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Pré-Jogo

Pré-jogo Sport x Palmeiras

Na tarde de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Sport, no Recife, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A Ilha do Retiro passa por reparos no gramado e o jogo será realizado na Arena Pernambuco – palco mais que adequado para a partida diante do momento que vive o time da casa: vindo de quatro vitórias nos últimos cinco jogos e em quinto lugar na tabela, o Sport está empolgando sua torcida, que já esgotou os ingressos para o duelo com o campeão brasileiro.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionado:
Willian Bigode
Recuperação física:
Fabiano, Thiago Martins, Moisés e Arouca
Poupados:
Guerra e Felipe Melo
Suspensos: Michel Bastos, Tchê Tchê, Borja e Dudu

Pendurados: Roger Guedes, Gabriel Furtado e Felipe Melo

O Verdão está mais uma vez apinhado de desfalques e provavelmente terá mais dois não previstos: Roger Guedes e Mina dão sinais de esgotamento muscular e não devem ser utilizados nesta partida – o alerta foi dado após a lesão muscular de Willian, na última partida.

Sem poder contar com 13 atletas, Cuca escala o que dá – e um dos possíveis times não é nem um pouco fraco: que tal um time com Jailson; Mayke, Luan, Edu Dracena e Juninho; Thiago Santos e Bruno Henrique; Erik, Zé Roberto e Keno; Deyverson.

Sport

Luxemburgo tem algumas dúvidas para montar a defesa do Sport. Magrão ainda sente dores musculares na coxa e é dúvida – Agenor segue como opção. Na zaga, o treinador vem promovendo um rodízio e a dupla mais provável para o jogo é Ronaldo Alves e Henriquez – mas Durval pode aparecer.

Do meio para a frente o time deve ser o mesmo das últimas partidas e a provável escalação é Agenor (Magrão); Samuel Xavier, Ronaldo Alves (Durval), Henríquez (Durval) e Mena; Patrick e Rithely; Everton Felipe, Diego Souza e Rogério; André.

Lei do Ex

Só uma ameaça, e não é pequena: ninguém menos que Diego Souza.

Retrospecto

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Sport
Sport
Arena Pernambuco
Arena Pernambuco
Eduardo de Aquino Valadão
Eduardo de Aquino Valadão
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Apesar do time alternativo do Palmeiras ser bem forte, vai ser um dos jogos mais difíceis do campeonato. O momento técnico do Sport é muito bom e a torcida está empolgadíssima. Tá com jeito de mais um jogão – como os 2 a 2 de 2015, no mesmo estádio. Repetindo o placar, os gols serão de Keno e Deyverson, que estreia com gol, para 39.456 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC

Pós-Jogo

Sport 0x2 PalmeirasCesar Greco/Ag.Palmeiras

Quebrando o recorde de público em jogos de clubes na Arena Pernambuco, o Verdão fez um jogo quase perfeito e venceu o Sport por 2 a 0, ultrapassando o próprio time pernambucano na tabela de classificação. A segurança defensiva e a objetividade ofensiva jogando fora de casa é o padrão que esperávamos há muito tempo – resta saber se isso será suficiente para o próximo jogo, contra o Cruzeiro, quando decidiremos a vaga na Copa do Brasil com mais de meio time modificado em relação à formação que jogou hoje.

PRIMEIRO TEMPO

Os dois treinadores apareceram com surpresas no meio de campo. Cuca mandou Jean como meio-campista, livre para flutuar, protegido por Bruno Henrique e Thiago Santos. Já Luxemburgo escalou Mena como terceiro volante, reforçando a marcação, mandando Sander na lateral.

E o Palmeiras parece ter encaixado melhor com as mudanças. Nos primeiros minutos dominou completamente as ações e chegava com certa facilidade ao gol do Sport, sempre jogando pelos lados – Mayke e Erik faziam o flanco direito e Egídio e Keno construíam pelo esquerdo; Jean, com bastante mobilidade, fazia o pêndulo e facilitava as jogadas, assim como Bruno Henrique e Thiago Santos, que revezavam nas subidas.

Aos três minutos a primeira boa chance do Verdão, pela direita: após lateral, Erik, Mayke, Thiago Santos e Bruno Henrique trocaram passes até a bola chegar em Jean, que penetrou em velocidade e soltou a perna, mandando a bola na rede pelo lado de fora, assustando Agenor.

Aos 9, Bruno Henrique armou o ataque, lançando para Mayke por trás de Sander; o lateral cruzou por baixo, Deyverson passou da linha da bola e novamente Jean chegou para finalizar, sem direção, mas com perigo.

Aos poucos o Sport foi acertando a marcação e o Palmeiras deixou de ser tão perigoso. O jogo passou a ficar mais picotado, perdendo o ritmo – dois choques de cabeça com cabeça paralisaram a partida, que esfriou. Nenhum dos dois times conseguia chegar ao gol adversário, com as duplas de zaga fazendo grandes exibições – sobretudo a nossa, com Luan e Juninho.

Na bola parada, o Verdão chegou ao gol, aos 31: Egídio bateu escanteio muito fechado, no primeiro pau; Bruno Henrique se abaixou e tirou uma casquinha, buscando a chegada de Deyverson no segundo pau, mas a bola desviou em Diego Souza, encobriu Agenor e entrou direto. É isso o que acontece quando se bate escanteio direto na área, sem fazer jogadinha curta.

Dono da posse de bola até então, o Palmeiras se retraiu após o gol e esperou o Sport em seu campo; o time pernambucano aparentemente não tinha um plano do que fazer com a bola nos pés, pois estava apenas armado para jogar em nosso erro e explorar a velocidade de Everton Felipe em cima de Egídio.

Com nossa zaga muito bem protegida e bem postada, usamos a arma deles: aos 47, Patrick errou o passe e Bruno Henrique não apenas roubou a bola, como puxou o contra-ataque e deu um passe açucarado para Keno, que conseguiu dominar na caixa, colocar na frente e tocar na saída de Agenor, aumentando a vantagem do Verdão. Ótimo primeiro tempo, vantagem merecida de quem soube o que fazer com a bola nos pés.

SEGUNDO TEMPO

Luxemburgo desfez sua invenção no intervalo e retornou com o time que todos imaginavam que iam sair jogando, com Mena na lateral e Rogério do lado esquerdo do ataque. Aos dois minutos, após falta da direita, Rithely tentou emendar de primeira mas pegou mal na bola, mandando à direita de Jailson. Aos 5, Everton Felipe cobrou falta da esquerda, André conseguiu o desvio mas mandou na direção de Jailson, que encaixou.

O Sport sabia da importância de fazer um gol rápido para tentar fazer o estádio ferver, e abusou do preparo físico para aumentar a velocidade do jogo. Aos 14, Diego Souza cavou uma falta a dois passos da área em disputa com Juninho. Ele mesmo bateu, a bola beijou o travessão, voltou para o bolo e André tentou aproveitar o rebote, mas cabeceou por cima.

Cuca abriu Erik pela esquerda e Keno passou a jogar mais por dentro, encostando em Deyverson e afunilando mais o jogo. O Palmeiras tinha problemas para encaixar o contra-ataque – mas com inteligência e experiência, aproveitava a vantagem de dois gols e fazia o relógio andar.

Aos 31, Deyverson fez um corta-luz após lançamento de Egídio e Erik aproveitou, entrando na área com a bola dominada e rolando para a chegada de Keno, que tentou a conclusão duas vezes mas viu Agenor brilhar, fazendo duas espetaculares defesas. Foi o último lance do camisa 27 no jogo, já que ele deu lugar a Roger Guedes. Pouco depois, Erik saiu para a entrada de Raphael Veiga. Foram mudanças apenas para fazer o relógio andar, embora ter dois jovens descansados prontos para armar um contra-ataque eram a chance de construir a goleada.

Aos 38, Diego Souza suspendeu uma falta na área; a zaga rebateu mais uma e Thomás chegou batendo de primeira, mas isolou por cima. O Palmeiras respondeu aos 42, com Raphael Veiga aproveitando uma bola estourada lá de trás e cabeceando da entrada da área por cima do gol, tentando surpreender Agenor. O Sport ainda teve uma chance de tentar o abafa aos 45, com André aproveitando uma sobra na meia lua e girando rápido, tentando o ângulo esquerdo de Jailson, mas errou por pouco – a bola passou raspando. E o juizão, que não comprometeu o jogo, encerrou a partida após 4 minutos de acréscimo.

FIM DE JOGO

O Verdão aproveitou o erro de Luxemburgo no primeiro tempo, neutralizou completamente a criação do time da casa, aproveitou uma bola parada e foi letal no contra-ataque, construindo a vantagem. Com dois gols de frente, soube administrar o placar, diminuindo o ritmo do jogo e catimbando na medida certa – algo que será extremamente necessário na quarta-feira se o time pular à frente no placar.

A se mencionar a grande atuação individual da dupla de zaga e da dupla de volantes. Com quase meio time se destacando individualmente, fica mais fácil aparecer o jogo coletivo. O Verdão colocou o Sport no bolso e chega forte para a disputa na Copa do Brasil. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Sport

GOL
Agenor
LAD
Samuel Xavier
ZAG
Ronaldo Alves
ZAE
Durval
LAE
Sander
ATA
Rogério
VOL
Rithely
MEI
Thallyson
VOL
Patrick
VOL
Mena
MEI
Everton Felipe
MEI
Thomás
MEI
Diego Souza
ATA
André
TÉCNICO
Vanderlei Luxemburgo

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Não precisou fazer nenhuma grande defesa - apenas algumas saídas pelo alto e demonstrações de excelência na arte da cera. É o Wax Master.
7
Mayke
Mesmo sem brilhar, fez-se notar, com muita firmeza defensiva.
7
Luan
Jogando pelo lado direito, mostrou seu enorme valor. Era esse futebol que esperávamos com sua contratação.
8.5
Juninho
Seriedade e solidez impressionantes. Tirou absolutamente todas.
9
Egídio
Participou bastante, com muitos erros e acertos - os acertos pesaram mais na balança, como a cobrança do escanteio do primeiro gol e a boa participação na marcação. Já com a bola rolando em seu pé, o de sempre.
7.5
Thiago Santos
A excepcional participação foi coroada no fim, num belo duelo com Diego Souza. Partidaço.
9
Bruno Henrique
Jogou demais: armou, desarmou, deu assistência e amarelou o Diego Souza. Foi praticamente um cirurgião no passe para Keno.
9.5
Erik
Muita disposição na recomposição defensiva; não conseguiu se converter numa arma para o ataque.
6.5
Raphael Veiga
Entrou para fazer a bola rolar e gastar o tempo. Quase achou um gol de cabeça.
6
Jean
Ficou devendo, mas tem a seu favor a falta de ritmo. Nessa função, precisa pensar mais rápido e acelerar as jogadas.
6
Zé Roberto
Substituição para fazer o relógio andar.
s/n
Keno
Fez um e podia ter feito outro em seu último lance. jogou aberto no primeiro tempo e afunilou no segundo - letal dos dois jeitos.
8.5
Roger Guedes
Jogou pouco.
s/n
Deyverson
Mostrou mais facilidadepara se encaixar no esquema do que Borja. PAra o Brasileiro e Libertadores, parece ter ganho a posição fácil, fácil, mesmo sem arrebentar com o jogo.
6.5
Cuca
Cuca
Mesmo com poucas opções de elenco, conseguiu ser criativo e desmontou a surpresa de Luxemburgo, dando o velho e bom nó tático no pofexô. Chupem, luxemburguetes.
8.5