Weverton deixa o Palmeiras após 8 anos como um dos maiores de todos os tempos

Depois de 8 anos, Weverton foi anunciado como reforço do Grêmio; goleiro é o quinto que mais vestiu nossa camisa e o mais vencedor em toda a História.

Weverton comemora a conquista do Brasileirão 2023 pelo Palmeiras, após jogo contra o Cruzeiro, em partida válida pela trigésima oitava rodada, no Mineirão.
Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Weverton foi anunciado como reforço do Grêmio e deixa o Palmeiras após oito anos com números incontestáveis. Com 454 jogos, é o quinto goleiro com mais partidas disputadas (apenas 4 atrás de Velloso, o quarto); disparado o que mais ganhou títulos.

Além dos números, sempre foi um atleta exemplar, em todos os sentidos. Além da excelência debaixo das traves e do ótimo jogo com os pés, sempre foi um líder, inspirando os companheiros e até a comissão técnica em seus discursos nas preleções.

Sua saída do Verdão deixa um vazio que nossa torcida já se acostumou a enfrentar de tempos em tempos. O Palmeiras, historicamente, mantém goleiros seguros por longos anos. Aconteceu com Oberdan, Valdir, Leão e Marcos: quando saíram, o sentimento foi de orfandade. Era difícil olhar para as traves e não sentir falta do grande guardião.

Nestas ocasiões, surgiam os “sucessores” que tinham que lidar com a sombra do ex-titular, eram massacrados pela torcida e não suportavam a pressão. A exceção a esta regra talvez seja Gilmar, que conseguiu fazer a torcida esquecer de Leão, mas só depois de algum tempo. Velloso talvez deixasse esse sentimento se tivesse continuado no Palmeiras por mais tempo, mas foi ofuscado pela ascensão de Marcos.

Weverton lida com as injustiças das redes sociais

As redes sociais, em sua ansiedade típica, tratam os ídolos de forma diferente nos dias atuais. É bem possível que todos os ídolos mencionados acima fossem desrespeitados pela torcida se existisse Twitter/X e outros hospícios virtuais em suas épocas. Weverton talvez tenha compreensão disso. Os que virão a seguir certamente terão, já que iniciaram suas carreiras já inseridos nesta era.

O fato é que Weverton não merece ter que lidar com as manifestações desrespeitosas, tão cheias de frustração e ingratidão, que recebeu por ocasião do anúncio de sua saída do Palmeiras.

É indiscutível: mesmo defendendo um pênalti em Itaquera na Copa do Brasil, Weverton falhou bastante em 2025 e, aos 38 anos, já não inspirava a confiança de antes. Foram erros graves que nos tiraram de competições importantes – e o pior: alguns deles, contra o próprio Corinthians. Sua saída possivelmente foi uma decisão acertada, o que não justifica o desrespeito. Todos os mencionados cometeram algumas falhas graves em suas épocas; a posição de goleiro é assim.

Abel Ferreira mencionou que Weverton é o maior goleiro da História do Palmeiras em coletiva. Nosso treinador tem uma legião de odiadores nas redes sociais que aproveitaram o trecho para elevar a temperatura do caldeirão, alegando ser inaceitável que Abel determine quem é o maior da História. No embalo do hate a Abel, veio o hate a Weverton, com memes inacreditavelmente mal educados e ingratos.

É bem possível que o tempo faça justiça a Weverton e que ele seja reconhecido no futuro, por (quase) unanimidade, como uma grande figura da História palmeirense. Um goleiro que ergueu tantas taças, que criou ligações profundas como clube a ponto de fazer “chá de revelação” no gramado do Allianz Parque – e, alguns anos depois, de bater bola com o filhote, Olavinho, no gramado do estádio, após todos os jogos.

Que Carlos Miguel consiga superar a pressão que virá e se torne mais um membro da grande linhagem de goleiros do Palestra/Palmeiras, que começou com Primo, passou por Nascimento e Jurandyr; e que teve Oberdan, Valdir, Leão, Velloso, Marcos e Weverton. E se chegar no nível do que foram Gilmar, João Marcos, Sérgio, Diego Cavalieri, Fernando Prass e Jailson, já estará muito bom.


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