Weverton cita lema do Palmeiras em 2022 e revela desejo de encerrar sua carreira no clube

Weverton concede entrevista coletiva virtual após treinamento do Palmeiras, na Academia de Futebol.
Cesar Greco

Weverton concedeu entrevista coletiva após o treino do Palmeiras desta quarta-feira

No último domingo, o goleiro Weverton atingiu mais um feito com a camisa do Palmeiras: o arqueiro chegou a 107 jogos sem sofrer gol pelo Verdão, igualando o número que Marcos conseguiu neste século.

No clube desde 2018, o camisa 21 contabiliza seis títulos com a camisa palmeirense e é, entre os jogadores do atual elenco, um dos ídolos da torcida, ao lado de Gustavo Gómez e Dudu. Aos 34 anos, o goleiro, por conta dessa identificação com o Verdão, revelou em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, na Academia de Futebol, que tem o desejo de encerrar sua carreira no Palmeiras.

“Sou muito realizado no Palmeiras e consegui uma identificação de forma rápida. Cheguei em 2018, esperei a oportunidade, respeitei os colegas que estavam aqui e consegui os títulos quando comecei a jogar. Por conta de toda essa identificação, tenho o desejo de continuar no Palmeiras e encerrar minha carreira no clube. Se depender de mim, isso acontecerá”, disse.

“Meu grande objetivo é continuar vencendo e jogando bem. Estamos em um ótimo nível e o mais difícil é se manter. Requer mais trabalho, renúncia e atenção. E eu estou disposto a pagar esse preço. Gosto de me preparar, cuidar do meu sono, amo estar no futebol. Isso é o que nos faz se manter no topo e quero continuar sendo campeão, pois traz alegria, prestígio e respeito”, acrescentou.

Para continuar vencendo, Weverton falou também qual é o lema que o elenco e a comissão técnica adotaram para a temporada de 2022: ‘fazer o que for preciso para ganhar, não o que eu quero fazer’.

“Acreditamos muito no trabalho do Abel e o que ele vem fazendo dentro do clube. Para viver de Palmeiras e ser campeão é preciso fazer muitas renúncias. O Abel vem dizendo que é para nós fazermos o que é preciso para ganhar, não o que queremos fazer. Isso é o que estamos seguindo e essa é a lição deste ano. E começamos o ano ganhando título”, declarou.

Weverton comenta sequência de clássicos

Nesta quinta-feira, o Palmeiras visitará o SPFC, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista. O Choque-Rei será o primeiro de três clássicos que a equipe terá em sequência – encara o Santos no domingo e o SCCP na quinta da semana que vem, os dois no Allianz Parque.

“Serão três clássicos seguidos e sabemos o quanto esses jogos mexem com o sentimento do torcedor e também com o nosso, entramos muito mais atentos, ligados. Estamos nos preparando bem, tivemos a volta do Scarpa no último jogo, daqui a pouco o Luan, o [Gabriel] Menino e o Patrick [de Paula] voltam também e isso é bom. Todos estão prontos, preparando-se cada vez mais para o Abel escalar quem ele julgar ser o melhor para cada jogo”, disse Weverton, que finalizou a coletiva comentando sobre os casos de violência que ocorreram nas últimas semanas no Brasil.

“A violência no futebol é algo inaceitável. Jamais vamos compactuar com isso. A rivalidade faz parte do futebol e está na essência do esporte, mas não aceitamos a violência. O estádio é um lugar de alegria. Temos que nos unir para dar um basta nisso”.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Weverton:

  • Chá de revelação do próximo filho realizado no Allianz Parque

“Todos sabem da minha identificação com o clube. Quando a minha esposa descobriu que estava grávida, tivemos a ideia de fazer o ‘chá de revelação’ no Allianz, que é minha segunda casa. Quando surgiu a oportunidade de fazer no jogo foi melhor ainda porque teria a participação do torcedor. Foi muito emocionante. E veio a calhar também em um momento complicado que estamos vivendo fora de campo. A minha filha tem 5 anos e ama o futebol, é difícil explicar esses acontecimentos para ela, quero falar de gols, defesas. Foi por isso que fizemos o evento no Allianz, foi para passar mais amor, alegria”.

  • Oportunidade de jogar uma Copa do Mundo

“Estou muito bem fisicamente e mentalmente, sinto-me preparado para fazer o melhor quando entro em campo. É um sonho disputar a Copa do Mundo e para que isso aconteça eu preciso estar em alto nível no Palmeiras. A seleção tem ótimos goleiros e a disputa é sadia, respeitosa. Quem jogar vai dar conta do recado”.