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Pré-Jogo

Na noite deste sábado, a Sociedade Esportiva Palmeiras joga mais um clássico no Allianz Parque, desta vez contra o Santos, em jogo válido pela 26ª rodada do Brasileirão.

A partida vale a chance de continuar a caça ao rival, na expectativa de continuar diminuindo a diferença entre os dois times, que hoje é de onze pontos.

Palmeiras

DESFALQUES
Transição física:
Mina, Michel Bastos e Arouca
Suspensos:
Edu Dracena e Egídio

Pendurados: Mayke, Luan, Felipe Melo, Gabriel Furtado, Keno e Roger Guedes

Cuca não poderá contar com Edu Dracena e Egídio, suspensos – Luan deve voltar à zaga e a lateral esquerda tende a ficar com Zé Roberto, embora exista uma pequena chance de Michel Bastos aparecer. Jailson está recuperado e à disposição de Cuca, mas agora deve esperar uma nova chance, diante da grande fase de Fernando Prass.

Do meio para a frente, o time deve ser o mesmo que venceu o Fluminense no Maracanã no último final de semana, e a escalação deve ser Fernando Prass; Mayke, Luan, Juninho e Zé Roberto (Michel Bastos); Jean e Tchê Tchê; Willian Bigode, Moisés e Dudu; Deyverson.

Santos

O Santos vem todo remendado para o jogo, sobretudo na defesa e meio-campo. Lucas Lima, Renato, Vitor Ferraz e Victor Bueno estão no DM, Gustavo Henrique está em transição física e Nilmar foi dispensado.

O que sobrou para Levir Culpi escalar após barrar Vecchio no meio-campo foi Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison e Leandro Donizete; Copete, Jean Mota e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira.

Lei do Ex

Zé Roberto pode fazer um gol num dos times que defendeu em sua longa carreira. Do lado de lá, David Braz é o nome.

Retrospecto

Eles nunca ganharam do Palmeiras no Allianz Parque. Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Santos
Santos
Allianz Parque
Allianz Parque
Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Ganhar hoje significa dormir na vice-liderança e cortar a vantagem para oito pontos. É jogo para seguir pensando em algo mais até o fim do ano – e a tendência é conseguir o objetivo, diante dos times que devem alinhar.

O Verdão deve seguir com a solidez defensiva mostrada nos últimos jogos, impedindo que a velocidade de Copete e Bruno Henrique prevaleçam. Na frente, temos vários jogadores capazes de desequilibrar a nosso favor – é só jogar bola e envolver a defesa deles, de preferência com Dudu em cima do lado direito deles e Willian fechando pelo outro lado em diagonal, enquanto Deyverson segura a zaga.

O Allianz Parque deve receber um grande público e o Verdão ganha: 2 a 0, com gols de Dudu e Willian, para 36.678 pagantes, que deverão ter um ataque de riso se o adversário resolver entrar em campo todo camufladão para o jogo. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Santos 0x1 PalmeirasCesar Greco / Ag.Palmeiras

Num gramado muito ruim, que tornou o jogo mais imprevisível e nivelou as equipes tecnicamente, o Palmeiras acabou derrotado pelo Santos pela contagem mínima e complicou bastante as chances de seguir com maiores objetivos no Brasileirão. Agora, torcer contra o líder não é mais apenas uma questão de lucro, e sim de quase sobrevivência.

PRIMEIRO TEMPO

Uma chuva muito forte começou a cair sobre o Allianz parque cerca de uma hora antes do jogo começar. O gramado, recém-plantado, alagou de forma retumbante. Houve um apagão nos refletores minutos antes dos times entrarem em campo. Depois de alguma apreensão, a partida teve início – a surpresa no Santos foi a entrada de Matheus Jesus no lugar de Leandro Donizete; do nosso lado, tudo conforme o esperado.

Com o campo impraticável, a tática ficou clara: pressão na saída de bola; ao recuperar, rabiscar na intermediária para cavar faltas. Com três minutos de jogo, Dudu já tinha batido duas bolas paradas na área do Santos – uma foi forte demais e a outra houve impedimento. O Santos tentava a mesma tática, mas tinha mais problemas para chegar à nossa intermediária.

O lado das cadeiras centrais leste estava mais seco, e Bruno Henrique descobriu que podia tentar jogar por ali. Mayke venceu a primeira disputa, mas ficou o alerta.

Aos sete minutos, Copete recebeu em velocidade pela direita chutou rasteiro, para fora. O Verdão seguia cavando faltas e tentando os chuveirinhos, enquanto o Santos arriscava jogadas de velocidade pelas beiradas – nada funcionava.

A primeira jogada por baixo veio aos 21: Dudu e Willian Bigode trocaram passes pela direita; Dudu trouxe para o meio e rolou para Moisés, que tentou bater colocado mas errou o alvo. Um minuto depois, boa tabela entre Dudu e Moisés, que tentou mais um chute de fora – sem direção.

O jogo seguia pobre tecnicamente, no limite que o gramado encharcado permitia. Aos 27, Ricardo Oliveira cobrou falta sofrida por Bruno Henrique, para firme defesa de Fernando Prass. Aos 33, após jogada de escanteio pela direita; Tchê Tchê foi ao fundo e cruzou por baixo – Dudu e Deyverson se preparavam para escorar para o gol, mas Vanderlei cortou.

Aos 38, Jean apanhou uma bola viva após escanteio – de frente para o gol, arriscou um belo chute cruzado, mas a bola saiu à direita do gol de Vanderlei. O Santos respondeu um minuto depois, em bola levantada na área que Prass saiu de soco mas não afastou bem; Jean Mota pegou a sobra e tentou acertar o canto esquerdo, mas errou o alvo. Aos 42, depois de mais uma disputa entre Luan e Ricardo Oliveira, o juizão deu cartão amarelo para Luan no grito do atacante santista.

Aos 46, já após o tempo de acréscimo ter estourado, Bruno Henrique conseguiu uma boa ligação com Daniel Guedes pela direita; o lateral invadiu a área e cruzou por baixo; Jean e Luan atrapalharam um ao outro e a bola sobrou limpa para Ricardo Oliveira, que chutou rasteiro, mas Fernando Prass fez uma excelente defesa com o pé direito, na melhor chance do primeiro tempo. O juizão foi para o vestiário coberto de glórias. Os dois times se esforçaram para abrir o placar, mas pararam no estado lamentável do gramado.

SEGUNDO TEMPO

A chuva não parou, mas diminuiu de intensidade e no início do segundo tempo já não havia tantas poças quanto no começo do jogo e a bola passou a rolar melhor. Cuca sacou Zé Roberto, que tinha dificuldades para jogar com o gramado pesado, e colocou Thiago Santos em seu lugar. Tchê Tchê passou a fazer a lateral esquerda.

Aos seis, a primeira boa chance do Verdão: Dudu recebeu na direita após jogada de lateral entre Willian e Moisés e girou dentro da área, concluindo com muito perigo à esquerda do gol. Dois minutos depois, depois de um bate-rebate na área, Deyverson emendou de esquerda, por cima.

Só dava Palmeiras. Com o campo secando, Cuca decidiu mandar Guerra a campo, aos 18 minutos – Jean saiu do jogo e Moisés recuou um pouco. Aos 22, uma chance inacreditável: Moisés caiu pela direita, levantou a cabeça e cruzou por baixo; Deyverson furou e a bola sobrou limpa para Dudu marcar dentro da pequena área, mas o camisa 7 deixou a bola passar de maneira incrível.

Aos 24, Thiago Santos sofreu falta frontal à área de Vanderlei. A batida de Dudu tinha o endereço, mas desviou na barreira. A entrada de Guerra deu outra cara ao jogo e o Palmeiras prensou o Santos em seu campo de defesa. O gol parecia questão de tempo.

Mas aí entra o velho chavão do futebol: quem não faz, toma. Numa descida isolada do Santos, aos 30 minutos, o Santos chegou ao gol, com Ricardo Oliveira: após Guerra perder a disputa de bola na saída, pelo lado esquerdo, Bruno Henrique foi acionado do outro lado. Mayke deu o combate e Thiago Santos parecia bem posicionado no camisa 9 do Santos, que se deslocou. Nosso volante marcou a bola e deixou Oliveira sozinho na linha da pequena área, aí ficou fácil para marcar de cabeça.

Cuca foi para o desespero e trocou Willian por Borja. E em sua primeira participação, o colombiano tentou um bom chute da entrada da área, após troca de passes com Moisés e Guerra.

O Palmeiras cedeu à ansiedade e não conseguiu mais criar chances, mesmo com muita presença ofensiva. Só aos 44 a torcida teve alguma esperança de gol: Juninho deu um balão na área, e Dudu surpreendeu chegando por trás da zaga e cabeceou com muito perigo, mas a bola saiu à esquerda. Depois de uma forte pressão com bolas aéreas nos minutos finais, e de muita cera do Santos, o juizão encerrou o jogo após apenas quatro minutos de acréscimos.

FIM DE JOGO

Foi muito frustrante. A expectativa era de vencer o jogo, dormir na vice-liderança e torcer para a diferença se manter em oito pontos no complemento da rodada. Apesar das condições ruins de jogo, o Palmeiras fazia por merecer a vitória e teve a bola do jogo nos pés, mas não aproveitou e foi castigado.

Não se pode colocar a responsabilidade da derrota apenas no gramado e na chance perdida por Dudu. Deyverson, embora tenha feito taticamente uma boa partida, deixou a desejar na parte técnica, finalizando pouco e mal.

Vai ser uma derrota dura de digerir. Serão 12 dias até a próxima partida, mais uma vez porque o campeonato pára por causa da Seleção da CBF, e o ambiente interno deve entrar em ebulição, com as pressões daqueles que atrapalham sempre.

Resta pouco a fazer ainda este ano, mas ainda há chances. Temos que fazer nossa parte – algo que não fizemos esta noite, e secar. Secar muito. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Luan
ZAE
Juninho
LAE
Zé Roberto
VOL
Thiago Santos
VOL
Jean
MEI
Guerra
VOL
Tchê Tchê
MEI
Willian Bigode
ATA
Borja
MEI
Moisés
MEI
Dudu
ATA
Deyverson
TÉCNICO
Cuca

Santos

GOL
Vanderlei
LAD
Daniel Guedes
ZAG
Lucas Veríssimo
ZAE
David Braz
LAE
Zeca
VOL
Alison
VOL
Matheus Jesus
MEI
Copete
MEI
Jean Mota
MEI
Serginho
MEI
Bruno Henrique
ATA
Ricardo Oliveira
ATA
Kayke
TÉCNICO
Levir Culpi

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Socou umas bolas estranhas, mas tem a seu favor a desculpa da chuva. Sem culpa no gol.
6.5
Mayke
Sem dar chances a Bruno Henrique, cresceu muito no segundo tempo e foi um dos grandes responsáveis pela pressão que o Verdão imprimiu.
7.5
Luan
Fez um bom duelo com Ricardo Oliveira, e ia vencendo.Percebeu que Thiago Santos errou e tentou cobrir, mas não deu tempo.
7
Juninho
Outro que foi bem no campo pesado, jogando forte e com seriedade.
7
Zé Roberto
Fraco, sem ritmo e com sérias dificuldades de acompanhar Copete.
5
Thiago Santos
Não fazia um mau jogo, mas foi decisivo no gol sofrido. Uma pena.
4
Jean
Sem força física para um campo pesado como o desta noite, fez pouco.
5.5
Guerra
Entrou muito bem, colocou fogo no jogo, mas o time não aproveitou as situações.
7
Tchê Tchê
Mesmo leve, soube parar em pé no campo pesado e mesmo apanhando muito preencheu muito bem os espaços, ainda mais quando virou lateral.
7
Willian Bigode
Uma ou outra jogadinha pelas pontas, mas nem de longe lembrou o atacante decisivo de outros clássicos.
5.5
Borja
Coitado. Até tentou, mas a situação era difícil.
6
Moisés
Bem marcado, só rendeu bem quando caiu pelos lados.
6
Dudu
Era o melhor do time, mas o erro decisivo foi crucial.
6
Deyverson
Taticamente foi muito bem, mas com a bola no pé errou demais e a torcida já pegou birra. Está em situação difícil.
4
Técnico Cuca
Cuca
Podia ter mudado o plano inicial ao perceber o estado do gramado - Jean e Zé Roberto não tinham condições de enfrentar um gramado daqueles. Aproveitou quando a chuva diminuiu e tudo indicava que mataria o jogo na mexida do Guerra. Mas o futebol aprontou uma daquelas.
5.5