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Palmeiras 1 × 0 Juventus-ITA
| 18/07/1951 | Copa Rio | Maracanã |

Depois de surpreender a imprensa carioca ao eliminar o Vasco na semifinal, o Palmeiras foi para as finais da Copa Rio e unificou a torcida brasileira. Os confrontos com a Juventus poderiam representar o fim do viralatismo que se enraizou no país após a derrota na Copa do Mundo no ano anterior.
As duas partidas estavam marcadas para o Maracanã, e o primeiro jogo foi disputado numa quarta-feira à noite. O time italiano havia vencido o Palmeiras na primeira fase por 4 a 0, numa noite ruim de Oberdan, e por isso era considerado favorito, apesar de todo o apoio das arquibancadas.
Naquela noite, no entanto, o Palmeiras esteve perfeito. Com o novato Fábio Crippa no gol, nosso time esteve seguro e soube envolver a Juventus com tranquilidade, ficando com a bola no pé e controlando o jogo por completo. A vitória por 1 a 0 foi magra diante da produção do time – alguns relatos afirmam que se o time tivesse devolvido os 4 a 0 da fase de grupos, não seria nenhuma injustiça.
Comandado por Jair, o Palmeiras enlouquecia a defesa italiana. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 7 minutos: Rodrigues arriscou e a bola só não entrou porque desviou em Ferrario. Aos 20 mintos, Ponce de Leon abriu para Lima, que estava estava bastante à vontade na ponta direita e cruzou para Rodrigues anotar, de cabeça.
Com a vantagem no placar, o Palmeiras manteve o controle da partida e quase ampliou minutos depois: Ponce cabeceou e Viola fez boa defesa. O primeiro tempo acabou em 1 a 0. A caminho dos vestiários, Dema e Muccinelli partiram para o confronto físico; teve início um conflito maior, mas os ânimos foram contidos.
O segundo tempo foi marcado por um maior equilíbrio, com o Palmeiras já confortável com a vitória, já que a Juventus não ameaçava o gol de Fábio. Túlio, Luiz Villa e Dema estavam impecáveis na contenção no meio-campo e asseguravam que Salvador e Juvenal tivessem pouco trabalho.
Ainda assim, o goleiro Viola praticou grandes defesas – o único retoque na atuação do Palmeiras foi a falta de precisão dos atacantes. O juiz austríaco, Franz Grill, foi criticado por deixar de marcar quatro pênaltis a favor do Palmeiras.
Assim, a torcida guanabarina saiu satisfeita do Maracanã, convicta que o campeonato mundial, desta vez, não escaparia do Brasil. Mas ainda havia uma finalíssima por jogar, no domingo.
Ficha Técnica
Cr$ 1.376.975,00
Escalações
Palmeiras
Juventus-ITA
Giovanni Viola
Sergio Manente
Alberto Bertucelli
Giacomo Mari
Rino Ferrario
Alberto Piccinini
Ermes Muccinelli
Karl Hansen
Giampiero Boniperti
Pasquale Vivolo
Karl Praest
Jesse Carver
Cr$ 1.376.975,00
Escalações
Palmeiras
Juventus-ITA
![]() Giovanni Viola |
![]() Sergio Manente |
![]() Alberto Bertucelli |
![]() Giacomo Mari |
![]() Rino Ferrario |
![]() Alberto Piccinini |
![]() Ermes Muccinelli |
![]() Karl Hansen |
![]() Giampiero Boniperti |
![]() Pasquale Vivolo |
![]() Karl Praest |
![]() Jesse Carver |

