Fogo amigo sobre Dudu pede nova intervenção da diretoria do Palmeiras

TJD-SPTribunais, Federação, arbitragens, concorrentes, imprensa… é pancada de todo lado. O Palmeiras chama atenção pelo sucesso administrativo financeiro e pelo forte elenco que conseguiu reunir para a disputa das últimas temporadas – e paga por isso.

Nosso elenco tem jogadores suspensos com extremo rigor pelos tribunais – no ano passado, Alecsandro chegou a ser suspenso preventivamente por um doping que depois foi provado que não existiu. Até tribunais trabalhistas estão nos prejudicando: Gustavo Scarpa, um dos maiores destaques do elenco, está impedido de exercer sua profissão por mesquinharia de um pequeno clube da zona sul do Rio, combinado com um suspeito tráfico de influência.

A imprensa, com desfaçatez, bate forte, distorcendo fatos e emitindo opiniões enviesadas escondida sob o manto da imparcialidade, manipulando a opinião das torcidas em geral e dos próprios palmeirenses.

Mesmo assim, o Palmeiras chega competitivo em todos os torneios – mas tem parado nas arbitragens, seja por atuação dentro ou fora das quatro linhas. Os dois últimos campeonatos erguidos pelo inimigo, ex-rival, tiveram de forma inequívoca a indispensável interferência dos homens do apito e de seus chefes.

Isso basta? Parece que não. Agora tem fogo amigo na jogada. Mais uma vez, uma parcela de nossa torcida resolveu atrapalhar ainda mais o clube, numa reação raivosa que combina a rasura intelectual manipulada por jornalistas desonestos, com a frustração de não conquistar os títulos, somada ao fato de ver a ORCRIM de Itaquera os conquistando.

Burrice tem limite?

Esses infelizes enxergam os jogadores como seus empregados e se dão o direito de descontar as frustrações de suas vidas provavelmente medíocres naqueles que, em suas limitadas visões, são os responsáveis pelo Palmeiras não estar conquistando todos os títulos, a única forma de se sentirem vencedores na vida. Mal sabem que, se um dia forem patrões de alguém, não deverão tratar os empregados do jeito que estão tratando quem defende as cores do Palmeiras em campo.

A estupidez chega ao ponto dos cidadãos se deslocarem até Buenos Aires, onde o Palmeiras faz um enorme clássico sul-americano contra o Boca Juniors, num dos estádios mais hostis do mundo, para xingar nossos jogadores na porta do hotel. É de se supor que uma pessoa que faz esse tipo de sacrifício para ver aquelas camisas verdes em campo queira que o time ganhe o jogo. Como ele espera que os jogadores deem seu máximo se, em vez de mostrarem seu apoio, o hostilizam em território inimigo? Qual o limite da burrice humana?

Por que o alvo é Dudu?

Dudu
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Dudu, especificamente, tem sido o principal alvo dessa gente, sabe-se lá por quê. No último domingo, ao marcar o gol da vitória do Palmeiras sobre o Inter, nosso capitão não se sentiu à vontade para comemorar efusivamente. Preferiu retornar ao campo de defesa em silêncio, em resposta aos ataques que recebeu no Instagram, onde até imagens de seus filhos pequenos foram alvo de alguns animais. Notem: ele não saiu xingando ou fazendo gestos; apenas se recolheu.

Na “visão” desses torcedores, não basta que o jogador seja bom, que marque o gol da vitória contra um adversário tradicionalmente duro num jogo em que a vitória era essencial. Para eles, o atleta precisa ser humilhado, aceitar e ainda ser um ator, mostrando uma alegria que não está sentindo. Ao ser autêntico, Dudu acaba desafiando seus detratores, que se juntam em bando, ou usam a distância da internet, para exercerem suas autoridades.

Há jogadores que conseguem lidar bem com esse tipo de pressão; outros, nem tanto. Dudu, de fato, mostra uma sensibilidade acima do normal para essas situações, o que é suficiente para que seja classificado como mimado e chorão – a eterna mania das pessoas em dar adjetivos para as pessoas com quem não concordam. Para reforçar seus argumentos, usam seu salário e a faixa de capitão para afirmar que ele merece a perseguição, tem que aguentar calado e só se manifestar, com muita alegria, quando cumpre sua obrigação de fazer os gols das vitórias. Resta saber por que essa perseguição começou – embora não seja muito difícil de imaginar para quem já acompanha futebol há algum tempo.

Mais um problema para a diretoria resolver

Alexandre MattosO clube precisa agir. Em tempos bicudos como os atuais, a blindagem precisa se estender às redes sociais, para proteger os jogadores e suas famílias de ataques deploráveis. Nossos jogadores infelizmente não podem se expor saudavelmente na internet como pessoas normais, sobretudo os que não lidam bem com esses tipos de ataque – que são cinicamente, classificados como meras “críticas” por quem os faz ou apoia.

Seria interessante também fazer um trabalho de mapeamento dos perfis mais hostis e identificar quais, realmente, são de palmeirenses pouco providos de inteligência, e quais são de identidades falsas, criadas sistematicamente com o único objetivo de tumultuar ainda mais nosso ambiente – estratégia que, numa escala muito maior, já ganhou até uma eleição nos Estados Unidos.

Dudu precisa de atenção especial. Um acompanhamento específico, com um bom profissional, para que ele continue crescendo mentalmente e amadurecendo. Quem lembra de seu comportamento em 2015 e o vê hoje percebe facilmente uma grande evolução, mas ainda há muito onde melhorar.

À medida que o mundo vai se tornando mais complexo e sofisticado, a direção de um clube de futebol que pretende se manter como o maior vencedor do país precisa estar atenta às novidades e se adequar a elas. Nossos jogadores precisam também de novas formas de blindagem e apoio, para, acreditem, não sermos vítimas de fogo amigo e podermos focar somente nos ataques externos, que nunca vão cessar. Segue o barco.


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