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O Palmeiras empatou com o Atlético-MG sem gols no Allianz Parque e agora joga por outro empate, desde que com gols, em Belo Horizonte, na semana que vem, para tentar chegar a mais uma final de Libertadores.

O Verdão jogou com o regulamento; priorizou a defesa, visando não tomar gols. Mas passou longe de aproveitar alguma chance no setor ofensivo. Como resultado, tivemos um jogo travado, quase sem lances de perigo, mas com a tensão típica de um mata-mata de Libertadores.

Ficha Técnica

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Patricio Loustau

Crônica do jogo

O projeto “Baliza Zero” foi concluído com sucesso. O objetivo primordial, que era sair sem tomar gols do Allianz Parque, foi atingido. O objetivo secundário – marcar gols lá na frente – não passou nem perto.

De qualquer forma, o placar não foi ruim. Jogar por um empate em Minas – desde que com gols – não é uma tarefa impossível. Mas Abel vai precisar dar mais opções ao time quando recupera a bola para iniciar os ataques.

É verdade que o Atlético abusou do recurso de cometer faltas quando o Palmeiras recuperava a bola. Sem a chance de fazer a ligação rápida para pegar a defesa mineira desarrumada, o Verdão foi inofensivo.

E mesmo quando teve a bola dominada no campo de ataque, nosso time não articulou trocas de passes porque simplesmente não havia peças. A prioridade era se manter postado.

Um único cochilo da defesa rendeu ao Atlético o lance capital do jogo – o pênalti sofrido por Diego Costa que Hulk desperdiçou. Um trecho emblemático do duelo, com cara de decisivo.

Com exceção deste momento, a defesa do Palmeiras esteve muito firme. Concentrados, nossos jogadores conseguiram travar um ataque que marcou gols em seus últimos 14 jogos.

O segundo tempo foi mais travado ainda. Conforme o Atlético ia ficando mais cansado, o ritmo do jogo caía na mesma proporção. O Palmeiras foi incapaz de aproveitar a situação. O foco estava, definitivamente, na defesa.

A entrada de Wesley chegou a dar uma esperança. O camisa 11 conseguia quebrar o primeiro e o segundo marcador. Mas, como todo nosso ataque, estava isolado, e acabava desarmado pelo terceiro.

Assim, o empate sem gols acabou sendo uma barbada. Frustrante para as duas torcidas e até para quem estava apenas apreciando. Mas dentro dos planos dos dois treinadores, que confiam nas vantagens que cada um carregará para a decisão, na semana que vem: o Atlético confia em seu poder no Mineirão e no apoio de sua torcida; o Palmeiras sabe que tem o gol qualificado a seu favor e que pode usar o fator mental para desestabilizar o adversário.

Pode não ter sido um jogo bonito, mas não faltou competição. Mas quem falou que Libertadores é bonito? Podem esperar um jogo mais pegado ainda na próxima semana. E o Palmeiras, se encontrar uma boa proposta ofensiva, entrará muito forte para o duelo final. VAMOS PALMEIRAS!

Escalação

Atlético

Everson
Mariano
Nathan Silva
Junior Alonso
Guilherme Arana
Allan
Jair
Zaracho
Vargas
Nacho Fernández
Nathan
Hulk
Eduardo Sasha
Diego Costa
Keno
Cuca
TÉCNICO


Primeiro tempo

13'
Palmeiras

Rony puxou contra-ataque nas costas de Arana desde o campo de defesa; correu, correu, chegou na risca da área e bateu com alguma força, mas à esquerda de Everson.

13'
Atlético

Resposta imediata do Atlético: Guilherme Arana pegou uma sobra na esquerda, invadiu a área, cortou Gustavo Gómez e bateu cruzado, mas sem direção.

23'
Palmeiras

Depois de falta ensaiada que não deu certo, Rony pegou a sobra dentro da área, girou e bateu para fora.

27'
Atlético

Depois de falta não marcada pela arbitragem, Arana fechou do lado esquerdo e bateu para fora.

29'
Palmeiras

Raphael Veiga cobrou falta na cabeça de Gustavo Gómez, que subiu pressionado por Diego Costa e testou por cima do travessão.

40'
Atlético

Jair foi lançado por Allan na direita; Piquerez dormiu e o volante conseguiu cruzar por baixo; Diego Costa dominou, Gustavo Gómez chegou um pouco atrasado e cometeu o pênalti. Hulk tentou deslocar Weverton, que não se mexeu; Hulk perdeu o pique, foi pra batida colocada e acertou o pé da trave esquerda.

46'

Patricio Loustau, que permitiu que o Atlético quebrasse nossos contra-ataques com milhões de faltas sem mostrar cartão, encerrou o primeiro tempo.


Segundo tempo

Os dois times voltaram dos vestiários sem alterações.

3'
Atlético

Hulk arriscou de fora da área com força, mas mandou por cima do gol.

19'

Deyverson e Wesley entraram nos lugares de Luiz Adriano e de Dudu.

23'

Danilo entrou no lugar de Felipe Melo.

36'
Atlético

Hulk bateu falta da intermediária – a bola saiu a direita da trave de Weverton, zunindo. Um torpedo.

40'

Gabriel Veron e Patrick de Paula entraram nos lugares de Rony e Zé Rafael.

49'

O árbitro encerrou a partida.



Notas


Jogador
Descrição
Nota
Weverton
Intimidou o incrível Hulk e conseguiu induzi-lo a perder o pênalti.
7
Marcos Rocha
Como zagueiro pela direita, fechou muito bem seu espaço e reforçou a marcação sobre Arana.
6
Gustavo Gómez
Zagueirou como sempre, mas chegou um pouco atrasado no lance do pênalti.
6.5
Luan
Firme e decidido; mesmo pela esquerda, fez um jogo sem vacilos.
6.5
Piquerez
Não apoiou como poderia e dormiu no lance do pênalti.
5.5
Felipe Melo
Jogou Libertadores; chegou firme em todo mundo, abusou do trash talk e ainda saiu sem levar cartão.
7.5
Danilo
Não seria fácil substituir Felipe Melo numa noite tão inspirada - fez o que deu.
6
Zé Rafael
Excelente proteção à zaga; fez sua parte nas tentativas de construção. Muita força física. É o trem.
7.5
Patrick de Paula
Só deu tempo de cobrar uma falta pelo alto.
s/n
Rony
Jogou fazendo a largura do lado direito, para segurar Arana ou aproveitar suas costas. Mas não fez nada bem.
5
Gabriel Veron
Não encostou na bola.
s/n
Raphael Veiga
Distante do resto do time, sem uso.
5
Dudu
Muito coração, pouca cabeça.
5
Wesley
Foi o potencial de ameaça ao adversário no segundo tempo. Mas não transformou o potencial em realidade.
6.5
Luiz Adriano
Isolado, foi o erro tático mais perceptível de nosso time.
5.5
Deyverson
Entrou pra brigar com os zagueiros, e até que ganhou algumas disputas.
6
Abel Ferreira
Abel Ferreira
O projeto "baliza zero" foi bem sucedido. Decidiu jogar com o regulamento debaixo do braço. Mas tem um belo problema ofensivo para resolver.
5




  • Esse pênalti perdido me lembrou o gol que o Nilson perdeu no finalzinho do primeiro jogo da final da CB em 2015. Vai custar caro pra eles.

  • É jogo de Liberta, 180 minutos. Dentro do que nós era possível foi colocado a mesa. Um gol fora e estaremos bem vivos. Porém me preocupa a produção do setor ofensivo, muito aquém do que precisamos. Torcer para o Portuga tirar da cartola uma maneira de agredimos mais o adversário. Lá não será moleza. Vamos Palmeiras.

  • Desculpa Conras, mas o Veiga foi o único lúcido do ataque, segurou a bola na frente, tentou algo, mas isolado é impossível. Não criou nada, mas sofreu faltas e até tentou fazer um dois. De resto, foi doído de assistir, mas no fundo sabíamos que seria assim.

  • jogo duro…. de assistir. Mas libertadores é isso aí e nosso técnico cada vez mais encarna o espírito Feliponico. Podia ter dado M, mas passamos ilesos. Teremos que jogar bola na volta, temos time pra isso e já vimos alguns lampejos durante o ano. Pra ganhar a América precisa de coragem. Não dá mais pra esperar

  • Se até o Verdazzo está pessimista (1 x 1), quem sou eu para acreditar no Verdão? Mentira: dá nóis, 5 x 1. 4 gols do Dudu.

  • O Palmeiras já enfrentou o Atlético MG na Sulamericana em 2010 e na Mercosul em 2000, em 2010 eliminamos eles no Pacaembu por 2×0 o Assunção fez um gol olímpico e em 2000 o Palmeiras meteu 4×1 no antigo Palestra.

  • Honestamente, tem vezes que acho que um placar de empate em 1 a 1 é melhor, no caso do Palmeiras, do que uma vitória por 1 a 0 ou 2 a 1. Faz o time entrar em BH querendo jogo. E negócio de segurar o resultado é muita emoção pra mim