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O Palmeiras venceu mais uma – desta vez,  foi ao Recife e bateu o Sport na Ilha do Retiro pela contagem mínima, com gol de Gustavo Scarpa no primeiro tempo.

A vitória, além de manter o time no bloco de liderança do torneio, permite ao Verdão começar a abrir distância para o bloco intermediário. A cada rodada, mais clubes vão ficando para trás e a possibilidade de reação fica restrita. A briga pelo título é uma realidade para o maior campeão nacional.

Ficha Técnica

Crônica do jogo

Não foi exatamente uma exibição brilhante do Palmeiras, mas foi suficiente para chegar ao objetivo. Se no primeiro tempo o time foi amplamente superior e construiu a vantagem de forma natural; na segunda metade do jogo o time abriu mão de controlar o jogo, deu sopa para a má sorte e as mexidas de Abel ainda não surtiram efeito. Felizmente o adversário esbarrou em suas limitações e tudo acabou bem.

Abel armou o time de forma perfeita no início do jogo, com um 3-6-1 onde um losango muito bem posicionado ficou entre os dois alas. O Palmeiras variou muito bem os lados dos ataques; Raphael Veiga e principalmente Zé Rafael  encaixaram na dinâmica de apoiar/cobrir; Danilo soube quando aparecer como homem surpresa e Gustavo Scarpa, mais encostado em Deyverson, seguiu mostrando o quanto é útil.

O único jogador que não ficou tão bem encaixado no esquema foi o próprio Deyverson. Como o Palmeiras não recorreu muito às bolas aéreas, sua deficiência no jogo rasteiro ficou mais evidente. para esta proposta de jogo, Luiz Adriano seria muito mais útil; o camisa 10, no entanto, foi vetado por um inchaço no joelho no decorrer do dia – assim, talvez Willian tivesse sido uma escolha melhor.

De toda forma, Deyverson acabou sendo importante ao puxar a marcação no lance que resultou no gol de Scarpa, livre, com muito espaço na marca do pênalti. O gol saiu aos 37 minutos de forma natural, reflexo da ampla superioridade do Verdão até então.

Depois do gol, no entanto, o Palmeiras tirou o fio da tomada. Ainda no primeiro tempo, sofreu dois ataques perigosos do adversário, embora tenha ainda criado mais uma oportunidade de ouro nos acréscimos.

No segundo tempo o Palmeiras voltou muito tímido e decidiu dar o controle do jogo ao adversário, mesmo sem grandes opções de velocidade a não ser Breno Lopes pelo corredor esquerdo.

Conforme o trio de meias do Palmeiras foi se cansando, o Sport foi tomando mais conta do jogo. Abel sentiu o problema e decidiu transformar o 3-6-1 num 4-3-3, com três mexidas aos 22 minutos. Para isso, decidiu manter um dos três meias em campo – e o escolhido foi Zé Rafael, que era o que jogava melhor entre os três.

Ocorre que Zé estava pregado. Não sabemos se Abel levou isso em conta ao escolher tirar Scarpa e Veiga – talvez eles estivessem mais cansados ainda. O fato é que pouco depois, Zé Rafael desabou em campo e o time ficou sem nenhum meia para prender a bola.

Willian e Rony eram flechas sem arco. Deyverson estava morrendo de fome. E o Sport parecia cada vez mais próximo do empate. Abel então precisou voltar atrás e remontar o esquema com três zagueiros colocando Victor Luis no lugar de Deyverson, e ainda segurou os laterais, afunilando um pouco Rony e Willian.

Mas àquela altura, o jogo já estava perto do fim e o Sport abriu mão de vez da cautela e continuou nos prensando em nosso campo. Não soubemos aproveitar as chances de matar o jogo. De fato, criamos duas grandes chances nos minutos finais, mas convenhamos: não faria grande diferença depois dos 40 minutos. Matar o jogo era ter feito o segundo gol bem antes, para apagar o fogo do time da casa.

Felizmente não foi preciso. O Sport é apenas o Sport e não teve forças para castigar nosso time, que ficou excessivamente retraído, confiando em fatores externos.

O Palmeiras tem a capacidade de controlar melhor seu destino nos jogos. Essa confiança excessiva  nas estatísticas já nos custou um Paulista frente a um inimigo. No Brasileirão, vem dando resultado. Mas as críticas virão fortes no primeiro tropeço, infelizmente é inevitável para nossa bipolar torcida.

Abel tem a seu favor os desfalques e a lista de pedidos de reforços não atendidos. Estes escudos são incontestáveis. Que sejam lembrados quando os problemas acontecerem.

Por outro lado, Gustavo Gómez, Viña, Weverton e Dudu estão próximos de voltarem a ficar à disposição do Palmeiras. Aí a brincadeira vai ficar séria. Enquanto isso não acontece, os que estão jogando vão entregar o time numa excelente posição. Não temos muito o que lamentar, as coisas estão se encaminhando muito bem. VAMOS PALMEIRAS!

Escalação

Sport

Mailson
Hayner
Rafael Thyere
Sabino
Júnior Tavares
Marcão
José Welison
Thiago Lopes
Thiago Neves
Neilton
Paulinho Moccelin
André
Maxwell
Everaldo
Tréllez
Umberto Louzer
TÉCNICO


Primeiro tempo

4'
Palmeiras

Zé Rafael roubou na saída de bola, tabelou com Veiga e finalizou da entrada da área; a bola saiu prensada e facilitou a defesa de Mailson.

27'
Palmeiras

Raphael Veiga recebeu rente à risca lateral, conduziu em diagonal e bateu de meia distância; Mailson teve dificuldades para dominar a bola, que veio quicando.

32'
Palmeiras

Gustavo Scarpa arrancou pelo meio e sofreu falta. Ele mesmo bateu, visando ao canto direito baixo, mas a bola saiu por pouco.

32'
Palmeiras

Após recuperação no meio do campo, a bola foi rebatida e chegou em Scarpa, que ajeitou rápido para o giro de Deyverson, da risca da grande área; Mailson fez grande defesa.

35'
Palmeiras

Breno Lopes recebeu de Danilo no campo de defesa e arrancou pelo corredor, foi fechando com a bola dominada até entrar na área, aí decidiu bater para o gol com o corpo desequilibrado e errou o alvo.

37'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Bolão esticado de Felipe Melo para Danilo, apoiando pela direita; o camisa 28 cruzou para o meio da área; enquanto Deyverson puxava a defesa Gustavo Scarpa apareceu livre no vazio e escorou para o canto direito de Mailson.

42'
Sport

Depois de escanteio pela esquerda afastado pela zaga, Everaldo tentou o chute duas vezes, mas errou o alvo, por muito.

44'
Sport

No ataque da direita para a esquerda, Zé Welison abriu na esquerda para a batida cruzada de Júnior Tavares; a bola saiu lambendo o rodapé esquerdo de Jailson.

46'
Palmeiras

Zé Rafael abriu na esquerda para a penetração de Breno Lopes, que fez a jogada em cima de Thyere e bateu rasteiro; Sabino cortou a bola que cairia no pé de Danilo dentro da pequena área; a bola saiu sobre o travessão em escanteio.

47'

Após a cobrança afastada pela zaga, o árbitro encerrou o primeiro tempo.


Segundo tempo

O Palmeiras voltou sem alterações para o segundo tempo.

9'
Sport

Em contra-ataque rápido, Tréllez ligou com Neilton, que recebeu na meia direita e ligou para a entrada da área, para a batida de Thiago Neves de primeira – a bola desviou em Luan e saiu raspando o travessão.

22'

Danilo Barbosa, Rony e Willian entraram nos lugares de Gustavo Scarpa, Raphael Veiga e Breno Lopes.

 

26'
Sport

Depois de bate-rebate na área, a bola sobrou com Thiago Neves que bateu rasteiro, cruzado – Jailson foi muito bem e pegou firme no canto esquerdo.

32'

Gabriel Menino entrou no lugar de Zé Rafael.

 

38'

Victor Luis entrou no lugar de Deyverson.

39'
Palmeiras

No contra-ataque, Danilo já estava dentro da área e tocou para Willian, que tentou matar o jogo com um tapa de primeira, mas foi bloqueado por Rafael Thyere.

46'
Palmeiras

Depois de falta aberta pela esquerda, na cobrança curta Willian tabelou, foi ao fundo e rolou para trás, para a chegada de Danilo, que  fuzilou no canto direito mas Rafael Thyere se atirou na bola e salvou o Sport.

50'

O Palmeiras recuou demais na parte final do jogo mas conseguiu segurar a vitória.



Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Uma boa defesa e muito ativo na conversa com toda a defesa.
7
Luan
Voltando a pegar ritmo de jogo, foi mais seguro que nas partidas anteriores. Decisivo na finalização forte de Thiago Neves.
7
Felipe Melo
Excelente no jogo aéreo, forte no 1x1, competente na saída de bola por dentro, brilhou no lançamento longo para a jogada do gol.
8
Renan
Tranquilo na cobertura de seu setor, até arriscou alguns apoios ao ataque - e precisa melhorar no passe.
6.5
Marcos Rocha
Discreto, mesmo com liberdade tática para apoiar.
6
Danilo
Cheio de moral, parece estar engatando uma nova grande fase. Quase fez outro gol no final.
7.5
Zé Rafael
O melhor em campo; decisivo para a predominância verde no primeiro tempo. Só saiu porque estava extenuado.
8.5
Gabriel Menino
Entrou porque Zé pregou, numa função que não é a sua preferida; a outra opção era o Lucas Lima e o Abel fez o certo.
6
Raphael Veiga
Sua força faz a força do meio-campo do Palmeiras numa proposta mais ofensiva, como a do primeiro tempo.
7
Rony
Entrou para ser a flecha de um time sem o arco.
6
Gustavo Scarpa
Jogando mais espetado, encostando em Deyverson, segue sendo vital para as ações ofensivas. Mais um golaço.
8
Danilo Barbosa
Não entrou bem, mas foi esclarecido que estava no sacrifício, com dores no tendão de Aquiles.
6
Breno Lopes
Em ótima fase, foi importante no corredor do lado esquerdo. Não brilhou, mas fez bem seu papel.
6.5
Willian
Outro que sofreu pela falta de um meia organizador no time.
6
Deyverson
O esquema de jogo não favoreceu sua presença; jogamos por baixo e sabemos que o toque de bola não é seu forte.
6
Victor Luis
Entrou nos dez minutos finais para recompor o lado esquerdo, e acabou encaixando uma boa jogada no apoio.
6.5
Abel Ferreira
Abel Ferreira
Acertou em cheio na escalação inicial, mas não foi tão bem nos movimentos seguintes. Resta saber as razões das saídas de Scarpa e Veiga e da manutenção de Zé Rafael, que "morreu" minutos depois.
6




  • O Jailson está para o Campeonato Brasileiro assim como o Rony para a Libertadores. Desde 2016 os números dele neste campeonato impressionam.

  • Vamos buscar mais três pontos.
    De preferência sem sofrimento, mas o importante é somar vitórias para quando voltarem os titulares da Copa América, Dudu , o clube esteja na frente da tabela brigando pelo título. Avante Palestra