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14/08/2021 - 19:00

Atlético-MG 2x0 PalmeirasCesar Greco

O Palmeiras foi derrotado pelo Atlético no Mineirão por 2 a 0 numa partida que foi claramente dividida em duas. Houve competição enquanto Patrick de Paula esteve em campo e as duas equipes tinham onze jogadores, mas a injusta expulsão do camisa 5 deflagrou uma enorme disparidade em campo, agravada pela expulsão de Abel Ferreira do banco, por reclamação.

A derrota permitiu ao adversário abrir vantagem na tabela – agora são cinco pontos de desvantagem. Mas ainda estamos no primeiro turno; nosso elenco é forte e está bem equilibrado e as chances de reação são claras.

Primeiro tempo

8'
Atlético

Vargas recebeu na meia direita e arriscou de fora, mas pegou mal na bola, que saiu pelo alto.

20'
Palmeiras

Gabriel Menino tabelou com Veron e bateu de canhota, o chute saiu rasteiro e Everson pegou firme.

34'

Patrick de Paula chegou para dividir com Jair, escorregou e houve um contato. No grito dos jogadores do Atlético, o bandeirinha influenciou o árbitro e Bruno Arleu mostrou o segundo amarelo para o camisa 5 e ainda expulsou Abel Ferreira pela justa reclamação. O Palmeiras foi muito prejudicado pela arbitragem no lance.

43'
Atlético

Vargas achou espaço por dentro e soltou um míssil; Weverton espalmou para escanteio. Na batida da direita, Jair escorou de cabeça buscando o cantinho, mas a bola saiu à direita de Weverton.

48'
Atlético

Gol do Atlético – Arana apoiou pela esquerda e cruzou no segundo pau; Gustavo Gómez marcou errado e deixou Piquerez com dois; ele avançou no primeiro, a bola passou e Savarino escorou de dentro da pequena área para o gol de Weverton.

48'

O gol foi o último lance do primeiro tempo – Bruno Arleu encerrou a disputa logo após o gol.


Segundo tempo

Abel fez quatro alterações para tentar empatar e virar o jogo: Zé Rafael, Danilo Barbosa, Luan e Rony entraram nos lugares de Gabriel Veron, Gustavo Scarpa, Wesley e Willian.

8'
Atlético

Após escanteio da esquerda, Vargas testou da marca do pênalti, mas foi fraco e em cima de Weverton, que pegou fácil.

16'
Atlético

Gol do Atlético – Arana mais uma vez cruzou por baixo; a bola chegou de novo no segundo pau e Savarino escorou para o gol – se ele não estivesse lá, Vargas estava e faria o gol. Na extensão do lance, a canela de Savarino foi na cara de Weverton, que se atirou na bola para tentar salvar o Palmeiras.

23'

Weverton teve mesmo que ser substituído; Jailson entrou em seu lugar.

27'
Atlético

Hulk bateu de canhota da intermediária com muita violência; a bola pingou na frente de Jailson que fez o movimento correto e espalmou para escanteio.

45'
Atlético

Nathan bateu de fora; a bola desviou em Luan e tirou Jailson da jogada, mas saiu em escanteio.

47'
Atlético

Keno desceu em velocidade pela esquerda, passou por Felipe Melo e bateu forte por baixo. Jailson fez boa defesa.

50'

Com cinco minutos de acréscimos, Bruno Arleu terminou o jogo.



Ficha Técnica

Atlético

Everson
Mariano
Nathan Silva
Junior Alonso
Guilherme Arana
Jair
Dylan
Tchê Tchê
Nacho Fernández
Calebe
Savarino
Nathan
Hulk
Eduardo Sasha
Vargas
Keno
Cuca
TÉCNICO


Fim de jogo

Rodrigo Figueiredo Henrique CorreaRodrigo Figueiredo Henrique Correa, conhecido também como “Palmito” no meio da arbitragem. O bandeirinha da Federação Carioca foi o responsável por estragar um dos jogos mais importantes do campeonato ao interferir no lance que gerou a expulsão de Patrick de Paula.

Nosso volante estava com um cartão amarelo e, no lance em que foi expulso, escorregou no gramado; mesmo assim, o contato quase não existiu e Jair, do Atlético, encenou o choque. O árbitro marcou a falta e o jogo já estava por recomeçar, mas o auxiliar decidiu chamar Bruno Arleu e recomendou a expulsão, no que foi atendido.

Até então, havia competição. O Palmeiras, com oito alterações em relação ao time que enfrentou o SPFC, amarrou o jogo e tinha Veron e Wesley como ameaças constantes pelos corredores.

É verdade que os dois ponteiros ficaram só na ameaça o tempo todo; o Palmeiras só conseguiu criar uma chance de gol até o fatídico lance. Mas também é verdade que o time da casa, embora tivesse mais a posse de bola e a iniciativa do ataque, também só tinha levado perigo ao gol de Weverton uma vez. Posse de bola, sabemos, não é nada por si só.

A expulsão, aos 34 minutos, implodiu o Palmeiras. Os jogadores sentiram demais a saída de Patrick do campo e a lacuna deixada por Abel a beira do gramado. Nosso treinador, que já havia sido advertido verbalmente e depois com um cartão amarelo, enlouqueceu com a injusta expulsão do camisa 5 e foi expulso – também por recomendação do bandeirinha carioca.

O time foi acuado taticamente, já que teve que transformar o 4-2-3-1 num 4-4-1 com Gustavo Scarpa precisando fazer a contenção. O Atlético tomou conta do gramado e o gol era questão de tempo. E ele acabou saindo no último segundo do primeiro tempo, contando ainda com uma desorientação de Gustavo Gómez.

Essa sequência demoliu o moral do time, que mesmo com quatro alterações, voltou derrotado para o gramado. A proposta de Abel para o segundo tempo foi radical: responder rápido no placar para tentar reverter o aspecto mental da partida, posicionando Rony para a velocidade e reforçando a zaga alargando mais as jogadas. Não funcionou porque nossos laterais, principalmente Gabriel Menino, não conseguiram vencer os duelos com os laterais adversários, em grande noite.

A pá de cal foi o lance do segundo gol, quando perdemos também Weverton. Naquele momento, a chavinha do time imediatamente mudou para o modo Libertadores e tudo o que podíamos desejar era que o jogo terminasse logo, sem mais gols.

O Atlético ainda tentou ampliar por mais quinze minutos, até que Cuca também decidiu pensar na competição continental e trocou todo o seu setor ofensivo. O resto ficou por conta do relógio.

Poderia ter sido um jogaço. Até os 34 minutos, era um jogo muito estudado – sem muitos lances de gol, é verdade, mas o duelo tático fazia jus às duas melhores equipes do campeonato e a sequência do jogo era muito promissora. A intervenção da arbitragem, especificamente do vulgo Palmito, estragou a partida, o turno e quiçá o campeonato.

O adversário mostrou bastante força para a sequência da temporada e briga pra valer nas duas frentes em que ainda lutamos – e ainda pode levar de quebra a Copa do Brasil. Não precisava da desastrosa arbitragem para vencer o jogo. Teria sido mais bonito, qualquer que fosse o resultado.

A regra das 24 horas estabelecida por Abel, segundo a qual nosso elenco tem apenas 1 dia para celebrar as grandes vitórias ou para remoer as derrotas precisa ser seguida à risca – mas da forma como a derrota aconteceu, não será fácil. Sabemos ganhar e sabemos perder, mas quando a derrota vem de forma tão revoltante e injusta, essa tarefa vai ser das mais complicadas.

A História conta: o Palmeiras sempre ressurge quando ninguém dá mais nada. Ainda mais quando somos açodados desta forma. Terça-feira, teremos mais uma resposta. VAMOS PALMEIRAS!





  • Faz uns anos que vivo na Espanha e fico acordado até tarde ou acordo de madrugada pra ver os jogos do verdao.
    Da raiva quando perde, mas quando perde roubado, que ódio.

    Time do atletico muito intenso em certos momentos, jogando bem também. Mas acredito que no segundo tempo, com os 11, ganharíamos com o banco. Ainda assim, os caras vem de 9 vitorias, seria normal uma derrota, o problema foi a forma, com a expusao.

    Agora é se preparar para terça feira, o jogo mais importante do ano. Avanti palestra!

  • Gostaria de uma reclamação formal da diretoria à CBF por conta da atitude e postura desse juiz amador no jogo. Se não ofende aos jogadores e a própria diretoria, que saibam que esse tipo de roubo ofende demais a torcida!!!!!!!

  • A grande diferença entre os chamados mecenas é que o daqui gastou seu próprio dinheiro apenas para colocar a casa em ordem, com enorme sucesso, e a dívida com ele já está paga.

    O de lá é pura luxúria, esbanjamento. É um caso diferente. O preço será diferente. Não tem almoço grátis.

  • Gostaria de ver um Palmeiras com Weverton, Menino, Renan, Gomez, Piquerez, Danilo, PK, Scarpa, Dudu, Wesley e Rony. Time leve e perfeito para o contra ataque.

    Aproveitando a pauta de hoje que inclui o time de MG, é válido ressaltar o quanto a nossa torcida gosta de “dormir com os olhos dos outros”. Antes o assunto era “o Palmeiras não contrata ninguém”. Vieram Piquerez e Jorge e o falatório diminuiu… Agora a bola da vez é “o Diego Costa queria jogar no Palmeiras e deixaram ir para MG.”

    As pessoas têm memória curta e não lembram que esse mesmo diretor que está gastando rios de dinheiro lá em MG, deixou lacunas financeiras no Palmeiras e por isso hoje a diretoria adota uma postura mais cautelosa no mercado. E é muito provável que quando passar essa fase, o destino do adversário de hoje a noite será o mesmo que o do seu arquirival. No futebol e na vida, o dinheiro não aceita desaforo. É preciso manter os pés no chão!

    Hj CAM 0 x 2 Palmeiras.

    • Cara, se o CAM não ganhar nada nessa fase da temporada, o que pode muito bem acontecer, essa brincadeira de rasgar dinheiro vai dar uma m… gigantesca. Tenho pensado nisso desde o começo da temporada.