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28/09/2021 - 21:30

O Palmeiras empatou com o Atlético por 1 a 1 e garantiu passagem à grande final da Libertadores – mais uma, a sexta na História.

A classificação foi dificílima. Além de ter contra si a torcida do Mineirão – algo que o Atlético não teve que enfrentar quando veio ao Allianz Parque – o Palmeiras ainda precisou lutar contra os próprios nervos, já que tomou um gol no início do segundo tempo. Com muita capacidade técnica, física e mental, o time levou de vencida e chegou ao gol com Dudu, após grande jogada de Gabriel Veron.

O Palmeiras, agora, terá dois meses para treinar pensando especificamente na partida final, que será disputada em Montevideo. Até lá, tem a quase impossível missão de ganhar pontos no Brasileirão – o suficiente para tirar uma desvantagem de 8 pontos que o Atlético construiu. Impossível?

Primeiro tempo

1'
Palmeiras

Danilo lançou Rony no facão; o camisa 7 invadiu a área e chutou forte – Everson fez a defesa, mas o bandeira assinalou impedimento de Rony.

14'
Atlético

Luan cobrou falta errado na saída de bola; Vargas aparou, tocou em Hulk que adiantou um pouco a bola e Weverton conseguiu travar a jogada na marca do pênalti.

15'
Palmeiras

Danilo recebeu na meia direita, cortou para o meio e bateu do bico da área, por cima do gol.

25'
Palmeiras

Weverton lançou Piquerez; Mariano falhou e o uruguaio aparou na ponta esquerda, entrou na área, trouxe para dentro e bateu de direita visando o ângulo esquerdo de Everson – a bola saiu muito perto da forquilha.

32'
Atlético

Raphael Veiga tentou sair driblando, perdeu a bola que ficou com Guilherme Arana, que invadiu a área e bateu para o gol – com pouco ângulo, facilitou para Weverton, que defendeu firme.

43'
Atlético

Vargas foi lançado em velocidade, invadiu a área e bateu forte – Weverton fechou o ângulo e fez excelente defesa – mas Vargas estava impedido.

45'
Atlético

Nacho travou uma estourada de Felipe Melo, invadiu a área e bateu forte – Weverton estava bem colocado e espalmou a escanteio.

48'

Wilmar Roldan, que também permitiu que o Atlético abusasse das faltas para conter nossos contra-ataques, encerrou o primeiro tempo. Foram 11 faltas do time da casa contra apenas uma do Palmeiras.


Segundo tempo

2'
Atlético

Bola viva no ataque do Atllético; Hulk pegou uma sobra na entrada da área e soltou a bomba no canto direito; Weverton desviou para escanteio.

3'
Palmeiras

Rony foi lançado em velocidade por Marcos Rocha, entrou na área e bateu por baixo; Everson fez boa defesa no canto direito.

6'
Atlético

Gol do Atlético – Mariano tocou para Jair aberto na direita; o cruzamento veio no segundo pau, em cima de Marcos Rocha, e Vargas testou no ângulo direito de Weverton.

10'
Atlético

Vargas tabelou com Nacho, saiu na cara de Weverton mas tocou para fora.

16'
Palmeiras

Weverton lançou Rony nas costas de Nathan Silva, que dormiu no lance; Rony bateu cruzado, cara a cara com Everson, que desviou a escanteio – a arbitragem marcou tiro de meta.

21'

Saiu Rony para a entrada de Gabriel Veron.

22'

GOL DO PALMEIRAS! Piquerez lançou Gabriel Veron, que ganhou de Nathan Silva, entrou na área e rolou para Dudu, que escorou de dentro da pequena área para o fundo do gol.

 

30'

Marcos Rocha sentiu lesão e deu lugar para Gabriel Menino.

31'
Atlético

Hulk bateu falta frontal; a bola desviou e Weverton defendeu de manchete e colocou a escanteio.

Wesley e Zé Rafael entraram nos lugares de Dudu e Raphael Veiga.

41'
Palmeiras

Wesley fez jogada individual pela direita, cortou para o meio e bateu forte; Everson pegou no canto esquerdo.

50'

O Palmeiras, muito superior fisicamente, segurou a pressão final do Atlético e avançou pela sexta vez à final da Libertadores.



Ficha Técnica

18.350

R$ 3.837.046,00

Wilmar Roldan

Atlético

Everson
Mariano
Nathan Silva
Junior Alonso
Guilherme Arana
Allan
Tchê Tchê
Jair
Savarino
Zaracho
Eduardo Sasha
Nacho Fernández
Réver
Vargas
Hulk
Cuca
TÉCNICO


Fim de jogo

Foi uma partida histórica. O tabuleiro de xadrez foi novamente colocado sobre a mesa. O Palmeiras se mostrou mais disposto a atacar o Atlético que na primeira partida, mas não se descuidou jamais da defesa. O ajuste feito por Abel, sacando Luiz Adriano e jogando com três zagueiros foi fundamental para atingir esse equilíbrio.

A atuação dos laterais foi importantíssima para esse fim, sobretudo Piquerez, que estava cheio de vitalidade e conseguiu defender e apoiar com intensidade assombrosa. O mesmo pode-se dizer de Danilo, que pisou nos dois campos com igual competência.

Mas foi Felipe Melo, aos 38 anos, quem comandou o time nos momentos mais difíceis. Além dos botes precisos, nosso capitão deu passes longos certeiros e, tão ou mais importante do que o jogo com ou sem a bola, foi a forma como fez o jogo falado, tomando conta da partida.

O Atlético conseguiu criar três oportunidade no primeiro tempo – as três aproveitando descuidos de nossos jogadores. Vindo com a bola da defesa, o time da casa parou sempre em nossa bem postada defesa. Já o Verdão, quando conseguia se livrar das faltas táticas do time da casa, conseguiu criar colocando Rony para correr. O empate sem gols no primeiro tempo foi justo, e mais aberto que  jogo no Allianz Parque.

O placar foi aberto no início do segundo tempo – o gol do Atlético foi conquistado, mais uma vez, aproveitando um desequilíbrio em nosso setor esquerdo. Jair construiu a superioridade numérica, fez a ultrapassagem e recebeu aberto no flanco direito, cruzou no segundo pau onde, sabemos, Marcos Rocha não sobe – Vargas testou no ângulo e abriu o placar.

Imediatamente o sinal de Abel para o campo foi um toque na cabeça, pedindo para nossos jogadores se mantivessem firmes no plano e não se perdessem nos nervos. O Palmeiras não se lançou desordenadamente à frente e continuou tentando explorar as fraquezas do time da casa. Um gol bastaria, não era necessário entrar em desespero.

E mais: quanto mais tarde saísse nosso gol, menos tempo o Atlético teria para reagir. Diante do modelo de marcação de Cuca, os jogadores do time mineiro cansam muito no final, enquanto nossos atletas seguem em forma física exuberante. A pressão da torcida no final faria o resto do serviço, esmagando mentalmente os jogadores do Atlético. Tudo funcionou.

O gol de Dudu veio após a primeira jogada de Gabriel Veron, em cima do amarelado Nathan Silva, que nitidamente estava numa noite ruim. Depois do período de recuperação física, nosso camisa 27 está muito mais forte fisicamente e aguentou o tranco do zagueiro adversário. Aí veio a entrada de Dudu, como um raio, fazendo o papel do centroavante – o esquema com dois atacantes funcionou de forma brilhante e o Baixola entrou no gol com bola e tudo.

Àquela altura, era nítida a diferença física e mental dos dois times. Pra complementar, na tática, Cuca meteu o louco e colocou Réver de centroavante, para tentar competir com nossa linha de três zagueiros mais Felipe Melo, que apesar do gol sofrido, estavam muito fortes no jogo aéreo.  Para completar, a marcação dos laterais estava muito boa e os cruzamentos mal eram disparados. Os tradicionais gritos de “eu acredito” da torcida adversária já saíam banhados em lágrimas.

O Verdão resistiu e chegou com o gol qualificado ao final do jogo.

Abel desabafou. Sob injusta pressão, nosso treinador dirigiu a um vizinho imaginário todo o seu incômodo com a forma com que ele e os jogadores vêm sendo cobrados por uma ala da torcida e por conselheiros. E sinalizou que está de saco cheio e que existe a chance dele sair ao final da temporada.

A imprensa também pressionou. Cobrou e criticou, atolada na limitação de conhecimento sobre o jogo. Os profissionais que cobrem futebol no Brasil aprendem com Abel a cada jogo. Incrédulos, se apegam a velhos conceitos e usam adjetivos rasos tentando atingir nosso treinador e nosso clube. Não entendem que, assim, apenas escancaram suas próprias limitações e seus despreparos.

Que todos entendam de uma vez por todas: O PALMEIRAS É FODA. Toda vez que tiram o Verdão do páreo antes da hora, a resposta é essa.

Mais uma vez, o maior campeão do Brasil, que agora também é o brasileiro com mais finais de Libertadores, no ardor da partida, soube levar de vencida. Daqui a dois meses, poderá levantar mais um troféu. Mas mesmo que não levante, já mostrou que, de fato, é o campeão. VAMOS PALMEIRAS!.





  • Como diria um comentário que eu vi no Twitter “O Abel mirou no vizinho e acertou o bairro tdo”

    Partidaça do Felipe Melo, alias, do setor defensivo todo, na final provavelmente o Jorge vai jogar, como diria o Rony “secou ? morde as costas !!”

  • Agora no Brasileiro é pontuar em alguns jogos sem nenhuma pressão pra permanecer pelo menos no G4, acho que o Brasileirão dificilmente sai de MG, ja que provavelmente Palmeiras e Flamidia vão se classificar pra final e vão focar totalmente na Libertadores, bom, mais ou menos né, os cariocas ainda tem o mata-mata da Copa do Brasil, mas nós temos totais condições de ser Tri da América, é um jogo só e podemos surpreender o Flamidia , AVANTE PALESTRA, SEREMOS!

  • Abel perfeito. Fez o jogo que dava pra enfrentar o time com mais opções ofensivas, e os jogadores executaram perfeitamente. Se eles tem o Hulk, o Felipe Melo é o Capitão América!
    Se não me engano, o Abel mora na Academia de Futebol. Tem uma escola de samba que fica localizada ali perto.
    Quando ele citou “Meu Vizinho”, desabafando pelos ataques covardes sobre a sua nacionalidade (Portugal está para o Brasil no futebol como o Brasil está para Portugal na economia), questionando a sua capacidade em decorrência de sua nacionalidade, eu entendo muito bem o seu desconforto.
    Tínhamos tudo para ter um grande treinador por muito tempo, talvez com sua família se mudando para o Brasil. Mas sabemos que não vai acontecer, infelizmente…

  • Épico. Não tem outra palavra pra descrever. Não teve um palestrino que não tenha desabafado e urrado com esse gol do Dudu ontem. Eu critico muito o Abel, acho que o time sim poderia jogar mais bola, mas a decisão dele pra essa semifinal beirou a perfeição. Copamos como nos bons anos de 99/00, com time inferior, porém com a mentalidade vencedora e a execução perfeita do plano.
    Não posso deixar de destacar a partida muito acima da media do Marcos Rocha. Apesar do gol de sempre, não perdeu nada pro Arana e anulou o lado mais perigoso do Galo. FM e Piquerez com duas partidas monstruosas.
    Avanti Palestra

  • Abrindo sites de notícias e só notando as chamadas de matérias, os pseudojornalistas esportivos indignados, se remoendo de ódio, inconformados com o peso da camisa do mais fodão das Américas esmagando suas análises clubistas e canalhas.

    Não clico em nenhuma delas, já aprendi. Vida longa para a mídia Palestrina!

  • A leitura do Abel foi perfeita: O Atlético está dando espaço, o Rony teve chances de gol e errou. Vou colocar o Verón ali, que é craque, que ele vai resolver quando tiver espaço.
    Dito e feito. Palmeiras na final, car#$#$#@#!!!!

  • Hoje é o típico cenário que nós palestrinos estamos acostumados: a mídia inteira cravando vitória do Patético Mineiro. Adoro isso! E nós adoramos contrariar a lógica e calar a boca da imprensinha como em 2012, 2015, 2016…Hoje dá verdão, porque esquecem que aqui é Palestra!

  • Aos colegas palestrinos, uma dica: fique com as notícias do Verdazzo, não perca seu tempo com a mídia geral hoje, mais do que nunca estão tentando abalar a confiança de nossa torcida. Não alimente os animais!!!!!!!!

  • Deus te ouça, vou de mesmo placar. Hoje é dia de torcer muito e desejar uma grande jornada ao nosso amado Palmeiras. Se passar, nada mais natural dada a grandeza do clube……caso não, nada abalará essa grandeza!!!!!!!!!!!!!!!