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15/02/2018 - 21:00

Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Linense

O Palmeiras recebe o Linense esta noite no Allianz Parque em busca da manutenção dos 100% de aproveitamento e da sétima vitória seguida, já pensando em abrir pelo menos oito pontos do segundo colocado na classificação geral. Quem chegar ao mata-mata com 9 pontos de frente terá sempre a vantagem de decidir em casa até as finais, mesmo se classificando nas quartas e nas semis com dois empates mais pênaltis. Abrir esta margem é o objetivo neste momento.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Jean, Artur e Deyverson
Trabalho físico:
Edu Dracena, Diogo Barbosa e Moisés
Não inscritos:
Fabiano, Emerson Santos, Jean, Pedrão e Hyoran

Pendurado: Victor Luis

Roger Machado sinalizou na entrevista desta tarde que Guerra deve ter uma chance no lugar de Willian Bigode. Outro que ganhou a posição por enquanto é Michel Bastos – pelo menos até Diogo Barbosa ser liberado para jogo.

Nosso treinador ganhou um desfalque esta semana: Artur, que lesionou o tornozelo direito, vai operar e fica dois meses fora.  No mais, time deve ser o mesmo que vem começando os jogos em todas as partidas deste ano: Jailson; Marcos Rocha; Antônio Carlos, Thiago Martins e Michel Bastos; Felipe Melo; Guerra, Tchê Tchê, Lucas Lima e Dudu; Borja.

Linense

O técnico Marcio Fernandes estreou na rodada passada e seu time arrancou um empate em Sorocaba, contra o São Bento, no último minuto. Nesse jogo, perdeu Ytalo, lesionado. Outra mudança, esta de ordem técnica, é a entrada do eterno Thiago Humberto no lugar de Murilo Henrique na meia.

Kauê é da nossa base e só jogará se o time do interior pagar uma gorda multa – não deve acontecer e Wilson faz a dupla de ataque com Giovani. O provável time é Victor Golas; Reginaldo, Leandro Silva, Adalberto e Eduardo; Bileu, Marcão Silva, Berguinho e Thiago Humberto; Wilson e Giovani.

Lei do Ex

O lateral-esquerdo Eduardo é aquele mesmo de 2010, que tinha como grande qualidade ser “ambidestro”. Estão no elenco do Linense e podem ficar no banco o goleiro Pegorari e o lateral Fernandinho, aquele que veio do Oeste junto com o Messi Black.

Do nosso lado, Thiago Santos já defendeu o time de Lins.

Retrospecto

Mesmo sendo um freguês VIP, o Linense já aprontou no Allianz Parque. Outra curiosidade é o juiz, que nunca apitou um jogo do Palmeiras.

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Linense
Linense
Allianz Parque
Allianz Parque
Lucas Canetto Bellote
Lucas Canetto Bellote
Taça Campeonato Paulista
Campeonato Paulista

 

Parpite

Antes desta rodada, o Linense estaria rebaixado junto com o São Caetano.  O mau desempenho precipitou uma troca de técnico, e o time reagiu. Mesmo assim, tende a ser um dos jogos mais fáceis do ano e não pode haver outro parpite que não seja a de vitória: 3 a 1, com gols de Borja, Lucas Lima e Felipe Melo, para 26.789 pagantes no Allianz Parque. E ninguém machucado! VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Palmeiras 2x2 LinenseCesar Greco / Ag.Palmeiras

O Palmeiras empatou por 2 a 2 com o Linense no Allianz Parque, após estar vencendo o jogo duas vezes, e perdeu a campanha perfeita que fazia na temporada. A folga na tabela, no entanto, continua larga e a pontuação não preocupa. O time agora volta as atenções para a Ponte Preta, adversário do próximo domingo em Campinas.

PRIMEIRO TEMPO

Roger Machado mais uma vez cumpriu o prometido e escalou a mesma formação que vinha jogando, a não ser pela escalação de Guerra pelo lado direito, no lugar de Willian, algo já adiantado na véspera.

O Verdão começou avassalador, trocando passes de forma envolvente – o Linense conseguiu trocar dois passes só depois de 2 minutos e meio decorridos. E logo que perdeu essa posse de bola, tomou o gol: Guerra deu um lindo passe por elevação, de trivela, buscando a infiltração de Borja, que pelo lado direito da área fuzilou Victor Golas e abriu o placar.

A imensa diferença técnica entre os times era nítida e o Palmeiras seguiu dominando completamente as ações, fazendo linha de passe e envolvendo a defesa do Linense – sendo parado no último toque ou pela arbitragem, que inventou algumas marcações e nos atrapalhou. Mas aos dez, Marcos Rocha fez excelente jogada de fundo e cruzou na cabeça de Dudu – faltaram-lhe 2 ou 3 centímetros para testar a bola com força.

Passados os 20 minutos, o Palmeiras perdeu a fome de gols e passou a cadenciar o jogo, dando chances ao Linense de se aproximar de nossa área – as finalizações do visitante até saíam, mas sempre pressionadas e sem levar perigo ao gol de Jailson.

Guerra passou a se sentir atraído pela faixa central do campo e fechava naturalmente, embolando um pouco com Lucas Lima, mas trazendo com ele um marcador – o que abria espaços para Marcos Rocha explorar. Aos 26, nosso lateral fez boa tabela com Lucas Lima e cruzou do fundo, por baixo, para Borja, que esperava na pequena área mas a zaga aliviou.

Aos 28,o primeiro susto: Bileu abriu para Eduardo na esquerda, o centro veio pelo alto e Thiago Martins rebateu para fora da área; Marcão emendou o rebote de primeira e exigiu uma boa defesa de Jailson no canto esquerdo. Dois minutos depois, Jailson sentiu algum problema e o jogo parou para seu atendimento – Roger aproveitou para passar instruções para Dudu e Borja.

Aos 34, após tentativa de ataque pela direita com Guerra, a zaga do Linense interceptou a bola e tentou sair jogando; Dudu e Borja apertaram a saída e Tchê Tchê teve duas chances para finalizar – na primeira, a bola deu na zaga, e na segunda ela subiu demais.

Aos 43, com o jogo aparentemente sob controle, o Palmeiras sofreu o empate na bola parada: Após cobrança de falta da direita, Adalberto subiu muito para escorar com a nuca, meio sem querer, no canto oposto de Jailson, encobrindo nosso goleiro e empatando a partida. O Verdão chegou a fazer o segundo gol nos acréscimos, mas Borja estava um pouco adiantado depois de ótima jogada de todo o sistema ofensivo do Verdão. O primeiro tempo terminou empatado, o que projetava uma postura mais agressiva do Palmeiras no segundo tempo

SEGUNDO TEMPO

Sem mudanças, o Verdão começou o segundo tempo com mais dificuldades para armar as jogadas, diante de um adversário que voltou bem mais compactado. O Linense descia rápido e arriscava chutes longos e perigosos contra Jailson, enquanto o Palmeiras tentava trocar passes mas esbarrava no cerco do adversário.

O problema se resolveu na qualidade técnica: aos seis minutos, Marcos Rocha deu um passe cirúrgico para Borja, que disparou em direção à área, tirou do goleiro e, mesmo sem ângulo, colocou no único grau em que a bola entraria – e ela beijou a rede do ladinho da trave direita do Linense, de mansinho. A igualdade no placar durou exatos dez minutos.

O gol desmontou o plano do visitante de tentar armar seus contra-ataques; o Linense passou a sair para o ataque de forma pouco ordenada e deixava mais espaços ao Verdão. Aos 16, Marcos Rocha fez linda jogada pelo meio e sofreu falta; Lucas Lima bateu muito bem e a bola saiu lambendo a forquilha direita de Victor Golas.

Sob uma chuva fina que passou a cair na Zona Oeste da capital paulista, o Palmeiras voltou a cadenciar o jogo, mesmo com apenas um gol de vantagem. Aos 23, um susto: Murilo bateu de fora, com muito efeito; Jailson rebateu para a frente e Wilson empurrou para as redes, mas estava impedido no momento do primeiro chute. Roger então mandou Gustavo Scarpa a campo, no lugar de Guerra.

Aos 26, em jogada parecida com a do segundo gol, Marcos Rocha lançou Scarpa pela direita; com o goleiro bem postado, o camisa 14 tentou o centro por baixo para Borja, mas a defesa cortou. O Linense respondeu aos 29, em chute de Giovanni da meia-lua, que assustou Jailson, mas saiu à direita.

Aos 30, o Palmeiras sofreu o inesperado empate: em jogada em que a defesa estava bem postada, o cruzamento veio da direita e Thiago Martins rebateu para a frente; Murilo emendou de primeira e teve a sorte de ver a bola desviar no próprio Thiago Martins e morrer no canto direito de Jailson, quando Willian Bigode já esperava à beira do gramado para substituir Dudu. Aos 34, Gustavo Scarpa fez um cruzamento magnífico achando Borja na risca da pequena área, mas o colombiano testou sem muita força bem onde estava o goleiro. Roger então mandou Keno a campo, no lugar de Lucas Lima, e Scarpa assumiu o jogo por dentro.

Aos 38, Scarpa teve uma sequência de três bolas paradas – uma falta e dois escanteios, mas o Palmeiras não conseguiu a finalização. Virou ataque contra defesa e o Linense, claro, usava a catimba para fazer o relógio andar. Aos 42, boa trama pela direita entre Gustavo Scarpa e Tchê Tchê, que cruzou bem, mas Reginaldo se antecipou a Borja e recuou com força para o goleiro. Nos minutos finais, o Palmeiras não mostrou a força que se esperava do time, e mesmo empurrado pela torcida, teve que engolir o empate ao apito final do juiz.

FIM DE JOGO

Apesar do mau resultado, o time mostrou novas tentativas de variar o jogo e deu novos elementos para Roger Machado seguir o desenvolvimento da dinâmica de jogo. Além de poder observar jogadores como Guerra e Gustavo Scarpa por mais tempo, Roger vai poder avaliar como o time se portou buscando ficar mais com a bola no pé e trocar passes curtos e rápidos para envolver o adversário, em detrimento aos lançamentos longos e às conduções de bola dos primeiros jogos da temporada.

Provavelmente veremos gente tentando sensacionalizar o placar. Cabe à nossa torcida compreender o momento da temporada, sublimar a frustração pela perda dos 100% e dos eventuais recordes e seguir projetando a temporada, passo a passo. A cabeça já está na Ponte. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Marcos Rocha
ZAG
Antônio Carlos
ZAE
Thiago Martins
LAE
Michel Bastos
VOL
Felipe Melo
MEI
Guerra
MEI
Gustavo Scarpa
MEI
Tchê Tchê
MEI
Lucas Lima
ATA
Keno
MEI
Dudu
ATA
Willian Bigode
ATA
Borja
TÉCNICO
Roger Machado

Linense

GOL
Victor Golas
LAD
Reginaldo
ZAG
Leandro Silva
ZAE
Adalberto
LAE
Fernandinho
ATA
Berguinho
VOL
Marcão Silva
VOL
Bileu
MEI
Eduardo
MEI
Murilo
VOL
Kadu
MEI
Danielzinho
ATA
Giovanni
ATA
Wilson
TÉCNICO
Márcio Fernandes

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Teve três bolas marotíssimas: numa, rebateu para a frente, nas outras duas, não teve chances.
6
Marcos Rocha
Seu melhor jogo no ano, bastante solto e arriscando passes mais complicados - num deles, deu em gol.
8
Antônio Carlos
Apesar da disputa perdida no lance do primeiro gol, não dá para colocar-lhe culpa na jogada - pareceu mais mérito e sorte do adversário. Segue consistente.
6.5
Thiago Martins
Ainda precisa dosar o reflexo de rebater todas as bolas - e quando o for fazer, ser decisivo. Mesmo assim, sua rebatida teria poucas consequências não fosse o desvio infeliz, do qual não teve culpa.
5.5
Michel Bastos
Teve uma excelente chance de ganhar a disputa com Victor Luis pela reserva imediata de Diogo Barbosa, que mesmo sem jogar, parece cada vez mais titular.
5.5
Felipe Melo
Sem os vistosos lançamentos longos, limitou-se a marcar, disputar bolas e das passes de lado - e não foi mal.
6
Guerra
Começou a milhão, fez um lindo passe para gol, mas aí foi embolando com Lucas Lima e teve pouca efetividade.
7
Gustavo Scarpa
Se movimentou pelas três posições da meia e comandou o time na parte final do jogo.
7.5
Tchê Tchê
Desta vez o desempenho tático não compensou a baixa produtividade com a bola no pé.
5.5
Lucas Lima
Segue arredondando as jogadas e sendo cada vez mais a cara do time.
7.5
Keno
Pouco mais de dez minutos inócuos em campo. Só ciscou.
s/n
Dudu
Fraco, ainda parece não compreender seu papel ofensivo e por vezes se confundiu na recomposição defensiva.
5
Willian Bigode
Mal tocou na bola.
s/n
Borja
Dois gols de centroavante confiante - mas perdeu a bola do jogo numa cabeçada a dez minutos do fim, inteiro no lance.
8.5
Roger Machado
Roger Machado
Talvez Tchê Tchê fosse o nome mais adequado a ser sacado para a entrada de Keno a dez minutos do fim, quando se poderia priorizar o resultado em vez do desenvolvimento do time. Mas o pensamento segue coerente e passa firmeza.
7