MEMÓRIA: Os bastidores da assinatura do acordo entre Palmeiras e Parmalat, em 1992

A partir de hoje, o Verdazzo publicará todos os sábados uma coluna assinada pelo jornalista Thell de Castro, com episódios da História do Palmeiras sob a perspectiva da época, com excertos da mídia no momento em que a notícia acontecia. 

A série começa com a divulgação do acordo de cogestão entre Palmeiras e Parmalat,e m 1992. 


Crise, pressões e especulações: os bastidores da assinatura do acordo entre Palmeiras e Parmalat, em 1992

Palmeiras assina acordo de cogestão com a multinacional italiana e se prepara para viver nova fase; enquanto isso, time sofre com jejum, brigas internas e jogadores citam forças negativas que atrapalham a equipe

Primeira foto do time do Palmeiras após o acordo com a Parmalat, ainda sem reforçosTodo mundo sabe como foi vitoriosa a parceria entre Palmeiras e Parmalat nos anos 1990. Após um longo período sem títulos, ganhamos o Campeonato Paulista de 1993, quando a competição ainda era muito valorizada, em cima do maior rival, com um show de bola. Tem coisa melhor? Depois veio um título atrás do outro.

Mas vamos relembrar o início dessa história, como se anunciou esse acordo, através de pesquisa no acervo da Folha de S. Paulo.

A primeira notícia sobre o assunto é de 14 de fevereiro de 1992. E já começou com especulação. “Palmeiras quer contratar Dener da Portuguesa”. Dizia o pequeno texto: “O Palmeiras sonha em contratar Dener da Portuguesa. O dinheiro viria de um convênio com a multinacional Parmalat, que pode ser fechado hoje à tarde na Itália. Se não for possível a vinda do jogador para o Campeonato Brasileiro, os dirigentes esperam até o meio do ano”.

Se fosse hoje, os torcedores estariam alvoroçados no Twitter e nos grupos de WhatsApp e o Conrado colocaria aquele famoso fluxograma para pegar os mais desesperados. Como se sabe, Dener não veio, mas o convênio sim.

No dia 18 de fevereiro, outra notícia pequena, no meio de uma matéria sobre uma vitória do Santos sobre o Guarani por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro de 1992, falava que o acordo deveria ser fechado naquele dia.

O Palmeiras deve fechar hoje um acordo de US$ 500 mil por ano com a multinacional italiana Parmalat. A empresa pagará a rescisão de contrato de patrocínio com a Coca-Cola, que é de US$ 700 mil. A Coca-Cola dá US$ 200 mil por ano clube. A Parmalat vai investir cerca de US$ 40 mil por mês. A curto prazo, o uniforme do Palmeiras será mudado e o nome da Parmalat será escrito na camisa. Nenhum novo jogador deverá vestir a camisa do Palmeiras nos próximos meses”, dizia o texto.

Nelsinho Baptista e SergioO pouco destaque dado ao possível acordo talvez se explique pela escassez de títulos e notícias boas que o Palmeiras enfrentava naquela época. Outra notícia, no dia seguinte, jogava um balde de água fria no palmeirense, pelo menos por algum tempo. No mesmo dia, o Palmeiras jogaria contra o Bragantino e o técnico Nelsinho Baptista tentava administrar uma crise interna entre Evair e Betinho.

Junto com a ficha do jogo, a Folha publica: “O presidente Carlos Facchina Nunes informou ontem à tarde que o acordo com a Parmalat não será assinado tão já. ‘Hoje eu terei um encontro com diretores da Parmalat, mas posso te garantir que em menos de um mês nada acontecerá’ ”, afirmou.

A chegada de Brunoro

De 18 de fevereiro pulamos para 1º de abril, quando a Folha voltou ao assunto: “Brunoro pode dirigir esportes no Palmeiras”, dizia a manchete.

Leia trechos do texto: “Para derrubar a carga de 16 anos sem títulos, o Palmeiras deve contar com o trabalho de José Carlos Brunoro, ex-gerente de esportes do Pirelli de Santo André, que pode assumir o cargo de diretor de esportes do clube. Brunoro disse ter sido convidado pela diretoria da Parmalat, empresa multinacional italiana que está em negociações de patrocínio com o Palmeiras. (…) Pelo projeto, inédito no futebol brasileiro, Brunoro seria uma espécie de manager e ficaria responsável pelo futebol profissional, futebol do salão, vôlei e basquete”.

No dia 7 de abril, os conselheiros palmeirenses se reuniram para analisar o acordo com a Parmalat. Discussões, debates, acordo aprovado, seria assinado dentro de pouco tempo.

Amistoso com o Parma celebra acordo

No dia 28 de maio de 1992, as notícias já eram melhores e a nossa epopéia estava prestes a começar. O Palmeiras enfrentaria às 20h, no Palestra Itália, o Parma, “num amistoso que celebrou o acordo de cogestão técnico-administrativa entre o clube a empresa italiana Parmalat”, como citou a Folha. “O acordo marca a profissionalização dos cartolas nos clubes brasileiros. José Carlos Brunoro, diretor de esportes da Parmalat, cuida dos resultados (e do dinheiro) da cogestão – a companhia investe só neste ano US$ 500 mil no clube”, completava o texto.

O Palmeiras venceu por 2 a 0, gols de Betinho, aos sete minutos do primeiro tempo, e Toninho Cecílio aos 46 do primeiro. Mais de 12 mil pessoas compareceram ao estádio.

O Verdão jogou com Carlos, Odair, Toninho, Tonhão e Biro; César Sampaio, Edu Marangon, Luís Henrique e Betinho; Daniel e Paulo Sérgio, técnico Nelsinho. O Parma veio com Taffarel, Donatio, Benarrivo, Minotti e Apolloni; Nava, Zoratto, Osio, Buga; Asprilla e Agostini, técnico Nevio Scala.

As tais forças negativas…

Evair na final do Campeonato Paulista de 1992Como ainda eram tempos de vacas magras – o final desse tempo, pelo menos até 2000 – “a festa no Parque Antarctica vai servir também para amenizar o trauma pela desclassificação no Campeonato Brasileiro. Eliminado na fase classificatória, o clube faz planos para o Paulista do segundo semestre, prometendo, com a ajuda da Parmalat, fazer grandes contratações”, dizia a Folha.

Outra parte interessante do texto dizia que Evair, Andrei e Jorginho continuariam afastados por indisciplina e poderiam ser negociados. Vou explicar com detalhes em outro texto posterior, mas Evair foi mantido no elenco com a saída de Nelsinho e se transformou em um dos grandes ídolos da torcida palmeirense.

O ano de 1992, apesar de marcar o início da parceria, não foi um mar de rosas. O Palmeiras começou mal o Paulistão, Nelsinho foi demitido em 19 de agosto, após três derrotas e um empate em zero com o Noroeste, e chamou os torcedores que fizeram pressão de covardes. Dois técnicos recusaram o clube, Candinho e Valdir Espinosa. Raul Pratalli, comandante dos juniores, assumiu o time interinamente e sonhava com uma chance, que não veio.

O time foi para Parma, na Itália, com exceção de dois diretores que integrariam a delegação. “A demissão acabou atrapalhando os planos de Adriano Beneducci e Gilberto Cipullo, que não poderão passar um final de semana na Itália. O presidente Carlos Facchina retirou seus nomes da delegação para que fiquem no Brasil procurando um novo técnico”.

O Palmeiras acertou com Otacílio Gonçalves, do Paraná Clube, que já chegou com grande pressão: “Hoje ele se apresenta ao clube que o contratou por um ano. Chega ao mesmo tempo em que os jogadores desembarcam de sua frustrada excursão italiana, pródiga em almoços e jantares espetaculares, mas pobre no resultado: 2 a 0 para o Parma, gols de De Chiaro e Pizzi, em partida que celebrou o acordo Palmeiras/Parmalat. “O Palmeiras é um clube difícil”, disse, em Parma, o próprio presidente Carlos Facchina. Gonçalves foi avisado da ‘barra pesada’ palmeirense e, mesmo assim, aceitou a missão recusada por gente como Wanderlei Luxemburgo, Candinho e Valdir Espinosa”.

Outro trecho da matéria que mostra como era o clima no clube: “Segundo o meia Daniel, uma profusão de forças negativas ronda o Palmeiras e levam os jogadores a proporcionar exibições ruins como a de sábado. Em conversas com jogadores e dirigentes, percebe-se que as tais forças negativas são, na verdade, o trauma da demissão de Nelsinho e a pressão das torcidas organizadas. Pode-se somar a isso a ausência de pelo menos um craque e também o jejum de títulos. Mas o que é o ovo e o que é a galinha?”.

Isso mostra a importância do choque de gestão, profissionalismo, e, claro, investimentos. As tais forças negativas sumiram rapidamente a partir de 1993, voltando com a saída da Parmalat, em 2000, quando o clube voltou a andar com suas próprias pernas, por caminhos bastante tortuosos até pouco tempo atrás.


Thell de Castro é palmeirense, jornalista e editor do site TV História

  • Renan Furlan

    Muito legal!! Eu era pequeno e não lembro desse começo da Parmalat! Parabéns aos envolvidos

  • Wkocks

    Me lembro bem dessa fase. Muito sofrimento, vexames e não soubemos aproveitar o profissionalismo da década.

  • MonacoParmerista

    lembro vividamente de tudo.

    pena que, na saída da empresa, o clube não absorveu os fundamentos do “choque de gestão” bem apontado pelo Jornalista-Autor deste post.

    a esperança é que, hoje, consiga-se incorporar o legado de gestão financeira de do processo futebol que está sendo formado desde 2013.

    #VamosPalmeiras

    • Ralf Olbertz

      Para que isso aconteça precisamos dedetizar o clube, extirpar aquelas traças velhas e gordas que
      ainda tentam corroer o dinheiro do clube, espero que essa governança profissional consiga se estender pelo tempo necessário para acabar com o poder dessas traças!
      Espero que a patrocinadora, agora que rompeu com a traça mor, consiga diminuir seu poder e, ainda mais importante, não se torne uma nova traça.

      Caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos um Vasco da vida…

      Abraços

  • Carlos José Da Silva Xavié

    Legal a matéria, mas não se trata dos “bastidores” do acordo e sim do q era publicado à época. Os bastidores envolveram, entre outras situações, a atuação do Belluzzo, por exemplo. Essa também seria uma matéria interessante, saber exatamente o q rolou no acerto desse acordo.

    • MonacoParmerista

      excelente comentário.

    • Atilio Ortolani

      Prezado Carlos Jose
      Tentando responder sua pergunta, deixa-me coloca-lo a par de algumas situações que é de meu conhecimento e que pode ajudar na compreensão do caso:
      Na ocasião eu era um dos diretores da Parmalat, palmeirense como os demais , e que de uma forma ou de outra participava das decisões da empresa nesse campo.
      A empresa, a nível mundial, tinha uma tradição de investir no marketing esportivo, e o Gianni Grisendi, presidente da empresa no Brasil, querendo alavancar os negócios, decidiu seguir a orientação da matriz e também investir em esporte. De inicio nem se pensava em futebol, e muito menos no Palmeiras. Esteve perto de fechar uma parceria modesta com um time de basquete feminino da Hortencia, mas desistiu no meio das negociações,
      O Grisendi tinha um amigo Paulo Nicolli, hoje falecido, que era palmeirense doente e que tinha um bom relacionamento com o pessoal da diretoria palmeirense e também amigo intimo do Beluzzo. Esse Paulo Nicolli agitou o ambiente e pos em contato a Parmalat com o pessoal do Palmeiras : Cipullo, Fachina, Beluzzo o Mustafá e outros que não me recordo nesse momento ,
      Portanto a participação do Beluzzo na parceria, era de um dos negociadores do Palmeiras nessas reuniões.
      Gostaria de lembrar, que os planos iniciais da Parmalat no Palmeiras eram bem mais modestos do que os que ocorreram na realidade. O Grisendi, se mostrou um torcedor fanático e praticamente passou a ser não de direito, mas de fato o presidente do Verdão nesse período!

      • Vitor

        Era criança na época e não me lembro em detalhes desse período.
        Mas lembro que além do Palmeiras a Parmalat patrocinou o Juventude e o Santa Cruz, e alguns jogadores circularam por esses clubes por meio de empréstimos.
        Porque a co-gestão com o Palmeiras ocorreu e não ocorreu algo similar com Juventude e/ou Santa Cruz?
        Foi apenas pelo fato dos dirigentes torcedores?

        • Atilio Ortolani

          Vitor, a ideia da co-gestão foi unicamente para com o Palmeiras! Os demais casos por você mencionado eram casos isolados onde a empresa foi obrigada a fazer uns agrados por pressão politica do local onde a empresa tinha operações importantes.

      • MonacoParmerista

        A sua revelação final sobre a “presidência de fato” exercida pelo Grisendi ressoa forte com o que a gente vivia à época (estou com 58 pra 59 de idade e lembro bem do que se podia obervar vendo a coisa de fora).

        É interessante que muitos alegam ser o mesmo caso hoje da relação entre Dona Leila Pereira e o presidente MG.

        Essas “coincidências” sugerem pra mim que o fenômeno patrocínio ainda não foi completamente mapeado nem nos meios científicos dos que estudam esportes e negócios e, muito menos entre os comentaristas de rádio, TV e Web.

        Tendo — como torcedor — vivenciado bem a Era Parmalat e tendo até escrito sobre o caso, em 1996, pra uma obrigação acadêmica, minha impressão é que o patrocínio puro e simples — pagar pra estampar a marca — tem pouca chance de dar retorno de vendas e lucro pro patrocinador.

        Sim, a Parmalat teve uma visibilidade estrondosa, sua capacidade produtiva foi exponencializada no Brasil com uma série de aquisições, tinha-se a sensação que a empresa estava crescendo muito em lucratividade e, via-se que, no futebol em si, havia um turnover financeiro bem alto na empresa.

        Sensações semelhantes ao que se vê hoje quanto à visibilidade e ao aparente crescimento no volume de negócios de CrefisaFAM.

        Mas, em ambos os casos, não se teve/tem patrocínio puro — estampa da marca da camisa. Em ambos, havia e, parece haver, algum nível de compartilhamento no processo patrocinado — o futebol. Alguns alegam que, no caso da CrefisaFAM, o compartilhamento vai/irá além do processo em si já que há pretensões declaradas de chegar-se à presidência formal do clube.

        Isso tudo me dá a impressão é que o patrocinador quer, como efeito principal do patrocínio, ver uma metáfora de si mesmo veiculada pelo patrocinado (é minha impressão).

        E, sem algum tipo de compartilhamento de governança do processo patrocinado, o patrocinador não consegue direcionar esse efeito principal pretendido.

        Gostaria de estudar isso algum dia.

        Muito obrigado por ter compartilhado sua vivência dos bastidores.

        Abrazzi.

        • Atilio Ortolani

          Caro Monaco:
          São períodos distintos e realidades diferentes. A unica coisa que me parece comum entre as duas pessoas por você citadas é o desejo de obter resultados e tentar obter esses resultados dentro de uma logica empresarial, coisa inexistente dentro dos clubes.Numa empresa quem manda é o presidente, ele nomeia os diretores e deles cobra resultados. Num clube é bem mais complicado, o candidato a presidente tem que se compor com os conselheiros para montar uma diretoria e consequentemente fica refém desses conselheiros.
          O que irritava o Grisendi na época era a ingerência de conselheiros querendo opinar sobre contratação de jogadores, comissão técnica e por ai afora. Como ele não tinha muito tempo para essas coisas, e também tinha um gênio um pouco forte, ele contratou o Brunoro para tocar o projeto e colocou o Marcos Bagatella para supervisionar o fluxo de caixa do clube. os dois fizeram ótimo trabalho, mas reitero, a ultima palavra era dele!

          • MonacoParmerista

            obrigado pela gentileza.
            abrazzo.

      • Carlos José Da Silva Xavié

        Caro Atilio,
        Muito obrigado pelos esclarecimentos.
        Abs.
        Avanti Palestra!

        • Atilio Ortolani

          Um abraço. Carlos!
          Vamos torcer para vermos de novo o Verdão lá em cima e se sustentar lá!

  • Samir Campos Daneu

    Off-topic. Pessoal, estou tentando lembrar quem foram as pessoas que planejaram a construção do nosso atual estádio. Fui procurar algumas informações no Google e fiquei um pouco confuso. Sei que aqui tenho certeza que terão pessoas que podem me esclarecer melhor sobre isso. Quem foi a mente por trás de todo o planejamento? Quem foi o presidente que assinou? Se alguém puder ajudar, agradeço. Valeu!!!

    • Andre Gatti

      O acordo foi feito pelo Departamento de Planejamento sob o comando do Prof Beluzzo e assinado e Presidente Della Mônica

    • Andre Gatti

      não sei se pode postar links aqui, mas no 3VV se buscar por Arena encontrará quase 50 páginas publicadas desde 2007. Encontrará muita coisa lá

    • Rodrigo Palmeirense Izidório

      Presidente Beluzzo.

      • Samir Campos Daneu

        Valeu!

    • renato

      Foi o Beluzzo.

      • Samir Campos Daneu

        Valeu!!

  • Didi

    Me lembra o Palmeiras de 2010-2014…

  • Sou Palmeiras, Basta!

    Muito legal conhecer mais sobre esse grande momento que foi no Palmeiras.

    A diferença de valores é enorme comparado com os dias de hoje.
    Parmalat pagava 480 mil por ano, enquanto a Crefisa paga 80 milhões ano. Disparidade gigantesca.

    Parabéns aos envolvidos, por essa grandiosa idéia.

    • Paulo Ferreira

      E esse período foi talvez um dos mais espetaculares que o Palmeiras já viveu. Não sei dizer se foi o mais, mas com certeza, está entre os mais. E olha os valores que se praticavam naquela epoca, comparando-se com o que se pratica hoje. Claro que tem inflação, variação cambial, tempo decorrido, etc, mas mesmo assim, a diferença é abissal ….

      • Sou Palmeiras, Basta!

        E a maioria dos jogadores de hoje, não tem 15% da qualidade que se via nessa época.

    • Atilio Ortolani

      Caro sou Palmeira, Basta!
      Gostaria de lembrar que os 480 mil por ano que você se refere era apenas refente ao patrocínio!
      Não podemos nos esquecer que a Parmalat comprava os jogadores, e pagava a diferença de salários entre o teto do time, que diga-se de passagem era muito baixo e o salario efetivo do atleta. O jogador era da Parmalat, e portanto ela assumia o risco, e no caso de lucro o Palmeiras ficava com 20% e no caso de prejuízo era todo da Parmalat!
      Foi um acordo interessante para ambas as partes.

  • Paulo Henrique Vicente

    Interessante notar que daquela foto com o time todo de 1992 que marca o início da era Parmalat, 4 pessoas estavam no apogeu deste período a final da Libertadores de 1999, Sampaio, Galeano, Sérgio, e São Marcos.

    • Paulo Ferreira

      E do amistoso com o Parma, que “selou” o acordo, na época, anos depois vieram dois jogadores do Parma que estavam nesse jogo. Osio (96) e Asprilla (99).

  • Marton Kiss

    Muito bom o texto, o tempo passa e esquecemos de vários episodio que antecederam a co-gestão, mas infelizmente o Sr. (naõ precisa falar) colocou tudo a perder no final da parceria…

  • Mateus J. C. Arndt

    Essa época é marcante pra qualquer Parmerense…
    Sou de 78, portanto gritei campeão pela primeira vez com 15 anos, naquele penal do Evair (não conseguia gritar antes, mesmo goleando e sendo bem superior no jogo). Ou seja, aguentei muita gozação de amigos bambis e gambás até 12/06/93… Mas depois descontei tudo, durante os 8 anos da co-gestão mais bem sucedida do esporte brasileiro.
    Uma pena que as trevas e gozações voltaram a partir de 2002…

    off topic : O Parmerista é um “herói” mesmo… Sofre até nas vacas gordas, como pra entrar ontem no estádio do Botinha, num calor infernal, polícia mais atrapalhando que ajudando, filas de horas e sem agua no estadio desde o primeiro tempo…
    Abço a todos.
    Avanti Palestra.

  • Régis Girona

    O texto é bom, a história é bem contada, mas em minha opinião é completamente sem conexão com o título. Afinal, o texto é construído sobre notícias de jornais da época e não tem uma única informação de “bastidores”, que era o que eu procurava quando, baseado no título, me propus a ler. Mas a idéia dos textos sobre nossa história é ótima! Vamos Palmeiras!

  • Ralf Olbertz

    Excelente texto.. Eu acompanho o Palmeiras desde essa época mas não me importava com a gestão do clube, com certeza por causa da pouca idade (em 1992 eu tinha 10 anos), interessante saber como as coisas aconteceram.

    Parabéns ao Verdazzo pela iniciativa de abrir espaço ao Jornalista Thell de Castro.