A Copa do Brasil de 2012 foi disputada no formato de mata-mata por 64 clubes. Os clubes que jogavam a Libertadores, por questões de calendário, não disputavam a competição.

Nas duas primeiras rodadas, caso um time vencesse o outro por 2 ou mais gols no primeiro jogo, dispensava a realização do segundo. O Palmeiras precisou da segunda partida para passar pelo Coruripe (1 a 0 e 3 a 0), e passou direto pelo Horizonte (3 a 1) para se classificar para as oitavas-de-final.

Mandando seus jogos em Barueri, o Palmeiras passou nas oitavas pelo Paraná, após vitórias tranquilas (2 a 1 e 4 a 0). Nas quartas, o caminho começou a se complicar e o adversário foi o Atlético-PR. Após um difícil empate por 2 a 2 no Durival de Britto, o Verdão avançou com uma boa vitória por 2 a 0, com gols no segundo tempo.

Vieram as semifinais e o adversário seria o Grêmio, com um time nitidamente superior. O Verdão segurava um bom empate sem gols no Olímpico, até que dois gols inesperados de Mazinho MB e Barcos nos cinco minutos finais deram uma vantagem enorme ao Verdão.

O time do Grêmio, comandado por Vanderlei Luxemburgo, não desistiu e veio para Barueri disposto a reverter a situação, e saiu na frente com um gol de Fernando. Mas Valdivia empatou o jogo e o Palmeiras conseguiu segurar o placar para se classificar para a grande final.

O adversário nesta última fase foi o Coritiba, vice-campeão do ano anterior, sob o comando de Marcelo Oliveira. Tendo como destaques Vanderlei, Tcheco, Rafinha e Everton Ribeiro, o Coxa estava muito mais ajeitado que o time de Felipão, que teve uma notícia chocante no dia da partida: Barcos teve uma crise de apendicite e estava fora da partida.

O Coritiba jogava muito melhor o primeiro jogo, em Barueri. Bruno foi o grande destaque da partida, fazendo defesas espetaculares. E o Verdão construiu uma surpreendente vantagem de 2 a 0 com gols de Valdivia (de pênalti) e Thiago Heleno, após cobrança de falta de Marcos Assunção. O chileno conseguiu ser expulso num lance de indisciplina totalmente desnecessário.

Na semana seguinte, sem Valdivia e ainda sem Barcos, o Palmeiras foi para a finalíssima, no Couto Pereira. A torcida do Coxa não estava disposta a perder o título novamente, em casa, e armou um clima de guerra. Nossa torcida não deixou barato e lotou os três pavimentos do gol sul. Numa noite muito fria na capital paranaense, os dois times foram para o jogo.

O primeiro tempo foi muito brigado, nervoso. Felipão incendiou o moral do time, que compensava a inferioridade técnica com uma garra impressionante. Além disso, nosso treinador deslocou Henrique para a cabeça-de-área para melhorar um pouco o toque de bola no meio-campo. A primeira metade do jogo terminou sem gols.

No segundo tempo, o Coritiba veio para o tudo ou nada. Precisando de dois gols, o time da casa veio para o abafa, no embalo da torcida, e foi recompensado com um gol de falta, batida por Ayrton aos 16 minutos. O estádio ferveu. Parecia questão de tempo para o Coritiba chegar ao segundo gol e fazer o Palmeiras se virar para segurar o placar e levar a decisão para os pênaltis. Nada indicava o que estava por vir.

Foram apenas quatro minutos de esperança coxa-branca. Aos 20 minutos, Marcos Assunção suspendeu uma falta na área. Betinho, o substituto de Barcos, contratado um mês e meio antes, raspou de cabeça e a bola morreu no cantinho de Vanderlei. O Couto Pereira jamais se esquecerá do urro da torcida do Palmeiras para comemorar aquele gol.

Foi a famosa ducha de água fria no time da casa, que passou a precisar de três gols. Na base da superação, nossos jogadores seguraram o empate e trouxeram para casa a Copa do Brasil de 2012, a segunda conquista em nossa História.

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