Piquerez diz que Chelsea é o favorito para a final, mas adverte: “temos nossas armas”

Piquerez concede entrevista coletiva pelo Palmeiras, em Abu Dhabi-EAU.
Fabio Menotti

Provável titular no sábado, Piquerez espera por nova festa dos torcedores palmeirenses no estádio

Nesta quinta-feira, antes do Palmeiras realizar mais um treino em Abu Dhabi, o lateral-esquerdo Joaquín Piquerez foi o escolhido para conceder entrevista, no hotel em que o Palmeiras está hospedado, e falou bastante sobre o adversário do Verdão na final do Mundial de Clubes, o Chelsea.

Questionado sobre as diferenças técnicas entre as duas equipes, Piquerez evitou a comparação, chegou a dizer que vê os ingleses como favoritos, mas avisou que o Palmeiras também tem suas ‘armas’.

“Difícil falar em diferença técnica. O Chelsea tem ótimos jogadores, de seleção. Economicamente eles são fortes também. Eles chegam como os favoritos, mas nós também temos nossas armas, temos jogadores que são peças fundamentais. O que precisamos é jogar bem os 90 minutos para ganhar o título”, disse o jogador, que também detalhou sobre as principais características do adversário.

“Ontem nós assistimos juntos a partida, foi muito disputada, bem jogada. Creio que o Chelsea chega à final com méritos. Eles são uma equipe grande, conhecida mundialmente. Jogam na Premier League, que para mim é o campeonato mais forte e competitivo do mundo. Também assisti bastante à Champions League da temporada passada. Eles atuam com três zagueiros, similar com o que jogamos. Os pontas são rápidos e tem um centroavante muito forte. Temos que estudar e trabalhar seus pontos fortes”, comentou.

Ao falar sobre o atacante belga Lukaku, o lateral confessou que será um oponente complicado, mas mostrou confiança nos zagueiros palmeirenses.

“Todo mundo conhece seu estilo de jogo. Ele é muito forte e gosta do jogo corpo a corpo, será difícil. Mas nossos zagueiros também são fortes, agressivos. Será um duelo interessante. Confio totalmente no trabalho dos meus companheiros e toda a equipe”, acrescentou.

Piquerez pede novamente apoio da torcida

Piquerez durante partida entre Palmeiras e Al Ahly-EGI no primeiro jogo do Mundial de Clubes da FIFA 2021, no Al Nahyan Stadium, em Abu Dhabi-EUA.
Fabio Menotti

O Mundial deste ano é o segundo que o Palmeiras disputa consecutivamente. E além de toda a preparação diferente dentro de campo, já comentada por diversos jogadores, outro fator que o Verdão não teve na última edição foi a presença da torcida. Desta vez, os palmeirenses compareceram em peso, encheram o estádio da semifinal e Piquerez espera por uma nova festa na decisão.

“A gente sabe o tamanho da importância desse jogo para os palmeirenses. Todos querem o título, conseguimos sentir isso também através das redes sociais. Estamos cientes de como temos que entrar nessa final, são 90 minutos para chegar à glória máxima. Temos que estar focados e entrar com máxima força”, disse.

“Chamou a atenção a quantidade de torcedores do Palmeiras que estavam presentes no estádio da semifinal, até porque o Egito é mais perto e era mais fácil para eles chegarem. Mas a verdade é que foi diferente. Nós jogadores gostamos muito, serve como uma inspiração a mais. Esperamos que na final isso se repita”, concluiu.

Palmeiras e Chelsea se enfrentam neste sábado, às 13h30 (horário de Brasília), no Mohammed Bin Zayed Stadium.

Confira outros trechos da coletiva de Piquerez:

  • Palmeiras leva vantagem na parte física por ter jogado um dia antes?

“Tivemos sim um dia a mais para se preparar, mas creio que há bastante dias entre a semifinal e a final e tenho certeza que eles também vão se recuperar. As duas equipes vão chegar fisicamente 100%”.

  • Imaginava ter sido campeão da Libertadores e jogar o Mundial com pouco tempo de Palmeiras?

“Não imaginava. Cheguei há seis meses, saí campeão da Libertadores, é algo que, como jogador, nunca imaginei. Sair campeão da Libertadores na minha casa, creio que dificilmente vai voltar a repetir. Agora, jogando o Mundial, conseguimos passar pra final, que no ano passado não conseguimos. Vamos tentar o objetivo”.

  • Como foi trabalhar o psicológico no tempo em que ficou isolado?

“Quando testei positivo [para Covid-19], muitas coisas negativas passaram pela minha cabeça, até porque não é sempre que um jogador disputa um Mundial de Clubes. Todos os atletas querem jogar essa competição. Mas segui treinando em casa, tive o auxílio de todos os profissionais do Palmeiras, conversávamos por videochamada e por mensagens. Isso me ajudou a ficar o mais pronto possível para o treinador. O desgaste físico foi grande na última partida, mas já estou recuperando e pensando na final”.