A obsessão pela Libertadores e a dificuldade em virar a chavinha

A apatia e a – como diagnosticou Cuca em coletiva – “falta de agressividade” verificada no time do Palmeiras na partida do último sábado é uma das poucas coisas que mesmo a porção menos emocional da torcida consegue tolerar – e isso se agrava quando se trata de um clássico. E se esse clássico é no Morumbi, aí realmente não há a menor chance de encarar de forma natural.

Dudu vs SPFC
César Greco / Ag.Palmeiras

Uma das possibilidades para se tentar entender a postura inaceitável do time em campo seria a dificuldade em virar a chavinha para o Brasileirão em meio a tantas disputas de mata-mata. O Palmeiras tem, entremeadas às 35 rodadas que ainda faltam até o fim do Nacional, potenciais 15 jogos de mata-mata – oito pela Libertadores, cujo sorteio para definir a chave acontece no dia 14 de junho, e mais sete pela Copa do Brasil – a próxima partida já acontece na próxima quarta-feira, quando o Verdão vai tentar alcançar no Beira-Rio as quartas-de-finais depois da vantagem construída na partida de ida.

Diante do afunilamento das competições, é natural que haja alguma dificuldade em acertar o foco num torneio de 38 jogos que está apenas na terceira rodada. E esse privilégio não é nosso: uma rápida corrida de olhos na classificação revela que quatro dos seis times que seguem na Libertadores estão na metade de baixo da tabela – e não estão apenas mal colocados, mas também jogando mal. O Grêmio, que ontem teve a chance de emplacar 100% de aproveitamento no Brasileirão, jogou com um time alternativo e tomou quatro gols do Sport; o Botafogo venceu o Bahia em casa e o principal jogador do time foi seu goleiro.

(Aqui, cabem parênteses: o desempenho do goleiro é um diferencial negativo na campanha do Palmeiras até agora – Fernando Prass falhou feio nos dois gols do adversário no último sábado e foi duramente criticado. Ninguém que veste a camisa do Palmeiras está imune a críticas; o que varia é o tom. Fernando Prass jamais teve um comportamento que merecesse qualquer repreensão, tem uma pilha de créditos acumulada e é, tecnicamente, um dos melhores do país. Não há nada que deva abalar nossa confiança em nosso goleiro. Ele mesmo criticou sua atuação e isso basta; ler palmeirenses o xingando e o desrespeitando é algo que torna a digestão de uma derrota com a de sábado mais difícil ainda.)

Vem de cima?

Não é apenas a falta de foco dos atletas. O próprio Cuca vem dando pistas de que o Brasileiro está um tanto à parte do foco principal. A escalação do time no sábado, sem Edu Dracena, Zé Roberto, Roger Guedes e Borja, intriga. Pode ter sido por opção técnica ou tática. Ou porque a fisiologia deu o alerta e eles estavam no limite para estourar e precisavam de descanso. Ou por mera precaução, um rodízio estruturado para administrar o esforço do grupo durante toda a temporada.

No caso da última hipótese ser a verdadeira, estamos diante de um equívoco monumental. Mesmo que estrategicamente o clube tenha avaliado que não tem condições de vencer as três competições e tenha decidido priorizar as menos longas e exigentes do ponto de vista físico – algo que por si só já seria questionável – um clássico no Jardim Leonor jamais poderia ser tratado como um jogo qualquer. Lá, tem que ser força máxima, sempre.

Vencer clássicos é o que faz a torcida abraçar um time durante uma campanha. Na mão inversa, perdê-los é o que traz para o ambiente uma tensão que nenhum atleta quer ter que enfrentar – e tudo se potencializa quando as derrotas vêm de forma estúpida, como nos clássicos em Itaquera e o do último sábado.

Aprendendo a virar a chavinha

Virar a chavinha toda hora não deve ser fácil, mas é um desafio que o atual grupo do Palmeiras precisa aprender a vencer. Mesmo que o Brasileiro tenha sido definido como objetivo secundário, a atitude em campo jamais pode ser apática como a que vimos no último sábado, nem que fosse um jogo comum.

O Brasileirão pode ser a competição mais longa e desgastante, mas também é a que o Palmeiras, diante da força de seu elenco, tem a maior chance de conquistar. Os mata-matas são empolgantes e há quem tenha obsessão pela Libertadores; de fato é a que confere ao vencedor a maior glória. Mas colocar todos os ovos em competições eliminatórias, onde um detalhe não define zero, um ou três pontos, mas sim a vida ou a morte na competição, sobretudo quando isso implica em perder clássicos de forma vergonhosa, é um risco que o Palmeiras não pode correr.

  • Como torcedor exijo a demissão do Advogado do Palmeiras Alexandre Miranda por compactuar com esse corporativismo de compadres barato (que é o grande mal do Brasil em todos as esfera, inclusive no futebol) e assinar um documento em defesa do inter, e defender a imoralidade feita por esse clube que não merece mais respeito nenhum.

    • Cara, não foi o advogado do Palmeiras que assinou, foi o Palmeiras.

      Ele não tomou essa decisão sozinho.

      Aliás, com certeza foi o que menos decidiu.

  • Cuca ainda mal esquentou o lugar.
    Ainda está conhecendo, ainda está experimentando.
    E sem tempo para treinar direito.
    Mas é cascudo e tem um crédito imenso.

    Sejamos mais pacientes…
    Errar no início do trabalho é perfeitamente normal.

    Ele está fazendo gestão de risco, priorizando o mata-mata no curto prazo, porque não pode errar.
    O campeonato de pontos corridos permite muito mais ajustes e testes.

    Pra mim não tem nada perdido não.
    Vamos, Verdão!!!

  • Boa tarde Para mim se tem elenco tem que usar, e foi o que o Cucu fez, para mim provavelmente ele priorizou a libertadores e poupou jogadores que poderiam desgastar, o que tem que fazer é treinar mais os “reservas” pois o EB não fazia isto, pois temos 3 campeonatos simultâneos sendo disputados e tem que rodar o elenco com qualidade, embora que fiquei nervoso em perder para os bambis e que perdemos por detalhes, mas logo o time se encaixa e vamos melhorar nos pontos corridos, acho que a conversa particular entre Cuca e jogadores foi para alinhar tudo isto, acredito que amanhã vamos marcar pelo menos um gol e vamos jogar com o regulamento nas mãos acredito num 2 x 2 abraços…

  • Na verdade, parece ser o contrário, o time vira a chavinha: é um time agressivo nos torneios de mata mata, e de bunda moles nos pontos corridos. Tem de aprender a NÃO virar a chavinha: jogar a vida e arrancar a vitória a qualquer custo nos 3 torneios, mesmo que o time seja misto, aqui e acolá.

    Mas vou dar um porém: não é só falta de atitude, o time joga muito mal, não tem futebol, parece um amontoado em campo, cada um querendo resolver sozinho a parada. Falta senso de equipe ao time, muitas vezes.

  • Sempre achei que extremismo é perigoso e pode levar a fracassos fragorosos que levam a desmantelamento de um projeto bem estruturado. Assim, forçar a ideia de que Libertadores é obrigação é contraproducente e traz uma sobrecarga maior que o necessário. Batalhar com dignidade e com seriedade sim, é o mínimo desejável. Por outro lado mesmo eu achei que o Verdão tem 2 times em condições de lutar por qquer título mas, tenho que reconhecer que não é bem assim. A simples mudança de 3 a 4 “reservas” torna o time sem padrão. Individualmente “parece” um elenco forte mas qdo os “reservas” entram o nível cai assustadoramente o concluo que os “reservas” não treinam no mesmo esquema de jogo do time “titular”. Espero que o mestre Cuca consiga corrigir isso e rapidamente. Avanti VERDÃO!!!

  • olha já venho falando sobre esse assunto a algum tempo?o cuca ainda não teve tempo para ´poder treinar esse time,e outra concordo que o time perdeu muito do seu espirito guerreiro com o fraco E.B e ainda vai demorar algum tempo pra vermos esse time em campo. aí sim poderemos criticar algo dos atletas e treinadores. NÃO TEMOS A OBRIGAÇÃO DE GANHAR NADA, MAS SIM DISPUTAR DE FORMA DIGNA TODOS OS CAMPEONATOS QUE DISPUTARMOS

  • Jogador de futebol é mimado ao extremo. O cara joga num clube grande, ganha 300 mil por mês e tem dificuldade de virar a chavinha quando muda o campeonato (coitadinho). Jogador de time grande tem a obrigação mínima de jogar com raça (independentemente do valor do campeonato), imagina num clássico então? Jogar sem vontade (como contra a Ponte, gambás, São Paulo) é imperdoável. Os próprios jogadores estão transformando a Libertadores em obrigação com essa postura rídicula dos últimos dois jogos no Brasileiro.

  • Analisando por outro lado, ainda que tenhamos jogado com o time reserva contra a Chape e um misto contra os bambis, ambos fora de casa, ainda assim era possível ter conseguido dois empates, haja vista que os gols sofridos foram consequência de erros do próprio time e, já partindo para a especulação pura, diria que daria para ter vencidos os jogos caso o time tivesse jogado com mais determinação e objetividade.

  • Discordo completamente daqueles que criticam a escalação do time no domingo. A grande maioria clamava para o EB utilizar melhor o elenco que temos e principalmente sabemos que os mais velhos nao tem condições de jogar quarta e domingo com a mesma intensidade, principalmente fora de casa contra um arqui rival. Nesse sentido as entradas de Juninho e Michel foram um salto de qualidade nesse momento. Quanto ao Borja, está longe de ser unanimidade e o William merece a titularidade também. O esquema com mais homens no meio campo nos deu o controle do jogo, faltou, como todos viram, maior objetividade e “sorte”(falhas individuais) no desenrolar do jogo. Longe de ser terra arrasada. O rival confirmou que jogou como time pequeno para ganhar, nos resta aprender a jogar diante dessa nova realidade.

  • Entrar com o time misto (sim, foi o time misto e não variação do titular) contra elas, no Jd Leonor é inaceitável sempre. Ponto! Nesse aspecto a comissão técnica errou feio. Pior foi tentar um esquema tático diferente neste jogo. Em 2015 com um time inferior tecnicamente nós ganhamos todos os clássicos, e com este plantel melhorado, já perdemos 02 clássicos de forma boba. Palmeiras não pode “esquecer” a importância de vencer clássicos. E pra isso não há campeonato e o escambau que justifique. Abre o olho em clássicos Cuca!

    • Com certeza eles aprenderam isso, deu pra ver que o CUCA queria ver até que ponto esse elenco pode ser alterado, e se for pelo que viu, não pode ficar inventando muito não!

  • Se não fosse essa p*#*(# de jogar com time alternativo ou reserva, já era para ter nove pontos tranquilamente no campeonato. Já teria aberto boa diferença para Flamengo e Atletico MG.

    Agora vem gente falando (principalmente a imprensa) que o elenco não é tão bom assim e bla bla bla.. mas não se troca o time todo de uma vez como foi feito contra a Chape na rodada passada. O time tem sim ao menos um bom reserva por posição, que quando entra em um time encaixado conseguirá render.

  • Acho que está faltando o Nobre para cobrar do time uma postura digna da nossa camisa e o investimento que está envolvido, realmente as falhas do Prass e a cobrança bisonha do pênalti foram duas situações absurdas, porém a apatia do time nos fez lembrar algumas outras “exibições” de quem não queriam nada com nada. Será que o Mauricio não vai cobrar do Mattos, tal postura ?

  • Não é desculpa. Às oitavas da libertadores a quase um mês para começar, com isso, o time tem condições até lá de apresentar um bom futebol, sem desgaste.

  • O Jean não pode mais ser o bater oficial, todos os penaltys que ele bate são defensáveis, e o Prass deve ser mantido na posição, na quarta feira pegou muito, torcida parece que tem Alzheimer…

  • Pra mim em 6 meses o Palmeiras não formou um time, ainda é uma amontoado de bons jogadores e promessas. Vários jogadores estão jogando só com o nome sem produzir nem metade do que devem. Motivo ? Podem ser vários, pois não convivemos nos teinos, vestiários, reuniões de diretoria:
    O problema pode ser motivacional, emocional, seoberba, tático, técnico e provavelmente tudo isso junto. Minha esperança é e que o cuca arrume tudo isso antes que tudo vá por água abaixo, ele provou ano passado que consegue o problema é o tempo extremamente curto.

  • Até entendo essa história de poupar jogador. Entendo mas não aceito muito, já que jogador hoje tem muita frescura e ganha muito. Imagina o pedreiro chegar para o patrão e pedir pra ser poupado. Jogador bom precisa jogar sempre. Alguém se lembra quem era os reservas de Ademir, Dudu, Leivinha, Cesar ou Luis Pereira? E os reservas do Evair, Cesar Sampaio, Edmundo, Edilson ou Roberto Carlos?

  • Ontem eu vi um time sem objetivo, sinto falta de um 9 referência. Mas para mim, o principal q ser feito é o gerenciamento do time, gerenciar pessoas, precisamos olhar com muito cuidado o Borja que parece não estar evoluindo.

    • Borja o trabalho começa agora. EB acabou com ele. Achei que o Cuca ia entrar com ele… deve estar feio o negocio internamente

        • Como se desse para “desfazer” 5 meses de pataquada em meio mês. EB deixou terra arrasada, vai levar um tempo até o Cuca reconstruir o campeão brasileiro de 2016.

      • Nitidamente o CUCA está analisando o grupo, acredito que na quarta e domingo são jogos chaves para vermos o tanto que essa equipe digeriu tudo isso.

  • Acho que outro problema é o Cuca, além de rodar o elenco, mudar o esquema de jogo radicalmente, como
    fez no morumbi .
    Trocar 3 ou até 4 jogadores de uma competição pra outra é aceitável … o que não dá pra entender é mudar o sistema de jogo completamente .
    Se tem que priorizar alguma competição é a Libertadores e o Brasileiro, que são os mais importantes.
    Tudo vai depender do resultado em Porto Alegre …. mesmo com todo o elenco acho muito difícil manter o nível nas 3 competições e praticamente impossível vencer as três .

  • Sem essa de time alternativo, sou contra de escalar time reserva ou fazer muitas modificações em clássico. Clássico é um campeonato a parte. No Paulista ressuscitamos um defunto que depois virou campeão. Agora com os bambi, se a gente ganha, afunda elas na crise.

    Meu filho tem 8 anos, alta expectativa em assistir jogo do Palmeiras, ficou p… da vida sábado. Parou de assistir o jogo e foi fazer dever de casa, disse que se o Cuca não escalar o time titular não vai mais assistir…kkkk. História a parte, o Palmeiras tem que ir pra cima, time que joga para empatar só se f…

  • Creio, e é só uma opinião, que o Verdão não vem jogando bem, como time, faz tempo… Resultados têm sido positivos e outros não, mas o time não tem demonstrado, dentro de campo, uma intensidade que poderia deixar o torcedor confiante… Diferente de outros clubes, o Verdão não possui um atacante que exija 90 minutos de atenção da zaga adversária e o setor de criação não tem sido tão eficaz em algumas partidas… No jogo contra os bambis, dava pra ver claramente que o time não poria a bola na rede, nem qdo saiu o pênalti… Contra o Tucuman, em muitos momentos, o time se mostrou frágil defensivamente…

  • Acredito que o Cuca esteja aproveitando o início do campeonato para testar todo o elenco, e, claro, isso vai deixar o time um pouco frouxo no início. Ele não teve a oportunidade de usar o Paulista para isso já que não estava aqui, mas acredito que isso seja pra ver como ele pode usar cada peça do elenco conforme ele for precisando delas, e não apenas deixar isso para os momentos de maior decisão. Ele perdeu 6 jogos quando chegou e depois conseguiu dar padrão ao time, não estou querendo dizer que concordo com as derrotas, mas tenho que ser coerente, porque se até aqui confiei que o Cuca é o cara para dirigir esse elenco, porque deixar de acreditar nisso agora?

  • Para mim, a questão é outra: soberba. Time que acha que vai ganhar só por entrar em campo. O nível de concentração não está sendo o mesmo em todos os jogos. Priorizar campeonato não dá o direito de jogar mal desse jeito fora de casa. O SPFC tá jogando um futebol fraco e mesmo assim o Palmeiras conseguiu perder. A Chapecoense muito limitada e mesmo assim o Palmeiras nem assustou. A Libertadores é mais provável ser eliminado do que conquistá-la. Quero só ver de agora em diante. Eles podem jogar a paz pelo ralo.

  • Não houve uma escolha da comissão técnica em priorizar a Libertadores e CB em detrimento do Brasileirão.
    Não foi uma questão de prioridade, mas sim de falta de encaixe, isso está claro.
    O Palmeiras fez dois jogos muito abaixo de qualquer padrão aceitável contra Chape e SP, mas também fez jogos ruins contra o Internacional e contra o Tucuman e um jogo apenas razoável contra o Vasco (embora o placar tenha sido 4 a 0)
    O time está muito diferente de 2016 e o Cuca ainda não pegou a mão do time:
    1) a ausência do Moisés; 2) saída do GJ; 3) má fase de jogadores como Prass, Jean e Dudu; 4) entrada do Felipe Melo.
    Para o time voltar aos trilhos, precisamos ajustes: que Prass seja o goleiro confiável de sempre, posicionamento do Dudu com o Guerra, Borja precisa dar combate na saída de bola, Tche Tche tem de aprender a jogar ao lado do Felipe Melo, a cobertura da lateral esquerda deve ser trabalhada.
    Enfim, Cuca está tendo de encontrar o ajuste do time durante o campeonato, mas quando o time encaixar vai ser muito difícil bater o Palmeiras, o problema é que isso não pode demorar sob pena do Brasileirão ir para o espaço.

    • Concordo, mas acho que não existe essa de time imbatível. Isso não pode fazer parte da mente dos jogadores. Nem times melhores do Palmeiras agiam de forma arrogante quanto este. Para mim, já colocava o Jailson contra o Atlético MG para fazer o Prass descansar e aumentar o nível de competitividade dele. Tá tomando muito gol bobo.

  • Mais do q a questão de priorizar algum campeonato, acho q o q ta pegando é essa conversa de melhor elenco do Brasil. farto e homogêneo. Me parece q o Cuca ainda não achou a maneira de lidar com esse elenco maior. Essa tentação de escalar um time diferente a cada jogo para “preservar” os jogadores, eu acho o maior dos erros. Tem q definir o time titular, definir os reservas imediatos de cada posição e só mexer no time em caso de força maior.

  • Dificuldade em virar a chavinha… ok, mas esse negócio de chavinha não existe na Europa pelo jeito. Lá quando o time é bom mesmo sempre ganha 3 ou 4 taças na temporada. Como eles conseguem e nós aqui no Brasil não?

    • Eu não acompanho o futebol europeu e nem internacional, e meu conhecimento técnico do esporte tbm não é muito grande. Mas acredito que na Europa os treinadores colocam a força máxima em campo e não ficam inventando muitas táticas mirabolantes a cada jogo.
      Acho que se deve colocar cada jogador em sua função e não ficar inventando de mudar posição a cada adversário diferente. Coloque os jogadores para fazer o que sabem e deixa eles jogarem, se estiver ruim aí muda durante o jogo e não antes das partidas.
      Como vai se avaliar o desempenho de uma equipe, ou até individual, se cada jogo está numa posição diferente, ou com uma tática nova. Tem que ter constância.

      • Outra coisa: se todo mundo reclama de calendário, pra quê inchar a Copa do Brasil esticando até o final do ano? Pra quê treinar em 2 períodos? Os dirigentes gostam é de reclamar, mas dizem amém e aceitam tudo da CBF.

  • No sábado jogamos com força máxima, não vejo as ausências de Dracena e Zé Roberto sendo os fatores do fracasso. Acho até que melhorou muito com a presença do Michel Bastos na lateral esquerda.

    Quanto a virar a chavinha, sinceramente, não acredito que isto seja a causa do time não estar jogando com intensidade…

    • Nao foi força maxima. Se fosse só as substituições do ED e do ZR pelo Juninho e MB, tudo bem, mas o time foi todo mudado. Pq entrar com Mayke na direita e Jean no meio? Pq tirar o Borja? Pq inventar o FM de terceiro zagueiro (q nem o EB fez)? Define um time e vamos em frente, senão vai ficar complicado.

      • Carioca, esse “força máxima”, foi no sentido que tínhamos todos os jogadores disponíveis, apenas Dracena e Zé foram poupados. São jogadores veteranos, precisam parar um pouco. E acho os reservas conseguem dar conta do recado no caso destes dois.

        Quanto aos outros jogadores e esquema tático, neste caso é opção do Cuca.

        Acho normal mudar esquema tático e jogadores conforme o adversário. O SPFC fez isso também contra nós…

        • Borja foi poupado também. Sem necessidade, pois já que precisa se adaptar ao futebol brasileiro, só jogando. Ficar no banco e entrar aos 30 do segundo tempo não vai fazer ninguém se adaptar a nada.

          • Rubens, vc viu a vontade do cara em jogar 15 minutos ? Meu Deus !!!

  • Priorizar campeonato é uma auto sabotagem para, também, diminuir as chances de insucesso no ano, visto que segunda colocação, por exemplo em três competições no ano, não seriam vistas com bons olhos, principalmente no Brasil, onde somente ao campeão é lhe dado o rótulo de equipe de sucesso. O problema é mais em baixo, e vem de uma cultura cruel, cada vez mais praticada, e que certamente cairá sobre o Palmeiras, se não for campeão de nenhuma competição este ano. Infelizmente, o inconsciente dos atletas deve estar bem fundamentado nesta questão, e mesmo aqueles, considerados suplentes, não conseguem desenvolver um espírito competitivo nos campeonatos tidos como em segundo plano. Não é fácil resolver!

    • Me diga em qual país do mundo alguém gosta de ser o segundo colocado, ainda mais sendo o que mais investiu para ser Campeão?

  • nao entendo dessa forma não, provavelmente veremos um time apático de novo quarta feira agora. ja nao jogamos toda essa bola contra o inter no jogo de ida…
    Sobre ultimo sabado eu gostei da formaçao do time, acho que se treinarmos bem pode ser algo muito interessante…3 zagueiros que saem pro jogo, 2 laterais mais ofensivos (sem tanta necessidade de marcar). o problema de sabado no meu entendimento nao foi o esquema, pois a defesa até que se portou bem. mas a má fase dos nossos atacantes está triste. Dudu irreconhecivel, borja ainda nao engrenou… se o ataque tivesse funcionado nao teriamos perdido nao. pra mim deveriamos insistir nesse novo modelo. ou entao, voltar ao 4231, mas para isso precisamos de um lateral esquerdo de oficio

    • Concordo. Pra mim, esse é o formato ideal, até pra quando Moisés voltar. O time funcionou defensivamente até o primeiro gol do SP (falha do Prass), aí Cuca mudou o esquema e arregaçou tudo. O problema ficou no último terço, pouca criação no ataque. É um esquema claramente para o Borja. Gostaria muito de que essa formação fosse efetivada, mas já para o próximo jogo não contaremos com Mina, Borja e Guerra, o que já impede de ser montado de novo. Assim é complicado!

      • sim…se for verdade que estamos atrás de OUTRO zagueiro, está meio nitido que iremos jogar com 3 zagueiros em mtas ocasioes… apesar q eu gostei do felipe melo ali atras tb

  • Todos foram mal no sábado, treinador e jogadores…abre o olho Cuca, certo “salto alto” de alguns jogadores pode estragar nosso ano; temos tempo pra recuperar desta pífia apresentação. AVANTI

  • A partir de domingo, não terá mais desculpas. Todo o mês de junho (se eu não me engano, se eu estiver errado, corrijam-me) é dedicado ao Brasileiro (da 4ª a 10ª rodada). 7 jogos seguidos, sem Libertadores ou Copa do Brasil no meio.

    É o momento perfeito do Palmeiras repetir outra coisa que fez em 2016: várias vitórias seguidas…

  • Muito difícil tentar entender essa irregularidade toda do time.

    Engraçado, alguns dizem que é excesso de pressão, outros que é falta de pressão. O que seria?

  • Fico imaginando o “pé” que seja pro Conrado ter de escrever esses Posts cujo tema é “tentar entender uma postura inadmissível adotada por um dos mais bem remunerados grupos de profissionais do país”.

    Sinceramente, se eu tivesse de escrever esses posts, penso que jogaria a toalha.

    Sou completamente compreensivo com dificuldades de condicionamento, questões físicas etc. Mas, um grupo bem escolhido, bem pago — em dia –, bem cuidado em termos de estrutura física e de recursos de preparação e com perspectiva de remuneração ainda maior em caso de conquistas, tem de externar sintonia profissional com a coisa.

    Talvez, o “vem de cima” mencionado no post referindo-se ao treinador tenha de subir alguns degraus. Quero dizer: talvez, falte alguém da direção — e até o presidente — sinalizar fortemente qual é a expectativa que se tem para o ano.

    É o que me ocorre.

  • Ainda acredito que o Cuca vai conseguir dar jeito nesse time. É o melhor técnico do país no sentido de administrar o psicológico de jogadores, que é claramente o principal problema que o elenco vem enfrentando, já que temos qualidade de sobra.

    • Tambem acho que o Cuca esta testando o time, vendo o q vai onde, onde eh melhor ou pior. Mas sabado foram falhas de jogadores q normalmente nao falham e grotescas, nao pode colocar no do Cuca nao.

  • O mesmo aconteceu no jogo contra os gambás onde perdemos a oportunidade de pisar na cabeça deles. Um jogador a mais em campo, domínio total do jogo, mas faltou aquela vontade de vencer. Vencendo aquele jogo o Carille cairia e a crise seria instalado do outro lado. A impressão que dá é que todo mundo no elenco comprou a ideia de ser o melhor elenco, o time imbatível, e que pode ganhar a qualquer momento. Isto não existe no futebol brasileiro.

  • A prioridade deve ser a conquista do DECA do Brasileirão, marca incrível e longe para os rivais atingirem e fortalece a hegemonia nacional e nosso projeto de médio e longo prazo de dominar tudo. Liberta e CdB seriam bônus naturais. Não dá para apostar tudo num torneio de mata mata onde tudo pode acontecer e nem sempre o melhor ganha.

  • Uma coisa é a ressaca de se perder um clássico para as Bambinas, outra coisa é descontar toda uma frustração pessoal e descabida em um resultado infeliz, mas passageiro, por mais amargo que esse seja. Palmeirenses, é indigesto perder para o arqui-rival, sabemos bem, mas longe de ser o fim do mundo. Jogamos mal e o time teve uma postura inaceitável. Porém.:”Sejamos Bipolares, mas com Responsabilidade!” Até para os exorcismos há limites, e o bom senso nunca é demais e sempre nos diferenciará das demais torcidas… Repensemos nossos julgamentos e usemos com sabedoria nossa Passionalidade. Amemos nosso clube, ao mesmo tempo sabendo ser justos e sensatos. Cabe uma reflexão e um exercício para vida e em todas a suas esferas. Boa semana a todos! VAMOS PALMEIRAS!!!

  • A impressão é essa mesma: Brasileirão já era, para os jogadores. CdB também acho que já já vai também, pelo “ânimo” que eles jogaram a primeira partida contra o Inter.

    • Se a impressão for essa mesma, nenhum título para 2017. A prioridade deveria ser o DECA do BR, marca espetacular e longe dos rivais atingirem. Liberta ou CdB seriam bônus.

      • É essa maldita “obsessão” pela Liberta. Na década de 70, lembro que íamos com time reserva disputar essa joça, ninguém dava a mínima, era uma roubalheira só, torneio ridículo. Essa nova geração “Champions League” é que fica babando por esse torneio de m…

  • Acho interessante que ano passado tivemos aproveitamentos ruins em 6 jogos:
    Um empate contra a Chapecoense na 18ª Rodada
    Derrota para os Bambis no Morumbi
    Derrota para o Atlético Mg em casa,

    engraçado né, 4 primeiras partidas tem esses 3 resultados ruins esse ano!!
    Odeio essa história de perseguição mas quem montou essa tabela estava claramente mal intencionado.

  • Belo texto. O parênteses sobre o Prass foi excelente. Críticas ele merece, e ele foi o primeiro a fazer por sinal. Agora teve gente passando dos limites com um cara 100% correto, que veio na roubada de termos acabado de cair, tomou xícara na cabeça, acelerou recuperação de lesão em 14 pra salvar o time, entre outras coisas. Ele merece respeito.

    • Há duas semanas muitos dos que estão falando cocô dele hoje, estavam dizendo como era absurdo o Tite não convocá-lo pra seleção “pois é obviamente o melhor goleiro em atividade no país”….

    • Exatamente isso a que me referi no comentário ao post sobre “cartola” em que salientei a postura abjeta das pessoas irem às contas de rede social das figuras públicas e tomar a absurda liberdade de as agredirem verbalmente.

      Já quando a figura pública é um “zé mané”, a coisa é péssima. Quando é o FERNANDO PRASS, a coisa é pra lá do grotesco. Dá MUITA vergonha.

    • O torcedor tem memória seletiva, principalmente o palmeirense. Há pouco tempo tinha gente pedindo o Prass na seleção, e depois desse jogo contra o SPFC, por mais absurdo que pareça, vi torcedor falando que ele não serve mais nem pra ficar no banco.