Brasileirão 2020: fim do primeiro quartil

Calculadora

No exercício anual de projeção de pontos do Brasileirão, consideramos o primeiro quartil o período entre a primeira e a nona rodadas. Como o jogo da primeira rodada, contra o Vasco, foi adiado e ainda não foi remarcado, fizemos um pequeno remanejamento no estudo: jogamos a partida atrasada para um ponto aleatório do segundo quartil e consideramos o primeiro quartil encerrado na rodada 10, com 9 jogos disputados.

Considerando os mesmos resultados projetados, já podemos comparar o desempenho em pontos realizado com a projeção feita antes do campeonato começar. E os pontos perdidos em casa contra times pequenos ficaram mais evidenciados ainda.

A projeção inicial apontava o resultado do primeiro quartil com 21 pontos, levando-se em conta que uma pontuação segura para conquistar o título seja 82 pontos. Pela marcha verificada até agora, essa projeção pode ser mantida, já que o Inter é o ponteiro da tabela com 20 pontos ganhos.

Se o Palmeiras tivesse atingido a meta estabelecida, teria a mesma pontuação. No entanto, ficou quatro pontos abaixo.

Passando a limpo o primeiro quartil

Uma das metas estabelecidas foi cumprida: o Palmeiras passou invicto pelos primeiros nove jogos, algo nada fácil. Mas em vez de 6 vitórias e 3 empates, ficamos com 4 vitórias e 5 empates.

É fato que o Verdão venceu dois jogos fora de casa nos quais empates eram esperados, mas eles anulam apenas dois empates que não poderiam ter acontecido – escolha dois entre Fluminense, Goiás, Inter e Sport. O mais frustrante é que três deles foram em casa.

Os tropeços inesperados nas duas primeiras rodadas fizeram o time ficar abaixo da projeção desde o início. Os jogos contra Fluminense e Goiás, nos quais estivemos na frente e cedemos o empate de forma tola, parecem mesmo ser os vilões do exercício.

Ao final do quartil, os 17 pontos marcados nos mantêm a quatro pontos da meta.

Segundo quartil ajustado – 24 a 26 pontos (total: 41 a 43)

Na projeção original, o segundo quartil previa 23 pontos, para fechar o turno com enormes 44 pontos ganhos. Como já estamos 4 pontos abaixo, manter a projeção original nos levará a 40 pontos. Mas se conseguirmos 25 pontos, chegaremos a 42 e diminuiremos o déficit de 4 para 2 – um resultado aceitável.

Assim, quaisquer resultados acima do projetado inicialmente nas três partidas em que tropeços seriam toleráveis já nos devolvem essa condição, ou pelo menos nos deixam perto disso.

Considerando que a partida contra o Vasco seja remarcada para algum ponto deste quartil, precisaríamos (segundo a projeção inicial) de 7 vitórias, aceitando 2 empates (FLA e CAM, em casa) e 1 derrota (GRE, fora).

Essa projeção precisa ser alterada para algo como 7 vitórias e 3 empates, ou 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Na imagem, fizemos o ajuste com vitória sobre o Flamengo, em vez de empate. O sarrafo segue altíssimo, com o complicador das partidas da Libertadores e da Copa do Brasil.

Terceiro e quarto quartis: apenas um resultado melhor

Caso consigamos reduzir o déficit no terceiro quartil para algo ente 1 e 3 pontos, bastará mais um resultado acima do esperado para voltarmos à projeção inicial.

No primeiro exercício, considerando que as competições de mata-mata estarão nas fase decisivas, mais tropeços foram admitidos. Por isso, haverá mais chances de recuperação.

Quando o segundo quartil (rodada 19) se encerrar, teremos mais elementos para pensar nos ajustes a serem feitos nos quartis 3 e 4.

Conclusão

É sempre importante lembrar que esta projeção é um mero exercício para referência, tendo por base as séries históricas, ponderado subjetivamente pelo panorama atual do futebol brasileiro.

E como mera referência, a tendência é que nas cinco ou seis rodadas finais tudo isto seja jogado para o ar e passemos a fazer o velho trabalho de secação nos clubes que estiverem concorrendo conosco, gastando o dedo nos tradicionais apps de simulação. Até lá, este exercício é bem útil.

No ano passado, o Flamengo encaixou uma sequência que atingiu 90 pontos, que dificilmente será repetida. O Inter, que até agora projeta uma campanha de 82 pontos, não parece ter fôlego para se manter nesse ritmo até o fim da temporada, mas mesmo assim isso não pode ser descartado. Ou outro time qualquer pode encaixar o jogo e atropelar, como no ano passado. Não sabemos.

Vamos seguir observando; a projeção inicial de 82 pontos pode ser ajustada para cima ou para baixo, dependendo do ritmo dos ponteiros. Neste momento, ainda podemos mantê-la.

Nossa campanha no primeiro quartil não foi como gostaríamos, mas ainda nos permite alimentar a esperança pelo décimo-primeiro campeonato.

Passamos pela primeira barreira da “Lei de Guardiola”, que determina que o campeonato é vencido nas últimas oito rodadas, mas que é perdido nas oito primeiras. Logo, seguimos dentro.

Os mata-matas vão bagunçar o campeonato. As lesões estão afetando a todos. Ainda tem muita coisa para acontecer. VAMOS PALMEIRAS!