Conselho Técnico faz reunião desastrosa e já começou a estragar o Brasileirão

Em reunião realizada ontem na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o Conselho Técnico de clubes deliberou sobre três pontos polêmicos acerca do regulamento do Brasileirão de 2018. Em todas as decisões, a escolha foi a mais errada possível.

Em vez de zelarem pela esportividade e pela a lisura da competição, os clubes tomaram decisões que visam apenas o aspecto econômico, além de darem margem a picaretagens e injustiças. Vamos a elas.

Gramado sintético

Gramado Sintético da Arena da Baixada
Agência Estado

Na reunião de 2017, havia sido decidido que o Atlético-PR, único clube da Série A que tem estádio com gramado artificial, teria um ano para replantar o gramado natural e que a partir de 2018 a Arena da Baixada, bem como qualquer outro estádio com jogos pelo Brasileirão, deveria ter gramado natural. A decisão havia sido tomada porque os clubes entenderam que o clube paranaense tinha vantagem técnica ao mandar seus jogos num gramado que altera significativamente a disputa da partida.

O Atlético trabalhou nos bastidores para que os clubes votassem por derrubar esse veto a partir deste ano, usando como argumento a fraca campanha de 2017. Ou seja, de um ano para outro, o gramado deixou de alterar o andamento do jogo porque o Atlético montou um time ruim no ano passado.

Assim como o Allianz Parque, a Arena da Baixada tem problemas com o gramado diante da falta de luminosidade causada pela cobertura do estádio. O Palmeiras luta, mas mantém o gramado natural. O Atlético se pendura na regulamentação da FIFA, que permite o uso de grama sintética, desde que dentro de determinadas especificações. O erro, no caso, é muito mais da FIFA, que dá brecha para esse tipo de aberração esportiva. O Atlético apenas se aproveita dessa brecha e conta com a conivência dos outros clubes brasileiros, que poderiam sustentar o veto, mas por algum motivo preferiram ceder..

Mando de campo fora da cidade de origem

Flamengo x Palmeiras, em Brasília
Adalberto Marques/ Agif/Gazeta Press

O estrago continuou quando os representantes dos clubes decidiram revogar a proibição de mandar jogos fora de sua cidade e até mesmo de seu estado de origem. Isso permitirá que clubes com menor poder de arrecadação  tenham oportunidades de levar as partidas para outras praças onde o visitante tende a ter torcida forte, e assim lucrar com a torcida adversária.

Além de provocar claro desequilíbrio técnico gritante no campeonato, a medida visa casuisticamente proteger os times do Rio de Janeiro, que por motivos culturais enfrentam problemas para atrair suas torcidas aos estádios cariocas. Um certo lobby das administrações dos grandes elefantes brancos construídos para a Copa de 2014 também deve ter funcionado, e desta forma veremos muitos jogos em Brasília, Cuiabá, Natal e Manaus.

Para não deixar escancarado, algumas restrições foram impostas:

  • os times só poderão mandar cinco jogos fora de seu estado de origem;
  • o mando fora do estado de origem pode ser vetado pelo visitante;
  • a prática está vetada nas últimas cinco rodadas do campeonato.

Árbitro de vídeo: um sonho adiado

VARO ponto mais importante da reunião, claro, foi a deliberação a respeito da adoção do VAR – o chamado “árbitro de vídeo” – nas partidas do Brasileirão. Por 12 votos contra 7, o VAR foi rejeitado para o Brasileirão 2018. Votaram a favor o Palmeiras, mais Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio e Inter. Contra o VAR, votaram SCCP, Santos, Vasco, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, América, Sport, Atlético-PR, Paraná, Ceará e Vitória. O SPFC não votou porque é café-com-leite.

A CBF determinou que, caso quisessem adotar o sistema, os clubes é que precisariam arcar com os custos, avaliados em R$ 20 milhões – o que daria R$ 1 milhão por clube para ter o VAR em todas as partidas do campeonato. Essa imposição teria sido a razão para que alguns clubes desistissem de usar o recurso.

Palmeiras x Cruzeiro - gol de Borja anuladoDa forma como tudo aconteceu, a CBF parece pouco ou nada interessada na adoção do VAR. Seria muito interessante ter acesso à planilha de custos estimados para chegar ao valor médio, por partida, de mais de R$ 50 mil para montar uma estrutura de replay e comunicação, composta por profissionais qualificados. Parece bem pouco provável que as cifras sejam tão altas.

E mesmo que sejam, a CBF tem por obrigação usar seus próprios recursos para que seu principal campeonato não seja decidido por erros de arbitragem, como aconteceu no ano passado e outras tantas vezes. Afinal, pra que mesmo a entidade cobra tantas taxas dos clubes e mantém, hoje, mais de R$ 250 milhões em seu caixa? Na prática, o repasse dos custos funcionou como um veto à implementação do sistema.

Gol de mão de JôDe qualquer forma, fica a questão – a qual todos nós já sabemos a resposta: por que o SCCP não quis que o VAR fosse adotado mesmo?

Esperamos que, de uma vez por todas, nossa diretoria esteja muito atenta a tudo isso, e que tome as devidas providências antes do leite ser derramado. Perdemos o campeonato no ano passado, entre outras razões, por conta dessa omissão. Não suportaremos ver isso acontecer de novo, em anos consecutivos.


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  • A CBF claramente dificultou para beneficiar os “de sempre”. A coisa é tão rasteira que sabedor de que o VAR não seria implementado que o CHE nem se deu ao trabalho de votar contra podendo agora arrotar uma valentia que na verdade não possui.

  • Se eu bem conheço o futebol brasileiro, logo o VAR será usado para benefício dos “de sempre” já existe o “tira-teima amigo” logo criarão o “editor de vídeo amigo” Esses ladrões são como moscas: você mata 10 e aparecem mais 100 pro velório…

  • E com isso a CBf e a imprensa lavam as mãos, se der merda dirão como sempre; foi acordado antes e pela maioria.

  • SCCP contra medidas que deduzam erros de arbitragem é autoexplicativo e mostra o que a gente sempre fala e muitos fingem não perceber. É o time mais favorecido por erros de arbitragem do Brasil! Se tiver que ir na bola, tá na merda!

  • Gramado Sintético – se isso virar moda, podemos dar adeus aos grandes jogadores que são lançados para o mundo inteiro, nossos jogadores terão um futebol alienígena, o próprio atlético não percebe a merda que faz, economiza no gramado e faz quanto tempo que não sai um bom jogador de lá, justo eles que dependem de uma venda por ano pra pagar as contas.

    E espero que não sirva de brecha para a construtora querer eliminar nosso gramado, ou mantê-lo cada vez pior até sermos forçados a aceitar a troca.

    Mando de jogo – até entendo um time pequeno fazer isso, eles precisam da grana pra se manter, e acho melhor o Palmeiras jogar contra um time pqno em Brasília, do que em um estádio de várzea.

    Com relação a um time grande vender o mando, acho a decretação da falência do clube, pelo menos moralmente falando, abandonar a torcida por alguns trocados é assinar o atestado de incompetência e de que não pode contar nem com a torcida.

    VAR – Acho que antes de discutirmos sua implementação, devemos discutir a profissionalização da arbitragem, não é possível que uma peça tão importante de um esporte que gera BILHÕES DE REAIS seja amadora, suscetível a pressão de dirigentes mau intencionados!

    Só isso acho que já acabaria com os títulos discutíveis e deixaria o jogo mais gostoso de ver do que aquela palhaçada que implementaram no mundial de clubes, onde o VAR errou também, absurdo!

  • Ponto 1 – o cara mijada alegou que “as regras para implementar o VAR não sao claras”… ora, qualquer departamento jurídico de meia tigela elabora um regulamento destes em 1 dia e se quiser fazer algo muito detalhado, com comparação com outros regulamentos estrangeiros e até mesmo de outros esportes, levaria 1 semana. Isso não é desculpa.
    Ponto 2 – Falar que time de futebol não tem dinheiro, mas outros esportes como volei, volei de praia, tenis, artes marciais e até arco e flecha tem dinheiro sobrando para gastar com recursos de vídeo é ridículo e só serve como desculpa no Brasil.
    Ponto 3 – A quem interessa que o campeonato seja livre de erros? Primeiramente para quem o organiza (CBF). Depois para quem o patrocina, pois nenhuma marca que se preze gostaria de ver seu nome envolvido com fraudes e falcatruas de nível nacional (e internacional). Por fim, os envolvidos, que gastam milhões em jogadores, estádios, comissão técnica, viagens, etc, e podem ver todo este investimento ser jogado no lixo pela mão de um árbitro “despreparado” (para nao dizer tendencioso).
    Acredito que essa decisão é um ponto muito sério sobre a credibilidade e a ética dentro do esporte… não se trata de mera picuínha… o Palmeiras deveria se posicionar, como já vem fazendo, de forma firme sobre o assunto, e cada vez que for prejudicado, ir até as últimas consequencias para punir os culpados…

    • Então, a CBF deveria ser a mais interessada no cumprimento fiel das regras, mas não é..

      A CBF está matando o próprio produto faz anos, um exemplo são as transmissões dos jogos, um absurdo existir somente 2 horários na semana (domingo as 16 hrs e quarta as 22hrs!?!?) em que a TV aberta passa o esporte mais popular do país, popularidade esta que vem caindo ano a ano, mas ninguém está nem aí, já que os dirigentes estão enchendo os bolsos a nossas custas.

  • O SCCP votar contra o VAR foi normal, parece que utilizaram aquela máxima de “não produzir provar contra sim mesmo”! Kkkkkkkkkkkkkkkkk, CBF é uma VERGONHA, só ratifica o quão atrasado estamos com relação aos outros países. Agora cobrar um pouco mais de empenho nos bastidores da atual diretoria é exigir demais, nem conte com isso.

  • E assim segue a galinhada, mais um ano podendo ser ajudada, eu iria ficar espantado se o maior ganhador de títulos na mão grande fosse a favor, deu o óbvio, e outra a CBF realmente tem que bancar, eu acho que nas ultimas 10 rodadas poderia ter o vídeo, o que na realidade já tem quando é do interesse da rede lixo de tv.

  • Esse negocio de arbitro de vídeo não adianta nada, pelo contrario só deixa o futebol mais chato, se eles quiserem prejudicar um determinado time eles prejudicam já vi jogo na Europa onde tem o arbitro de vídeo fazendo lambança, o que precisa mudar é o nosso presidente deixar de ser bundão e começar a botar a boca no trombone como fez o Paulo Nobre em 2016 depois daquele episódio entre Fla x Flu, ele deu uma entrevista e disse na mão grande ninguém vai levar o campeonato, consequência fomos campeões com baixo índice de erro contra nós, se o Galliote não fosse tão bonzinho, ano passado quando do jogo contra o Cruzeiro que o Heber apitou, deveria ter feito igual o presidente do Gremio antes do jogo contra o gamba no Itaquerão, botou a boca no mundo o Heber apitou direitinho o jogo terminou 0 a 0 com o Gremio não sendo prejudicado, tivesse ele feito isso, pois todos nos sabemos que o Heber tem um histórico de nos prejudicar em alguns jogos, ganharíamos aquele jogo, e a história do campeonato poderia ser outra, isso que tem que mudar a atitude do nosso presidente, deixar de ser omisso e peitar essa corja.

    • resumindo sua teoria: não funciona rever lances polêmicos em que TODO mundo verá caso o árbitro persista no erro, porém, ter um presidente que reclama muito de arbitragem traz título?
      ignorando as temporadas excelentes de Jaílson, Moisés, Dudu e Gabriel Jesus – só para citar alguns.
      ok.

  • Outra questão que não podemos deixar passar batido é a tabela do BR18. O campeonato será dividido em períodos pré-copa e pós-copa, onde o pré-copa terá as primeiras 12 rodadas.

    Conhecemos a “fórmula do Guardiola” para campeonatos de pontos corridos e sabemos como estas 12 rodadas serão de extrema importância para o campeonato e quando analisamos os 3 principais candidatos ao título (Palmeiras, Gambás e Flamerda), vemos uma diferença gritante na tabela:

    Tabela do Palmeiras: Botafogo (F), Inter (c), Chape (c), Atlético-PR (F), Gambás (F), Bahia (c), Sport (c), Cruzeiro (F), Bambis (c), Grêmio (F), Ceará (F) e Flamerda (C).
    Análise rápida: Palmeiras enfrentará em 12 rodadas 7 dos outros 11 grandes, sendo 4 deles fora de casa. Além do Atlético-PR no campo sintético.

    Tabela dos Gambás: Fluminense (c), Paraná (F), Atlético-MG (F), Ceará (c), Palmeiras (C), Sport (F), Inter (F), América-MG (C), Flamerda (F), Santos (C), Vitória (C) e Bahia (F).
    Análise: Gambazada enfrentará 6 dos outros 11 grandes, sendo um deles Fluminense em casa. Além disso fará os dois clássicos como mandante.

    Tabela do Flamerda: Vitória (F), América-MG (C), Ceará (F), Inter (C), Chape (F), Vasco (C), Atlético-MG (F), Bahia (C), Gambás (C), Fluminense (F), Paraná (C) e Palmeiras (F).
    Análise: Tirando o fato de os quatro primeiros confrontos deles serem exatamente contra os quatro times que subiram da segunda divisão no ano passado. eles enfrentam 5 times dos outros 11 grandes apenas, sendo 2 clássicos e 2 confrontos diretos pelo título.

    Conrado, você já está preparando um post como aquele de 2016 que falava “estamos sendo roubados e não é nenhum mimimi”? Porque esse ano já tá descarado desde muito antes de começar o campeonato.

  • Até uma criança de 5 anos sabe que é melhor investir 1 milhão no VAR do que perder muito mais com um rebaixamento, uma perda de título, ou de uma vaga na liberta por causa de uma sacanagem dessa gente podre que sopra apito no campeonato BR.
    O que parece é que implicitamente a CBF forçou a barra para que o VAR não fosse aprovado com esse valor absurdo de 1 milhão.

  • 50mil é muito alto para boa parte dos clubes. Com certeza inflacionaram isso pra justificar a roubalheira. Bambi se apequenando. Será que o Palmeiras faz alguma pressão? Somos os mais prejudicados, já saiu até estatística a respeito, sem o roubo não vai dar, pão seven boys, seus orelhudo!

  • Isso do VAR é um absurdo. Foi feito muito lobby nos bastidores pra não ser aaprovado.

    Não é necessário uma estrutura feita pela Nasa, uma televisão já praticamente resolveria; além do que, poderia ser utilizado patrocínios, por exemplo a tv samsung, a comunicação Nextel, etc.

    Isso é rir da cara do torcedor e dos clubes honestos, que podem ter todo trabalho e investimento de MILHÕES jogados fora por um erro (ou má-fé) de um árbitro.

  • Sou totalmente a favor ao arbitro de vídeo, mas a proposta da CBF era de alguém que não queria que isso fosse implantado.
    Os árbitros continuarão sendo usado como escudos para técnicos e dirigentes brasileiros por mais um ano.

  • A como eu quero que esses clubes que votaram contra o VAR sejam os maiores prejudicados, quem sabe assim eles reflitam melhor sobre o erro que cometeram ao darem a “Horta para o cabrito vigiar” .

  • Assisti a entrevista de alguns presidentes de clubes hoje, e posso dizer que a reunião foi uma zona, com a cbf fazendo de tudo para oferecer um produto nada atraente.
    O duro é ver time pequeno sendo contra o VAR, sendo que são eles os maiores prejudicados pela arbitragem.

  • Um dos fatores decisivos que marcaram a grande virada do futebol inglês nos últimos 20 anos foi justamente o cuidado com o gramado.

    Antes disso, batia-se o tiro de meta para a área do adversário torcendo para a bola parar na lama bem na frente do atacante.

    Hoje vemos gramados absolutamente perfeitos em um país onde o clima é miseravelmente ruim 365 dias por ano.

    Me parece que eles não tem o hábito de promover shows com frequência em seus estádios. Alguém sabe responder isso?

    Mesmo assim, existe tecnologia mais avançada do que usamos aqui para manter o gramado em ordem mesmo com pouco (ou nenhum) sol, como colunas de lâmpadas amarelas de alta potência que simulam o próprio sol.

    Acho que a decisão com relação à grama sintética é tipicamente brasileira: preguiçosa, conveniente, traz vantagem econômica em prejuízo da qualidade do espetáculo e nunca são apresentadas as legítimas razões técnicas para a tomada de decisão.

  • o fato é que quem votou contra não vai poder reclamar quando jogar em Itaquera e tomar gol de mão ou sofrer gol irregular com 2 metros de impedimento, se o argumento dos que votaram contra foi o alto custo isso não cola pq a Chape votou a favor e ta longe de ser um clube com grande poder aquisitivo, pelo contrario depois da tragedia monto um catadão e heroicamente beliscou uma vaga na pré libertadores, ta certo que vai ser eliminada mais ai ja são outros quinhentos , quero ver quando o bambi jogar em itaquera e for operado com zagueiro gamba tirando a bola com a mão dentro da area e o juiz não dar penalti oq eles vão falar

  • Alguma dúvida que os cu rinti anus não iam querer arbitragem de vídeo? Enquanto Darronco, Heber, Jailson e cia puderem apitar sem intervenção, tá tudo ótimo para eles

  • Em relação ao gramado, apesar de ter minhas ressalvas tb., acredito que é uma boa saída para times que não tem um gramado em boas condições de jogo. Imagina o Palmeiras com o seu elenco caríssimo jogando pelo interior de SP (ou do Brasil) e perdendo jogadores por lesão, exclusivamente por causa de condição do gramado… não dá. Acredito que teria que haver uma padronização em relação à iluminação e condições de campo para todos os times até a Série D, e em estaduais até a segunda divisão. E a CBF teria a obrigação de ajudar os clubes a manter esta padronização.

    Em relação aos mandos de jogo, sabemos que isso sempre acontecerá pelo motivo dos elefantes brancos da Copa que passou. Este é o legado, se assim podemos dizer…

    Em relação ao VAR, mais uma questão que a CBF teria obrigação de custear, pois pelo tanto que arrecada, 20 milhões seria menos que um cafezinho para os seus cofres… e o Gambá votar contra, não é novidade nenhuma…

    • O times pequenos do Brasil não tem dinheiro pra isso, a maioria não tem estádio e joga em estádios municipais, acho utópica uma padronização pra todas as séries.

      • Entendo seu ponto de vista, Vitor. Entretanto, se a CBF servisse para algo mais nesse país que não fosse tão somente roubar os clubes, investiria em uma padronização e auxílio aos clubes menores. Seria uma maneira de investimento de patrimônio, atração de público, etc… Porém, sabemos que a entidade age de maneira predatória.

        Me dói o coração quando eu vejo aqueles jogos da 12ª divisão inglesa, e vejo que os estádios de bairro lá são melhores que o Canindé, e 98% dos estádios do interior paulista, por exemplo. Temos tanto potencial e não temos quem o explore de maneira sadia e rentável a todos. Paciência.

  • Discordo apenas da questão do gramado sintético. A posição dos jogadores deve ser a mais importante neste caso e, pelo que tenho lido, não é assim um consenso de que seja tão vantajoso para o time da casa. O fato de o Palmeiras manter um gramado natural não quer dizer que é a melhor decisão.
    Aliás, até gostaria de saber mais sobre a prática no mundo.

    • Tanto é que o próprio Palmeiras e a WTorre estudam há um tempo o uso de gramado sintético por conta dos shows. Li em algum veículo, inclusive, que depois da reunião dirigentes nossos entraram em contato com gente do atlético pr para conversar a respeito disso.

      • É isso mesmo. Isso está sendo analisado. A questão é que tem muito preconceito tb. As características de aderência, quique da bola e outras são normatizadas e podem ser aferidas. A fifa estabeleceu normas para que os gramados sintéticos se comportem iguais aos naturais. A falta de adaptação é a mesma com um gramado molhado ou com grama muito alta. Ser sintético não é o problema, o problema é mi mi mi.

        • Eu acho que é um pouco de preconceito com a modernidade também, como aconteceu quando começaram a substituir as redes tipo véu por essas mais esticadas. Não sei como é para os jogadores, mas pela TV confesso que nunca reparei numa dinâmica muito diferente nos jogos na arena da baixada. Diferente do que acontece com as partidas na altitude, por exemplo.

    • Concordo! Se a FIFA permite e regulamenta o uso da grama sintética, não tem o porque do veto. Restante das decisões, mando de campo e VAR foi realmente uma pena.

    • Agradeço em primeiro lugar as informações trazidas pelos nobres palestrinos. Entendo que esta seja a única questão estritamente técnica no conjunto que foi analisado pela CBF. Se for melhor para quem está lá e para nós, com um espetáculo de mais qualidade, o sintético deve ser incentivado. Sem mimimi.

      A do mando de campo eu acho que deveria ser restrita ao número de vezes. Não sei um número ideal (1-2/10?), mas eu acho certo que um time possa jogar em outro lugar para se conectar com o seu público fora da cidade. Apenas não pode virar festa. A palhaçada fica visível quando fica permitido apenas fora do Estado. Isso foi feito sob medida pro Flamerda. Ou seja, se o Palmeiras quiser jogar uma vez em Prudente, Marília ou qualquer outro lugar, não pode fazer.

      A do VAR é meio óbvio. Como vão controlar o resultado se não podem contar com a “falha humana”, né?

    • Concordo. E acredito que o Atlético PR vem na vanguarda de algo que tende a ser a solução para essas arenas multi uso mais modernas, como o Allianz Parque… A questão fundamental nisso é aceitação de quem entra em campo e se haverá algum reflexo à longo prazo no desgaste das articulações dos atletas, creio eu, embora por aqui digam que o amortecimento e a qualidade desta grama utilizada pelo CAP é praticamente a mesma de um gramado natural.

    • Amigo, acho que o esquema do gramado sintético tem muito a ver também com o vanguardismo do futebol.
      As arenas novas foram muito criticadas por ter cadeira pra todo mundo: “As pessoas vão ver o jogo sentadas, isso é um absurdo! Torcedor de verdade fica de pé o jogo todo e no intervalo senta no concreto”.
      Nossa arena também foi criticada por conta do telão: “As pessoas ficam fazendo festa pra aparecer no telão e esquecem de torcer. Esses torcedores modinhas tirando suas selfies são uma afronta”.
      Teve gente defendendo que o telão passar replay de lance era absurdo: “Quer ver televisão, fica em casa”, “Vai colocar o torcedor contra o árbitro”.
      Nossa torcida foi também duramente criticada por aplaudir público e renda. Hoje, é consenso que nosso público e renda é um dos principais motivos para estarmos onde estamos. Será que era tão absurdo assim ficar feliz com estádio cheio e dinheiro no bolso do clube?
      A camisa “marca texto” era uma afronta à tradição, toda camisa do Palmeiras deveria ser verde, ou branca. E olha como foi campeã de vendas na sua época.
      E assim é, sempre que surge uma novidade o pessoal bate o pé e reclama. Não é diferente com a grama sintética, e não é diferente com o árbitro de vídeo, que para muitas pessoas pode acabar com o dinamismo do jogo, e sabe-se lá mais quantos defeitos que encontram.
      Não vou me admirar se daqui uns anos for obrigatório o gramado sintético, seja para manter a padronização, ou também por ficar comprovado que o desgaste às articulações na verdade é até menor…. Vamos aguardar pra ver isso no futuro.

  • Venda de mando de jogo e gramado fora do padrão, sem dúvida, acabam desequilibrando a competição. Permissão claramente para beneficiar Cheirinho e Atlético Paranaense.

    Muito mal conduzido a implementação do VAR pela CBF. Claramente com a intenção para que não fosse implementado.
    O primeiro ponto é que a CBF deveria arcar com todo o custo do VAR. Caso não conseguisse arcar com estes custos, aí sim deveria tentar ratear parte destes custos com os afiliados.
    O segundo ponto seria o valor super faturado, 20 milhões. e o terceiro ponto seria forma de dividir os custos entre os clubes. A divisão deveria ser proporcional pelo que cada clube recebe de direitos de TV.
    Quanto a eficácia e justiça do VAR, ainda tenho dúvidas que seria a solução, pois muitos lances são interpretativos e a dúvida permaneceria mesmo com ele.
    Fora as situações em que o mesmo seria solicitado ou não para a consulta, dependendo do clube envolvido.
    Na semifinal do ano passado da Libertadores, o River foi claramente prejudicado pelo árbitro ter solicitado VAR para algumas situações e para outras não…

    • A CBF também poderia colocar um anunciante que mostrasse sua propaganda toda vez que o VAR fosse utilizado. Esse anunciante pagaria pela implementação do VAR, tirando esse peso de cima dos clubes. Ficou claro que a CBF é contra a utilização do VAR. Infelizmente.

    • Tu si enganar, lance duvidoso a partida e parada, o VAR checa o lance pelo replay e a decisão certa é tomada. O VAR é um sucesso até agora e será na copa resta saber se não vai ter corruptos aqui na CBF mas aí será polêmico e o VAR não pode falhar.
      Na libertadores ainda tem influência negativa ala ubaldo aquino e o VAR era um teste que deve ser melhorada.

      • Fernando a tecnologia é maravilhosa e perfeita, sem dúvida. O grande problema são os homens que irão operar.
        Se não existir regras e critérios claros e homens justos, o VAR poderá sim ser manipulado.
        Você utilizar o VAR em um lance polêmico e em outro não, continuará interferindo no resultado das partidas…

        • Eu penso da mesma forma: o tomador da decisão que será o agente fundamental pra que o VAR possa de fato contribuir para o futebol.

  • Será que os vacaínos vão reclamar de novo quando levarem um gol de dos gambás????? Pagaram caro no Rildo e não tem dinheiro para o VAR…

    • É justamente pelo que disse a respeito do Rildo que a desculpa dos times com relação ao custo, pra mim, não cola! Acredito que com exceção, talvez, dos clubes recém promovidos, todos os demais tem em seus elencos cabeças de bagre que ganham cerca de 150 mil/mês e pouco jogam. Muito mais interessante investir esse valor em um sistema que vai dificultar que seu clube seja roubado do que em um atleta que o treinador só vai usar por falta de opção mesmo.

  • Ao ler o post todo, a coisa mais amarga é, ao estimar qual vá ser a postura de nossa direção, já vir a FORTE impressão que nada de efetivo será feito, nosso cube continuará a reboque das decisões mais relevantes e arcando com prejuízos intermináveis nas questões de arbitragens, tribunais e similares.