O Palmeiras, a análise seletiva da imprensa e a luta contra o amadorismo

Há pouco mais de quatro anos, o Palmeiras estava numa situação desesperadora. Rebaixados para a segunda divisão com algumas rodadas de antecedência, víamos nosso então presidente desfilar de sunga pelas areias do Leblon pouco antes de embarcar para a Argentina, onde, em seu último ato no cargo, contrataria Riquelme para reforçar o time que disputaria a Série B – deixou tudo apalavrado.

Paulo Nobre assumiu a presidência em janeiro e rapidamente desfez o negócio. Depois de analisar a situação financeira, só não conseguiu desfazer a contratação de Fernando Prass porque já estava tudo assinado – R$300 mil por mês para um goleiro era um valor fora da realidade para o Palmeiras daquela época.

A contratação de Prass foi apenas mais um exemplo que no futebol, às vezes, fazer tudo errado pode dar certo. Com receitas futuras adiantadas e já comprometidas; o precipício financeiro tinha data para chegar: em abril de 2013 o Palmeiras não teria dinheiro para pagar sequer a conta da luz. A imprensa criticava, com razão, o amadorismo e a desorganização de nossa diretoria.

Reconstrução

Allianz ParqueA nova equipe então bolou um plano de reconstrução financeira emergencial, apoiado no poder econômico pessoal de Paulo Nobre. Era isso ou fechar as portas e refundar o clube com um novo nome e nova razão social – frase literal proferida numa das reuniões de diretoria naquele período. O novo clube teria que disputar a Série B1 do Paulista e tentar a classificação para a Série D do Brasileiro, para subir ano a ano até voltar à Série A.

O plano para oxigenar as finanças foi colocado em prática funcionou, mas não impediu que o clube, ainda semiamador na gestão do futebol, levasse mais um enorme susto no final de 2014. Desta vez, o acaso nos ajudou e a tragédia não se consumou. Com o fôlego renovado, o clube partiu então para uma nova fase: o Allianz Parque surgiu, o Avanti decolou; e logo depois surgiu o forte patrocínio da Crefisa. Foram sucessivos incrementos no orçamento que possibilitaram ao Palmeiras profissionalizar de vez o departamento de futebol e estamos desfrutando do resultado desde então. Desde 2015, o Palmeiras vem montando times mais fortes ano a ano.

Histórico

O futebol brasileiro já viu o predomínio de vários clubes nas últimas décadas. E desde que o futebol se profissionalizou, em 1933, inevitavelmente, o sucesso esportivo caminha lado a lado com o sucesso financeiro – um é consequência do outro, num círculo virtuoso, até que algum dirigente amador chega e mata a galinha dos ovos de ouro.

A partir da década de 90 o futebol mundial deu um salto de qualidade e deixou de ser apenas esporte. Bilhões de dólares foram despejados nos cofres dos times ao redor do planeta, resultado de uma convergência de fatores econômicos cuja locomotiva foi a televisão. Mais do que nunca, o dinheiro passou a ser o diferencial entre um time protagonista e um figurante.

O Palmeiras já esteve na situação de ser o clube dominante entre 1993 e 2000, durante a cogestão da Parmalat. Outros times tiveram seus momentos de predominância, e todos colheram os resultados financeiros do sucesso em campo, reinvestindo e estendendo seus domínios. O dinheiro e as taças andam lado a lado. Um bom orçamento não garante todas as conquistas, mas se um sistema vencedor for mantido e aprimorado, as conquistas continuarão vindo, inevitavelmente.

Os clubes e suas galinhas

Kia JoorabchianTodas as grandes camisas do futebol brasileiro tiveram suas galinhas dos ovos de ouro. O Botafogo, e até o Bangu, foram sustentados por cartolas envolvidos com jogo do bicho. O Flamengo, por anos, teve o aporte da Petrobrás, além de desfrutar de uma fatia imensamente superior à do resto dos clubes vinda dos direitos de televisão. Depois de tentar sem sucesso roubar o estádio dos outros, o SPFC construiu o Morumbi com recursos de origem duvidosa e por décadas teve a receita do aluguel do estádio, para shows e para todos os clássicos, e até para jogos dos rivais contra clubes menores.

O Santos, por anos, foi sustentado com o dinheiro do dono de uma rede de faculdades local, que se tornou presidente do clube. O Galo surfa no dinheiro de um torcedor-banqueiro, que financiou a montagem de um time que chegou à conquista da Libertadores. O Fluminense, por muitos anos, foi uma espécie de Unimed FC.

O Cruzeiro só se consolidou como time de expressão nacional depois que a família Perrella o controlou, durante anos; seu patriarca tem braços em várias atividades – de origem na pecuária, foi presidente da FIEMG, faz transportes por helicóptero e é senador. O Grêmio (que junto com o Inter recebe aquela mesadinha esperta de um banco estatal gaúcho) e, mais uma vez, o Flamengo, foram pontas de operação de uma empresa suspeita, a ISL, parceira comercial da FIFA.

O SCCP é um caso à parte, já fez de tudo: teve presidente que misturava o dinheiro do bolso com o do clube (Vicente Matheus); já teve patrocínio de torcedor (Kalunga); já ganhou (e ganha) muito mais dinheiro do que os outros times da TV, já teve grana de empresas suspeitas, por mais de uma vez (Banco Excel, HMTF, MSI).

E quase todo mundo tira uma casquinha da Caixa Econômica Federal.

Análise seletiva

Mauro Cezar
Reprodução

A mesma imprensa que criticava o Palmeiras a desorganização quatro anos atrás, agora critica pelo sucesso. Não há registros da imprensa falando em doping financeiro, em mecenato, ou em qualquer outro termo depreciativo aplicado a nenhum dos times mencionados no histórico acima. Mas todos se lembram do “esquema Parmalat”, expressão carregada de veneno cunhada pela imprensa, inconformada com o predomínio do Palmeiras quando teve a multinacional italiana como parceira.

O Palmeiras tem novamente o elenco mais encorpado do futebol brasileiro e é o principal favorito para vencer os campeonatos que disputa. E nunca se relacionou tanto quanto agora os domínios que cada time já exerceu no futebol com o dinheiro que o clube angariou para se chegar a esse domínio. Nunca se ouviu tanto a ponderação “…diante do volume de recursos investido” para se comentar o desempenho de um clube em campo, quanto nos dias de hoje. Antes, time campeão era time campeão. Falava-se sobre os jogadores, sobre o técnico, sobre o jogo. Dinheiro era só um detalhe.

A imprensa esportiva no Brasil, em regra geral, é incapaz de analisar um jogo de futebol. Agora metem-se a ponderar o jogo com análise financeira, com altas pitadas de clubismo. O resultado são essas baboseiras despejadas nos sofás e mesas dos intermináveis programas de debate. Não importa o quanto os outros clubes que dominaram o futebol brasileiro nas últimas décadas tiveram de auxílio financeiro, legítimo ou não: a análise é seletiva; só o domínio do Palmeiras é ponderado e muitas vezes depreciado pelo poderio econômico, como se fosse imoral ser bem-sucedido financeiramente.

O Palmeiras contra o amadorismo

Mustafá Contursi
Keiny Andrade/Folhapress

Futebol se tornou profissional em 1933. Desde então, o dinheiro anda junto do sucesso esportivo. Quando o Palmeiras não esteve atolado na incompetência de seus dirigentes, algo que só passou a acontecer desde que Mustafá Contursi construiu sua ascensão política em meados da década de 70, teve sucesso nas duas frentes.

O Palmeiras tem que se preocupar em não deixar que o anacronismo prevaleça e destrua tudo o que foi construído nos últimos anos. Todos os clubes brasileiros tiveram chances de estabelecer um domínio longo, mas fracassaram exatamente pelo amadorismo das instituições, incapazes de se proteger da vaidade de sócios influentes e de interesses pessoais. Se o Palmeiras aproveitar a chance e solidificar o sistema, estabelecerá um domínio por longos anos e, por cansaço, calará a imprensa, que se renderá quanto às críticas ao modelo financeiro e passará a cobrar seus clubes favoritos para que façam o mesmo.

Enquanto isso não acontece, teremos mais alguns anos de mecenato pra cá, Crefisa pra lá, e silêncio quanto a sócio torcedor e bilheteria. Um dia o palmeirense vai se acostumar com esse tratamento da imprensa – ou então vai apoiar mais a mídia alternativa palmeirense. O Verdazzo segue fazendo seu trabalho diariamente.

Está nas mãos da atual diretoria manter o atual poderio, apoiado no profissionalismo, sem deixar que pressões políticas ponham tudo a perder. As receitas estão equilibradas, o fluxo está sob controle, e há profissionais cuidando para que tudo se mantenha. Não haverá desculpas se este sistema ruir.


O Verdazzo é patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Aqui, o link para se tornar um padrinho do site: https://www.padrim.com.br/verdazzo. Já somos mais de 200!

  • Meu Deus não sabia desta questão de mudar de nome e iniciar do zero, doeu até o coração quando li, rapaz que ponto levaram o Palmeiras naquela época, vida longa ao Nobre então.

  • Pessoal a ESPN é rídicula a Disney deveria prestar mais atenção a esse braço deles e limpar aquele bando de amador que acham que sabem de tudo. Esse Flamenguista despeitado que fica falando do Palmeiras não passa de um recalcado, não vale a pena nem escutar o que ele diz. A diretoria do Palmeiras deveria proibir seus profissionais de frequentarem os programas dessa emissora.

  • O dia em que os palmeirenses deixarem de acompanhar essa imprensa marrom e dar o devido valor a mídia palestrina feita por quem gosta do que faz e que não está preocupado com RGT e outros iguais, essas notíciazinhas vão perder seu (baixo) valor.

  • “O novo clube teria que disputar a Série B1 do Paulista e tentar a classificação para a Série D do Brasileiro, para subir ano a ano até voltar à Série A.”

    Fico muito surpreso por ter lido esta frase, não tinha, até agora, noção da real dimensão que as coisas tinham chegado em 2013. E pensar que o B1 apalavrou (pelo menos de acordo com a mídia da época) um salário de R$ 500 mil mensais com o Riquelme.

  • Penso que temos oportunidade rara de implementar profissionalismo do tipo europeu! Expurgar os sangue-sugas (do conselho) que muito mais atrapalham do que ajudam, organizar desde o fraldinha os times de base com a mesma filosofia até o profissional impedindo manipulação e influencia dos empresários sobre os garotos e realmente dando oportunidades para sequencia de carreira.
    Quais foram os garotos da base que vingaram MESMO se não Gabriel Jesus???
    O pres. Nobre comeu o pão que diabo amassou no primeiro mandato e já no segundo colocou o clube nos eixos e não podemos em hipótese nenhuma (o pres. MG) deixar descarrilhar NOVAMENTE. A nossa parte fazemos como torcedores e os números mostram e comprovam. O Verdão sempre foi pioneiro e não podemos perder esse espírito. Avanti VERDÃO!!!

  • A continuar com a gestão inteligente e profissional, o Palmeiras tem td para se perpetuar como maior clube do país e da america do sul, hj todos querem vir para o Verdão.
    Quanto a imprensa clubista, eles propios não percebem o mal que estão fazendo ao futebol, pois com o Palmeiras forte, ou os outros correm atrás e copiam o nosso modelo vitorioso, ou vou passar ano após ano só no cheirinho e chororô!

  • Precisamos que o Paulo Nobre não suma! O Galliote tem que ter muito jogo de cintura pra deixar o time, a Crefisa e os conselheiros aliados do Mustafá insatisfeitos, ficaria muito mais fácil mantendo alguém que tem a aprovação geral por perto.

  • “O Cruzeiro só se consolidou como time de expressão nacional depois que a família Perrella o controlou, durante anos; seu patriarca tem braços em várias atividades – de origem na pecuária, foi presidente da FIEMG, faz transportes por helicóptero e é senador.”

    Faz transportes por helicóptero – sabemos do que, hahaha

  • Ouso dizer que se o Gabriel não tivesse se machucado em 2015 teríamos ganhado o brasileiro e em 2016 a libertadores e o mundial. Gabriel Jesus deitando no Real Madrid….

  • Conrado você é sócio ou conselheiro? Para solidificar a estrutura do Palmeiras eu não vejo outra solução que não seja um estatuto moderno e que resguarde o clube de péssimas administrações e separando o time do clube social que é um atraso. Os sócios e conselheiros precisam se juntar pra viabilizar o estatuto!

    E como você falou no texto, realmente é espantoso que depois da entrada do Mustafá ao clube em 1970, o clube só entrou em declínio e o mais inacreditável é como ele conseguiu fazer carreira’ dentro do clube e ainda tem força até hoje, que mal esse senhor fez ao nosso clube e ainda continua fazendo!

  • Se houvesse um mínimo de profissionalismo na era pós Parmalat teríamos nadado de braçada nestes últimos 17 anos.

    Mas o que assombra de morte os rivais é que, mesmo descendo às profundezas do inferno – de onde pensavam que nunca mais retornaríamos – com dois rebaixamentos e crises sem fim, fomos capazes de nos levantar novamente COM AS PRÓPRIAS PERNAS e aterrorizar a todos com a grandeza do clube, da arena, do time dentro de campo e com a fantástica torcida sempre presente – e não um bando de “simpatizantes” tanga frouxa.

    Agora me digam: isso não é um clube que nasceu para ser campeão?

    • A Caixa Econômica Federal é uma Empresa Estatal, tendo, portanto, 100% de seu capital advindo de receita pública, o que o diferencia do Banco do Brasil, que é uma sociedade de economia mista, em que é possível a participação de particulares. Por essa razão é que não poderia, repito, não poderia patrocinar clubes de futebol ou qualquer outro tipo de merchandising. Ocorre que por se tratar de um banco, ainda que 100% público, é, ainda sim, um banco, e, por isso, necessita competir com os demais bancos (o que é uma balela, pois não precisa) para a captação de clientes, e, consequentemente, recursos…

  • Este post de hoje vem na sequência daquele, há uns dias, sobre vazamentos de notícias.

    Aquele opinava contra os vazamentos e veiculava o respectivo ato formal do Grupo Fanfulla: cobrar do presidente B…, digo M Galiotte, o fim dos vazamentos de notícias.

    Além de corretamente expor o viés com que nosso clube é discriminado pelos “jornaleiros”, este de hoje reafirma os benefícios incontestáveis da PROFISSIONALIZAÇÃO e aponta o risco de retrocesso colocado pela latência de abandono da mesma.

    A conexão dos dois textos me sugere que seja tênue a sustentabilidade do modelo atual.

    Que o presidente B…, digo M Galiotte, supere os obstáculos, desfaça a desconfiança que o cerca e proteja o PALMEIRAS dessa malignidade que insiste em o assolar.

    #CoragemPresidente

  • O SPFC tentou roubar o estádio dos outros mais de uma vez , e em um caso teve sucesso : segundo consta , “adquiriu” (alguns dizem que foi uma compra , outros dizem que foi confisco mesmo) o estádio do Canindé de um clube alemão (Deutsch Sportive) e o vendeu à Portuguesa , na época da construção do Morumbi .

  • Na verdade quando se trata dos gambás e urubus, eu logo penso “tem maracutaia no meio”. Mas a imprensa clubista sempre os protege pq de fato tbm contribuem com as “maracutaias”, futebol se tornou esta nojeira pq a politica ainda reina dentro dos times, cabe ao Palmeiras seguir o caminho da honra e continuar colhendo os frutos do que foi plantado em terra boa e seguir o planejamento de gastar menos do que arrecada sanando as dividas para beber água limpa sempre.

  • O erro do MG foi quando rompeu com o PN e ficou do lado da Patrocinadora.. Agora está na mão do Sapo Boi e da “Repórter de Instagram”..

    Se estivesse do lado do PN, teria suporte financeiro, caso algo desse errado, como mais um xilique da Patrocinadora.. lembram que ela atrasou alguns meses de repasse porque ficou de mal com o presidente?

    Agora está sozinho no meio das cobras, não tem força política e financeira pra aguentar a pressão.. Já são comentadas algumas “estranhas” demissões de profissionais já experimentados.

    Espero que ele consiga conter o ímpeto do Sapo Boi sem nos custar a estrutura que mantém tudo progredindo!

  • O problema do Palmeiras é que suas ascensões nunca são fruto de maracutaia, na era Parmalat foi novidade, na era Crefisa é o único time que tem patrocínio não estatal e que surfa na onda do nosso sucesso. Nossa Arena, sem dinheiro público, conseguiu naming rights de forma natural, é linda, bem localizada e rende milhões ao clube. Sejamos sinceros: se você não fosse palmeirense, não estaria também se roendo de inveja?

    • Uma reflexão: se tivesse aparecido alguém com boa mentalidade na época da Parmalat, e criado uma base mais sólida, será que teríamos passado tanto perrengue depois que a parceira saiu?

  • Quando outros clubes obtiveram relativo sucesso a impressa foi só elogios… O SCCP era forte por ser o time do povo e era alavancado por seus torcedores… O SPFC era o time da modernidade o soberano administrador esportivo… Etc… Agora, o que se esperava era que, chegando a nossa vez, a imprensa fosse igualmente na onda do sucesso da SEP… Mas não é assim! Por que não pode ser assim?

    • Porque temos poucos jornalistas Palmeirenses na imprensa. E os que são, são profissionais que fazem questão de se manter imparciais e muitas vezes tem receio de elogiarem. Mesmo o Palmeiras tendo méritos.

      Quanto aos outros jornalistas que não torcem para o Palmeiras, é um conjunto de sentimentos ruins que eles sentem pelo nosso clube, infelizmente…

  • sobre a imprensa parcial, recomendo seguirem a página do facebook Caneta Desgambatizadora! é muito boa!

  • Obrigado deuses do futebol por terem colocado Paulo Nobre no nosso caminho e permitido que ele nos saltasse da queda livre.

    Brincadeiras a parte, precisamos de gente com o perfil dele no comando do clube. Palmeiras em primeiro lugar sempre!!

  • Queria ter a oportunidade de falar com esses jornalistas:

    1) criticar o aporte da Crefisa é fácil, quero ver criticar o patrocinador do canal de TV deles, do site, do jornal.. Quero ver conseguir se manter com a mesma estrutura que cada um tem, sem ter anunciante. É puro clubismo!

    2) a Época fez uma análise sobre a fatia financeira de todos os clubes. A torcida do Palmeiras representa 29% do faturamento! 29%! O sccp, 6% (piada!), fla tem seus 10% e pouco, etc. Onde estão as massas das torcidas desses clubes? Mais uma falácia que todo mundo abraça.

    3) Pergunte ao seu amigo rival qual patrocinador ele lembra da década de 90, do sccp, do Grêmio, do Inter, do Botafogo, Santos, etc, etc. Poucos vão lembrar. Pergunte do Palmeiras! Todo mundo lembra. A Parmalat saiu do Palmeiras há 16 anos e ainda assim é notícia na mídia, na roda de amigos, no bar. Sempre! A Crefisa não é trouxa e está fazendo a mesma receita: aporte financeiro alto + títulos = awareness da marca.

    4) Se ainda assim seu amigo rival te encher o saco, fala pra ele mandar um e-mail ao clube dele solicitando que retirem os patrocinadores, já que eles podem se sustentar sozinho. Essa é infalível!

    • Tomara que a Crefisa tenha igual ou até mais sucesso do que a Parmalat, até o momento estamos no caminho! AVANTI!!!

  • Quanto mais criticam , mas o nome do Verdão e do patrocinador aparece e mais dinheiro entra! Que outro patrocinador tem tanta exposição quanto o nosso! Obrigado trouxas da imprensa!!!

    • exatamente. parece que eles não se dão conta o tanto de vezes que espontateamente expõem a marca Crefisa, muito mais do que a mesma seria nas aparições convencionais de jogos, tapes etc. Só isso já compensa eventuais sobre-valorizações que a empresa possa estar acomodando nos pagamentos que faz ao clube.

  • Perfeito artigo! Muito bom! Não assisto absolutamente nada dessa imprensa medíocre, me dá ânsia de vômito! AVANTI! Rumo ao bi da liberta!

  • “por cansaço, calará a imprensa, que se renderá quanto às críticas ao modelo financeiro e passará a cobrar seus clubes favoritos para que façam o mesmo.” É isso! E vendo de um certo angulo, quanto mais eles criticam, mais eles demoram para cobrar profissionalismo de seus clubes, e mais nós iremos papar os títulos… então critica imprensa, critica, enquanto a gente só se engrandece!

  • Conrado, com a “roda girando sozinha”, como diria nosso ex-presidente, penso que não seria mais necessário que um candidato a presidente tenha que ser um milionário, como nos exemplos que você citou acima.
    Então é uma situação propícia para que surjam dirigentes de uma nova geração com conhecimentos de gestão profissional que poderiam manter essa roda financeira sem maiores problemas.
    Pelo que você conhece do Palmeiras, estamos longe disso acontecer? Ou seja, existe a possibilidade de já nas próximas eleições termos como presidente um “jovem promissor”?

  • Enquanto isso Itakera um processo atrás do outro por dividas financeiras, mas a BAITA IMPRENSA DIGASSE DE PASSAGEM não diz nada..

  • Enquanto isso, nós vemos “palmeirense” falando que perdeu o tesão de torcer pelo Palmeiras por uma comparação esdrúxula entre Crefisa e Abramovich. Algo que, supostamente, travestiria o Palmeiras de Chelsea.
    Eu não sei o que é pior, ouvir a imprensa falar besteira ou palmeirense acreditar e corroborar.

    • Gabriel Pedro você tocou em um ponto muito importante, sem dúvidas ouvir os próprios Palmeirenses acreditando nesta mídia e usando os mesmos argumentos pra desmerecer o sucesso do Palmeiras, é ainda pior do que ouvir os invejosos dos gamba jornaleiros.

    • Vamos pensar:
      1. Gestão profissional;
      2. Estádio lotado e moderno;
      3. Sócio torcedor líder do pais

      É OBVIO QUE UM GRANDE PATROCÍNIO VAI VIR… E se sair a Crefisa, com certeza será fechado um outro grande contrato no futuro.

  • A imprensa esportiva é tosca, ponto.
    Porém eu não vejo tanto essa “perseguição”, porque da mesma forma que só vivem falando do alto investimento, também vivem falando que hoje o Palmeiras é o time que todo jogador quer jogar e que o Palmeiras é favorito a todos os campeonatos que disputam.

    Agora, eu acho que não dá pra aliviar na cobrança mesmo. Tudo bem que hoje o futebol é muito físico, tático, 11 contra 11. Mas o Palmeiras hoje poderia ser muito mais eficiente, sem contar que hoje somos o time que inflaciona o mercado.

    Então, no meu entendimento, o Palmeiras tem a obrigação sim de se impor em campo, porque fora dele hoje estamos sobrando.

  • Acho uma grande pena que os textos do Conrado, principalmente este, não sejam lidos por TODA a torcida do Palmeiras. A despeito do grande alcance do Verdazzo, é uma parte ínfima da torcida que tem acesso a estes textos sempre esclarecedores. Na boa, o Palmeiras devia publica-los em seu site oficial.

    • Isso me deu uma ideia. O Verdazzo poderia promover a ideia de viralizar o site, de maneira que todos que leem compartilhassem com seus amigos palmeirenses, e não palmeirenses. Vou fazer isso agora.

      • Acho legal a ideia de compartilhar com outros palmeirenses, mas com os não palmeirenses é bobagem, o clubismo cega as pessoas, teria até um efeito contrário.

    • Pois é, e o pior é que tem milhares de palmeirenses que preferem se informar pelas bobagens postadas pelos “palmeiras mil grau” nas redes sociais da vida.

    • Particularmente, uma pena mesmo é o próprio Palmeiras ainda não ter se unido com os blogueiros alviverdes. Deve ter muita coisa nas entrelinhas pra impedir esse tipo de coisa, só pode…

  • Eu posso ser extremista demais, mas (que Deus me perdoe a partir de agora) acredito que a paz só reinará na política Palmeirense o dia que o câncer Mustafá deixar este mundo para queimar no inferno. Enquanto essa desgraça existir dentro do Palmeiras, nunca poderemos alcançar 100%.

      • Eu há anos jurei que o dia que o Sapo boi fosse afastado definitivamente do Palmeiras compraria imediatamente uma caixa de rojão com o máximo de tiros possível e queimava ela toda dando pulos e gargalhadas.

        Infelizmente só vejo duas formas realistas: MORTE, ou acabar envolvido em alguma investigação da vida e parar no xilindró, pois tenho quase certeza que tá envolvido em maracutaias.

        Mas pra não atrair Karma ruim, ao invés de torcer por um desses desfechos, torço pra que ele receba a maior benção do mundo que o leve a morar no Tibete, ou Turcomenistão, ou quem sabe seja escolhido pra ser um dos primeiros ser humanos a habitar Marte, com todas as regalias possíveis…kkkkkkkkkk

    • Morre um já tem outro pronto pra continuar o infeliz legado, é igual quando a policia finaliza um traficante, sempre tem outro pra assumir a boca.

  • E depois dizem que Palmeirense tem “síndrome de perseguido”. Os fatos mostram que nós incomodamos, e vamos continuar incomodando, e a imprensa de maneira geral gosta de bater na gente. Nossa torcida precisa ficar a favor do time e aprender a ignorar 95% do que vem da imprensa comum. Única coisa útil são as informações dos setoristas, e olhe lá.

    • A imprensa bater na gente só fortalece a Mídia Palestrina, acredito que em alguns anos poderemos assistir aos jogos com narração parcial e comentaristas assumidamente palmeirenses. Seria um grande passo!

    • Sobre os jogadores, as vezes é bom que nem saibam mesmo, pois podem ficar desanimados com a sujeira desta imprensa, e perder em rendimento em campo, o melhor pra eles é se afastar de tudo isso, cabe a nós torcedores não ir na onda desta mídia e ainda bater de frente com eles.