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28/06/2017 - 21:45

Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Cruzeiro

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Cruzeiro, no jogo de ida das quartas-de-finais da Copa do Brasil. O Verdão segue em busca do tetracampeonato contra um adversário que luta para reencontrar o bom futebol e que já foi rival em três campanhas.

Em 1996, perdemos na final; devolvemos na mesma moeda em 1998; e em 2015 passamos à frente no confronto, em duelo penas oitavas-de-finais. Como se pode ver, quem avança nesse confronto costuma ser campeão – fato que também ocorre no confronto entre Palmeiras x Inter.

Palmeiras

DESFALQUES
Recuperação física:
Thiago Martins, Felipe Melo, Moisés, Arouca e Michel Bastos
Não inscritos
: Mayke, Juninho, Luan e Bruno Henrique

Cuca deixou em aberto algumas peças na escalação. Na lateral esquerda, Egídio deve aparecer se Edu Dracena ficar encarregado do lado esquerdo; mas Antônio Carlos pode aparecer se o escolhido for Zé Roberto – já parece claro que os dois veteranos não devem mais jogar juntos.

Thiago Santos fez testes no início da semana e pode aparecer. Jean é outro que luta com um desgaste no joelho e tem chances. Caso ambos ainda não reúnam condições, Gabriel Furtado seguirá no time, depois das ótimas participações em treino e na partida contra a Ponte Preta.

Na frente, Borja pode ser a surpresa, mas o favorito para sair jogando no comando do ataque é mesmo Willian Bigode. O provável time é Fernando Prass; Fabiano, Mina, Edu Dracena (Antônio Carlos) e Egídio (Zé Roberto); Gabriel Furtado (Jean ou Thiago Santos) e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Dudu; Willian Bigode (Borja).

Cruzeiro

O técnico Mano Menezes também tem desfalques: Sassá e Rafael Marques não podem jogar a competição e o DM ainda tem Manoel, Dedé, Judivan e De Arrascaeta. Mesmo assim, o time que vem para o jogo é forte, já que os titulares mais importantes foram poupados nos últimos jogos visando esta partida.

A única dúvida de Mano é Lucas Romero, que volta de uma torção no joelho direito – se não puder jogar, Henrique segue no time titular. Assim, o time que deve ir a campo é Fábio; Ezequiel, Léo, Caicedo e Diogo Barbosa; Lucas Romero (Henrique) e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e Alisson; Rafael Sobis.

Lei do Ex

Meio time do Palmeiras já vestiu a camisa do Cruzeiro: Fabiano, Edu Dracena, Egídio, Dudu e Willian Bigode. Do lado de lá, Léo, Thiago Neves e Robinho já foram palmeirenses.

Retrospecto

Olho nesse juiz. É um dos piores retrospectos do Palmeiras com um apitador. É atrapalhado e confuso.

Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Cruzeiro
Cruzeiro
Allianz Parque
Allianz Parque
Jailson Macedo Freitas
Jailson Macedo Freitas
Copa do Brasil
Copa do Brasil

 

Parpite

O Palmeiras deve usar e abusar das bolas aéreas, o grande ponto fraco da defesa do Cruzeiro – talvez até por isso Borja tenha algumas chances de sair jogando. Mesmo que o colombiano comece no banco, o Verdão deve tomar a iniciativa do jogo, para não permitir que o habilidoso meio-campo mineiro ganhe a disputa pelo espaço. É jogo de Copa, e a torcida vai jogar junto. E eles tem o Léo, um dos piores zagueiros da História do Palmeiras. Dá Verdão: 2 a 0, com gols de Fabiano e Willian Bigode, para 34.567 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo, para MG (menos Juiz de Fora)

SportvSporTV

PFCPFCI

 

Pós-Jogo

Palmeiras 3x3 CruzeiroCesar Greco/Ag.Palmeiras

Que jogaço! Depois de tomar três gols no primeiro tempo, o Verdão reagiu e buscou o empate por 3 a 3 contra o Cruzeiro no Allianz Parque. A sensacional reação manteve nosso time invicto há mais de onze meses em casa e faz com que uma vitória por qualquer placar no Mineirão nos permita avançar na Copa do Brasil. Ou um empate por 4 a 4, 5 a 5… Vai que…

PRIMEIRO TEMPO

Cuca escalou a defesa com Zé Roberto e Edu Dracena do lado esquerdo, o que já trouxe alguma desconfiança para o torcedormais atento. Na proteção à zaga, Thiago Santos, seu homem de confiança, readquiriu condições físicas e foi para o jogo. Na direita, sem escolhas, entrou Fabiano – um combo que depois se mostraria trágico.

Mas o Verdão foi para a pressão logo de cara, como de praxe, e logo com 30 segundos veio a primeira chance: Willian Bigode recebeu dentro da área, girou, mas com pouco ângulo finalizou na rede pelo lado de fora.

Aos 4, mais uma finalização, e pelo alto – o ponto fraco da defesa do Cruzeiro a ser explorado:  escanteio da esquerda, Edu Dracena cabeceou no meio do gol, para boa defesa de Fábio. Um minuto depois, Guerra enfileirou 4 adversários depois de partir do campo de defesa; se aproximou da área e bateu forte – Fábio fez ótima defesa mandando a escanteio.

Após a cobrança, o Cruzeiro mostrou a que viria: um contra-ataque rapidíssimo puxado por Alisson, Diogo Barbosa foi acionado na esquerda marcado por Roger Guedes; o cruzamento veio por baixo e Thiago Neves, sem marcação, só escorou para o gol – Zé Roberto não conseguiu acompanhar o lance.

O Palmeiras sentiu o gol e passou a errar muitos passes – isso quando não era o juiz quem atrapalhava nossas progressões. O Cruzeiro passou a se sentir confortável em campo e aos 18 fizeram o segundo gol, após bela trama pelo lado direito do ataque, envolvendo nosso sistema defensivo – a bola passou por Thiago Neves, Sóbis, Lucas Romero, até chegar em Robinho, mais uma vez livre, e foi só tocar para o gol.

O Palmeiras colocou a bola no chão e tentou reagir. Aos 21, Fabiano abriu para Roger Guedes, que cruzou por baixo – a bola passou por toda a área mas ninguém apareceu para finalizar. Aos 28, Tchê Tchê tentou uma finalização de fora, mas Fábio encaixou bem.

E quando parecia que o Palmeiras estava voltando para o jogo, veio o terceiro gol, em mais um contra-ataque, aos 30: Thiago Neves lançou para Alisson, que fez o facão em cima de Fabiano e tocou na saída de Prass. Ato contínuo, Cuca trocou Fabiano por Egídio, deslocou Zé Roberto para o meio e Tchê Tchê para a lateral-direita. Fabiano levou uma vaia de grau 8 na escala Wesley.

A substituição aparentemente funcionou e nosso time, três gols atrás no placar, conseguiu recuperar a calma e passou a articular novas chances com alguma consciência, aproveitando bastante os arranques de Dudu em cima de Ezequiel. Aos 34, após falta ensaiada, Roger Guedes bateu mal, por cima. Aos 37, outra falta, agora no bico da área – Roger Guedes bateu novamente, mas fraco, para fácil defesa de Fábio. Um minuto depois, Egídio cruzou, Mina escorou para o meio da área e Guerra tentou o voleio, mas a bola subiu.

Aos 43, Mina subiu ao ataque e tocou para Willian; o camisa 29 foi desarmado mas Guerra pegou a sobra e abriu para Mina, que bateu forte – Fábio pegou firme. Os quinze minutos finais do primeiro tempo deram alguma esperança à torcida. Era só acreditar.

SEGUNDO TEMPO

Quando o Verdão voltou a campo, uma notícia ruim: Guerra sentiu lesão e precisou ser substituído. Borja foi para o jogo; Dudu foi para o meio e Willian caiu pela esquerda. Ninguém poderia imaginar que daria tão certo.

Depois de uma boa pressão inicial, o Verdão chegou ao primeiro gol aos sete minutos: Borja buscou a bola fora da área e iniciou a jogada na direita; ele rolou para Dudu, que estava como um centroavante e fez o pivô para Zé Roberto, que chegou de trás batendo; Ariel Cabral se atirou na bola que sobrou para Dudu, que girou rápido e bateu debaixo para cima, estufando a rede do gol Sul.

O Verdão então iniciou uma blitz absurda em cima do Cruzeiro e depois de mais um cruzamento da direita, a bola ficou viva na área e Willian ajeitou no peito para dar uma linda bicicleta; Fábio conseguiu espalmar. No rebote, Mina recuperou e tocou para Egídio, que cruzou na risca da pequena área para Borja, que cabeceou para fora. Que lance!

Aos 15, mais um bombardeio na área mineira e Borja, de novo fora da área, conseguiu um belo passe para Dudu, por trás de Léo, e aí foi só tocar na saída de Fábio, diminuindo para 3 a 2. O Allianz Parque é firme, mas balançou, num urro ensurdecedor seguido de uma onda ensandecida em todos os setores do estádio, pulando e berrando, cantando e vibrando.

Podia vir o Barcelona, a Juventus, o Real Madrid: naquele instante, ninguém segurava o Verdão e aos 19 veio o empate: Egídio bateu falta de longe, mais uma vez a bola ficou viva na área azul e Willian pegou um belo voleio de primeira; a bola ainda desviou em Caicedo e matou Fábio, indo para o fundo do gol. Que momento fantástico!

Experiente, o time do Cruzeiro esfriou o jogo com bastante catimba nos minutos seguintes e matou a sequência mágica que o Verdão construiu. O jogo voltou ao normal, mas com o Palmeiras sendo Palmeiras, em casa, mandando no jogo e o visitante encolhidinho, só esperando uma bola vadia para encaixar um contra-ataque.

A defesa do Cruzeiro se compactou. Foram necessários nove minutos para que o Verdão conseguisse mais uma finalização: depois de lançamento longo de Edu Dracena, a zaga rebateu e Willian emendou de fora, fraco – pegou mal na bola. Cuca então fez a última mexida e mandou Keno no lugar de Roger Guedes; Dudu ficou como meia, ajudado por Zé Roberto, e o time foi para o 4-3-3.

Na pressão final, Dudu fez de tudo. Aos 38, ele passou por meio time do Cruzeiro pelo flanco direito e cruzou por baixo – Keno se esticou mas não conseguiu alcançar o que seria gol certo. Um minuto depois foi a vez de Zé Roberto, pela direita, cruzar buscando Keno, que cabeceou cruzado, para fora. Três minutos depois, Dudu recebeu na direita e tentou enfiar pra Keno – Fábio se arrojou nos pés do camisa 27. Mas aí o Verdão sofreu um contra ataque perigosíssimo: Thiago Neves recebeu na área e rolou na pequena área, mas a bola passou entre Edu Dracena e Ábila e saiu do outro lado.

Aos 44, Tchê Tchê cruzou da direta buscando Borja, que foi empurrado por Henrique – Jailson Macedo, se quisesse, podia ter dado pênalti, mas cadê a coragem? Aos 47, a última chance – Keno enfiou pra Borja dentro da área em boas condições, mas o chute foi travado, saindo a escanteio. E com 49 minutos o juizão acabou com o jogaço.

FIM DE JOGO

Uma pena que um jogo desses precise acabar. O Allianz Parque viveu mais um momento mágico em sua curta História. O resultado, analisando friamente, não foi nada bom, mas perto do que poderia ter sido, caiu bem. Precisamos apenas de uma vitória simples daqui a quatro semanas, quando os times poderão estar em momentos bem distintos do atual.

Mas quando se busca um resultado como este, da forma como foi, acende uma fagulha que pode desencadear um fogo bem difícil de segurar. São jogos como esses que embalam. A energia que se viu nos primeiros 20 minutos do segundo tempo foi algo indescritível, que os jogadores vão guardar para sempre.

E pra virar a chavinha agora? Sábado tem o Grêmio, no Pacaembu. Os jogadores que se virem! Mas que saibam que podem contar conosco, estaremos junto. VAMOS PALMEIRAS!!!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Fabiano
LAE
Egídio
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
ZAE
Zé Roberto
VOL
Thiago Santos
VOL
Tchê Tchê
MEI
Roger Guedes
MEI
Keno
MEI
Guerra
ATA
Borja
MEI
Dudu
ATA
Willian Bigode
TÉCNICO
Cuca

Cruzeiro

GOL
Fabio
LAD
Ezequiel
ZAG
Caicedo
ZAE
Léo
LAE
Diogo Barbosa
VOL
Lucas Romero
VOL
Hudson
VOL
Ariel Cabral
VOL
Henrique
MEI
Robinho
ATA
Ábila
MEI
Thiago Neves
MEI
Alisson
ATA
Rafael Sóbis
TÉCNICO
Mano Menezes

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Sem chances nos gols, todos à queima-roupa.
6
Fabiano
Falhou feio mesmo apenas no terceiro gol, mas pagou por todo o time. Estava mal, de qualquer forma.
3
Egídio
Entrou muito bem, ajudando a acender o time e participando de lances importantes.
7
Mina
Mais uma boa partida, sobretudo na saída de bola.
7.5
Edu Dracena
Envolvido em lances capitais junto com todo o lado esquerdo da zaga.
6
Zé Roberto
Depois de um péssimo primeiro tempo, deslocado como volante e depois meia, se recuperou e entrou na rotação do time.
6.5
Thiago Santos
Totalmente engolido pelo meio-campo do Cruzeiro no primeiro tempo, resistiu bem no segundo sem tomar o segundo amarelo.
6
Tchê Tchê
Outro que tomou um baile enquanto estava no meio, mas incorporou o espírito de raça do time na lateral direita e se salvou.
6.5
Roger Guedes
Discreto, não repetiu as boas atuações dos últimos jogos.
6
Keno
Entrou bem e foi um dos maiores responsáveis pela blitz final.
7
Guerra
Teve momentos brilhantes no início do jogo, mas caiu muito para a direita e sumiu - uma pena a lesão. Vamos torcer para que não seja nada.
6
Borja
Jogou fora da área e foi muito bem, construindo jogadas e confundindo a defesa mineira. Uma pena a cabeçada para fora.
8
Dudu
O melhor em campo, fez de tudo. Incendiou o jogo e meteu duas lá dentro. Bem-vindo de volta, capitão!
9
Willian Bigode
Depois de um primeiro tempo fraquíssimo, escondido, achou seu lugar caindo pelo flanco e entrando em diagonal. E mostrou estrela mais uma vez.
7
Técnico Cuca
Cuca
A escalação inicial não foi boa, acabou surpreendido por Mano Menezes, mas corrigiu com muita habilidade e rapidez. Ufa!
8