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Boca Juniors 2x0 PalmeirasCesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras exagerou na cautela, acabou derrotado pelo Boca Juniors por 2 a 0 na Bombonera e entrou num enorme buraco na disputa da Libertadores. Depois de segurar o empate por 80 minutos, o time de Felipão sucumbiu à inacreditável entrada do atacante Benedetto, que fez os dois gols e obriga o Verdão a vencer por três gols no Allianz Parque na semana que vem.

Primeiro tempo

1'
Palmeiras

Borja recolheu a bola junto à linha lateral, mirou donde estava Rossi e tentou um arremate pelo alto – a bola bateu na rede, por cima, mas assustou o goleiro argentino.

7'
Boca Juniors

Depois de erro de passe no meio de campo, Pablo Pérez recolheu, aproveitou o espaço e bateu por cima – Gómez estava o acompanhando na jogada e manteve a distância para não levar o corte seco.

8'
Palmeiras

O Palmeiras respondeu rápido com Dudu, que também aproveitou o espaço na frente da área para arriscar o arremate – por cima do gol de Rossi.

15'
Boca Juniors

Após batida de escanteio, Izquierdoz aproveitou o erro no tempo de bola de Weverton e cabeceou visando o canto direito, mas errou por pouco – se vai no gol, Borja, que guardava a linha, não alcançaria.

25'
Boca Juniors

Olaza tentou mais um chute de fora e Weverton pegou fácil.

A defesa do Palmeiras mostrava a mesma solidez dos últimos jogos; o Boca não tinha a menor criatividade e faltava ao Verdão deixar a cautela um pouco de lado para ganhar de vez o meio-campo e controlar o jogo. Com Moisés e Bruno Henrique muito mais preocupados em bloquear as descidas dos argentinos do que se aproximar do trio ofensivo, o Palmeiras se tornou um time excessivamente reativo.

47'
Palmeiras

Após tiro de meta, Willian ganhou de Magallán mas bateu mal. Foi o último lance do primeiro tempo.


Segundo tempo

Os dois times voltaram sem alterações e o Boca voltou a imprimir um ritmo mais forte nos primeiros minutos – a diferença é que o Palmeiras havia se soltado um pouco mais e passou a  aproveitar os espaços cedidos pelos argentinos.

4'
Boca Juniors

Após falta pelo lado direito, Magallán conseguiu o cabeceio mas Weverton, bem colocado, defendeu sem maiores problemas.

5'
Palmeiras

O Verdão respondeu rápido: após ataque rápido, Borja ajeitou de cabeça e Willian conseguiu o arremate, mas errou o alvo.

5'
Palmeiras

O Palmeiras recuperou a bola rápido após a reposição e Borja mais uma vez participou do lance, servindo a Bruno Henrique, que chutou para boa defesa de Rossi.

O panorama do primeiro tempo se repetiu, com o Boca pouco inspirado parando no forte sistema defensivo do Verdão, que seguia confiando no empate sem gols para resolver a parada em casa com uma vitória simples. E nada indicava que o placar seria alterado – por vezes o time da casa dava até a impressão que também estava satisfeito com o 0 a 0, acreditando num empate com gols em nossa casa.

23'
Palmeiras

No melhor lance do Palmeiras no jogo, Dudu fez bela jogada por dentro e soltou um canudo, buscando a gaveta esquerda de Rossi, que saltou mas não alcançou – a bola saiu muito perto da forquilha.

30'

Felipão trocou Borja por Deyverson.

36'
Boca Juniors

Felipe Melo, até então o melhor em campo, fez falta boba em Villa, frontal. Nosso volante ergueu demais o pé, nitidamente tentando tirar uma casquinha do colombiano. Olaza bateu e Weverton fez uma defesa monstruosa, na gaveta, mandando a escanteio. Na aterrissagem, bateu com as costas na trave.

37'
Boca Juniors

Gol do Boca – Na cobrança de escanteio, Benedetto, que havia acabado de entrar, subiu mais que Felipe Melo e testou firme, vencendo Weverton e abrindo o placar.

41'

Felipão tentou sabe-se lá o que tirando Bruno Henrique para a entrada de Thiago Santos.

43'
Boca Juniors

Gol do Boca – Benedetto recebeu pelo miolo, deu um drible de futsal em Luan e soltou uma patada no canto direito baixo de Weverton, inapelável.

45'
Palmeiras

No desespero, Willian tentou um arremate de fora, mas Rossi defendeu com facilidade.

48'

Lucas Lima entrou aos 48 para resolver o jogo, no lugar de Moisés.

49'
Palmeiras

E Lucas Lima até que conseguiu um arremate, aproveitando um rebote na entrada da área após chuveirinho, mas pegou mal na bola e mandou por cima do gol.

O juiz chileno Roberto Tobar, que apitou certinho, encerrou o jogo aos 49 minutos.



Ficha Técnica

Boca Juniors

Rossi
Jara
Izquierdoz
Magallán
Olaza
Barrios
Pablo Pérez
Nández
Zárate
Villa
Ábila
Benedetto
Pavón
Buffarini
Guillermo Schelotto
TÉCNICO


Fim de jogo

Felipão exagerou na dose. A postura cautelosa se justificava, mas ao verificar a absoluta inoperância dos jogadores do Boca, nosso time poderia ter dado um passo à frente para tentar decidir o jogo. Ao insistir em se manter fechado e encaixar contra-ataques, o Palmeiras deu chances aos donos da casa, que souberam aproveitar quando o talento entrou em campo.

A entrada de Benedetto aos 35 do segundo tempo foi um duro golpe para o Verdão. Felipe Melo, que vinha sendo o melhor em todos os sentidos – tanto nos desarmes, como na técnica e nos duelos verbais, acabou se irritando com Pablo Pérez, descontou em Villa e fez a falta desnecessária que desencadeou o desastre – e ainda perdeu a disputa aérea do primeiro gol.

Felipão tem grande dose de responsabilidade na derrota, é fato; mas se (sempre o “se”…) o panorama do jogo tivesse se mantido nos dez minutos finais, estaríamos comemorando o resultado e elogiando a frieza e a confiança do treinador em seu esquema e na execução dos jogadores.

Ao jogarmos com o regulamento debaixo do braço, demos brechas, e desta vez havia um centroavante muito talentoso que as aproveitou. Agora o Palmeiras tem que saber sair desse buraco. É difícil, mas não há nada perdido. Mata-mata é diferente de jogo normal; o time do Palmeiras é muito superior ao do Boca e com o Allianz Parque cheio e passando confiança aos jogadores, os gols podem sair. Um de cada vez, com calma; não adianta querer marcar três gols no mesmo ataque.

Em 1999, também na semi, o Palmeiras perdeu do River no Monumental – dizem que o estádio recebeu esse nome por causa da atuação de Marcos naquela noite. Na volta, já vencia por 2 a 0 com 18 minutos no Palestra – e o River era um timaço. O Verdão só precisa de um gol logo no começo para desmontar o emocional dos argentinos e chegar à quinta final de Libertadores de sua História. Lógico que dá. VAMOS PALMEIRAS!