As arbitragens estão acertando? Como assim? O que está acontecendo?

A primeira rodada do Brasileirão não terminou ainda mas já pudemos ver que algumas coisas parecem diferentes nas arbitragens em relação ao ano passado. Outras, seguem exatamente como sempre foram.
Hulk segue em seu papel de auxiliar de árbitro. Aliás, o time todo do Atlético tentou direcionar a arbitragem de Bruno Arleu de Araujo – e foram parcialmente bem-sucedidos, já que o árbitro acabou cedendo à pressão e marcando algumas faltas inexistentes sobre os atleticanos. Felizmente, nada que influenciasse no resultado do jogo.
O que surpreendeu foi a honestidade de Wagner Reway ao traçar as linhas do impedimento no gol anulado de Cuello. O VAR que nos rouba sistematicamente há pelo menos cinco anos, desta vez, foi extremamente criterioso no traço e acertou ao apontar o impedimento.
No Morumbi, o cenário estava armado. O Flamengo entrou em campo tranquilo, sabendo que no apito estava seu amigão de sempre, Wilton Pereira Sampaio. E os cariocas saíram na frente já no segundo tempo. Mas não esperavam que o São Paulo, sabe-se lá como, conseguisse uma virada.
O Flamengo então partiu com tudo em busca do empate, mas como não conseguiu, usou o velho recurso: De Arrascaeta mergulhou na área para o homem de preto marcar o pênalti. O uruguaio fez seu papel, mas o juiz, para surpresa geral, não. Wilton Pereira Sampaio acertou ao não assinalar a falta penal e o Flamengo foi derrotado.
Inconformados por não serem ajudados, os jogadores do time carioca partiram enfurecidos para cima da arbitragem. Jorginho foi expulso após o apito final. Tamanha foi a revolta, que parecia mesmo que eles estavam cercando um assassino. Afinal, onde já se viu não marcar um pênalti sobre De Arrascaeta?

Seguimos apanhando calados
As mesmas narrativas em cima dos fatos já tornaram a ganhar força na imprensa e nas redes: “o Flamengo foi roubado e o Palmeiras, ajudado”. As milícias digitais flamenguistas estão com o material nas mãos e já estão fazendo o que podem para repetir a tática do ano passado: pressionar as arbitragens para apitarem a favor do time de Filipe Luis nos jogos mais importantes.
A torcida palmeirense precisa entender que ficar em cima dos juízes não é sinônimo de fechar os olhos para as críticas internas. Muitos torcedores não admitem que se reclame das arbitragens enquanto o time não estiver rendendo como se fosse o Bayern de Munique na Bundesliga. Uma divisão pouco inteligente, que nos enfraquece ainda mais, diante de tantos ataques que já sofremos. Nós, a torcida, temos que usar nossa força nas redes e responder à altura, já que o clube não o faz. Isso não é sinônimo de aplauso incondicional aos jogadores ou ao técnico.
Por outro lado, se tem algo que, em princípio, parece que mudou, foi o viés da arbitragem. Nos dois lances capitais da rodada, os juízes ACERTARAM. No ano passado, teriam errado contra o Palmeiras e a favor do Flamengo.
Será que essa é uma tendência ou foram apenas “acertos pontuais”? A profissionalização das arbitragens, anunciada pela CBF, já estaria exibindo seus primeiros efeitos? Ou o Palmeiras aprendeu a jogar o jogo e, pelo menos nos bastidores, aprendeu a se proteger? Ou não foi nada disso? Ou foram apenas lapsos de juízes que também estão apenas “sem ritmo de jogo”, e tudo continuará sendo como em 2025? Saberemos na sequência da temporada e estaremos atentos.
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Um comentário em “As arbitragens estão acertando? Como assim? O que está acontecendo?”
Nada melhora no Brasil, ainda mais relacionado à CBF. Esses acertos devem ter sido apenas uma coincidência.