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06/05/2021 - 21:00

Palmeiras x SantosCesar Greco

O Palmeiras venceu o Santos no Allianz Parque por 3 a 2 e segue cumprindo seus compromissos contratuais com a FPF de forma bastante digna.

O Verdão esteve na frente por duas vezes mas permitiu o empate do rival; na terceira, jogou a pá de cal e eliminou o rival do Campeonato Paulista. Agora, só lhes resta tentar permanecer na primeira divisão.

Primeiro tempo

4'
Santos

Kaio Jorge fez a jogada pela direita e rolou para a chegada de Gustavo Pirani, que emendou sem muita força, em cima de Weverton.

4'
Palmeiras

Resposta rápida: Giovani recebeu na meia direita, passou por quatro marcadores, chegou à meia-lua e bateu mascado; a bola saiu à direita de João Paulo.

6'
Santos

Kaio Jorge avançou pela esquerda e tentou o arremate; com pouco ângulo, mandou a bola sem muita força e ficou fácil para Weverton.

7'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Gustavo Scarpa recebeu na meia direita e fez jogada de ponta, cruzou com a perna direita na risca da pequena área, onde Viña apareceu como um centroavante e testou tranquilo no canto direito de João Paulo.

14'
Santos

Gol do Santos – Marinho foi lançado na direita e saiu de Viña na matada no peito; entrou na área e tocou para Kaio Jorge, que ao amortecer a bola teve a felicidade que ela deu uma “subidinha” e ficou na medida para fuzilar Weverton no canto esquerdo.

19'
Santos

Gustavo Scarpa foi desarmado na saída de bola por Balieiro; a bola caiu no pé de Pirani que bateu da meia-lua, por cima do gol.

22'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! na batida de escanteio de Scarpa pela esquerda; Willian, com muita liberdade, se posicionou no primeiro pau e testou para o gol.

33'
Santos

Após jogada de lateral, Vinicius Balieiro chegou de frente e arriscou; a bola saiu à direita de Weverton, que acompanhou.

38'
Santos

Lucas Braga passou por Mayke e rolou para Pirani, que bateu da meia-esquerda, buscando o ângulo esquerdo de Weverton, que foi buscar.

48'

Sem polêmicas na arbitragem, Luiz Flávio encerrou o primeiro tempo.

O Palmeiras voltou sem alterações.


Segundo tempo

1'
Palmeiras

Willian puxou o contra-ataque e tocou para Wesley, que emendou sem direção, à direita de João Paulo.

3'
Santos

Pará abriu para Ângelo, que rolou para a chegada de Pirani, que chutou colocado por cima do gol.

5'

Em cobrança de escanteio da esquerda, Wesley marca Kaio Jorge e Luiz Flávio marcou pênalti. Acontece 500 mil vezes por jogo, mas contra o Palmeiras, é cal.

7'
Santos

Gol do Santos – Kaio Jorge bateu no canto direito e empatou o jogo.

12'
Santos

Pará virou para Lucas Braga, que ganhou de Zé Rafael e cruzou; Marcos Leonardo chegou batendo e mandou no pé da trave direita, sob o olhar curioso de Felipe Melo.

13'
Santos

Ângelo foi lançado nas costas de Viña; disparou em direção à área mas acabou pressionado por Danilo Barbosa, em grande recuperação, e tentou ligar com Marcos Leonardo mas pegou mal na bola.

18'
Palmeiras

Giovani avançou pela direita e cruzou; Zé Rafael bateu chapado, cruzado, e a bola tinha o endereço, mas bateu no calcanhar de Willian.

19'
Santos

Ângelo fez jogada individual em cima de Alan Empereur e bateu por baixo e Weverton pegou bem no canto esquerdo.

31'

Danilo, Esteves e Rafael Elias entraram nos lugares de Felipe Melo, Giovani e Wesley.

32'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Zé Rafael lançou longo para Viña, que cruzou da esquerda por baixo; Papagaio furou no primeiro pau mas Esteves fechou no segundo e escorou para o gol.

39'

Pedro Bicalho entrou no lugar de Zé Rafael.

52'

Luiz Flávio de Oliveira, que aprontou no segundo tempo, não conseguiu cumprir sua missão e encerrou o jogo com vitória do Palmeiras.



Ficha Técnica

Santos

João Paulo
Pará
Kayky
Luan Peres
Felipe Jonatan
Vinicius Balieiro
Marcos Leonardo
Gabriel Pirani
Renyer
Jean Mota
Kevin Malthus
Marinho
Ângelo
Kaio Jorge
Lucas Braga
Lucas Lourenço
Marcelo Fernandes
TÉCNICO


Fim de jogo

Dentro de campo, o Palmeiras vai respondendo a seus críticos. Seguindo à risca o plano de administrar o elenco, convive com as lesões naturais sem sobrecarregar os jogadores, que mantêm uma minutagem digna e correm menos risco de estourar quando a temporada apertar. Os concorrentes já não podem dizer o mesmo.

O sexto lugar na classificação geral, ainda insuficiente para a classificação pelo esdrúxulo regulamento do campeonato, é um resultado acima do aceitável para um elenco que poupou seus principais jogadores, inclusive nos clássicos.

Usando mais uma vez uma formação alternativa, o Verdão eliminou o Santos do campeonato e jogou o rival, com sua força máxima, para a antepenúltima posição na tabela, com riscos reais de rebaixamento.

E a vitória veio numa partida em que a temperatura foi sempre amena, pelo menos do lado de cá. O Palmeiras parecia treinar e essa constatação vem sem nenhuma soberba, embora possa parecer o contrário.

Sem a bola, o Palmeiras montou uma linha de 4 com Mayke, Danilo Barbosa, Empereur e Viña; com ela, soltava o uruguaio pela esquerda e liberava Scarpa para se movimentar livremente. Assim nasceu o primeiro gol, com o camisa 14 fazendo jogada de ponta direita e com Viña fechando como centroavante.

Um erro no tempo de bola na disputa entre Marinho e Viña permitiu ao Santos fazer seu primeiro gol, mas o Verdão, como num exercício de bolas paradas, chegou facilmente ao segundo num escanteio que Willian nem precisou saltar para testar para as redes.

O equilíbrio entre o esforçado time principal do Santos e nossos reservas era latente.  Numa manobra corajosa, Marcelo Fernandes deixou o time com mais atacantes e enfraqueceu seu meio-campo na volta do intervalo.

Durante um breve período, o adversário passou então a jogar melhor, com nossos meio-campistas sendo envolvidos – talvez fruto de um ambiente de treino que teimava em se fazer presente entre nossos atletas.

Mas não foi essa fugaz superioridade do Santos que fez o placar se igualar novamente, mas sim a interferência de Luiz Flávio de Oliveira, que inventou um pênalti com a bola parada num contato de marcação que acontece em todo jogo, semelhante ao que ele mesmo inventou na final da Copa do Brasil de 2015, na Vila Belmiro. Sempre contra o Palmeiras.

Os jogadores do Santos sentiram o cansaço – haviam jogado pela Libertadores 48 horas antes. Os nossos, descansados, passaram a aproveitar essa condição e numa jogada que envolveu enorme precisão no lançamento de Zé Rafael e no cruzamento de Viña; Esteves aproveitou a bola que Papagaio deixou passar e deu números finais.

O Palmeiras não deve se classificar à próxima fase, já que deve manter o plano e jogar com o time C no domingo, contra a Ponte Preta – a tabela da Libertadores prevê um jogo na terça, no Equador. Mas o que os jogadores de apoio vêm fazendo no campeonato é digno de aplausos.

Nossa torcida – com suas exceções, é verdade – comprou a ideia e vem apoiando de forma exemplar as decisões da comissão técnica. Nem os ataques de setores da imprensa conseguiram acender o rastilho de pólvora.

E assim a FPF vai acabando de enterrar seu único produto, que parece, ano após ano, fadado ao fim. RIP Paulistão. VAMOS PALMEIRAS!





  • Da série “O que Acontece com Esse Jogador”, se Maike recebe-se por produtividade passaria fome. Chego a pensar que qquer um de nós , pais de família, barrigudos, gerentes de banco, mecânicos e tal, produziríamos o mesmo ou até mais do que este faz em campo. Se contenta com menos do mínimo…..deve estar sentindo falta da emoção de uma transferência…… caspita!!!!!!!!!!!!!!