Brasileirão 2020: fim do segundo quartil

Calculadora

Após a vigésima rodada do Brasileirão – que para o Palmeiras, foi a 19ª – chegou o momento de atualizarmos nosso planejamento de pontos para o Brasileirão, exercício já tradicional aqui no Verdazzo.

As quatro derrotas consecutivas que o clube sofreu no segundo quartil arrebentaram a projeção original. Mas a reação que veio a seguir, somada com tropeços inesperados dos concorrentes diretos, fizeram com que a atual campanha do Palmeiras, com alguns ajustes nos resultados futuros, ainda seja suficiente para almejar ao título.

A projeção anterior tinha como meta fazer 82 pontos para garantir o título. Mas ninguém disparou. As campanhas irregulares de todos os clubes puxaram essa meta um pouco para baixo. Com um pouco de otimismo, pode-se imaginar que 76 pontos serão suficientes para a conquista.

O calendário é apertadíssimo e a margem para erros, mesmo com ajustes, praticamente foi esgotada. Será um desafio gigantesco para o elenco reduzido sob o comando de Abel Ferreira. Mas nós vivemos de esperança. Este exercício nada mais é que uma referência para mantermos as esperanças acesas.

Terceiro quartil

As próximas nove semanas serão decisivas para sabermos se ainda podemos almejar a conquistas na temporada 2020.

Durante o terceiro quartil – rodadas 21 a 29 – teremos jogos pelo Brasileiro todos os finais-de-semana e uma maratona de mata-matas que vão até a semifinal da Copa do Brasil e a primeira perna da semifinal da Libertadores – caso o Palmeiras siga avançando.

Nos próximos nove jogos, precisamos vencer sete e temos margem para dois empates – que reservamos para os jogos contra o Inter e Santos, fora de casa.

O perigo das lesões e das suspensões vão seguir nos assombrando em toda a trajetória. Precisaremos da mesma superação mostrada no jogo da última quarta, contra o Ceará, para resistir a esses dezoito jogos. E manter aquele mesmo espírito por tanto tempo é quase impossível.

Quarto quartil

Entraremos na rodada 30 sabendo se ainda estaremos vivos na Copa do Brasil e na Libertadores. Serão mais nove jogos, mais o jogo atrasado contra o Vasco, mais três (ou uma, ou nenhuma) partidas pelos mata-matas – justo as finais.

A partida contra o Vasco, caso o Palmeiras chegue às finais nas duas competições, deve ser marcada numa semana em que já há jogos, ou seja, viveremos uma semana “a la 1999”, quando tínhamos jogos quarta-sexta-domingo corriqueiramente.

Neste quartil final, teremos três confrontos diretos – contra Flamengo, SPFC e Atlético-MG. Se fizermos nossa parte direitinho nos outros jogos, teremos direito a tropeçar nessas partidas. Caso os tropeços aconteçam nos jogos considerados menos difíceis, teremos a chance de compensá-los nesses confrontos diretos (com o bônus de tirar pontos dos concorrentes).

Nessa projeção, precisaremos de sete vitórias e um empate nas dez partidas finais da tabela.

Conclusão

A chuva de empates do primeiro quartil e as quatro derrotas seguidas no fim da trajetória de Luxemburgo tornaram a missão muito mais difícil que o normal.

A irregularidade dos concorrentes amenizou, no entanto, as dificuldades. Mas estar vivo nas copas tem seu preço. As tabelas se sobrepõem de forma cruel e o número diminuto de atletas em nosso elenco completa o cenário. É como escalar o Himalaia.

É para isso que estamos aqui. A esperança permanece acesa e temos a chance de disputar os três títulos. O Brasileirão será o mais difícil de todos.

Acompanhando esta projeção, teremos uma melhor noção do quanto falta. VAMOS PALMEIRAS!

  • Dando uma analisada friamente e considerando os desfalques permanentes de Wesley e FM….. sem querer jogar agua no chopp, mas é quase impossivel levar tudo adiante!!! Chegar nessa pontuação com esse tanto de jogo no meio acho ilusão demais!!
    Avanti
    Abs

  • Muito arriscado focar apenas nas copas, como alguns sugeriram aqui. Se não vier nenhum título, temos que garantir ao menos um sexto lugar no Brasileiro e a vaga na Libertadores, e hoje nem isso está muito certo, se ficarmos de fora comprometemos o planejamento para o ano que vem. Pés no chão e pensando em cada jogo, pode chegar um momento de escolher, mas ainda é cedo.

  • vamos enfrentar o COVID agora também…. vamos ter que escalar o sub-13 já já kkkkkk de fato precisamos focar nas copas e ir levando o brasileiro… se bobiarem, talvez possamos mudar o foco no meio do caminho.

  • Legal ver que temos chance, mas acredito que o foco tem de ser nas copas por 3 motivos: chaveamento favorável, elenco curto e adversários fortes que, eliminados nas copas, focarão no BR. Para um ano que já estava considerado perdido, se beliscarmos uma Copa BR já estará bom demais.

    • Meu irmão, “bom demais”??? Vc tá louco?? Se beliscarmos uma copa do brasil na atual conjuntura é glória eterna!!!

  • Chegamos vivos a Novembro. O período até o início da 2ª quinzena de Dezembro é a próxima missão. Uma missão hercúlea. Chegar até lá com elenco no mínimo saudável, com no máximo 6 pontos x líder do Brasileiro e classificados na C Brasil e Libertadores e principalmente fortalecer o trabalho do Abel Ferreira para o futuro.

  • Ganhando o jogo do Vasco atrasado e fazendo um turno de 40 pontos nos moldes de 16 e 18 temos muita chance de levantar o caneco.

  • Faltam 9 jogos entre libertadores e copa do Brasil então foco tem que ser aí com prioridade para libertadores. Campeonato Brasileiro vai na flauta ganhar pontos para não correr riscos mas sempre poupando jogadores para estarem inteiros na copa continental e copa nacional. Os comentários do Verdazzo são sempre muito bons. Avanti Palestra!