Regulamentação do uso de redes sociais pelos atletas: já passou da hora

Dudu InstagramEm sua conta no Instagram, ontem, Dudu manifestou-se aparentando uma certa resignação. A imagem ao lado reproduz a postagem: “Feliz ou não, é a lei da vida. Seguir em frente com a cabeça erguida. Superando tudo que está por vir”.

Pouco depois, O atacante retirou o trecho “Feliz ou não, é a lei da vida”, mas já era tarde. Centenas de torcedores manifestaram toda sua indignação e intolerância para com o atleta, como se ele houvesse desrespeitado o Palmeiras.

Dudu teve uma proposta financeira muito alta da China e quis sair. Talvez as críticas desmedidas e raivosas de alguns torcedores em outros episódios de tensão tenham pesado em seu desejo; talvez tenha sido só a grana mesmo. Mas a diretoria do Palmeiras, após vender Keno, não abriu mão do camisa 7 para não prejudicar ainda mais o projeto esportivo de 2018 e manobrou para que Dudu permanecesse no clube pelo menos até o fim deste ano – seu contrato vai até 2022.

A mensagem de Dudu não foi negativa, muito menos desrespeitosa ao Palmeiras. Foi um desabafo pessoal, de quem queria algo mas teve que se resignar com um desfecho diferente. Parece que alguns torcedores não sabem conviver com esse tipo de manifestação e se sentem ofendidos com o fato de existir no mundo um atleta que prefere não estar no Palmeiras, por algum motivo. Parece que os jogadores são obrigados a amar o Palmeiras como se fossem os próprios torcedores. É muito melindre.

O dia seguinte: feliz!

Hoje Dudu chegou à Academia de Futebol para o treino da manhã e não aparentava nenhuma negatividade, como se pode ver abaixo, na sequência de tweets dos setoristas Thiago Ferri, do Lance, e Rodrigo Fragoso, do Esporte Interativo:

Dudu parece focado no trabalho, feliz, e possivelmente segue tendo em vista uma transferência ao final da temporada. Isso não impede que o atleta tenha um bom desempenho até o final do ano; o tom de resignação de sua mensagem transparece exatamente isso.

Podia ter evitado

Dudu
Djalma Vassão/Gazeta press

O inferno das redes sociais já condenou Dudu. Sabemos, no entanto, que esses chiliques são efêmeros e duram, se tanto, duas semanas – a não ser que o jogador demonstre apatia em campo e/ou tenha mais episódios de destempero que remetam à manifestação de ontem. Neste caso, a sementinha plantada no Instagram tende a virar uma árvore de frutos bem amargos. Dudu será vaiado e perseguido – e se o time desgraçadamente acabar eliminado de forma precoce de alguma competição, será prudente evitar até visitas a supermercados e agências bancárias.

Talvez Dudu tenha tentado passar uma mensagem de positividade, com foco na maturidade em aceitar uma situação que não considerava a melhor para si, mas que aceitou pelo bem do grupo, para cumprir uma palavra empenhada. Talvez ele estivesse tentando mostrar que sabe levantar a cabeça e seguir em frente. Sabe-se lá qual o foco principal da mensagem. Mas em tempos de absoluta intolerância e falta de raciocínio, a postagem se mostrou um desastre. Se bem assessorado, ele podia ter evitado.

O uso de redes sociais por parte de jogadores não pode ser comparado aos de pessoas comuns. Atletas profissionais são figuras públicas e representam o clube que os pagam. Em casos extremos algumas declarações podem até condenar uma temporada inteira – como pode ter acontecido com o “áudio vazado” de Felipe Melo no ano passado.

Enquanto os clubes não regulamentarem o uso das redes sociais por parte dos atletas que mantêm sob contrato, terão que conviver com a tensão permanente de terem que desarmar uma bomba-surpresa. Se essa regulamentação for redigida de forma criteriosa, contemplando apenas os assuntos sensíveis, e for muito bem explicada e assimilada pelos jogadores sem deixar a impressão de ser um mero instrumento repressivo e ditatorial, todos têm a ganhar, principalmente os próprios atletas.


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Fogo amigo sobre Dudu pede nova intervenção da diretoria do Palmeiras

TJD-SPTribunais, Federação, arbitragens, concorrentes, imprensa… é pancada de todo lado. O Palmeiras chama atenção pelo sucesso administrativo financeiro e pelo forte elenco que conseguiu reunir para a disputa das últimas temporadas – e paga por isso.

Nosso elenco tem jogadores suspensos com extremo rigor pelos tribunais – no ano passado, Alecsandro chegou a ser suspenso preventivamente por um doping que depois foi provado que não existiu. Até tribunais trabalhistas estão nos prejudicando: Gustavo Scarpa, um dos maiores destaques do elenco, está impedido de exercer sua profissão por mesquinharia de um pequeno clube da zona sul do Rio, combinado com um suspeito tráfico de influência.

A imprensa, com desfaçatez, bate forte, distorcendo fatos e emitindo opiniões enviesadas escondida sob o manto da imparcialidade, manipulando a opinião das torcidas em geral e dos próprios palmeirenses.

Mesmo assim, o Palmeiras chega competitivo em todos os torneios – mas tem parado nas arbitragens, seja por atuação dentro ou fora das quatro linhas. Os dois últimos campeonatos erguidos pelo inimigo, ex-rival, tiveram de forma inequívoca a indispensável interferência dos homens do apito e de seus chefes.

Isso basta? Parece que não. Agora tem fogo amigo na jogada. Mais uma vez, uma parcela de nossa torcida resolveu atrapalhar ainda mais o clube, numa reação raivosa que combina a rasura intelectual manipulada por jornalistas desonestos, com a frustração de não conquistar os títulos, somada ao fato de ver a ORCRIM de Itaquera os conquistando.

Burrice tem limite?

Esses infelizes enxergam os jogadores como seus empregados e se dão o direito de descontar as frustrações de suas vidas provavelmente medíocres naqueles que, em suas limitadas visões, são os responsáveis pelo Palmeiras não estar conquistando todos os títulos, a única forma de se sentirem vencedores na vida. Mal sabem que, se um dia forem patrões de alguém, não deverão tratar os empregados do jeito que estão tratando quem defende as cores do Palmeiras em campo.

A estupidez chega ao ponto dos cidadãos se deslocarem até Buenos Aires, onde o Palmeiras faz um enorme clássico sul-americano contra o Boca Juniors, num dos estádios mais hostis do mundo, para xingar nossos jogadores na porta do hotel. É de se supor que uma pessoa que faz esse tipo de sacrifício para ver aquelas camisas verdes em campo queira que o time ganhe o jogo. Como ele espera que os jogadores deem seu máximo se, em vez de mostrarem seu apoio, o hostilizam em território inimigo? Qual o limite da burrice humana?

Por que o alvo é Dudu?

Dudu
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Dudu, especificamente, tem sido o principal alvo dessa gente, sabe-se lá por quê. No último domingo, ao marcar o gol da vitória do Palmeiras sobre o Inter, nosso capitão não se sentiu à vontade para comemorar efusivamente. Preferiu retornar ao campo de defesa em silêncio, em resposta aos ataques que recebeu no Instagram, onde até imagens de seus filhos pequenos foram alvo de alguns animais. Notem: ele não saiu xingando ou fazendo gestos; apenas se recolheu.

Na “visão” desses torcedores, não basta que o jogador seja bom, que marque o gol da vitória contra um adversário tradicionalmente duro num jogo em que a vitória era essencial. Para eles, o atleta precisa ser humilhado, aceitar e ainda ser um ator, mostrando uma alegria que não está sentindo. Ao ser autêntico, Dudu acaba desafiando seus detratores, que se juntam em bando, ou usam a distância da internet, para exercerem suas autoridades.

Há jogadores que conseguem lidar bem com esse tipo de pressão; outros, nem tanto. Dudu, de fato, mostra uma sensibilidade acima do normal para essas situações, o que é suficiente para que seja classificado como mimado e chorão – a eterna mania das pessoas em dar adjetivos para as pessoas com quem não concordam. Para reforçar seus argumentos, usam seu salário e a faixa de capitão para afirmar que ele merece a perseguição, tem que aguentar calado e só se manifestar, com muita alegria, quando cumpre sua obrigação de fazer os gols das vitórias. Resta saber por que essa perseguição começou – embora não seja muito difícil de imaginar para quem já acompanha futebol há algum tempo.

Mais um problema para a diretoria resolver

Alexandre MattosO clube precisa agir. Em tempos bicudos como os atuais, a blindagem precisa se estender às redes sociais, para proteger os jogadores e suas famílias de ataques deploráveis. Nossos jogadores infelizmente não podem se expor saudavelmente na internet como pessoas normais, sobretudo os que não lidam bem com esses tipos de ataque – que são cinicamente, classificados como meras “críticas” por quem os faz ou apoia.

Seria interessante também fazer um trabalho de mapeamento dos perfis mais hostis e identificar quais, realmente, são de palmeirenses pouco providos de inteligência, e quais são de identidades falsas, criadas sistematicamente com o único objetivo de tumultuar ainda mais nosso ambiente – estratégia que, numa escala muito maior, já ganhou até uma eleição nos Estados Unidos.

Dudu precisa de atenção especial. Um acompanhamento específico, com um bom profissional, para que ele continue crescendo mentalmente e amadurecendo. Quem lembra de seu comportamento em 2015 e o vê hoje percebe facilmente uma grande evolução, mas ainda há muito onde melhorar.

À medida que o mundo vai se tornando mais complexo e sofisticado, a direção de um clube de futebol que pretende se manter como o maior vencedor do país precisa estar atenta às novidades e se adequar a elas. Nossos jogadores precisam também de novas formas de blindagem e apoio, para, acreditem, não sermos vítimas de fogo amigo e podermos focar somente nos ataques externos, que nunca vão cessar. Segue o barco.


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Respeito, muito respeito, para criticar Dudu

Dudu
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras fez sua segunda partida na temporada e os jogadores mostram nitidamente que estão assimilando as orientações de Roger Machado. As jogadas já têm começo, meio e fim, mas ontem especialmente, foi necessária uma estratégia para lidar com o calor infernal que fazia em Ribeirão Preto.

Enquanto o Botafogo veio para o tudo ou nada no primeiro tempo, fazendo do time uma sanfona bem arrumadinha – se encolhendo bastante quando o Palmeiras tinha a bola, e saindo em rápidos e perigosos contra-ataques, o Verdão cadenciou o jogo, rodando a bola sem pressa e deixando os atletas do time da casa acabarem com suas energias. Os dois primeiros chutes a gol do Palmeiras só vieram após os 40 minutos.

O Botinha não era exatamente um George Foreman, mas o que o Palmeiras fez foi exatamente o que Muhammad Ali fez na célebre luta no Zaire em 1974: suportou a pressão do adversário, levando-o à exaustão, e chegou à vitória de forma extremamente fácil no segundo tempo.

Futebol não é boxe, e cada atleta tem uma forma de “se poupar”. Para quem está vendo de fora um atleta cumprindo essa orientação, um pique dado sem toda a intensidade, ou uma chegada mais leve numa dividida, pode parecer o velho corpo mole.

Logo quem?

DuduDudu não é o tipo de jogador que combina com esse tipo de estratégia, embora fosse necessário. Nosso capitão, conhecido por sua raça e dedicação durante todo o jogo, um cara que dá 110% em cada lance, transparecia apatia.

Entram também no pacote uma certa vontade de tocar de calcanhar na bola, a própria ferrugem típica de início da temporada e as informações de que recebeu propostas milionárias para jogar na China.

Foi o que bastou para alguns torcedores tomarem certas liberdades nas redes sociais. Ainda no primeiro tempo, acessaram sua conta no Instagram e fizeram ataques covardes, usando palavras duras, com todo o ódio que já é característico desta era.

Pouco depois, uma legião de palmeirenses abafou as manifestações negativas enchendo a mesma postagem com mensagens de apoio e gratidão a Dudu. O jogador que hoje é o maior símbolo da ressurreição do Palmeiras, que fez dois gols na final da Copa do Brasil contra o Santos, que marcou um gol de cabeça no Cássio e colocou um boné, que meteu gol de cobertura no Denis, que é um dos líderes de assistências do elenco e artilheiro do Allianz Parque, só pode ser desrespeitado por gente que não respeita a si mesmo.

Ninguém está acima do bem e do mal

Dudu
Divulgação

Nosso camisa 7, assim como qualquer jogador que passa pelo Palmeiras, estará sempre sendo posto à prova. Faz parte de vestir uma camisa tão pesada. Talvez ele saiba lidar com os ataques como os de ontem e tire de letra. Ou, menos provável, talvez isso tenha sido a gota d’água para que ele tome a decisão de deixar o Palmeiras e ganhar dois caminhões de dinheiro do outro lado do mundo. Esperamos que não.

Não foi só um mau primeiro tempo. Dudu jogou mal também na parte final do jogo, errando lances que não costuma errar, como aquele em que saiu de frente para o goleiro, mas não conseguiu tirar para o lado e fazer o gol. Aceitável, para início de temporada, sob um sol tão forte – e principalmente pelos créditos acumulados. Mas é claro que irrita.

Já podemos ver jogadores rendendo razoavelmente bem, como Felipe Melo, Victor Luis, Willian, Borja e Lucas Lima. Outros foram mal no primeiro jogo, mas já deram sinais de reação, como Tchê Tchê e Marcos Rocha. Dudu fez uma dobradinha de jogos ruins; pode e deve ser criticado.

As críticas, no entanto, devem estar revestidas de respeito, muito respeito. Dudu não está acima do bem e do mal, mas todos sabemos do que ele é capaz. E se continuar jogando mal, algo muito simples vai acontecer: ele vai para o banco, já que temos Willian, Gustavo Scarpa, Keno e Guerra brigando com ele por duas vagas pelos flancos. Não precisa o revoltadinho de internet demonstrar toda sua falta de atributos morais e de educação básica para tirá-lo do time.


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No ataque do Palmeiras, todo mundo mete gol

Willian Bigode
César Greco / Ag.Palmeiras

Com os três gols marcados contra o Peñarol na quarta-feira, o Palmeiras chegou à marca de 37 gols na temporada, um dos melhores ataques do país entre os times que disputarão a Série A este ano – ainda mais levando-se em conta o nível dos campeonatos disputados pelo Verdão até agora.

Mas tão importante que a quantidade de gols marcados é a variedade de artilheiros no elenco do Verdão.

Ao marcar o gol da vitória aos 54 minutos do segundo tempo na última quarta-feira, Fabiano se tornou o 16º jogador do Palmeiras a ir às redes nesta temporada. Esta expressiva marca, que poucos clubes conseguem atingir no espaço de um ano inteiro, foi alcançada por nosso elenco no início do mês de abril.

Os destaques da lista, claro, são os jogadores de ataque. Entre parênteses, o número de jogos disputados. Confira:

  • 6 GOLS
    Willian Bigode (18)
  • 5 GOLS
    Dudu (17)
  • 4 GOLS
    Borja (9) e Roger Guedes (14)
  • 2 GOLS
    Jean (13), Michel Bastos (15), Raphael Veiga (9), Tchê Tchê (10), Keno (15) e Barrios (2)
  • 1 GOL
    Fabiano (10), Mina (8), Felipe Melo (16), Rafael Marques (2), Vitinho (4) e Guerra (9)
  • SEM GOLS
    Edu Dracena (14), Zé Roberto (14), Vitor Hugo (12), Thiago Santos (12), Egídio (10), Alecsandro (7), Erik (6), Antônio Carlos (4), Thiago Martins (2), Moisés (2), Hyoran (2), Mailton (1) e Arouca (1).

Já está chato falar da vastidão de nosso elenco. Mas os números atingidos pelo time até agora não mentem. Eduardo Baptista tem conseguido revezar bem os jogadores e, além de Felipe Melo, apenas Dudu e Willian romperam a marca dos 15 jogos entre os jogadores de linha – não por coincidência, são os dois maiores goleadores do time. Willian, mesmo sem ser titular indiscutível, é o jogador que mais vezes entrou em campo na temporada.

Esses números sugerem que o elenco, além de variado, é equilibrado e não depende de individualidades. Todos os setores do elenco chegam às redes, em jogadas ensaiadas ou em bola rolando; em cruzamentos, tabelas envolventes ou chutes de fora. O repertório é vasto.

Comparação

Alguns times também têm conseguido números expressivos nestes primeiros meses do ano, mas têm ressalvas. O SPFC tem a melhor média de gols marcados, mas também sofre muitos gols, denotando um grande desequilíbrio entre ataque e defesa. Outros ataques que conseguem destaque precisam ser ponderados pelos níveis dos campeonatos disputados: o campeonato paulista é, de longe, o que mais exige dos grandes. O Vitória tem 27 gols marcados em dez jogos – no campeonato baiano. O Galo tem marca semelhante no mineiro.

E esses times, em comparação ao Palmeiras, certamente perdem na hora de contabilizar o número de jogadores em condições de marcarem gols. Os elencos são curtos, e quando a maratona de jogos cobrar a conta, não terão peças de reposição à altura. Aliás, já tem rival perdendo jogador importante e a dependência vai começar a ficar escancarada. Desse mal, não sofremos.

Tudo isso faz com que nossa confiança para a sequência do ano permaneça alta. O protagonismo do Verdão vai continuar incomodando. VAMOS PALMEIRAS!

A esquerda está com sérios problemas

Egídio disputa bola com Roberto, do Novorizontino
César Greco / Ag.Palmeiras

Contando os dois amistosos de pré-temporada contra Chapecoense e Ponte Preta, o Palmeiras já disputou 17 jogos este ano e o desempenho do time de Eduardo Baptista tem sido bastante satisfatório. Considerando os problemas de lesão, suspensão e convocação, a equipe mostrou um encaixe interessante e a maioria das posições mostrou-se bem suprida.

As exceções são as laterais, sobretudo a esquerda. Do lado direito, Jean sofreu uma fissura há duas semanas no jogo na Vila Belmiro e ainda não tem previsão de volta – Fabiano vem jogando num nível um pouco inferior, mas ainda dentro do aceitável para um reserva. O problema mesmo é do outro lado.

Nosso flanco esquerdo tem sido um ponto fraco notório. Zé Roberto, depois de ter sido a maior vulnerabilidade do time nos jogos contra a Ponte Preta e Audax, ganhou um descanso forçado devido ao cartão vermelho e Egídio naturalmente o substituiu.

Pelo fato do substituto claramente ter características muito mais ofensivas do que de marcação, Eduardo escalou Tchê Tchê para fazer a cobertura dessas descidas. Egídio não é bom marcador e o espaço que ele deixa precisa ser bem protegido.

A cobertura, no entanto, não funcionou. Ontem, o ponta Roberto, mesmo com 31 anos, deitou e rolou nessa área do campo, sobretudo nos 15 minutos iniciais de cada tempo. Tchê Tchê e Felipe Melo ficaram vendidos na corrida. Edu Dracena chegou um décimo atrasado e também ficou para trás. O cara tem 31 anos e o melhor time que já defendeu foi o Coritiba. Não pode.

Estamos numa situação em que o lateral titular, Zé Roberto, está numa fase ruim que sempre pode ser aquela em que a idade finalmente pesou. E mesmo que ele volte a jogar o fino da bola, como já cansou de fazer com nossa camisa nesses quase dois anos e meio de Palmeiras, sempre haverá uma dúvida sobre o quanto ele aguentará o ritmo da titularidade.

Seu reserva é um cara que não defende, exige que um esquema todo especial de cobertura seja desenvolvido – e até agora esse esquema não funcionou. Para piorar, os cruzamentos, seu suposto ponto forte, não estão funcionando.

Egídio tem o crônico problema de escolher quase sempre a opção errada em todas as situações de jogo. Se ele tem duas opções de passe, decide invariavelmente para o mais marcado ou para o lado que vai atrasar o ataque. Pode até ser má sorte, mas isso se repete demais.

Justin Bieber
Chegou e já vestiu a 6. (Crédito: Reprodução)

A ambição do Palmeiras na temporada não permite que estejamos com um dos flancos em posição tão frágil. A lateral esquerda chegou num ponto que exige uma reposição de nível incontestável. Não adianta trazer o Victor Luís de volta do Botafogo ou apostar no João Lucas do Novorizontino. Precisamos de um lateralzão, que coloque o Zé Roberto no banco nesta fase de sua carreira, que tem que ser preservada com toda a dignidade, como acontece com Totti na Roma.

No mercado brasileiro, não há nenhum lateral esquerdo que sequer chegue perto do nível que precisamos. É mais um trabalho para o radar do Mattos. A não ser que estejam pensando em aproveitar o camisa 6 que reconheceu nosso estádio no último fim-de-semana.

E a meia?

Ontem Dudu foi escalado mais uma vez como meia armador, jogando por dentro. Sua expressão na comemoração de seu gol, após 38 minutos de uma atuação muito fraca, foi semelhante à que fez no jogo contra o São Bernardo, quando estava nitidamente infeliz em campo. Naquele dia, jogou aberto pela esquerda, mas o time ainda não estava encaixado e sua motivação estava beirando o zero, até o gol e o chacoalhão que levou do Felipe Melo.

Ontem, voltou a mostrar um certo incômodo – não se sabe exatamente com o que, mas parece que ele realmente fica muito mais à vontade correndo pelos flancos – preferencialmente o esquerdo, mas se vira bem pela direita também. Definitivamente, jogar como articulador principal parece não ser sua função favorita.

Parece que Eduardo Baptista o está usando nessa função muito mais pelas boas performances dos outros pontas do que por seu próprio rendimento. Roger Guedes, Keno, Michel Bastos e até Erik estão em fases produtivas, enquanto que Raphael Veiga parece ainda estar amadurecendo e Hyoran acabou de estrear – tudo isso enquanto Guerra se recupera de lesão sofrida jogando pela Venezuela. Temos três meias centrais bem interessantes, mas nenhum se mostra apto neste momento para barrar os pontas em fases mais exuberantes – sobra para Dudu cair para o miolo.

Eduardo deve estar enxergando essa situação e precisa achar a melhor combinação a cada jogo, conforme a fase técnica de cada um. É o ônus de ter tantas boas opções no setor. À distância, preferia Dudu aberto e confiaria num dos garotos para jogar por dentro enquanto Guerra se recupera; e Roger Guedes que se vire para continuar como titular enquanto Michel Bastos, Keno e Erik estão babando pela outra vaga.

Novidade

A partir de ontem, o post de pós-jogo conta com uma nova seção: “A Voz do Padrinho”, um espaço onde os leitores que apoiam o Verdazzo gravam um rápido áudio com as impressões sobre a partida.

O Verdazzo, desta forma, aumenta a participação dos leitores e faz do site cada vez mais um espaço DA TORCIDA DO PALMEIRAS, caminhando para diminuir a dependência do trabalho da mídia tradicional. Prestigie!