1
X
3

Pré-Jogo

Pré-jogo Novorizontino x Palmeiras

O Verdão volta ao Jorge Ismael de Biasi depois de 22 anos para enfrentar o Novorizontino, no fechamento da perna de ida das quartas-de-finais do Paulistão. Além da busca pela vaga, o líder da fase de classificação luta para manter a vantagem do mando nas fases posteriores da classificação – missão que ficou menos difícil com os tropeços de Santos e SCCP no sábado.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados: Jean, Thiago Martins, Arouca, Moisés e Guerra
Suspensos:
Vitor Hugo e Zé Roberto
Não inscrito: Daniel Fuzato

Pendurados: Antonio Carlos e Keno

Eduardo Baptista não poderá contar com Vitor Hugo e Zé Roberto, suspensos. Em compensação, terá a volta de três dos quatro atletas que serviam a suas seleções: Mina, Dudu e Borja. Guerra voltou avariado, com duas lesões, e está fora. Outros reforços são as voltas de Tchê Tchê e Thiago Santos, que cumpriram suspensão.

Ao contrário do que prefere grande parte da torcida, Eduardo tende a escalar Dudu por dentro, com Roger Guedes aberto pela direita e Michel Bastos disputando a vaga com Keno do outro lado. Caso decida escalar Dudu aberto, Raphael Veiga e até Hyoran podem aparecer. O time: Fernando Prass; Fabiano, Mina, Edu Dracena e Egídio; Felipe Melo; Roger Guedes, Tchê Tchê, Dudu e Michel Bastos (Keno ou Raphael Veiga ou Hyoran); Borja.

Novorizontino

Em Novo Horizonte, o técnico Silas deve promover a volta de todos os titulares poupados na última rodada, quando o time foi derrotado pelo Santos de virada, na Vila Belmiro. O único problema é Jeci, que ainda depende de testes; se não puder ir a campo, Diego Sacoman entra em seu lugar. Sem problemas de cartão, o time que deve ir a campo é Michael; Moacir, Domingues, Jeci e João Lucas; Éder, Doriva e Fernando Gabriel; Roberto, Cléo Silva e Everaldo.

Lei do Ex

Com 36 anos, Jeci tem a chance de se consagrar. Na boa, é demais.

Retrospecto

Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Novorizontino
Novorizontino
Jorge Ismael de Biasi
Jorge Ismael de Biasi
Luiz Flávio de Oliveira
Luiz Flávio de Oliveira
Taça Campeonato Paulista
Campeonato Paulista

 

Parpite

Pilhados na medida certa, focados no jogo, nossa força máxima disponível não deve ter grandes dificuldades, mesmo jogando fora de casa. A cidade é composta majoritariamente por palmeirenses e o estádio deve estar dividido ao meio – mais de dez mil ingressos foram vendidos antecipadamente e nem a temperatura amena vai esfriar nossa torcida, que sairá feliz com a vitória por 2 a 0, com gols de Dudu e Borja, para 14.321 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Novorizontino 1x3 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Verdão saiu atrás, mas se manteve firme em sua proposta de jogo e virou o placar em Novo Horizonte, abrindo 3 a 1 no confronto de 180 minutos que terá seu segundo capítulo na próxima sexta-feira, no Pacaembu.

Com a vitória, o time assegurou a vantagem do mando no segundo jogo se passar às semifinais e está bem perto de conseguir também essa vantagem numa eventual final.

PRIMEIRO TEMPO

Eduardo Baptista mais uma vez surpreendeu e escalou Willian Bigode aberto, com Tchê Tchê ao lado de Felipe Melo e Dudu por dentro, comandando a armação. Os dois laterais foram liberados para apoiar e a expectativa era que o Palmeiras tomasse a iniciativa desde o início do jogo.

Mas Silas armou o Novorizontino para jogar em velocidade nas costas de Egídio. A cobertura, que deveria ser feita por Tchê Tchê, pode até ter sido bem ensaiada, mas na prática não funcionou. Aos 5, Roberto, ponta-direita com passagem pelo Avaí, veterano mas que ainda não perdeu a velocidade, arrancou. Ele ganhou de Egídio e de Felipe Melo e cruzou por baixo; Everaldo chegou batendo mas a bola subiu. Chance clara de gol.

Egídio tentou se redimir aos 7, com um lindo chute da intermediária, que encobriu o goleiro Michael e triscou no travessão. Mas aos 11, Roberto abriu o placar: em nova jogada de velocidade, após ganhar no tranco em cima de Edu Dracena, ele chegou até a área sem ser incomodado e tocou na saída de Fernando Prass, que aceitou uma bola defensável.

O Palmeiras, já sabemos, não tem queixo de vidro e não se abateu. Contou com o natural recuo do Novorizontino e foi ganhando espaço, sem pressa. Borja começou a se deslocar mais para dar opções de jogo e foi bastante acionado. A bola rondou a área do Novorizontino por dez minutos, mas o Verdão ainda tinha dificuldade para conseguir o último passe.

Aos 24, Borja finalmente conseguiu um arremate: ele recebeu na meia-lua, deu um lindo corte em Diego Sacoman e chutou forte, mas a bola foi prensada e sobrou para Roger Guedes na direita; ele cruzou para a risca da pequena área e Egídio chegou como centroavante, mas também foi travado na hora de marcar o gol. Um minuto depois, o Palmeiras teve escanteio; a bola foi rechaçada pela defesa e voltou para Egídio, que cruzou com efeito; Mina, que permaneceu na área, matou no peito e emendou uma linda virada, sem direção.

A bola seguia o tempo todo em nosso campo de ataque; o Novorizontino já não conseguia mais sequer encaixar seus contra-ataques, sobretudo pelo posicionamento de Mina, que passou a varrer todo o setor na cobertura dos dois lados. Dudu estava errando tudo o que tentava e matava vários ataques.

De tanto insistir, o Verdão chegou ao empate aos 38: Egídio suspendeu, Felipe Melo raspou de cabeça e a bola foi rebatida; Mina pegou a sobra e abriu para Willian que bateu de primeira, buscando o canto esquerdo; Michael espalmou, Borja pegou a sobra e mandou uma bomba; a bola novamente bateu na defesa e sobrou para Felipe Melo, novo chute e a bola foi na direção de Edu Dracena, que tentou o desvio; a bola bateu na mão de Moacir e sobrou para Dudu, que conseguiu finalmente mandar para as redes. Que parto!

Com a igualdade de volta no placar, o Palmeiras ganhou moral e encurralou o Novorizontino em seu campo em busca do segundo gol. Aos 40, Dudu cobrou escanteio e Edu Dracena testou firme, para fora. Aos 44, Borja bateu falta com violência, Michael bateu roupa mas ninguém aproveitou a sobra. O primeiro tempo, movimentado, terminou assim.

SEGUNDO TEMPO

Com três minutos, Roberto fez jogadas de velocidade pela direita e criou duas chances: Doriva e Henrique finalizaram contra o gol de Prass, mas erraram o alvo. O que parecia ser um domínio do time da casa, no entanto, mostrou-se um mero fogo de palha. Daí para a frente, só deu Verdão.

Havia um enorme buraco na frente da zaga do time da casa. Aos 5, Mina aproveitou o espaço e se lançou à frente; percebendo a brecha tentou o arremate de fora, mas foi travado; a sobra ficou com Borja, que bateu novamente, para boa defesa de Michael. Três minutos depois, Fabiano apoiou pela direita e cruzou na cabeça de Borja, que testou firme – a bola beijou o travessão, voltou no corpo de Michael que conseguiu segurar. Um minuto depois, foi a vez de Felipe Melo aproveitar o espaço e subir pelo miolo; ele tentou enfiar para Roger Guedes mas foi interceptado; ele mesmo pegou o rebote e tentou o arremate, mas a bola caiu na canhota e ele acabou novamente travado.

O Palmeiras queria mesmo a vitória e seguia pressionando. Aos 14, Borja cruzou na cabeça de Edu Dracena, que errou o alvo. Dois minutos depois, Fernando Prass ligou rápido para Borja, que ganhou no corpo de Domingues, colocou na frente e tocou na saída de Michael, que esticou o braço e fez uma defesa dificílima, evitando o gol do colombiano.

Aos 17, quase a tragédia: num lance isolado, a bola veio da direita do ataque do Novorizontino; Felipe Melo tirou de cabeça e a bola caiu no pé de Doriva, na meia-lua; ele chutou forte, rasteiro, no canto esquerdo de Prass. Todo mundo viu a bola lá dentro, mas Fernando Prass, com muita agilidade, fez uma defesa sensacional, mandando a escanteio e se redimindo totalmente do gol defensável que tomou.

Eduardo Baptista começou a mexer no time e mandou o Keno no lugar do Willian. O Verdão continuava em cima e aos 20 chegou à virada: Fabiano cobrou lateral na área, Mina desviou e Roberto, recuado, rebateu; o próprio Mina recolocou na área e a bola chegou em Borja, que matou no peito e tocou por baixo de Michael. Centroavante bom que não desiste nunca acaba sempre chegando às redes.

Com o gol, o Palmeiras perigosamente interrompeu o ritmo de jogo que vinha imprimindo e permitiu ao Novorizontino chegar duas vezes com muito perigo: aos 26, João Lucas foi ao fundo e cruzou por baixo; Henrique tentou escorar mas apenas raspou na bola, que passou na frente do gol de Prass; aos 34, de novo João Lucas fez o cruzamento, desta vez pelo alto, mas Alexandro fechou os olhos na hora de cabecear e errou o alvo – estava livre, de frente, em plenas condições de empatar.

Já com Michel Bastos e Erik nos lugares de Dudu e Borja, o Palmeiras voltou a controlar os espaços, levando bastante perigo nos contragolpes. E numa dessas, aos 44, chegou ao terceiro: Egídio deu um passe ridículo e foi interceptado por Doriva, que se atrapalhou e permitiu que a bola chegasse em Tchê Tchê, que abriu para Erik na direita; o camisa 17 bateu cruzado, na medida para a chegada de Roger Guedes, que foi improvisado como centroavante depois das mexidas e conseguiu completar para o gol, caído. Comemorou no alambrado e, como já tinha o amarelo, tomou o vermelho. Com o placar definido, Luiz Flávio de Oliveira encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

Com 3 a 1 fora de casa, o Verdão pode até perder por um gol de diferença no Pacaembu que avançará às semifinais – se perder por dois gols, ainda terá a chance de se classificar nos pênaltis. Convenhamos, é uma vantagem absurda, cuja única contra-indicação é exatamente o já-ganhou. Basta ao Verdão entrar em campo na próxima sexta-feira com seriedade e conseguirá o resultado, para só então pensar no Peñarol. Perder o foco no Paulista antes da hora para pensar na Libertadores não vai fazer o time ganhar nenhum dos dois jogos. É só manter o foco e continuar trabalhando duro que os resultados tendem a vir. VAMOS PALMEIRAS!

A VOZ DO PADRINHO

O Verdazzo inaugura neste pós-jogo um novo espaço, ondeos padrinhos do site terão a oportunidade de gravar um arquivo de áudio dando suas impressões sobre o jogo. Quem abre a nova seção é o Marcel Pereira. Valeu Marcel!

Ficha Técnica

Novorizontino

GOL
Michael
LAD
Moacir
ZAG
Domingues
ZAE
Diego Sacoman
LAE
João Lucas
VOL
Éder
VOL
Henrique Santos
VOL
Doriva
MEI
Fernando Gabriel
MEI
Caíque
ATA
Roberto
ATA
Everaldo
ATA
Henrique
ATA
Alexandro
TÉCNICO
Silas

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Fabiano
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Egídio
VOL
Felipe Melo
VOL
Tchê Tchê
MEI
Roger Guedes
MEI
Dudu
MEI
Michel Bastos
MEI
Willian
MEI
Keno
ATA
Borja
MEI
Erik
TÉCNICO
Eduardo Baptista

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Uma bola totalmente defensável que foi para dentro, e um milagre no segundo tempo que pode ter valido a vitória. Um lance anula o outro.
6
Fabiano
Liberado para descer, errou quase tudo no começo, mas melhorou um pouco no final. Tivemos problemas com o lateral João Lucas no segundo tempo.
6
Mina
Foi monstruoso no combate, na cobertura, na saída de bola, na armação e no ataque. Só isso.
9
Edu Dracena
Perdeu no tranco na jogada do gol, mas o lance era difícil. Chegou várias vezes bem ao ataque e ainda persegue seu gol.
6.5
Egídio
Vai chegando aquele momento da temporada em que a decisão de buscar um reforço para o setor tem que ser tomada, a janela está por dois meses de se abrir e os contatos tem que começar a ser feitos.
3
Felipe Melo
Seguro e sereno, já achou seu lugar no campo e já colocou até a braçadeira de capitão.
7
Tchê Tchê
Depois do gol no Choque-Rei, perdeu intensidade e vem deixando a desejar.
5.5
Roger Guedes
Segue em boa fase; chegou a ser improvisado como centroavante e conseguiu fazer um gol como um legítimo. Extravasou e tomou o segundo amarelo, uma pena.
7.5
Dudu
Começou o jogo irreconhecível, mas o gol o acordou - e desta vez nem precisou tomar um apertão nas bochechas do Felipe Melo.
6.5
Michel Bastos
Entrou com o jogo já decidido.
0
Willian
Importante na movimentação que prensou o Novorizontino em seu campo do meio para a frente do primeiro tempo. É muito útil.
6.5
Keno
Mesmo com pouco tempo em campo, conseguiu encher o saco da defesa do time da casa.
6.5
Borja
Fez o gol depois de incontáveis tentativas, não só de arremate, mas também servindo os companheiros. É do ramo, inegavelmente.
8.5
Erik
Com pouquíssimo tempo em campo, participou decisivamente do gol que praticamente selou a vaga.
6.5
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
Tentou mais uma variação; que funcionou razoavelmente bem no ataque mas que continua preocupando nas jogadas de velocidade do adversário. A se ponderar: desta vez não era o Zé Roberto, foi treinada a cobertura mas o problema continua.
7