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Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x SPFC

Na tarde de domingo, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o maior inimigo, um dia depois de completar 103 anos de gloriosa existência. E nada melhor do que empurrar o inimigo para o abismo nesta data tão significativa. O jogo é válido pela 22ª rodada do Brasileirão e uma vitória do Verdão pode atolar o inimigo na zona do inferno, ao mesmo tempo que será um remédio valiosíssimo para cicatrizar as feridas das dolorosas eliminações sofridas pelo time nas últimas semanas.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Jailson e Mina
Transição física:
Arouca

Pendurados: Gabriel Furtado, Roger Guedes e Keno

No Verdão, Dudu é a dúvida para ficar no banco – segundo Cuca, ele tem “brigado com os médicos” para poder ser aproveitado nesta partida. Mas o maior mistério é realmente no time titular. O único setor que parece definido é a defesa, com Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Luan e Michel Bastos.

NA quinta-feira, no único treino com bola que a imprensa conseguiu registrar, Cuca formou com Bruno Henrique Tchê Tchê, Moisés, Roger Guedes, Keno e Borja. Depois, entraram Guerra, Deyverson e Willian Bigode. E a formação tática permanece incerta – a única surpresa será se Cuca mantiver o esquema que já ficou manjadíssimo em todos os cantos do país.

SPFC

Dorival Júnior também se preocupou muito com o segredo nos treinamentos da semana e escondeu ao máximo a escalação do time para o clássico. Um dos possíveis times que pode mandar a campo é Sidinha; Buffarina, Borboleta, Rodriga Caia e Edimara; Petrícia; Juciléia, Hernana, Magui e Chris Cueva; Louça. Estão fora, por lesão: Ararinha, Bruna, Júnia Tavares, Morata e Wellinta Nem.

Lei do Ex

Michel Bastos pode deixar o dele, por cobertura. Pra morrer de rir. Jean é outro candidato.

Retrospecto

No Allianz Parque o retrospecto contra o inimigo é massacrante. Como foi na Turiassú, hoje rua Palestra Italia, há 75 anos. 1942 vive.

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SPFC
SPFC
Allianz Parque
Allianz Parque
Sandro Meira Ricci
Sandro Meira Ricci
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Parpite

É dia de pisar no pescoço do inimigo, com todo o peso do corpo. Dia de esquecer todas as desconfianças, de tirar paciência extra com quem já esgotou sua cota; dia de esquecer política e desavenças e de celebrar mais um aniversário do Palmeiras com o maior presente que podemos nos dar uns aos outros: celebrar uma vitória acachapante sobre o clube mais desprezível que a humanidade já ergueu.

Não importa quantos verão e qual será o placar. Mas eles precisam sair do Allianz Parque atropelados, devastados, com o moral irrecuperável. O Palmeiras tem o dever de cortar a corda na qual eles ainda se penduram na primeira divisão. O inferno é logo ali. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP, RS, SC, PR, GO, TO, MS, MT, BA, AL, PE, RN, CE, MA, PA e DF

PFCPFC

Pós-Jogo

Palmeiras 4x2 SPFCCesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

Mesmo sem fazer uma partida brilhante, o Palmeiras fez o mais importante: venceu o SPFC, de virada; meteu quatro gols e conseguiu, ao mesmo tempo, recuperar a confiança para continuar o desenvolvimento do time e colocar quatro caminhões de chumbo nas costas do inimigo, que vai vendo o inferno da segundona cada vez mais próximo. Vibra aí!

PRIMEIRO TEMPO

Cuca ameaçou mostrar coisas diferentes ao armar o time teoricamente num 4-4-2 clássico, com Deyverson e Willian Bigode na frente, e Guerra e Moisés fazendo a ligação. Mas na prática, o desenho do time era o mesmo, com Guerra aberto pela direita, Willian pela esquerda. Apesar do desenho, o jeito de jogar do time foi diferente.

Na pressão inicial, logo com 30 segundos, Tchê Tchê aproveitou uma bola pingando e sentou a chinela, obrigando Sidão a amortecer a batata quente antes de pegar firme.

Jean e Michel Bastos apoiavam bastante e eram os verdadeiros pontas do Palmeiras, com Willian e Guerra encostando nos dois para fazer as triangulações, sempre com o apoio de Moisés e Tchê Tchê. Os ataques saíam sem muitas dificuldades, sobretudo pelo lado direito em cima de Edimar, e a bola rondava perigosamente a meta de Sidão.

Mas aos 12, em (nova) falha individual de Luan, o SPFC abriu o placar: após passe de Pratto, o zagueiro vacilou na antecipação e deu espaço para que Marcos Guilherme dominasse, tomasse a frente e chegasse na cara de Fernando Prass – aí foi só escolher o canto.

Mesmo em desvantagem no placar, o Palmeiras jogava melhor e aos 17 Willian interceptou uma saída de bola errada de Sidão e tentou de longe – não foi por cobertura, mas seria daquele jeito – a bola saiu à direita, por muito pouco. Um minuto depois, Jean triangulou com Tchê Tchê e Guerra e bateu de média distância, cruzado, para fora.

Aos 21, após escanteio para o Palmeiras, Pratto cabeceou para afastar o perigo mas se chocou com o joelho de Hernanes, que também estava na jogada. O argentino perdeu os sentidos e foi retirado do estádio de ambulância, preocupando bastante a todos. O jogo ficou parado por cerca de cinco minutos e Gilberto entrou em seu lugar.

Aos 31, Hernanes puxou contra-ataque pelo meio e acionou Guilherme, que ganhou de Jean no confronto direto, cortou para o meio e fuzilou Prass; a bola bateu no travessão e no chão, a um palmo da linha – a defesa afastou o perigo na sequência.

O Verdão não se assustou com os contra-ataques e continuou imprimindo seu ritmo. Aos 35, Michel Bastos foi acionado pela esquerda, levou a melhor sobre Cueva e cruzou no segundo pau, aberto; a bola encobriu a defesa e parou no peito de Willian, que amorteceu e fuzilou Sidão, empatando o jogo.

Aos 38, veio a virada: Willian foi acionado pela esquerda após roubada de bola de Deyverson e partiu, tendo Michel Bastos como limpa-trilhos. Ele driblou Jucilei, contou com nosso lateral esquerdo para escorar Buffarini, puxou para o meio e mandou um lindo chute de direita, de curva, na última gaveta de Sidão. Um golaço!

Dominando completamente o meio-campo, o Verdão chegou de novo aos 47, com Tchê Tchê emendando um belo chute de fora, que encobriu o travessão por muito pouco. E quando parecia que o jogo iria para o intervalo com justa vantagem do Verdão, o SPFC achou um gol aos 51: o balãozinho despretensioso da direita foi na linha da grande área, Edu Dracena ficou pregado, Jean marcou igual a vó dele e Hernanes dominou para bater de virada no canto direito de Fernando Prass, empatando o jogo.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, o Verdão voltou para o segundo tempo com uma mexida no posicionamento na zaga: Luan veio para o lado direito, trocando com Edu Dracena.

A primeira chance veio só aos 10: Michel Bastos roubou a bola na saída, abriu para Willian que cruzou rasteiro – Deyverson esperava na pequena área livre, babando, mas a zaga apareceu e cortou na última hora em escanteio. Aos 14, o adversário puxou bom contra-ataque com Marcos Guilherme e Lucas Fernandes, mas a finalização saiu sem direção.

Aos 15, Cuca mandou Keno no lugar de Bruno Henrique – Willian abriu pela direita e Guerra passou a jogar mais por dentro, encostando em Moisés. E na primeira jogada o venezuelano já conseguiu uma boa tabela, forçando o escanteio – na batida, ele estava lá para tentar o gol de voleio, mas a bola saiu por cima.

Aos 20, Luan fez uma bela jogada: ele cortou um contra-ataque perigoso do SPFC com um carrinho corajoso, levantou-se e ainda armou o contra-ataque com um passe preciso para Keno; no mano a mano com Buffarini, ele invadiu a área e chutou – a bola saiu à direita de Sidão.

Aos 22, Jean aproveitou cruzamento de Keno, infiltrou pela direita e tocou para Deyverson escorar para o gol, mas nosso lateral estava impedido por centímetros. No lance seguinte, Keno mais uma vez: ele cruzou à meia altura para Deyverson, que escorou em direção ao gol do jeito que deu; Sidão salvou no reflexo de forma espetacular.

Aos 27, depois de jogada de bola parada, Luan tirou pelo alto; a bola voltou para Hernanes que recolocou na área. Nossa zaga demorou para sair e Rodrigo Caio ficou livre para marcar o terceiro na cara de Prass, mas engrossou e mandou para fora. E dois minutos depois, logo após Cuca trocar Guerra por Hyoran, em mais um contra-ataque após bola perdida por Keno, Hernanes ficou no mano a mano com Jean, puxou para o lado e bateu firme – a bola raspou a rede, por fora. Ufa!

Se eles não aproveitam as chances de matar o jogo, é porque merecem mesmo cair: aos 33, um lance magnífico do começo ao fim: Edu Dracena salvou de forma espetacular um contra-ataque em que nossa defesa estava no dois contra três; Jean pegou a sobra e lançou longo para Deyverson, que protegeu e enxergou a chegada de Keno, na meia-lua; o toque saiu com açúcar e o camisa 27 disparou um canhonaço de direita, inapelável para Sidão. Mais um golaço do Verdão! Ato contínuo, Cuca trocou Deyverson por Thiago Santos, recompondo a proteção no meio-campo.

Com a vantagem de volta, o Palmeiras deu a bola no pé do SPFC, que só sabe contra-atacar. Bem fechado e sem se expor, o time fez o relógio andar. E quando o adversário percebeu que não sabia o que fazer com a bola, o Verdão pegou ela de volta e deu um olé de quase dois minutos seguidos. Desesperado, morrendo de medo da segunda divisão, o adversário se lançou de qualquer jeito à frente e aos 46 Tchê Tchê fez um lindo lançamento para Willian, que escorou na pequena área para a chegada de Hyoran, que bateu forte para o gol, decretando a goleada. E não fosse o juiz encerrar o jogo em mais um contra-ataque do Verdão, teríamos feito o quinto.

FIM DE JOGO

O esquema básico não mudou muito, mas o jeito de jogar sofreu uma ligeira modificação. Mas quem se importa? O que precisava ser feito era ganhar o jogo, e o Verdão conseguiu a vitória depois de sair atrás no placar. O dever foi feito: nos recuperamos no campeonato e demos um bico nos fundilhos das meninas rumo à segundona. Cuca terá agora quase duas semanas enquanto a seleção da CBF pára o futebol no país para melhorar o que foi visto em campo hoje. E a torcida terá alguns dias muito feliz com um sensacional presente de aniversário,  VALEU VERDÃO!

Ficha Técnica

33.537

R$ 2.195.388,53

Sandro Meira Ricci

Súmula

Borderô

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Jean
ZAG
Edu Dracena
ZAE
Luan
LAE
Michel Bastos
VOL
Bruno Henrique
ATA
Keno
VOL
Tchê Tchê
MEI
Moisés
MEI
Guerra
MEI
Hyoran
ATA
Deyverson
VOL
Thiago Santos
ATA
Willian Bigode
TÉCNICO
Cuca

SPFC

GOL
Sidão
LAD
Buffarini
ZAG
Rodrigo Caio
ZAE
Arboleda
LAE
Edimar
VOL
Jucilei
VOL
Petros
MEI
Marcos Guilherme
ATA
Denilson
MEI
Hernanes
MEI
Cueva
ATA
Lucas Fernandes
ATA
Pratto
ATA
Gilberto
TÉCNICO
Dorival Júnior

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Não pulou no segundo gol, mas não dava pra pegar de qualquer forma.
6
Jean
Não pode continuar como lateral, é muito vulnerável na defesa. Mas continua com intervenções interessantes no ataque.
6
Edu Dracena
Ficou pregado no segundo gol, mas a roubada de bola que deu origem ao gol de Keno foi espetacular.
7
Luan
Péssimo no primeirotempo, jogando do lado esquerdo. Foi só ir para a direita que jogou muita bola.
6
Michel Bastos
Participou bastante da partida, de forma bastante irregular; alternando participações importantes com erros de passe bisonhos.
6.5
Bruno Henrique
Importante para que o time vencesse a disputa pelo meio do campo.
6.5
Keno
Entrou, colocou fogo no jogo e fez um golaço.
8
Tchê Tchê
Tinha espaço, mas brilhou menos do que poderia; o jogo estava à sua mercê.
6.5
Moisés
Nada extraordinário, mas mostrou muita solidez. Totalmente readaptado ao ritmo normal de jogo.
7
Guerra
Melhorou bastante quando voltou a jogar por dentro, mas essa situação durou poucos minutos.
7
Hyoran
Muita estrela; numa quase-estreia, meteu o gol da tampa do caixão num clássico.
8
Deyverson
Erros infantis de um lado, passes decisivos de outro. Na média, se garantiu.
7
Thiago Santos
Recompôs o meio de campo com maestria.
7
Willian Bigode
Dois gols e uma assistência, e Dudu coça a cabeça.
9.5
Técnico Cuca
Cuca
Começou a mexer no jeito de jogar do time, sem pressa. Leu bem o jogo e suas mexidas nos deram a vitória. Calando as cornetinhas.
8.5