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Pré-Jogo

Pré-jogo Atlético-MG x Palmeiras

Na tarde de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Atlético, em Belo Horizonte, buscando confirmar a trajetória ascendente depois da ótima vitória sobre o SPFC no clássico, há duas semanas. O futebol parou por duas semanas no país para que todos cantassem e vibrassem pela esfuziante seleção da CBF, mas agora volta por mais quatro rodadas, até a próxima e derradeira interrupção, quando entraremos na fase final do campeonato.

Não parece, mas o jogo de hoje é uma decisão. Além de buscar o resultado, o Palmeiras precisa mostrar bom futebol. Se o time voltar ao jogo sonolento que marcou boa parte da campanha deste ano, podemos esquecer por completo qualquer esperança com relação ao Verdão em 2017 – vai nos restar apenas tentar um pouco de diversão secando o inimigo rumo à Série B.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Jailson e Mina
Transição física:
Arouca e Felipe Melo
Dispensado:
Borja

Pendurados: Felipe Melo, Gabriel Furtado, Roger Guedes e Keno

Depois de muita dedicação nos treinos desta pequena intertemporada, Cuca afiou o time baseando-se no esquema que funcionou bem no clássico. Do meio para a frente, o esquema deve ser o mesmo, com Guerra e Willian jogando abertos, mas encostando mais em Moisés para facilitar que a bola chegue em Deyverson. Jean volta para o meio, onde rende muito mais, reeditando a dupla que fez várias partidas no eneacampeonato com Tchê Tchê, e tendo a constante assistência de Moisés – notem a importância do camisa 10 na solidez do meio-campo. Fica a expectativa para o retorno de Dudu no segundo tempo – recuperado de uma lesão muscular, o capitão ainda se ressente de falta de ritmo de jogo.

Na linha defensiva, Mayke aproveita o espaço deixado por Jean e assume a lateral direita. Do lado esquerdo, Egídio volta ao time pela primeira vez depois do jogo contra o Barcelona, aproveitando um pequeno desconforto sentido por Michel Bastos. O time que deve entrar em campo esta tarde é Fernando Prass; Mayke, Luan, Edu Dracena e Egídio; Jean e Tchê Tchê; Guerra, Moisés e Willian Bigode; Deyverson.

Atlético-MG

Rogério Micale não pode contar com Marcos Rocha, suspenso pelo terceiro amarelo, além de Carlos César e Lucas Cândido, machucados. Para tentar manter a boa fase – já que vem de três vitórias, contando os jogos da empolgante Primeira Liga – o treinador volta a escalar Fred, mas mantém Robinho e Otero no banco. Definido, o Galo vai para o jogo com Victor; Alex Silva, Gabriel, Leonardo Silva e Fábio Santos; Adilson e Elias; Luan, Valdivia e Cazares; Fred.

Lei do Ex

Valdivia não se encaixa na Lei do Ex, mas pode ser considerado licença poética. Outro que tecnicamente não defendeu o time principal do Verdão foi Elias, que, no entanto, é cria de nossa base. Quem já jogou mesmo aqui foram Leonardo Silva, que seguiu o padrão do resto do time e foi muito mal, e Roger Bernardo, que fica no banco. Do nosso lado, apenas Bruno Henrique, que deve começar no banco, já passou pelo Galo.

Retrospecto

Vivemos um tabu que já incomoda contra o Atlético. Mesmo assim, eles continuam muito fregueses – os números não deixam dúvida.

Muito cuidado com o juizão. Além de ser dono de um dos piores desempenhos do Palmeiras sob seu apito, a sequência aponta seis derrotas nos últimos seis jogos.

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Atlético-MG
Atlético-MG
Independência
Independência
Leandro Vuaden
Leandro Vuaden
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Parpite

Um empate não será nenhuma catástrofe, mas criará a obrigação de vencer o Fluminense no Maracanã, daqui a duas semanas. Por isso, o Palmeiras tem que buscar os três pontos. Mais do que chegar à vitória, é muito importante que ela venha com um bom futebol, para continuar alimentando as esperanças de uma arrancada final. Em caso de um jogo insosso, a campanha inesquecível projetada há pouco mais de uma semana deve ficar mesmo no campo dos sonhos.

Mantendo o otimismo, dá Verdão: 2 a 1, com gols de Willian Bigode e Jean, para 13.123 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Atlético-MG 1x1 PalmeirasCesar Greco / Ag.Palmeiras

Com uma arbitragem vergonhosa de Leandro Vuaden, o Verdão empatou com o Atlético por 1 a 1, terminando o jogo com dois jogadores a menos e mostrando muita personalidade. O resultado não é bom, mas não chega a ser uma catástrofe, ainda mais diante das circunstâncias. Cuca agora terá nove dias para preparar o time para o jogo contra o Coritiba, que acontece no dia 18 – segunda-feira da outra semana, à noite.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca armou o time da forma como todos esperavam após os treinos da semana, com Guerra, Moisés e Willian jogando próximos e municiando Deyverson; Mayke na direita, Egídio na esquerda e Jean ao lado de Tchê Tchê. Rogério Micale também confirmou o time que era esperado e o jogo começou bastante movimentado, com ligeira superioridade do Palmeiras.

Aos 3, Guerra recolheu pela direita e lançou longo buscando Willian, que dominou dentro da área, puxou para dentro e tentou achar o ângulo de Victor, como no segundo gol no último clássico, mas a bola bateu no bração aberto de Luan – pênalti claro que Leandro Vuaden não marcou. O Galo respondeu aos 6: Alex Silva bateu lateral na área, Luan afastou e o Luan do Galo emendou de primeira, de fora da área, colocado – a bola bateu na forquilha e saiu.

Os dois times mostravam muita rapidez na transição ofensiva e aplicação na recomposição defensiva, o que fazia com que o jogo fosse muito disputado em todos os pontos do campo. Fred era o destaque do Atlético, voltando para buscar jogo e fazendo o pivô; do lado do Palmeiras, a dupla de zaga se mostrava muito firme.

Aos 21, Luan tentou ligar duas vezes com Valdivia; na segunda deu certo e o meia do Atlético invadiu a área pela esquerda e chutou no canto do goleiro – Prass fez boa defesa. O próprio Valdivia pegou o rebote e abriu para Fábio Santos, que cruzou no segundo pau – Willian chegou na cobertura mas errou o toque, fazendo papel de atacante e ajeitando para Fred, que emendou de voleio, por cima do gol. O Atlético acertou a marcação e prensou o Palmeiras no campo de defesa, dominando completamente o jogo.

Aos 26, em troca de passes pelo lado direito do ataque do Atlético, Alex Silva se preparava para entrar na área e Egídio chegou tarde na dividida – o lateral do Atlético só deixou o corpo cair e Leandro Vuaden correu cheio de prazer para a marca da cal. Fred bateu e Fernando Prass defendeu no canto direito, sem dar rebote. Defesa clássica.

O Verdão resistiu à pressão e ao penal para sair na frente aos 33: Moisés puxou o contra-ataque e abriu para Willian Bigode, que afunilou enquanto Deyverson abriu pela esquerda – o toque foi preciso e Deyverson tocou cruzado, na saída de Victor, abrindo o placar.

Aos 40, após falta levantada em nossa área, Leonardo Silva e Luan disputaram o espaço – os dois fizeram falta, como em todo lance, mas Vuaden disparou em direção à cal para marcar mais um pênalti e ainda deu o segundo amarelo para Luan, expulsando-o de campo. Fábio Santos bateu bem, no ângulo, com a invasão escandalosa de Fred – o pênalti deveria ter voltado e Fred deveria ter levado o segundo amarelo por ter dado uma bicuda na bola. Lógico que Vuaden apenas validou o gol. Um roubo com 9,5 pontos na escala Ubaldo Aquino.

Cuca substituiu Guerra para colocar Juninho e recompor a zaga. O Palmeiras reagiu rápido ao gol e não deixou o Atlético criar pressão. Aos 46, Egídio levantou bola na área, a defesa afastou mal, Willian pegou o rebote de fora da área e tentou surpreender Victor, que estava fora do gol, mas o goleiro do Atlético se recuperou e defendeu. Aos 49, boa trama pela esquerda, com boa tabela entre Deyverson e Tchê Tchê – o camisa 8 emendou um belo chute, mas a bola saiu por cima, com perigo. E Vuaden terminou o primeiro tempo, depois de operar o Palmeiras de forma vergonhosa.

SEGUNDO TEMPO

Sem modificações, os dois times voltaram a campo e o Palmeiras, em princípio, não se limitava a esperar o Atlético no campo de defesa, mesmo com a inferioridade numérica. Aos 8, boa tabela entre Moisés e Mayke, que cruzou por baixo – Deyverson estava lá para conferir mas Leonardo Silva salvou em cima da hora.

Aos dez, depois de uma sequência de escanteios, Leonardo Silva tirou a bola da cabeça de Juninho com a mão – Vuaden não teve opção a não ser marcar mais um pênalti, desta vez a nosso favor. Deyverson bateu igual a vó dele e Victor defendeu.

Rogério Micale trocou o volante Adilson por Robinho, tentando aproveitar o jogador que tinha a mais. Depois de bastante correria dos dois lados, Dudu entrou no lugar de Deyverson. Depois de muito tempo, tivemos uma finalização: Elias tentou da intermediária, com força, mas a bola subiu. O Palmeiras não parecia sentir o homem que tinha a menos e não deixava o Atlético se impor, sendo até mais perigoso na armação dos contragolpes.

Aos 32, depois de um escanteio, a bola ficou viva e Valdivia emendou um bom chute, que saiu à direita de Fernando Prass. Um minuto depois, Valdivia deixou a sola na coxa de Willian na lateral do campo – nosso jogador reagiu e deu uma bica no jogador do Galo, caído – Vuaden mostrou o vermelho apenas para o Bigode, deixando o Palmeiras com dois a menos.

Cuca mandou Thiago Santos a campo, no lugar de Jean, enquanto o Galo começava uma  pressão absurda. Aos 39, Yago fez uma falta escandalosa sobre Moisés na área antes de cabecear, após escanteio – Vuaden nada marcou e a bola saiu à direita do gol.

Aos 44, contra-ataque puxado por Moisés; ele disputou com Alex Silva e caiu na área – Vuaden teria marcado o pênalti facilmente se fosse do outro lado. Aos 45, mais um contra-ataque do Verdão; Egidio tramou com Mayke, que rolou para Moisés bater de frente para o gol – Victor defendeu.

Aos 47, Valdivia cabeceou após o 178º chuveirinho na área, à esquerda do gol. Seguiram-se finalizações de Yago e de Otero – Fernando Prass pegou tudo. E Vuaden resignou-se com o empate, encerrando o jogo.

FIM DE JOGO

O Palmeiras passou aperto no primeiro tempo, no onze contra onze. Mas soube controlar o jogo quando tinha um jogador a menos – e se armou de forma letal quando ficou com dois a menos, quase ganhando o jogo. Se o time não chegou a mostrar aquele futebol superior que esperávamos, não podemos nos queixar do comportamento do time diante de uma situação tão adversa. Cuca certamente fez mais observações que o ajudarão a corrigir ainda mais o time e esperamos uma boa vitória contra o Coritiba no próximo jogo, enquanto seguimos secando o rival. VAMOS PALMEIRAS!

* o Palmeiras precisa fazer uma representação formal contra Leandro Vuaden, vetando esse juiz até o fim dos tempos. Sua arbitragem esta tarde ultrapassou todos os limites da “ruindade”. Não podemos aceitar isso passivamente.

Ficha Técnica

15.672

R$ 432.613,00

Leandro Vuaden

Súmula

Borderô

Atlético-MG

GOL
Victor
LAD
Alex Silva
ZAG
Leonardo Silva
ZAE
Gabriel
LAE
Fábio Santos
VOL
Adilson
MEI
Robinho
VOL
Elias
MEI
Luan
ATA
Otero
MEI
Cazares
MEI
Yago
MEI
Valdivia
ATA
Fred
TÉCNICO
Rogério Micale

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Luan
ZAE
Edu Dracena
LAE
Egídio
VOL
Jean
VOL
Thiago Santos
VOL
Tchê Tchê
MEI
Guerra
ZAE
Juninho
MEI
Moisés
MEI
Willian Bigode
ATA
Deyverson
MEI
Dudu
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Pegou um pênalti e resistiu de forma monstruosa à pressão final.
9.5
Mayke
Muito superior a Jean, tanto no apoio quanfo na marcação.
8
Luan
Fazia uma partida sensacional até a expulsão injusta.
8.5
Edu Dracena
Um monstro, tirando tudo, porcima e por baixo.
9.5
Egídio
Cometeu um pênalti estúpido - no mais, atuação regular. O problema é que não tem crédito nenhum pra queimar.
5
Jean
Errou passes e mostrou muita lentidão. No visual, aparenta estar com muitas dificuldades físicas.
5
Thiago Santos
Entrou para fechar o meio após a segunda expulsão e parecia um pitbull. Brilhante.
8
Tchê Tchê
Irregular, não teve aquela presença nomeio-campo que o time precisava.
6
Guerra
FAzia um jogo razoável caindo pela direita, mas acabou sacrificado na primeira expulsão.
6.5
Juninho
Manteve o ótimo nível de jogo do sistema defensivo.
7
Moisés
Muita visão dejogo, mas aparenta estar um tanto pesado, perdendo alguns arranques.
6.5
Willian Bigode
Era o melhor do ataque do Palmeiras, e a reação no lance da expulsão é compreensível.
8
Deyverson
Até que jogava bem, fez um gol com competência, mas enterrou tudo ao bater muito mal o pênalti que podia nos ter dado a vitória.
6
Dudu
Mostrou estar totalmente recuperado da lesão, atacando e recompondo com muito vigor.
7.5
Técnico Cuca
Cuca
Não mostrou nenhuma grande inovação e só precisou remontar o time conforme as expulsões iam acontecendo. Mas o time se mostrou bastante seguro e isso tem muito mérito do treinador no período de preparação.
7