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25/02/2017 - 16:30

Pré-Jogo

Palmeiras x Ferroviária - pré-jogo

O Verdão volta a campo na tarde deste sábado para enfrentar a Ferroviária, em jogo válido pela sexta rodada do Paulistão. Em meio à turbulência pela derrota no Derby, o time tenta retomar a trajetória de evolução no entrosamento entre os atletas em campo.

A grande novidade da tarde é a estreia de Borja, que mesmo sem as melhores condições físicas deve entrar no decorrer da partida.

DESFALQUES:

Lesionados: Moisés, Felipe Melo, Tchê Tchê e Fabiano
Não relacionado: Vinicius
Não inscritos: Daniel Fuzato, Arouca e Hyoran

RELACIONADOS:

Goleiros: Fernando Prass e Jailson
Laterais: Egídio, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Antônio Carlos, Edu Dracena, Mina, Thiago Martins e Vitor Hugo
Meio-campistas: Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga, Thiago Santos e Vitinho
Atacantes: Alecsandro, Borja, Dudu, Erik, Keno, Rafael Marques, Roger Guedes e Willian Bigode

A antecipação da estreia de Borja só pode ter uma razão: a criação de um fato novo, capaz de desviar o foco do último resultado. O Palmeiras volta a viver a mesma tensão da partida contra o São Bernardo, quando havia perdido o jogo anterior (para o Ituano). Eduardo Baptista está sob intensa pressão e precisa muito de um bom resultado esta tarde. Recorrer a Borja é um artifício para diminuir essa pressão.

O treinador tem algumas dúvidas para escalar o time. Jean pode se deslocado para o meio, o que lançaria Thiago Martins na posição de lateral. Raphael Veiga e Michel Bastos disputam uma vaga pelo meio – o camisa 20 é favorito, pois Michel não tem rendido bem quando joga por dentro. O provável time é Fernando Prass; Jean (Thiago Martins), Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos (Jean); Keno, Raphael Veiga (Michel Bastos), Guerra e Dudu; Willian Bigode.

ADVERSÁRIO

Na Ferroviária, o técnico Paulo César de Oliveira – claro, não é o PCO – não tem nenhum problema para escalar o time e vem com força máxima. Ele deve repetir o time que empatou com o Santo André na última partida: Matheus; Willian Cordeiro, Patrick, Leandro Amaro e Léo Veloso; Claudinei, Flávio, Fábio Souza e Alan Mineiro; Elder Santana e Capixaba.

Lei do EX

Leandro Amaro, o mito, a lenda, é a ameaça.

RETROSPECTO

Foram 92 jogos até agora na História deste confronto, e a vantagem do Palmeiras é gigante: 53 vitórias, 26 empates e apenas 13 derrotas; 173 gols marcados e 99 sofridos.

  • Em 76 jogos pelo Campeonato Paulista, o Palmeiras venceu 44, empatou 22 e perdeu apenas 10; marcou 134 gols e sofreu 72;
  • Jogando em casa, foram 46 confrontos, com 31 vitórias, 10 empates e apenas 5 derrotas; 94 gols a favor e 46 contra;
  • Apita o jogo Leandro Bizzio Marinho. Com ele no apito, o Palmeiras ganhou 3 partidas, empatou uma e perdeu uma, ano passado, para o Água Santa. Aquele jogo.

PARPITE

A Ferroviária vai pagar pelo que não fez. Nossos jogadores, cientes da besteira que fizeram no último jogo, vão entrar para arrebentar. Se o nervosismo não atrapalhar, devem dominar do início ao fim e fazer vários gols. Dá Verdão, 4 a 0, com gols de Dudu, Guerra, e dois de Borja no segundo tempo. Só dois. E nos deem aqui nossa confiança de volta, por favor.

VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Palmeiras 4x1 FerroviáriaCésar Greco / Ag.Palmeiras / Divulgação

Com um novo-velho esquema, e voltando a exibir um bom futebol, o Verdão goleou a Ferroviária por 4 a 1 no Allianz Parque e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Paulistão. O resultado dá novo fôlego a Eduardo Baptista, que segue em trajetória irregular no comando do Verdão, ainda em busca do equilíbrio.

A partida foi marcada pela estreia do colombiano Miguel Borja, que já deixou o seu logo de cara, com muita autoridade. Sua atuação enche os palmeirenses de esperança – e os adversários, de preocupação.

PRIMEIRO TEMPO

Eduardo Baptista mudou o esquema, dando mostras que está enxergando os erros e tentando corrigir. Colocou em prática o 4-2-3-1, com Zé Roberto fazendo o segundo volante, ao lado de Thiago Santos; Egídio foi para a esquerda e Dudu jogou por dentro, com Keno e Michel Bastos abertos. Além disso, Edu Dracena substituiu Mina, vetado na manhã de sábado por desgaste muscular.

Nossos dois pontas foram os destaques do primeiro tempo. Keno e Michel Bastos, bastante acionados, infernizaram a defesa da Ferroviária – e eles trocaram de lado algumas vezes, para confundi-los ainda mais. A primeira jogada foi aos 3: Michel Bastos conduziu pela direita, cortou para dentro e soltou a perna – a bola fez a última curva para o lado errado e saiu.

A Ferroviária veio numa retranca tradicionalíssima, com dez atrás da linha da bola. O Palmeiras rodava a bola pacientemente, usando bastante os flancos, contando com os apoios de Jean e Egídio, que ppossibilitaram algumas triangulações. E foi numa jogada pela direita que saiu o primeiro gol, num lance cheio de momentos bem improváveis: Michel Bastos tocou de calcanhar e a bola ficou na medida para Jean, que acertou um passe exatamente nas canetas de Claudinei para Willian Bigode, que foi ao fundo e cruzou para Keno, que como um centroavante, cabeceou no ângulo direito de Matheus, abrindo o placar.

O Palmeiras continuava muito superior e aos 17, Michel Bastos lançou Dudu na área; o capitão matou na caixa e chutou forte; Matheus deu rebote e Willian chegou limpo na jogada, pronto para fazer o segundo, mas pegou de tornozelo na bola, que acabou saindo por cima. Aos 22, Dudu fez o passe mais perfeito da partida deixando Keno na cara de Matheus; ele driblou o goleiro mas puxou demais e perdeu ângulo; mesmo assim conseguiu a finalização que Patrick salvou literalmente em cima da risca.

Aos 29, mais uma chance para o Verdão: Michel Bastos sofreu falta na meia-lua; ele mesmo bateu, tentando encaixar a bola por baixo da barreira, mas ela não passou. Três minutos depois, Edu Dracena fez o segundo passe mais perfeito da partida, deixando Willian na cara de Matheus; ele tirou do goleiro buscando o canto direito mas ela saiu por pouco. Foi um massacre do Verdão, que nos 15 minutos finais diminuiu o ritmo, sem correr nenhum risco. Zé Roberto e Thiago Santos corrigiram o problema de falta de compactação e a Ferroviária não teve nenhuma chance no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras voltou do vestiário sem mudanças, e a Ferroviária conseguiu encaixar melhor a marcação; nosso time não encontrava mais os espaços com tanta facilidade. Aos 4, sem opções, Thiago Santos teve que arriscar de longe – a bola ainda desviou na zaga antes de sair a escanteio, com perigo.

Aos 13, a primeira chance de gol da Ferroviária: Capixaba fez a jogada em cima de Jean; Vitor Hugo chegou para tentar travar mas o atacante da Ferroviária conseguiu o arremate, que passou muito perto da trave esquerda de Fernando Prass.

Diante da diminuição do ritmo do time e das primeiras ameaças da Ferroviária, a torcida do Verdão presente ao Allianz Parque perdeu a paciência e acabou vaiando sonoramente o time, por volta dos 18 minutos. Coincidência ou não, um minuto depois, saiu o segundo: Dudu fez a jogada na lateral da área e foi derrubado por Leandro Amaro, em cima da risca – pênalti não assinalado pela arbitragem, que viu a falta fora da área. Na cobrança, Jean puxou para o meio e Michel Bastos soltou a patada; Willian encobriu a visão do goleiro e a bola entrou no meio do gol. Um minuto mais tarde, Borja entrou em campo, no lugar do camisa 29. Pouco depois, Keno deu lugar a Roger Guedes.

A Ferroviária, que ameaçava o empate, se retraiu com o segundo gol e parecia que o jogo ia ficar naquilo. Mas Thiago Santos aparentemente sentiu algo – ou cansaço, ou um desconforto, e passou a se arrastar em campo. O time do interior achou o espaço que precisava e voltou à carga. Aos 28, Juninho fez boa jogada, puxou para dentro e bateu forte – Prass defendeu. Mas na jogada seguinte, não teve jeito: depois de um chute de Alan Mineiro, a bola bateu no braço de Michel Bastos e o juiz marcou pênalti. Ele mesmo foi para a cobrança e deu a paradinha, induzindo Prass a se mexer. Veio a batida, e Prass defendeu canto esquerdo sem rebote, mas o bandeira mandou voltar. E Prass ainda levou o amarelo por reclamação. Só com o Palmeiras mesmo!

Na segunda cobrança, Alan Mineiro mudou o canto e diminuiu o placar. Prass deu um bico na bola, frustrado, e quase levou o vermelho. O juiz é mais um desses palhaços do quadro da FPF. E a Ferroviária renasceu no jogo, após diminuir o placar e ver a zaga do Palmeiras desprotegida, já que Thiago Santos deixou mesmo o campo para a entrada de Raphael Veiga – Michel Bastos e Zé Roberto passaram a ser nossa nova dupla de volantes. E o time grená rondou nossa área por alguns minutos com perigo, levando nossa torcida ao desespero absoluto. Chiliques aos borbotões no Allianz Parque – houve quem gritasse “VAMOS CORRER, BORJA!”

O colombiano, após 15 minutos em campo, respondeu: em rápido contra-ataque do Verdão, Borja tocou para Dudu na esquerda e correu pela direita; Dudu devolveu para o colombiano, que entrou na área em velocidade, olhou para o goleiro e concluiu com muita precisão, no cantinho esquerdo de Matheus. Um gol impressionante, de atacante matador, que pega a bola e só vai parar lá dentro. Parece que ele é mesmo “tudo aquilo”.

O gol acendeu novamente o bipolar Allianz Parque, que passou rapidamente de panela de pressão a salão de carnaval. E no embalo, saiu o quarto: Dudu sofreu falta no lado esquerdo, rente à risca lateral; Raphael Veiga cobrou na marca do pênalti, onde Roger Guedes desviou de cabeça no canto esquerdo de Matheus, que mais uma vez não teve chances. Com 4 a 1 no placar, o Verdão relaxou e a torcida, aliviada, aplaudiu.

FIM DE JOGO

O Verdão dominou plenamente o jogo por 85 minutos. E de forma incrível, os cinco minutos de predomínio da Ferroviária quase derrubam nosso time. Os 4 a 1 refletem nossa superioridade, mas nem de longe mostram que quase, por muito pouco, uma tragédia se abateria sobre o time – um empate da Ferroviária a dez minutos do fim causaria um novo Armagedon nas ruas da Pompeia. Felizmente Borja resolveu a parada, fazendo o primeiro gol de uma lista que, esperamos, seja muito longa.

No aguardo pela recuperação de Tchê Tchê, o time agora volta as atenções para o Red Bull, em jogo marcado para sexta-feira em Campinas – mas o jogo pode ser no Pacaembu. O novo-velho esquema (afinal, é o mesmo que Cuca usou na campanha do eneacampeonato), foi aprovado no primeiro teste e pode ser o caminho que Eduardo está procurando há algumas semanas.

Tudo bem que estava na cara. O que importa é que ele finalmente achou. Vamos em frente. VALEU BORJA! VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Jean
ZAG
Edu Dracena
ZAE
Vitor Hugo
LAE
Egídio
VOL
Thiago Santos
MEI
Raphael Veiga
VOL
Zé Roberto
MEI
Michel Bastos
MEI
Dudu
MEI
Keno
MEI
Roger Guedes
ATA
Willian
ATA
Borja
TÉCNICO
Eduardo Baptista

Ferroviária

GOL
Matheus
LAD
William Cordeiro
ZAG
Patrick
ZAE
Leandro Amaro
LAE
Léo Veloso
VOL
Flávio
MEI
Juninho
VOL
Claudinei
VOL
Fábio Souza
ATA
Bruno Lopes
MEI
Alan Mineiro
ATA
Capixaba
ATA
Elder Santana
TÉCNICO
Paulo César Oliveira

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Com cada vez mais ritmo, vai crescendo jogo a jogo. Pegou mais um pênalti, infelizmente anulado pelo bandeira.
8
Jean
Apoiou bastante, e participou muito bem da jogada do primeiro gol.
7.5
Edu Dracena
Partida correta, com direito a passe perfeito para conclusão de atacante.
7
Vitor Hugo
Parecia bem disposto a apagar a péssima impressão do Derby, quando deixou o cotovelo no rosto de Pablo. Concentrado em jogar bola, ganhou todas.
7.5
Egídio
Mais uma boa partida do lateral reserva, sobretudo porque o esquema de apoio pelos flancos o favoreceu.
7
Thiago Santos
Não tem o nome do Felipe Melo, mas tá jogando mais.
7
Raphael Veiga
Mesmo com pouco tempo em campo, ainda conseguiu bater uma falta que deu em gol.
6.5
Zé Roberto
Improvisado como volante, quebrou bem o galho.
6.5
Michel Bastos
Brilhou mais uma vez, marcando um gol e ainda virando volante nos dez minutos finais.
8.5
Dudu
Sofreu a falta do segundo e do quarto gol, e deu o passe para o terceiro. Mesmo sem jogar como em seus melhores dias.
8
Keno
Além de bagunçar a defesa da Ferroviária, marcou um gol de centroavante.
8
Roger Guedes
Mal foi visto em campo. Mas foi às redes, e isso sempre conta.
7.5
Willian
Fundamental no lance do primeiro gol, participou bastante do jogo. Errou bastante, mas também teve seus acertos, foi sempre intenso.
7
Borja
Fez um gol impressionante. Mostrou talento para converter uma bola em gol, mesmo com chances não tão boas. Ele olha, acha o espaço, e guarda.
8
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
Mais uma partida para contabilizar entre as positivas. Entre acertos e erros, vai achando o caminho, em meio aos chiliques da torcida. Mas não pode parar de evoluir.
8