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12/10/2021 - 21:30

Bahia x PalmeirasCesar Greco

Em mais um jogo muito ruim, o Palmeiras ficou no empate sem gols com o Bahia e somou a sétima partida seguida sem vitória. A última vez que o time ficou tantos jogos sem vencer foi com Gilson Kleina na reta final de 2012, quando emendou sete jogos entre a eliminação na Sul-Americana e o rebaixamento, mais a primeira partida de 2013, totalizando oito partidas.

O time do Palmeiras jogou contra um time bem bagunçado, mas mesmo assim teve problemas. Falta de foco e estado físico prejudicado foram as impressões mais fortes entre os palmeirenses para avaliar a péssima partida, em que Jailson foi, disparado, o melhor em campo.

 

Primeiro tempo

6'
Palmeiras

Patrick de Paula lançou Dudu na corrida, o Baixola entrou na área e tocou na saída de Danilo, que ainda resvalou na bola; Nino Paraíba fez um malabarismo e impediu que ela entrasse – mas o gol não valeria, já que Dudu estava ligeiramente impedido.

29'
Bahia

Com a defesa do Palmeiras fechada, Daniel recebeu na meia esquerda e arriscou, mas mandou por cima do gol, sem perigo.

32'
Palmeiras

Raphael Veiga bateu falta da esquerda; Rony desviou de cabeça no primeiro pau e a bola passou pelo alto.

37'
Palmeiras

Luiz Otávio saiu jogando errado e Dudu ligou com Luiz Adriano; na primeira finalização o chute foi travado; na segunda, o camisa 10 pegou na veia e mandou no canto direito de Danilo, que teve muito reflexo e espalmou a escanteio.

42'
Palmeiras

Gabriel Menino apertou a saída de bola, que caiu no pé de Dudu; o camisa 43 partiu em direção à área e bateu da risca, cruzado – Luiz Adriano não conseguiu alcançar a bola, que saiu à direita do gol.

43'
Palmeiras

Dudu meteu um calcanha na bola e arredondou para a velocidade de Veiga, que conduziu enquanto Luiz Adriano e Rony se projetavam; o camisa 10 correu para o lado errado e Veiga teve que chutar – não pegou bem na bola, que saiu à direita.

47'

Ramon Abel, cheio das caras e bocas, terminou o primeiro tempo.


Segundo tempo

Saiu Kuscevic para a entrada de Renan.

14'

Daniel foi lançado no contra-ataque pela esquerda, soltou para Mugni que fez o passe rasteiro, para a chegada de Gilberto, que disparou um foguete da entrada da área – Jailson fez uma defesa espetacular no canto direito.

15'

Saiu Gabriel Menino, sentindo lesão, e entrou Wesley.

 

16'
Bahia

Juninho Capixaba entrou driblando pela esquerda e soltou para Daniel, que bateu forte da meia-lua; Jailson fez mais uma excelente defesa.

21'
Bahia

Daniel levantou na área da esquerda; Conti testou e mandou a bola por cima do gol.

24'

Deyverson e Danilo Barbosa entraram nos lugares de Luiz Adriano e Patrick de Paula.

25'
Bahia

Rodallega abriu para Nino Paraíba, que foi ao fundo e cruzou por baixo; Luan se antecipou a Ronaldo e jogou para escanteio, salvando o Verdão.

26'
Bahia

Nino Paraíba abriu para Juninho Capixaba, que costurou e acionou Mugni dentro da área; o argentino bateu forte e a bola ainda desviou em Felipe Melo – ia entrando no canto esquerdo mas Jailson fez mais uma enorme defesa.

33'

Abel percebeu a fragilidade no meio-campo, tirou Dudu e colocou Matheus Fernandes.

37'

Wesley levantou demais o pé numa disputa de bola e recebeu o cartão vermelho.

45'
Bahia

Juninho Capixaba cruzou da esquerda; Rony tentou cortar e quase fez contra – a bola saiu à esquerda do gol.

51'

Ramon Abel encerrou o jogo.



Ficha Técnica

Bahia

Danilo Fernandes
Nino Paraíba
Renan Guedes
Conti
Luiz Otávio
Matheus Bahia
Patrick de Lucca
Daniel
Rodriguinho
Mugni
Raí
Rodallega
Gilberto
Ronaldo
Juninho Capixaba
Guto Ferreira
TÉCNICO


Fim de jogo

O primeiro tempo teve dois momentos: por 30 minutos os times fizeram um jogo travado; ninguém se arriscou muito. O Bahia tentou agredir nosso já manjado lado esquerdo da defesa, mas desta vez Kuscevic estava ligado e as investidas de Nino Paraíba e Raí não deram em nada.

O Palmeiras, por sua vez, teve problemas para encurtar os passes e só foi engrenar nos 15 minutos finais, quando Raphael Veiga entrou mentalmente no jogo e comandou as ações. Foram 15 minutos interessantes, com pelo menos quatro bons lances de perigo. Uma pena que ficou nisso.

Kuscevic sentiu lesão e não voltou para o segundo tempo. Com Renan, o lado esquerdo voltou a ter problemas. Felipe Melo foi recuado para terceiro zagueiro; e os dois laterais ganharam liberdade, mas não  foram aproveitados.

O Bahia passou a marcar forte em nosso campo e Abel, que precisou trocar Menino por Wesley , mandou a campo Danilo Barbosa e Deyverson, fazendo até o palmeirense mais abelizado do mundo coçar a cabeça.

Nosso meio-campo, que já dava sinais de fraqueza, passou a não existir. Sinais de esgotamento físico eram notados. E o Bahia imprimiu um massacre. Jailson passou a fazer defesas importantes, uma atrás da outra.

Abel então recuou e trocou Dudu por Matheus Fernandes, para tentar recuperar a força no meio. Não deu tempo para checar se funcionaria, porque Wesley acabou sendo expulso e, com um a menos, só restou ao Palmeiras se defender até o apito final. Felizmente, ao menos, saímos de campo com a “baliza zero”.

Abel reclamou bastante do estado físico dos atletas, culpando o calendário. É certo que o time tem o foco apontado para o dia 27 de novembro, mas precisa responder rápido com resultados – e o próprio treinador receitou os 3 pontos, antes da partida, para aliviar as pressões que atletas e comissão técnica estão recebendo. Falhou na primeira tentativa.

A 46 dias da final da Libertadores, é estupidez projetar o desempenho do time com base na fase atual. É claro que o time estará diferente, em outra fase. Mas é natural que a torcida queira ver o time, ao menos, competindo. Passamos longe disto esta noite.

Este período será um teste para nossas paciências. É um momento raro em nossa História, que só tem similar no segundo semestre de 1999, quando o time de Felipão jogou o Brasileirão a meia-bomba, pensando no Manchester United. O time jogou bem, mas o resultado não veio. Mas mesmo naquele ano, o time teve jogos excelentes que mantinham a torcida confiante.

Está na hora deste time engatar alguns bons jogos para criar esse espírito. Ser zebra não é exatamente ruim, desde que ao menos os próprios jogadores confiem em si próprios. Não parece ser a situação atual. Temos um caminho chato para percorrer até a final da Libertadores. VAMOS PALMEIRAS!





  • Acho que é uma tempestade em copa d’agua formada 60% pela imprensa e 40% pela torcida , ainda estamos no G4, tivemos resultados ruins , mas se engatar 3 jogos sem derrota ja melhora, se vencer o Inter ja vai ser dois jogos sem perder, muda tudo, estamos a um mês e meio do jogo mais importante da historia do Palmeiras, pode ser um TRI da Libertadores, um Bicampeonato, os jogos do brasileiro não podem abalar os jogadores, quem tem que estar preocupado e desesperado é santos, são paulo, gremio, cruzeiro, até o gamba tem que se preocupar pra tentar beliscar uma vaguinha na Libertadores do ano que vem, foco no dia 27/11 galera, não percam tempo vendo esses programas esportivos não levem a serio os cavaleiros do apocalipse. SEREMOS!

  • Tenho uma teoria para a gigantesca queda de rendimento do time. Atlético de Madrid em 13/14 e Tottenham em 18/19 foram ao limite para chegar à final da Champions e, no jogo derradeiro, não tiveram forças para competir. Não sei como foram seus jogos pelos campeonatos nacionais, mas sei que não foram muitos até a final. Nosso time chegou ao limite contra o Atlético tanto mental, físico, tático e, como temos praticamente o segundo turno inteiro até a final, o resultado é o que não estão jogando. Tomara que este jogo com baliza zero seja o início de atuações melhores.

  • ou o time mostra uma melhora pra ontem, ou o Abel não chega em Montevideu. O time está totalmente perdido, desorganizado e preocupa demais. Todo segundo tempo é a mesma coisa, nosso meio de campo desaparece, passamos a devolver a bola pro adversário em todo tiro de meta, e a entrada do Deyverson é simplesmente inacreditável. Temos muitos desfalques mas o preocupante mesmo é o quão estéril de ideias o time vem sendo

  • Culpar o físico é fugir da realidade. Praticamente o time todo está muito mal tecnicamente. Dá agonia ver esse time jogar. Me lembra os time de 2012 e 2013. Defesa falha praticamente todo jogo e na frente é um deserto de boas jogadas. Só tentativas manjadas de contra-ataque ainda com erros grosseiros de passe e finalizações longe do gol. Palmeiras finaliza muito mal de fora da área. Não é possível um time que está na final da libertadores jogar assim. Acho que o jogo mental não funciona mais pra esses jogadores. Ontem no segundo tempo parecia estar com 1 jogador a menos (antes da expulsão) . O time todo está perdido em campo.

  • De forma alguma querendo mais crise, mas que tem algo muito errado internamente tem, esses jogadores aparentemente não estão muito preocupados pelo o que anda acontecendo (não todos), e qualquer time que joga conosco nos engole no futebol e no tesao de jogar, fora o Portuga que parece sozinho nesse barco e errando muito também. Principais culpados sabemos a tempo quem são (os bananas), mas e aí, quando vai ser tomado alguma atitude para reverter essa maré, daqui a pouco estamos lá pelo décimo lugar e como chances reais de não estar na próxima Libertadores (afinal depender de apenas 1 jogo e contra um time hoje bem superior é muito risco). Muito preocupante esse momento atual!!

  • O empate com o galo foi digno, foi para comemorar.

    Esse de hoje… deixa pra lá.

    Estamos atravessando um vale das trevas. Precisamos de luz, urgente.