho e Victor Luis; Thiago Santos e Tchê Tchê; Allione, Guerra e Willian Bigode; Deyverson. E ainda podem entrar Jailson, Jean, Michel Bastos, Bruno Henrique, Hyoran, Raphael Veiga…

Essa fartura de qualidade em nosso elenco é resultado do investimento feito desde 2015, com todos os ajustes feitos em 2016 e 2017. Se o Palmeiras nesta janela não foi como um rolo compressor ao mercado, é porque o elenco estava com poucos problemas – o que rebate as críticas de que o Palmeiras investiu demais em 2017 “para nada”. As contratações necessárias para esta janela foram realizadas (quase todas); com baixos custos, mantendo o nível de qualidade.

Agora é com o treinador. Roger Machado não poderá se queixar de falta de material humano, a não ser que haja uma terrível sequência de lesões na mesma posição – e mesmo que isso aconteça, ainda será possível recorrer à base, que todo mundo sabe, vem forte.

Paciência é a chave

TorcidaMesmo com toda essa quantidade e qualidade, o treinador precisará de tempo para estabelecer um bom padrão de jogo. O que o palmeirense poderia praticar mais é a paciência. Não somos mais um time que tem que aproveitar qualquer chance de título porque não se sabe quando teremos a próxima. Somos os protagonistas que entram fortes em todo campeonato. Ganharemos vários títulos nos próximos anos, basta continuar disputando tudo no pelotão de cima.

Para isso, precisamos apenas de um time que acerte no entrosamento. E essa química às vezes precisa de tempo para acontecer; às vezes acontece rápido, às vezes demora um pouco mais do que gostaríamos. E às vezes as peças, mesmo com qualidade, não encaixam no esquema de jeito nenhum – mesmo fechando quase todas as brechas, pode até ser necessário recorrer ao mercado durante a Copa do Mundo.

Todos esses recursos investidos não significarão nada se o treinador não tiver tempo e tranquilidade para fazer o time dar liga.

Estamos a três semanas da primeira rodada do Paulistão.


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