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Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Botafogo

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Botafogo na penúltima partida do Brasileirão e do ano. O jogo é importante para as pretensões do clube de alcançar o segundo lugar do campeonato e o prêmio de cerca de R$ 11 milhões pela posição.

Mas mais importante que tudo isso é a despedida de Zé Roberto da torcida do Allianz Parque, local onde ele ergueu o troféu da Copa do Brasil em 2015 e, no início daquele ano, fez a preleção histórica que simbolizou a virada esportiva por que o clube passou.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Michel Bastos
Suspenso:
Fernando Prass

Pendurados: Edu Dracena, Felipe Melo, Gabriel Furtado, Tchê Tchê, Dudu, Keno, Roger Guedes e Willian Bigode

Michel Bastos sentiu um providencial desconforto e abriu a avenida para a escalação de Zé Roberto. Fernando Prass está suspenso e dá lugar a Jailson, o que segundo o santo forte do reserva já elimina a possibilidade de derrota. O time que deve entrar em campo é Jailson; Mayke, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Moisés; Keno, Borja e Dudu.

Botafogo

Ainda sem poder contar com Roger, que se recupera de um seriíssimo problema de saúde, o Botafogo segue muito vivo na briga por uma vaga na Libertadores e vem motivado, com o que tem de melhor, para o jogo. Outro desfalque certo é Victor Luís, que pertence ao Palmeiras – sua participação, por força de contrato, implicaria numa multa de R$ 200 mil ao time carioca.

O time que Jair Ventura deve mandar a campo é Gatito Fernandez; Arnaldo, Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Leo Valencia; Rodrigo Pimpão e Brenner.

Retrospecto

O Botafogo é o clube carioca com melhor retrospecto diante do Palmeiras – e mesmo assim é um enorme freguês.

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Botafogo
Botafogo
Allianz Parque
Allianz Parque
Elmo Alves Rezende Cunha
Elmo Alves Rezende Cunha
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Zé Roberto merece todas as homenagens do mundo – é provável que receba suas honrarias antes da partida. De qualquer forma, na hora que a bola rolar não haverá nenhuma gentileza, de nenhum lado. O jogo tende a ser pegado e com muitos gols.

Dá Verdão: 4 a 2, para 18.876 pagantes, com gols de Keno, Tchê Tchê, Borja e Zé Roberto, de pênalti, no finalzinho. Seria bem legal. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

SportvSporTV – menos para SP

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Palmeiras 2x0 BotafogoCesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras venceu o Botafogo por 2 a 0 no Allianz Parque e voltou ao segundo lugar do campeonato, a uma rodada do fim. O jogo foi em ritmo mais lento que o habitual, mas o Verdão conseguiu impor sua superioridade, mostrando bastante equilíbrio entre ataque e defesa, e construiu o placar com naturalidade.

PRIMEIRO TEMPO

Nenhuma novidade na escalação do Palmeiras – Alberto Valentim fez o simples e escalou o time na mesma formação dos últimos jogos – com as exceções já previstas, claro, de Zé Roberto e Jailson. Jair Ventura é que preparou uma surpresinha: escalou o veloz Guilherme em vez de Brenner, que vinha sendo o preferido, para tentar explorar a lentidão de nossa defesa. Vamo pra peleja?

Aos dois minutos, a primeira boa chance do Verdão: Keno foi ao fundo pela direita e cruzou por baixo; Rodrigo Lindoso chegou antes de Borja e tocou forte para trás para afastar, cedendo escanteio.

Aos nove, um lindo lance de Borja, que enxergou Dudu se projetando pela esquerda e fez o passe com precisão; o camisa sete balançou pra cima de Carli já dentro da área e cruzou por baixo – a zaga mais uma vez cortou com Igor Rabello, antes que Moisés concluísse para o gol.

O Botafogo respondeu numa falta pelo lado direito, cometida por Felipe Melo. Lindoso cobrou, Felipe Melo rebateu para a meia-lua e Guilherme bateu sem marcação, com muito perigo, à esquerda de Jailson.

Aos 22, Moisés cometeu um erro grosseiro na saída de bola e deu um presente para Léo Valencia; ele abriu rápido para Guilherme, que cruzou na medida para Rodrigo Pimpão, que deu um bonito peixinho mas errou o alvo, testando à direita de Jailson. O Verdão respondeu um minuto depois: Keno achou Dudu dentro da área; muito veloz, ele deu a volta em Igor Rabello e cruzou para dentro; sem goleiro, a bola não chegou em Borja. Na sequência, após o Palmeiras recuperar a bola, o colombiano acertou um bom chute de longe, mas Gatito defendeu.

O Palmeiras claramente forçava o jogo pelas beiradas, confiando na habilidade de Keno e Dudu. Aos 28, Keno tabelou com Borja e foi derrubado na meia-lua por João Paulo, que levou amarelo. Dudu bateu e exigiu ótima defesa de Gatito Fernandez, que espalmou a escanteio – a bola ia na gaveta direita. Dudu bateu na cabeça de Edu Dracena, que testou firme, mas a bola saiu à esquerda do gol.

Mesmo num ritmo não tão rápido, o que arrancou algumas vaias isoladas da torcida, o Palmeiras já criava muito mais chances que o time carioca, faltando apenas detalhes para o gol sair. Aos 33, depois de boa saída pelo alto de Jailson, nosso goleiro fez um lançamento primoroso para Dudu, que deu um tapa de trivela buscando Borja, que por décimos de segundo não conseguiu chegar antes de Gatito para a conclusão.

Mais uma aos 37: a jogada começou com Mina, que tocou para Moisés – o camisa 10 deu um lindo giro e achou Keno por trás do lateral; ele invadiu a área e meteu dentro da pequena área, onde Dudu já se preparava para concluir, mas Gatito se antecipou e jogou a escanteio. Notem quantos lances que faltou apenas sair a conclusão, cortados pela defesa no último momento.

Keno fez a jogada pela direita, aos 44, e cortou pelo meio; veio costurando e tocou para Borja, que tentou cortar Carli na meia-lua mas a bola foi na mão do zagueiro argentino, a menos de um passo da linha da área. Moisés bateu forte, de chapa, e a bola saiu lambendo a forquilha esquerda de Gatito. E acabou o primeiro tempo – o Palmeiras jogando bem melhor, mesmo já sem tantas aspirações no campeonato – faltou apenas o chamado último toque para deixar alguém na cara do gol. O Botafogo só jogava em nosso erro e se defendia bem, com uma dupla de zaga bastante firme.

SEGUNDO TEMPO

Logo no primeiro lance do segundo tempo, Keno ia escapando pela direita e sofreu falta feia de Gilson, que entrou de sola e levou amarelo. Zé Roberto bateu muito bem na área; a bola ficou viva e por muito pouco Dudu não aproveitou, mas Gatito mais uma vez chegou antes.

Aos oito, o Palmeiras chegou na bola esticada: Dudu achou um lindo passe longo para Keno, que apostou corrida com Gilson, entrou na área mas preferiu cavar o pênalti em vez de chutar para o gol – a disputa foi normal. Mas no lance seguinte, o Verdão chegou ao gol: Keno recebeu de Tchê Tchê, fez mais uma boa jogada e cruzou por baixo, de curva, por trás da zaga – Borja não alcançou o carrinho, mas Dudu fechou no segundo pau e escorou para o gol, abrindo o placar.

Aos 15, Mayke aproveitou um passe ruim na saída de bola do Botafogo e se antecipou, descendo sem marcação e emendando um canudo – mesmo com a bola pegando um efeito estranho no meio do caminho, Gatito encaixou com segurança.

Na marca dos 18, uma pintura, um dos gols mais bonitos da História do Allianz Parque: Felipe Melo acertou mais um bom lançamento longo, desta vez para Keno; ele saiu de Gilson e de Igor Rabello, cortou para dentro já na área, e bateu de curva, na gaveta, indefensável para Gatito. Um senhor golaço.

Depois de errar um passe de forma boba no meio, Moisés acabou sacado, para a entrada de Willian Bigode. Dudu, que já estava caindo pelo meio naturalmente, veio jogar por dentro de uma vez. Pouco depois, Felipe Melo deu lugar a Thiago Santos e ganhou música.

Aos 32, o Botafogo conseguiu chegar, já diante de um Palmeiras em ritmo bem mais lento – Bruno Silva bateu da entrada da área buscando o canto direito de Jailson, mas errou o alvo. Aos 35, Zé Roberto bateu falta sofrida por Dudu; Mina testou no segundo pau e Edu Dracena quase chegou para conferir, mas Gatito chegou antes na bola. Hyoran foi para o jogo, no lugar de Dudu – sem música.

Aos 44, uma grande chance: Hyoran deixou Borja na cara do gol, mas o colombiano demorou para concluir e permitiu a chegada de Igor Rabello, que travou a conclusão. Aos 46, Borja mais uma vez estragou um ataque por ter demorado demais para decidir o que fazer – eram 4 contra 1. E Elmo Alves Rezende Cunha encerrou o jogo e a carreira de Zé Roberto.

FIM DE JOGO

Mais uma bonita homenagem a Zé Roberto foi prestada pelos jogadores do Palmeiras – ele foi jogado para cima pelos companheiros, deu a volta olímpica e, de forma muito emocionante, encerrou sua gloriosa carreira.

O Botafogo jogou sem muita ambição – nem parecia que estava precisando dos pontos para chegar à Libertadores e facilitou o trabalho do Palmeiras, que aproveitou a brecha e fez muito bem seu trabalho. Agora, o time carioca vai ter que torcer para o Flamengo ganhar a Sul-Americana enquanto o Verdão joga por uma vitória simples em Curitiba, contra o Atlético, para manter o segundo lugar na tabela. VALEU ZÉ! VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Mayke
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Zé Roberto
VOL
Felipe Melo
VOL
Thiago Santos
MEI
Tchê Tchê
MEI
Moisés
ATA
Willian Bigode
ATA
Keno
ATA
Borja
ATA
Dudu
MEI
Hyoran
TÉCNICO
Alberto Valentim

Botafogo-RJ

GOL
Gatito Fernandez
LAD
Arnaldo
ZAG
Carli
ZAE
Igor Rabello
LAE
Gilson
VOL
Rodrigo Lindoso
MEI
Ezequiel
VOL
Bruno Silva
MEI
João Paulo
MEI
Marcos Vinicius
MEI
Léo Valencia
ATA
Rodrigo Pimpão
ATA
Guilherme
ATA
Vinicius Tanque
TÉCNICO
Jair Ventura

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Pouco exigido, foi firme em quase todas as bolas - a única que escapou veio quente e ele não foi mal.
6.5
Mayke
Partida segura, com boas intervenções no ataque.
7
Mina
Discreto, quase não apareceu no jogo.
6
Edu Dracena
Seguro, conseguiu ganhar até bola na velocidade.
7
Zé Roberto
AU AU AU ZÉ ROBERTO É UM ANIMAL. OBRIGADO, ZÉ!
10
Felipe Melo
Alguns erros no início do jogo, compensados com ótima movimentação e passes longos muito precisos.
8
Thiago Santos
Fez o arroz com feijão.
6
Tchê Tchê
Correu bastante, como sempre, e compensou a partida ruim de Moisés.
7
Moisés
Lento, disperso, irreconhecível.
4
Willian Bigode
Entrou perto do fim mas teve tempo de aparecer com boas jogadas pela esquerda.
6.5
Keno
Partidaça, dando a assistência para o primeiro e fazendo o segundo, um golaço. MAs não foi só isso: foi durante todo o jogo a principal opção de ataque do time.
9
Borja
Ia fazendo uma partida OK, apenas podendo lamentar a falta de chances, mas nas duas últimas jogadas, talvez cansado, desperdiçou dois ataques com gols desenhados.
5
Dudu
Começou muito mal, errando passes bizarros, mas entrou na rotação certa e participou muito bem principalmente no segundo tempo.
7.5
Hyoran
Jogou pouco mas conseguiu criar jogadas interessantes, pareceu bem à vontade e com moral para iniciar 2018 bem.
6
Alberto Valentim
Alberto Valentim
Sem inventar, armou o time redondinho e equilibrado.
7.5