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Pré-Jogo

Com o vice-líder sentindo cada vez mais o cheirinho de jogo contra o Tacuary, o Verdão recebe o Inter em um jogo quase decisivo para o destino da taça de campeão brasileiro. Em caso de vitória, o Verdão ficará muito perto do nono título, mas para isso, precisará passar por cima de um time que vem para buscar a vitória para fugir da ameaça do rebaixamento. São dois fortíssimos motivos para o Palmeiras vencer o jogo a qualquer custo.

Este será também o último jogo em que o Palmeiras não poderá vender ingressos para o Gol Norte do Allianz Parque, em consequência de punição imposta pelo STJD para ajudar o Flamengo.

DESFALQUES:
Lesionados
: Barrios, Rafael Marques e Roger Carvalho
Transição física: Fernando Prass e João Pedro
Suspenso: Moisés
Não relacionados: Vagner, Rodrigo e Vitinho

RELACIONADOS:
Goleiros: Jailson e Vinicius
Zagueiros: Edu Dracena, Yerry Mina, Thiago Martins e Vitor Hugo
Laterais: Egídio, Fabiano, Zé Roberto e Jean
Volantes: Matheus Sales, Arouca, Tchê Tchê, Gabriel e Thiago Santos
Meias: Allione, Cleiton Xavier e Fabrício
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Leandro Pereira e Roger Guedes

Com o desfalque de Moisés, suspenso, é praticamente impossível, mais uma vez, acertar o time que Cuca mandará a campo. São dezenas de variações, e poderiam ser mais, não fossem as lesões de Rafael Marques e Barrios. De qualquer forma, o que podemos esperar é um Palmeiras bem diferente do que vimos em Santos, valorizando mais a posse da bola e tomando a iniciativa do jogo.

ADVERSÁRIO

A principal dúvida de Celso Roth é o aproveitamento de Vitinho, que se recupera de dores na coxa direita – se não puder jogar, Aylon vai para o jogo. Outra indefinição no setor é na meia, onde Valdívia e Eduardo Sasha brigam por uma vaga. Anderson deve permanecer no time, depois das boas atuações nos últimos jogos. O provável time é Danilo; Ceará, Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Rodrigo Dourado, Anderson, William e Eduardo Sasha (Valdívia); Vitinho (Aylon).

Lei do EX: Fabrício e Alecsandro (Palmeiras).

PARPITE

O Inter tem a dificuldade extra de lidar com a recente eliminação na Copa do Brasil, de certa forma, dolorida. Tem também a pressão de lutar contra o rebaixamento. Mas a hora que a bola rolar isso deve desaparecer, e quem precisa entrar em campo com inteligência é nossa torcida. É final, temos que dar apoio o tempo todo, mesmo se tomarmos um gol cedo, sobretudo para Gabriel Jesus, que é nosso maior talento. E será com um gol dele e outro de Dudu que o Verdão vence o jogo: 2 a 0, para 31.789 pagantes.

VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Sob muita chuva, num jogo em que os nervos falaram mais alto que tática e técnica, o Verdão venceu o Inter no Allianz Parque pela contagem mínima e se aproximou muito da conquista do nono título brasileiro, abrindo seis pontos de vantagem para o Santos, que terá vantagem em caso de um eventual empate em pontos ganhos. Por isso, para a conquista, basta ao Palmeiras fazer sete pontos nos quatro jogos restantes, mesmo que nossos três perseguidores vençam todos os seus jogos.

Além disso, ao fazer nossa obrigação, mandamos o Inter de volta para a zona do rebaixamento. Sem dúvida, um belíssimo bônus.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca apostou as fichas em Cleiton Xavier para coordenar as jogadas ofensivas; restabeleceu a titularidade de Roger Guedes e sacou Allione; fixou mais uma vez Gabriel Jesus no comando do ataque e Dudu fez o lado esquerdo. O Inter, por sua vez, veio com muita disposição para lutar pelo meio-campo, e Celso Roth escalou Alex para tentar as metidas de bola para Aylon. Mas os dois veteranos meias estavam em tardes pouco inspiradas; o campo molhado mantinha a bola muito viva e as marcações fortes dos dois lados faziam o jogo muito pegado no meio, com poucas escapadas de perigo. Assim, sobrou aos times as batidas de fora e as bolas paradas – algo cada vez mais comum neste campeonato.

Aos 5, a primeira chance: depois de uma bola alta em nossa área, Anderson pegou o rebote e tentou o arremate, mas sem direção. Aos 16, Tchê Tchê procurou Mina aberto na lateral da área; Paulão se apoiou no ombro de nosso zagueiro na disputa; a bola bateu na cabeça de Mina e no braço do zagueiro do Inter e saiu pela linha de fundo. Dudu bateu, a bola foi afastada da área mas Thiago Santos pegou a sobra e a jogou de volta na área; Cleiton Xavier, como um centroavante, aproveitou a bola viva e tocou na saída de Danilo, que nada pôde fazer. Explodiu o Allianz Parque.

O Inter, que fez cera em todas as chances que teve nos 15 primeiros minutos, passou a ter pressa, e naturalmente abriu um pouco mais o meio-campo; o Verdão passou então a bloquear o setor com mais vigor ainda para tentar conectar os ataques com velocidade. Mas Gabriel Jesus e principalmente Dudu estavam em tardes muito ruins, cabendo a Roger Guedes articular nossas jogadas mais interessantes.

Aos 30, o Inter teve uma falta do lado esquerdo; na jogada ensaiada, a bola foi puxada mais para a esquerda e Alex tentou bater por fora da barreira – a bola triscou a bochecha da rede, com muito perigo. Roger Guedes acabou sentindo, pouco depois, uma pancada no quadril, mas mesmo assim arrumou um escanteio perto do fim do primeiro tempo. Dudu bateu e Vitor Hugo, no oitavo andar, testou firme, na gaveta, mas Danilo Fernandes fez uma defesa de placa e evitou o segundo gol.

SEGUNDO TEMPO

Não deu mesmo para Roger Guedes, que deu lugar a Alecsandro – Gabriel Jesus caiu pelo lado direito. Ceará, do Inter, também sentiu lesão e Eduardo Sasha entrou sem eu lugar – William, que estava deslocado pela meia, voltou a sua posição de origem. Mas mesmo com as mudanças, o jogo seguiu igual ao primeiro tempo, muito congestionado no meio e bastante picotado.

Aos 8, Dudu perdeu a bola de forma tola e deu o contra-ataque para Anderson, que arrancou com muita velocidade com campo aberto; perseguido por três palmeirenses, ele entrou em nossa área mas Jean conseguiu um toque que colocou a bola em seu pé direito, que não é o bom – a conclusão acabou saindo por cima.

Cleiton Xavier sentiu lesão no ombro e pediu para sair – Fabiano entrou para fazer o lado direito, e Jean subiu para reforçar a marcação no meio-campo; Tchê Tchê, o mais inspirado do Palmeiras juntamente com Vitor Hugo, passou a coordenar os ataques.

A bola seguia queimando no pé dos jogadores dos dois times. Sem uma sequência de 3 ou 4 passes, a posse mudava de lado muito rápido – melhor para o Palmeiras, que seguia na frente no placar. Aos 24, depois de ótima troca de passes que passou por quase todo o setor ofensivo, Fabiano bateu de chapa, com a perna esquerda, buscando o ângulo direito de Danilo, mas a bola saiu por muito pouco.

O Inter respondeu aos 35 em lance muito parecido: em bola rebatida, Diego, que havia entrado no lugar de Aylon, bateu de curva, buscando o ângulo esquerdo de Jailson, que só torceu. O Palmeiras então passou a cozinhar o jogo, mesmo com apenas um gol de frente, colocando a vitória em risco. Mas o Inter mostrou por que está na zona do rebaixamento e não ameaçou nosso gol, apelando apenas para os chuveirinhos desordenados.

O Palmeiras foi quem mais esteve perto de ir às redes mais uma vez, aos 41: Tchê Tchê brigou, soltou para Jean que deu uma linda enfiada para Gabriel Jesus; dentro da área, de frente, ele tocou no canto, mas Danilo Fernandes fez mais uma defesa espetacular, dando um tapinha na bola que bateu na trave; Tchê Tchê ainda tentou aproveitar o rebote mas Danilo fechou o ângulo e tocou a escanteio. E assim terminou o jogo.

FIM DE JOGO

Impressionante a demonstração de foco do grupo após o apito final. Todos se reuniram em nossa área e se fecharam mais ainda para não deixar que o bom resultado dê a falsa ilusão de conquista. Ainda faltam sete pontos e todos parecem ter total consciência de que se todos os passos não forem dados, não se chega a lugar algum.

Cuca terá onze dias para preparar o time para a sequência final. O Atlético tropeçou de novo e está a dez pontos do Palmeiras, com 12 pontos em jogo – o título já parece fora de alcance. Mesmo a vaga no G3 para pular a primeira fase da Libertadores, ficou mais complicada após a rodada. É bastante provável que Marcelo Oliveira não arrisque lesionar seus titulares no jogo do dia 17. Mesmo a torcida do Atlético deve guardar seus cobres para a final da Copa do Brasil, que deve vir com um preço salgado. O jogo deve ser bem menos hostil do que a tabela sugere – mas devemos nos preparar como se fosse o jogo da vida deles. Falta pouco. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

TÉCNICO
Cuca

Internacional

TÉCNICO

Notas