0
X
2

Pré-Jogo

Pré-jogo Boca Juniors x Palmeiras

Na noite desta quarta-feira, a Sociedade Esportiva Palmeiras faz um dos maiores jogos do ano: enfrentará o Boca Juniors, em La Bombonera, em partida válida pela fase de grupos da Copa Libertadores. Ao Verdão, o empate interessa bastante, diante da pontuação atual do grupo, mas a vitória, além de garantir o time na próxima fase, dará ao Palmeiras uma excelente posição já pensando nos mandos da chave do mata-mata.

Palmeiras

DESFALQUES
Tapetada:
Gustavo Scarpa
Trabalho físico:
Artur
Lesionados:
Guerra e Michel Bastos

Pendurado: Felipe Melo

Roger Machado ainda não poderá contar com Guerra e Michel Bastos, que se contundiram juntos em treino na semana passada. O único treino realizado em solo argentino foi fechado. Até por isso, o professor deverá manter o time que enfrentou o Inter: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima e Keno; Borja.

Boca Juniors

O Boca se aproximou muito da conquista do campeonato local no último final-de-semana e terá muito mais dificuldades em “virar a chavinha” que o Palmeiras, diante da importância do momento.

Em relação ao time que nos enfrentou há duas semanas, o técnico Gustavo Schelotto perdeu Goltz, Barrios e Cardona, lesionados. Para a vaga do volante, contará com a volta de Nandez, que cumpriu a última partida de suspensão. Para a zaga, Vergini segue no time, e Tévez assume a vaga de Cardona. Na lateral esquerda, Más ganhou a posição de Fabra. O time que deve entrar em campo é Rossi; Jara, Vergini, Magallan e Más; Perez e Nandez; Tévez, Reynoso e Pavón; Ábila.

Retrospecto

Nossa última vez na Bombonera foi um dos maiores roubos da história do futebol mundial. O juiz chileno é estreante em jogos do Verdão.

Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Boca Juniors
Boca Juniors
La Bombonera
La Bombonera
Roberto Tobar
Roberto Tobar
Libertadores da América
Libertadores da América

 

Parpite

Além de todas as dificuldades extra-campo, o Palmeiras tem que lutar também contra sua própria torcida, que insiste em atrapalhar o ambiente com agenda própria. Os insultos na porta do hotel são a prova viva de que o maior adversário do Palmeiras é o próprio Palmeiras – e olha que não faltam inimigos externos.

O empate é bom resultado para o Verdão, mas se o time entrar com essa mentalidade, perderá o jogo. Se entrar firme para aguentar a pressão inicial, e se o time jogar mais compactado, tem todas as condições de colocar a bola no chão, dominar o meio do campo e e arrancar uma ótima vitória. Diante do retrospecto e da força do adversário em seu estádio, no entanto, o resultado mais provável é o empate: 1 a 1, com gol de Antônio Carlos. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo  – para SP, RS, PR, MG (Belo Horizonte, Varginha, Araxá, Coronel Fabriciano e Montes Claros), GO, TO, BA, SE e PE (Cleber Machado e Caio Ribeiro)

Fox SportsFox Sports (Nivaldo Prieto, PVC e Edmundo)

 

Pós-Jogo

Boca Juniors 0x2 PalmeirasJuan Mabromata/AFP

O Palmeiras jogou com muita aplicação e equilíbrio e venceu o Boca Juniors com autoridade em Buenos Aires, para ser o primeiro clube classificado para o mata-mata da Libertadores. Com uma ótima atuação coletiva, o time se impôs frente ao time da casa e se posicionou junto a toda a América do Sul como um dos principais postulantes ao título.

PRIMEIRO TEMPO

Quase 50 mil pessoas, dentre eles o grande tenista Juan Martin Del Potro, lotaram a Bombonera para empurrar o Boca contra o Verdão, que teve como primeira missão segurar a pressão inicial do time da casa – e fez isso muito bem, pressionando a saída de bola do Boca. E logo a um minuto, Keno pressionou o chutão do goleiro Rossi, bloqueou a reposição e a bola quase entrou no gol. Seria o chamado gol de chupeta.

O Verdão seguia tomando a iniciativa do jogo; Dudu jogou por dentro e bateu de meia distância com perigo, aos 4 minutos. A marcação alta funcionava; o Boca não conseguia passar da intermediária do Palmeiras com bola dominada. Felipe Melo deu a primeira chegada de respeito em Nandez aos 7 minutos.

O Boca conseguiu furar nossas linhas pela primeira vez aos onze, com Pavón, que invadiu a área rente à linha de fundo e bateu para o gol – Jailson protegeu o canto e cedeu escanteio. O Palmeiras diminuiu a intensidade da marcação e o Boca passou a avançar em nosso campo. Felipe Melo deixou o campo aos 20 para ser atendido, sentido algo no rosto – certamente alguém deixou o braço para provocá-lo.

Aos 23, Pavón tentou a jogada pra cima de Marcos Rocha, que o parou na falta. Na batida, Pablo Pérez mandou pra dentro e a bola foi direto, tirando uma lasca do travessão de Jailson. Marcos Rocha tentou responder aos 25, num chute de longe, que saiu à direita sem muito perigo.

O Boca seguiu pressionando o Palmeiras, sempre tentando a ligação com Pavón, na esquerda, mas a marcação do Verdão encaixou e o camisa 7 da casa não conseguia mais ameaçar nosso gol. Depois de muito tempo, nosso time voltou a trocar passes e compactou novamente as linhas. Borja foi o autor da finalização seguinte, aos 35, num chute forte e perigoso de fora da área, mas a bola saiu por cima.

Foi só o Palmeiras voltar a tocar a bola no campo de ataque que saiu o gol: aos 39, Marcos Rocha acelerou para aproveitar uma bola que sairia em lateral para o Verdão no campo de ataque; ele pegou a defesa desarrumada no cruzamento, que saiu preciso, no segundo pau, na testa de Keno, que desviou sem força mas com muita precisão, na caçapa do canto: 1 a 0.

O Boca quase respondeu no primeiro lance após a saída: Pavón, desta vez do lado direito, ganhou a disputa com Edu Dracena e bateu cruzado; Ábila estava embaixo das traves e escorou, mas conseguiu entortar o pé e tirou a bola do gol. O atacante argentino estava impedido e o gol seria validado de forma errada pela arbitragem se a bola tivesse entrado.

Aos 44, quase um replay: depois de ganhar a dividida de Diogo Barbosa, Tévez foi quem bateu cruzado da direita; desta vez Ábila colocou pra dentro, mas estava impedido de novo e desta vez o bandeirinha assinalou. E o Verdão conseguiu brecar o jogo no final para garantir a vitória parcial ao fim do primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras atrasou bastante a volta ao gramado, aumentando a ansiedade do adversário e já antecipando que, desta vez, usaria e abusaria da catimba para segurar a vantagem e vencer o jogo. Os times voltaram sem alterações.

Logo a um minuto, Borja apertou a saída de bola e Bruno Henrique ia disparando para o gol quando sofreu falta de Magallán. Lucas Lima bateu por baixo, tentando aproveitar o salto da barreira, mas a bola saiu ao lado da trave. Aos 5, Diogo Barbosa chegou de surpresa e bateu cruzado; Rossi pegou firme.

Aos seis, o Boca chegou pela esquerda mais uma vez com Pavón; após entrar na área e ir ao fundo, o centro veio por baixo e Antônio Carlos tirou a escanteio. No lance seginte, Dudu puxou um contra-ataque mortal; abriu para Keno que jogou para o meio; Lucas Lima fechava para marcar – Más tirou o pão de sua boca. No lance seguinte, o Verdão girou a bola na frente da área e Felipe Melo bateu de fora, cruzado – a bola saiu à direita de Rossi.

Aos 10, após cruzamento da direita que Edu Dracena tirou por cima, Pavón emendou de sem-pulo e mandou a bola à direita de Jailson. Aos 12, um lance parecido: Antônio Carlos afastou o cruzamento; Edu Dracena completou mas mandou a bola na frente da área; Jara pegou o rebote e bateu por cima, com perigo. No lance seguinte, após jogada de Más pela esquerda, e Pablo Pérez aproveitou, limpou Bruno Henrique e bateu colocado – a bola lambeu a trave direita de Jailson. Com a pressão, Borja tratou de se jogar no chão e esfriar o jogo.

O time argentino seguiu na pressão e Pavón, sempre ele, pegou a bola na esquerda, cortou para dentro e bateu de direita, buscando a gaveta de Jailson, que foi de mão trocada e fez uma defesa monstruosa – e desabou no chão. Borja saiu para dar lugar a Willian Bigode. O Verdão alternava momentos de espera com pressão no campo adversário, talvez administrando o aspecto físico. Após a mexida, o time voltou a pressionar a saída de bola do time da casa.

Aos 22, Keno tentou ligar co Dudu; Vergini tentou ser malandro e empurrou nosso capitão, mas acabou atrapalhando Rossi, que saiu da área para tentar o corte de cabeça; Willian pegou o rebote e bateu; Magallán rebateu; Lucas Lima aproveitou o corte parcial e tentou encobrir o goleiro duas vezes; na primeira, bateu na zaga, mas na volta ele acertou e meteu um lob magnífico que Del Potro deve ter aplaudido: 2 a 0 para o Verdão.

Tévez bateu de fora aos 24 tentando diminuir, mas Jailson salvou – se a bola entra, o jogo ficaria bastante complicado. Com 0 a 2 no placar, o ânimo do Boca caiu por completo. O Verdão se tornou dono da Bombonera e impôs seu jogo com categoria. Houve momentos de olé; aos 28, Hyoran substituiu Keno.

Aos 29, Marcos Rocha foi novamente vencido por Pavón, que tocou para Tévez, que foi às redes em claríssimo impedimento – mais um gol anulado. Moisés rendeu Lucas Lima aos 37 e o Verdão seguia alternando momentos de suportar a pressão atrás com pressão no campo ofensivo, num equilíbrio muito interessante. O Boca, perdendo por 2 a 0, não ameaçava Jailson – somente já aos 48, numa bobeira, Ábila saiu livre na cara de nosso goleiro, que fechou o ângulo de forma soberba para garantir o zero no placar do lado de lá.

FIM DE JOGO

Grupo da Morte? Só se for para os outros. O Verdão controlou o jogo com muita inteligência e chegou à classificação antecipada com um resultado sensacional, encerrando o período de baixa em mais uma oscilação e afastando a ameaça de crise de uma vez.

Ainda na beira do gramado, Dudu já mencionava o jogo contra a Chapecoense, mostrando que o grupo está realmente focado na sequência da temporada e já se recuperou mentalmente do assalto no Derby. Serão mais 14 jogos até a parada para a Copa e o período promete. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Boca Juniors

GOL
Rossi
LAD
Jara
ZAG
Vergini
ZAE
Magallán
LAE
Más
VOL
Sebastián Pérez
MEI
Reynoso
VOL
Nández
VOL
Pablo Pérez
MEI
Tévez
ATA
Walter Bou
ATA
Pavón
ATA
Ábila
TÉCNICO
Guillermo Schelotto

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Marcos Rocha
ZAG
Antônio Carlos
ZAE
Edu Dracena
LAE
Diogo Barbosa
VOL
Felipe Melo
VOL
Bruno Henrique
MEI
Dudu
MEI
Lucas Lima
MEI
Moisés
MEI
Keno
MEI
Hyoran
ATA
Borja
ATA
Willian Bigode
TÉCNICO
Roger Machado

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Sempre firme, fez uma defesa demão trocada num momento crucial do jogo, fundamental para a vitória.
9
Marcos Rocha
Pegou um atacante duríssimo pela frente e perdeu o duelo. Por outro lado, foi fundamental na construção do primeiro gol e compensou o revés defensivo.
7
Antônio Carlos
Passou na prova de fogo: se não tremeu hoje, não treme nunca mais. Gigante.
8.5
Edu Dracena
Um pouco lento, perdeu alguns lances por falta de arranque - compensou com colocação na maioria dos combates.
7
Diogo Barbosa
Deu novos sinais de entrosamento ofensivo com Keno, o que tende a crescer na temporada. Mas ainda está em processo de adaptação.
6.5
Felipe Melo
Chegou forte quando precisava, mas com responsabilidade. Ganhou na bola na maioria dos lances, e ainda ajudou na distribuição, como nos melhores momentos do início da temporada.
8.5
Bruno Henrique
Não fosse o excesso de erros de passe, teria feito uma partida perfeita.
7.5
Dudu
Não foi exatamente uma partida de destaque do capitão, mas mostrou ao menos que não se deixou abater pela perseguição imbecil de que foi vítima.
6
Lucas Lima
Mostra estar claramente numa curva ascendente. Voltou a encontrar o melhor posicionamento em campo.
8
Moisés
Tocou de lado, gastou o tempo, ajudou a controlar o jogo.
6.5
Keno
Não estava inspirado na maioria dos lances que participou, mas naqueles em que a lâmpada acendeu, brilhou com força e foi decisivo.
8.5
Hyoran
Estreou no ano e fez um bom papel tático, ajudando na marcação em cima de Pavón.
7
Borja
Exagerou nas tentativas de letra e calcanhar - e claramente não é sua especialidade. MAs brigou bastante na frente e no combate na saída de bola do adversário.
6.5
Willian Bigode
Um dos mais fracos da partida, errando quase tudo o que tentou.
5.5
Roger Machado
Roger Machado
Equilíbrio perfeito entre postura em campo e administração física. O Palmeiras armou uma sanfona em que alternava pressão no campo adversário com duas linhas compactas no campo de defesa, o que permitiu que o time tivesse gás até o fim do jogo. Se foi intencional, merece até um dez...
9