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03/10/2016 - 20:00

Pré-Jogo

O Verdão fecha a rodada 28 do Brasileirão enfrentando o vice-lanterna Santa Cruz, no Arruda. O time pernambucano foi eliminado dolorosamente da Copa Sul-Americana e já não alimenta maiores esperanças de escapar do rebaixamento.

Mesmo na casa do adversário, o jogo tem tudo para ser mais uma fácil vitória do Palmeiras – e é por isso que todo cuidado é pouco. O time tem a chance de abrir vantagem na liderança, já que o vice-líder apenas empatou com a quinta força paulista no sábado.

DESFALQUES:
Lesionados
: Fernando Prass e João Pedro
Suspenso: Dudu
Seleção: Mina e Barrios
Não relacionados:
Vinicius, Roger Carvalho, Rodrigo, Matheus Sales e Vitinho

RELACIONADOS:
Goleiros:
Jailson e Vagner
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Edu Dracena, Thiago Martins e Vitor Hugo
Volantes: Arouca*, Gabriel, Moisés*, Thiago Santos e Tchê Tchê
Meias: Allione, Cleiton Xavier* e Fabrício
Atacantes: Alecsandro, Erik, Gabriel Jesus, Leandro Pereira, Roger Guedes e Rafael Marques*
* pendurado

Em coletiva na sexta-feira, Cuca admitiu que deve mudar novamente a forma do time atuar, visto que a formação com Gabriel Jesus enfiado entre os zagueiros já ficou manjada pelos adversários, que passaram a marcar nosso camisa 33 com muita dureza. A tendência é que Leandro Pereira assuma o comando do ataque, com Gabriel voltando a atuar aberto, de frente para o gol.

Sem Dudu, suspenso, o miolo pode ficar com Cleiton Xavier, de volta após trabalho de reforço físico, com Roger Guedes aberto pela direita. O provável time é o da figura à direita.

ADVERSÁRIO

Com Leo Moura suspenso, a vaga na lateral direita do Santa Cruz deveria ficar com Vitor, aquele mesmo que passou por aqui em 2010, mas o técnico Doriva tende a dar uma chance para o volante Danilo Pires, improvisado. Na esquerda, a dúvida antes do último treino era se Allan Vieira suportaria as dores – e ele passou no teste e deve ir para o jogo. O provável time é Edson Kolln; Danilo Pires, Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, Derley e João Paulo; Pisano, Keno e Grafite.

RETROSPECTO

Desde 1959, o Palmeiras já enfrentou o Santa Cruz 26 vezes e tem ampla vantagem no retrospecto: 15 vitórias, 6 empates e apenas 5 derrotas; 58 gols marcados e 40 sofridos.

  • Por campeonatos brasileiros, foram 20 confrontos: 11 vitórias do Palmeiras, 4 empates e 5 vitórias do Santa Cruz; 44 gols do Verdão e 33 dos pernambucanos;
  • Mesmo em partidas realizadas com mando do Santa Cruz, a vantagem é palmeirense: em 15 jogos, 7 vitórias do Palmeiras, 5 empates e 3 derrotas, com 36 gols marcados e 27 sofridos;
  • O Palmeiras já jogou no Mundão do Arruda 18 vezes, contra os três times do Recife. Vencemos 8 jogos, empatamos 5 e perdemos outras 5 vezes; marcamos 35 gols e sofremos 29;
  • Apita o jogo Dewson Freitas da Silva, o amigo do Robinho. Desde 2014, ele já apitou 7 jogos do Palmeiras: 3 vitórias, um empate e 3 derrotas; marcamos e sofremos 11 gols. Mas cuidado: ele é RUIM!

PARPITE

Muita atenção com o menino Keno, destaque do time pernambucano. Grafite começou o campeonato voando, caiu de produção, e resolveu mostrar que está vivo no último jogo ao marcar três gols contra o Independiente Medellín pela Sul-Americana. No jogo do melhor ataque do campeonato contra a pior defesa, vai dar Verdão: 4 a 2, com três gols de Gabriel Jesus e um de Tchê Tchê, para 10.234 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Num belo jogo, cheio de alternativas, o Verdão fechou a 28ª rodada do Brasileirão vencendo o Santa Cruz no Arruda por 3 a 2, abrindo vantagem para o Flamengo na classificação. A dez rodadas do fim, o Palmeiras tem uma rodada de margem para o vice-líder e a contagem regressiva para o fim do campeonato já começou. Sem Dudu, o Verdão teve enormes dificuldades na partida, cometeu erros, mas aproveitou a enorme fragilidade da defesa pernambucana para construir o resultado.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca, mais uma vez, surpreendeu – o que, paradoxalmente, não é nenhuma surpresa. Zé Roberto foi escalado como meia para abastecer o rápido ataque com Roger Guedes e Erik dos lados e Gabriel Jesus por dentro. Egídio, claro, fez a esquerda.

E o Verdão começou o jogo como se estivesse em casa, apesar da irritante bandinha local. Pressionando a saída de bola do Santa, jogando inteiro no campo do adversário, tocando de pé em pé, só dava Palmeiras. A primeira chance veio aos seis: Zé Roberto fez linda jogada e enfiou para Roger Guedes em velocidade – a zaga o parou com falta. Na cobrança, a mesma ensaiadinha do primeiro turno no Allianz Parque: depois da ajeitada, Jean bateu por fora da barreira, mas desta vez a bola saiu por muito pouco, beijando a rede por fora.

O Palmeiras continuava dominando completamente as ações e o Santa Cruz só conseguia nos ameaçar quando lançava Keno em velocidade pela esquerda. Muito rápido e habilidoso, exigia que a marcação em cima dele fosse sempre dobrada, e nem sempre funcionava. Aos 18, ele escapou por trás da zaga numa bola enfiada e tocou na saída de Jailson, por baixo do goleiro; mas com pouco ângulo, errou o alvo.

Um minuto depois, o Verdão respondeu numa bela tabela de cabeça entre Gabriel Jesus e Roger Guedes; o camisa 23 saiu em boas condições na área e bateu cruzado, mas a bola foi desviada a escanteio. Na cobrança, pênalti claríssimo e indiscutível sobre Edu Dracena – Derley o empurrou pelas costas quando ele se preparava para cabecear para o gol. Na sequência da jogada, vários tiros a gol com a bola pererecando dentro da área, mas o Santa acabou se salvando.

Aos 24, Jean cobrou escanteio da direita, Allan Vieira desviou parcialmente e Roger Guedes emendou para o gol mas Edson Kölln fez um milagre, com muito reflexo, e defendeu. Só que aos 32 não teve jeito: Jean roubou a bola na direita e tocou para Gabriel Jesus, recuado; ele fez o pivô para Zé Roberto que avançou, tabelou com Erik, recebeu de volta dentro da área e tocou na saída de Edson Kölln, por cobertura, com imensa categoria. Mais um exemplar desse horrendo Cucabol que está acabando com a beleza do futebol.

O Verdão continuava dominando e aos 39 Roger Guedes entrou driblando; quando se preparava para entrar sozinho na área foi calçado por Néris. Na cobrança, Egídio bateu na barreira. O Santa Cruz ameaçou uma reação nos minutos finais do primeiro tempo, forçando algumas jogadas em cima de nossa defesa, que aceitou a pressão. Grafite caiu na área e o estádio inteiro pediu pênalti, mas o próprio atacante do Santa admitiu que o lance foi normal na saída para o intervalo.

SEGUNDO TEMPO

Doriva acertou o meio-campo de seu time colocando o meia Arthur no lugar de Derley, com Pisano voltando um pouco para ocupar o espaço. Com 1 a 0 no placar, e com o adversário abrindo o meio-campo, o Palmeiras tinha a configuração perfeita para seu ataque veloz aproveitar e abrir vantagem – mas Cuca, sem saber da mudança, estragou tudo ao tirar Erik, amarelado, e colocando Leandro Pereira. Não era jogo para o camisa 30 e nosso ataque ficou lento, previsível. O Santa aproveitou e tomou conta do jogo.

A primeira chance do segundo tempo ainda foi do Palmeiras: Roger Guedes insistiu numa bola perdida na direita e cruzou; Zé Roberto e Gabriel Jesus trombaram na tentativa de finalização, mas mesmo assim a bola sobrou para Leandro Pereira, que chutou sem muita força, facilitando para Kölln.

O Santa estava decidido. Aos 5, após escanteio batido por Keno pela esquerda, Gabriel Jesus tirou mal e Grafite quase fez de calcanhar – Jailson estava atento e defendeu. Aos sete, Keno arriscou uma batida de fora, de curva, mas ela saiu à direita da meta, com perigo. Aos dez, veio o empate: após troca de bolas do lado esquerdo, Arthur ficou livre após cochilo de Moisés, dominou na entrada da área e bateu colocado, na gaveta, sem chances de defesa.

Cuca reagiu tirando Egídio, deslocando Zé Roberto para a lateral para a entrada de Cleiton Xavier. Aí começou a consertar a bobagem que fez. O toque de bola do time melhorou bastante. Aos 19, Cleiton brigou na esquerda e ganhou lateral; ele mesmo cobrou rápido para Gabriel Jesus que entrou driblando na área; com pouco ângulo, tentou concluir a gol e Kölln fez a defesa – Roger Guedes fechava em boas condições pelo meio.

Aos 20, saiu o segundo: Cleiton Xavier articulou a jogada no meio-campo; Moisés recebeu e esticou na área; Néris rebateu quando Edson Kölln saía da meta e deixou o gol livre; Leandro Pereira foi esperto, percebeu o descompasso e tocou de primeira, com força, para o gol aberto. 2 a 1 Verdão.

Não deu tempo de aproveitar a vantagem e o espaço que o Santa Cruz fatalmente cederia: aos 23, numa bola alta na lateral da área, Jean fez um pênalti bobo em cima de Arthur. Dewson Freitas marcou; Grafite bateu bem e empatou novamente.

Precisando da vitória, o Verdão lançou-se à frente e voltou a comandar o jogo, ainda mais depois que Doriva, num acesso de loucura, colocou Wagner no lugar de Pisano, desarrumando todo o meio-campo que estava acertadinho. O Verdão aproveitou e chegou ao gol da vitória: aos 32, Jean roubou a bola no meio-campo, perto da lateral, e abriu para Cleiton Xavier; com muita visão, percebeu Roger Guedes se infiltrando no meio de três defensores e tocou por baixo, de curva, na marca do pênalti; Roger Guedes deu o tapa no contrapé de Kölln e fez o terceiro. Golaço.

O Santa Cruz reagiu e tentou o empate com todas as forças. O Palmeiras não conseguia ficar com a bola no pé e passamos quinze minutos de muita apreensão. Aos 38, Grafite aproveitou um estouro do goleiro, colocou na frente, ganhou de Vitor Hugo e entrou na área; pressionado por Jean bateu forte, mas Jailson fez uma defesa espetacular e salvou o Verdão do empate. Mesmo com Thiago Santos no lugar de Roger Guedes, o Palmeiras tomava sufoco. Aos 48, Dewson Freitas inventou uma falta de Gabriel Jesus perto da área e ainda lhe aplicou cartão amarelo. Na cobrança, quatro jogadores do Santa estavam impedidos; o bandeira não marcou nada e Arthur cabeceou livre, para fora. Que sufoco! Aí o jogo acabou.

FIM DE JOGO

A defesa do Santa Cruz, por baixo, é uma mãe; não é à toa que está na vice-lanterna do campeonato. O Palmeiras não tem nada com isso e buscou os três pontos, cumprindo sua obrigação. Não temos mais que nos preocupar em convencer ninguém, e sim em buscar o resultado, o que interessa é fazer mais gols que o adversário. Tomou dois? Faz três e tá tudo certo. É assim que o time vai sustentando a liderança e minando a confiança dos adversários, que correm, correm, correm, mas não nos alcançam. O time agora vai a Londrina enfrentar o América “fora de casa” e conta com a volta de Dudu. Faltam dez jogos. Cabeça fria, humildade, pensando jogo a jogo, e VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Santa Cruz

GOL
Édson Kölln
LAD
Danilo Pires
ZAG
Neris
ZAE
Danny Morais
LAE
Allan Vieira
LAE
Jádson
VOL
Uillian Correia
VOL
Derley
VOL
Arthur
MEI
João Paulo
MEI
Pisano
MEI
Wagner
ATA
Keno
ATA
Grafite
TÉCNICO
Doriva

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
0
Jean
0
Edu Dracena
0
Vitor Hugo
0
Egídio
0
Cleiton Xavier
0
Tchê Tchê
0
Moisés
0
Roger Guedes
0
Thiago Santos
0
Zé Roberto
0
Erik
0
Leandro Pereira
0
Gabriel Jesus
0
Cuca
Cuca
s/n