Raphael Veiga marca o gol do Palmeiras no Chile. Com a vitória sobre a Universidad Católica, o Palmeiras bateu o recorde de invencibilidade fora de casa na LibertadoresCesar Greco

O Palmeiras venceu a Universidad Católica por 1 a 0 em Santiago e agora joga por um empate na partida da volta das oitavas-de-final da Libertadores, semana que vem no Allianz Parque.

A vitória deu ao Palmeiras a maior sequência invicta de um time na Libertadores fora de casa: 13 jogos. Mas o resultado foi injusto, diante da postura excessivamente cautelosa e pouco ambiciosa do Verdão no estádio San Carlos de Apoquindo.

Primeiro tempo

2'
Universidad Católica

Zampedri recebeu de costas para o gol, na meia direita, girou e arriscou – a bola saiu pelo alto, sem perigo.

Os jogadores chilenos disputavam com muita dureza todos os lances, sob o olhar compreensivo da arbitragem.

15'
Universidad Católica

Depois de escanteio pela esquerda, Zampedri tirou a casquinha no primeiro pau e Valencia finalizou de dentro da pequena área, mas pegou fraquinho e Weverton fez a defesa.

31'
Universidad Católica

Tapia recebeu de Leiva no bico da área, trouxe para dentro e bateu de canhota; Weverton foi no canto mas deu rebote; Valencia tentou aproveitar a sobra mas a zaga afastou.

33'
Universidad Católica

Zampedri puxou o contra-ataque, passou fácil por Kuscevic e bateu da entrada da área, de frente, mas Weverton estava bem colocado e pegou firme.

36'

Gustavo Scarpa bateu falta da esquerda na área; a bola passou por todo mundo e Deyverson evitou a saída; na nova tentativa de cruzamento, a bola bateu na mão de Lanaro: pênalti não assinalado, o VAR revisou e chamou o árbitro, que acabou marcando a penalidade.

41'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Raphael Veiga bateu o pênalti no meio do gol, pelo alto, e abriu o placar para o Verdão.

43'
Universidad Católica

Após bola rebatida pela zaga do Palmeiras, Saavedra furou mas Huerta emendou um belo chute de longa distância; a bola passou zunindo, perto da forquilha direita de Weverton.

50'
Universidad Católica

Gutiérrez bateu falta da meia direita; a bola bateu na trave e voltou para a área, ficou viva e Valencia testou para o gol; Zé Rafael saltou e salvou o Palmeiras em cima da risca.

50'
Universidad Católica

Após a cobrança de escanteio, Huerta pegou a sobra na risca da grande área e soltou um foguete, mas a bola saiu pelo alto.

51'

O árbitro, que permitiu a pancadaria em campo, terminou o primeiro tempo.


Segundo tempo

8'
Palmeiras

Gustavo Scarpa abriu na esquerda para Breno Lopes e encostou, recebeu de volta e bateu cruzado – a bola fez a curva e saiu à esquerda do gol de Pérez.

17'

Dudu e Wesley entraram nos lugares de Gustavo Scarpa e Breno Lopes.

25'
Palmeiras

Wesley recebeu passe aberto pela esquerda, entrou na área com a bola dominada, fintou para fora e bateu rasteiro, com pouco ângulo – Pérez precisou defender com o pé direito.

26'
Universidad Católica

Puch percebeu a infiltração de Valencia em diagonal, por trás da zaga; o ponteiro dominou e bateu cara a cara com Weverton, que cresceu na frente do chileno e abafou a finalização.

27'
Universidad Católica

Na cobrança de escanteio, a zaga afastou e Francisco Silva bateu forte da meia-lua – Weverton estava na linha da bola e deu um tapinha na bola para escanteio.

32'
Universidad Católica

Parot bateu escanteio da direita; a bola pingou na pequena área e Valencia não pegou em cheio – ela saiu raspando a trave direita.

35'
Palmeiras

Após lançamento longo, Deyverson fez a parede e tocou para Raphael Veiga, que foi derrubado dentro da meia-lua. O próprio Veiga bateu, mas ela ficou na barreira.

37'

Patrick de Paula e Victor Luis entraram nos lugares de Raphael Veiga e Viña.

39'

Willian entrou no lugar de Deyverson.

49'

O Verdão cozinhou o jogo até o final e segurou a vitória.



Ficha Técnica

0

R$ 0,00

Andrés Matonte

Universidad Católica

Sebastián Pérez
Rebolledo
Lanaro
Huerta
Parot
Saavedra
Fuenzalida
Juan Leiva
Felipe Gutiérrez
Francisco Silva
Tapia
Puch
Zampedri
Diego Valencia
Gustavo Poyet
TÉCNICO


Fim de jogo

Desta vez Abel não pode usar as estatísticas para se defender. Normalmente, nosso treinador argumenta com números quando é confrontado pela forma pouco propositiva de jogo. De fato, quando o Palmeiras finaliza muito mais que o adversário, acaba minimizando a menor posse de bola e iniciativa de jogo.

O fato é que, desta vez, o adversário finalizou 14 vezes contra nossa meta, contra apenas 5. Weverton foi o melhor em campo, tomamos bola na trave e Zé Rafael salvou uma bola embaixo das traves.

O Palmeiras decidiu marcar atrás, muito atrás. A Católica tinha toda a tranquilidade para entrar até 5 metros em nosso campo, até sofrer o primeiro combate, normalmente de Deyverson. Breno Lopes, Veiga e Scarpa alinhavam na intermediária defensiva. Assim, quando o Palmeiras roubava a bola, não tinha contra-ataque armado e nossos meias, arcos sem flechas, eram facilmente desarmados. Além disso, o juiz foi complacente com o jogo extremamente brusco do time da casa. Nossos jogadores apanharam bastante.

Os laterais não tiveram liberdade para avançar. Nosso time ficou completamente encaixotado e o esforçado onze chileno conseguiu o que poucos times por aqui conseguem: criar seguidas chances de gol contra o Palmeiras.

Nossa última linha esteve bem, mas era inevitável que fosse vencida vez ou outra diante de tanto volume. Aí apareceu Weverton, a garantia final. O Palmeiras ainda contou com a fortuna de, na primeira chegada à frente, achar um pênalti (graças ao VAR) e sair na frente.

Nem dá para dizer que o gol obrigou a Católica a sair de trás e nos dar espaços, porque isso já estava acontecendo desde o primeiro minuto. Tomamos sufoco até o último minuto do primeiro tempo, e as coisas só foram mudar um pouco quando Wesley entrou no lugar de Breno Lopes.

Melhor posicionado, o camisa 11 se converteu numa boa válvula de escape para o time, que finalmente passou a incomodar o gol de Pérez. Dá até para dizer que o Palmeiras equilibrou o jogo. Uma pena que Dudu, do outro lado, ainda estivesse tão fora de ritmo.

Felizmente a Católica é um time muito limitado, não é exagero imaginar que rondaria a zona de rebaixamento no Brasileirão. Assim, o Verdão conseguiu cozinhar a parte final do jogo e garantiu o resultado.

O gol qualificado faz com que o Palmeiras não possa nem pensar em ser derrotado no Allianz Parque – mas a única forma disso acontecer é Abel manter a estratégia. Se o Palmeiras simplesmente decidir voltar a jogar marcando mais a Católica em seu campo, com jogadores bem postados na roubada de bola, fatalmente vencerá de novo. Afinal, um CRB não pode cair duas vezes no mesmo lugar. VAMOS PALMEIRAS!





  • O Abel adora brincar com a sorte. Pela estatística ainda tá positivo, mas a sorte uma hora acaba. Que vontade perder teve o Palmeiras.

  • Esse time deles bate até na sombra. Que time chato! Só não mais do que o tal piperno da tv CONMEBOL.

    Palmeiras vai se arrumando em busca do tri! Esse ano seremos! Se não for na libertadores vai ser no Brasileirão ou então nos dois.

    • Piperno faz parte da ala de jornalistas santistas que não engolem a final da Libertadores e viraram seus canhões de magoa contra o Palmeiras. Está na minha lista de jornalistas que perderam meu respeito.

      • Eu não conhecia, mas gostei bastante de ambos, e olha que eu odeio 110% dos narradores e comentaristas.

        • Pois é, Piperno é realmente melhor que a maioria, mas esse ranço contra o Palmeiras por torcer para o Santos me ficou perceptível. Todo elogio a equipe ontem antecedia uma preocupação em se explicar, em decorrência da onda de má vontade com o futebol do Verdão.

  • Outro adversário será o frio. Acabei de olhar a previsão do tempo: 12 a 13 graus, com chuva. Brrrrr…