Abel analisa vitória em Goiânia e valoriza os jogadores

O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, orienta o time na vitória sobre o Atlético-GO, em Goiânia
Cesar Greco

Zé Rafael, Deyverson e Felipe Melo mereceram elogios específicos de Abel na coletiva

Com um jogo decisivo na próxima quarta-feira, contra a Universidad Católica pela Libertadores, Abel Ferreira decidiu por levar a campo para o confronto diante do Atlético-GO, neste domingo, um time alternativo. Ao todo, foram realizadas sete mudanças em relação à última escalação.

Mesmo com as diversas alterações, o Palmeiras bateu o time da casa por 3 a 0 e se manteve na liderança do Brasileirão de forma isolada. Em entrevista após o jogo, Abel falou sobre a escolha pela equipe e elogiou a força coletiva do elenco.

“Não é a primeira vez que fiz isso [as mudanças na equipe]. É a prova que eu confio em todos os jogadores, desde que trabalhem no limite. É através dessa cultura de vitória que nos preparamos para o jogo seguinte”, declarou.

“Estamos com um espírito coletivo muito forte. É só ver o lance do terceiro gol, em que o Deyverson dá o passe para o Breno. E para mim isso vale mais que um gol. O futebol não é individual, a gente depende um dos outros”, acrescentou.

O treinador também afirmou que os jogadores foram inteligentes ao explorar o lado direito da defesa adversário – o primeiro gol da equipe aconteceu por este setor.

“O futebol é tempo e espaço. E nisso a nossa equipe foi muito bem em aproveitar uma das três rotas de ataque que temos, que foi a dos corredores. Nós temos que aproveitar os espaços cedidos pelos adversários e não podemos demorar muito. Se eu for lento na circulação, a janela se fecha. Nossa equipe teve uma leitura muito inteligente em utilizar o lado direito do adversário e saber explorá-lo”, contou.

A vitória sobre o Atlético foi a sétima consecutiva da equipe. Este bom momento, no entanto, não significa para Abel que o Verdão seja o maior favorito ao título brasileiro.

“Fizemos apenas o 12º jogo, nem na metade estamos. O Brasileirão é o campeonato mais difícil do mundo e aqui é muito 8 ou 80. Este jogo valeu apenas mais três pontos e temos que pensar jogo a jogo”, disse.

Abel pede calma com Dudu e elogia Zé Rafael e Felipe Melo

Apesar de não gostar de falar individualmente de cada atleta, Abel destacou as partidas de Zé Rafael e Felipe Melo.

“O Zé Rafael é mais um exemplo que é preciso ter paciência. Quando cheguei ele estava em excelente forma, mas depois lesionou o pé e, mesmo assim, continuou jogando para nos ajudar. Depois passou um período em baixa e as críticas foram muito duras. Mas ele nunca desistiu e trabalhou sempre com caráter, é um guerreiro. É inteligente com ou sem a bola. E, hoje, esta sequência que está tendo é todo mérito dele e espero que continue com este foco e esta forma”, afirmou.

Sobre o camisa 30, prosseguiu: “O Felipe vem jogando muito bem. A diretoria já foi muito clara sobre a situação dele no clube. Eu, como treinador, estou muito contente com ele em campo. Lidera a equipe tanto fora quanto no campo. É isso que espero dos meus líderes, que sejam os primeiros a dar exemplo. Continuo contando com o Felipe e hoje fez uma grande exibição”.

Por fim, o comandante analisou a atuação de Dudu, escalado como titular pela primeira vez desde seu retorno, e pediu calma com o camisa 43.

“É preciso calma com o Dudu e dar-lhe tempo. Ele sabe das concorrências no elenco e está com uma disponibilidade mental de nos ajudar. Quer conquistar troféus coletivos, porque os individuais ele já conquistou”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo nesta quarta-feira para enfrentar a Universidad Católica pelas oitavas-de-final da Libertadores. A equipe joga por um empate para se classificar à fase seguinte. No Brasileirão, o próximo compromisso será diante do Fluminense, no sábado.

  • Com esse cidadão aí é derrota a vista. Picota o jogo, marca toda faltinha, inverte as faltas e sempre faz vista grossa pra lances que o Palmeiras é prejudicado.

    • Isso, e o SP vai utilizar a mesma receita das finais do Paulista, ou seja, sabe que se encarar de igual apanha, vai jogar no erro, e esse arbitro coopera com esse propósito.