Após vitória no clássico, Abel vê jogadores evoluindo no entendimento do jogo

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Santos, durante partida válida pela trigésima rodada do Brasileirão 2021, na Vila Belmiro.
Cesar Greco

Abel Ferreira também fez críticas à imprensa e propôs reflexão ao futebol brasileiro

O Palmeiras visitou o Santos na tarde deste domingo, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, e venceu o time da Vila Belmiro por 2 a 0. Rony, aos 44 minutos do primeiro tempo, e Raphael Veiga, aos 26 da etapa final, foram às redes pelo Verdão.

Ao final da partida, em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira elogiou a evolução dos jogadores em relação ao entendimento do jogo de futebol.

“A sensação que eu tenho [sobre o time] é que cada vez mais eles sabem jogar sem bola, entendem o jogo. Percebem os espaços, quando deve jogar na profundidade, flutuar entre linhas ou fazer o balanço. Minha função é ensiná-los o jogo, depois cada um ajuda de acordo com suas características”, disse.

“Jogo em função das características dos jogadores. Quando temos o Felipe Melo fazemos uma coisa, sem ele nós fazemos outra. Se tenho um Scarpa na direita ou o Breno, são características totalmente diferentes. Cabe a mim fazer as escolhas, às vezes erro ou acerto, futebol não é ciência exata”, acrescentou.

Ainda assim, ao ser questionado se o Palmeiras está no seu auge, o comandante freou a empolgação e afirmou que há muito o que melhorar.

“Não, nossa equipe tem muito a trabalhar, crescer. Temos gente com muita vontade de ganhar. É preciso continuar com o pé no acelerador. Nestes momentos [de vitórias] é que é preciso ligar o alerta, manter a intensidade, fazer renúncias, descansar e focar totalmente nos nossos objetivos. É jogo a jogo. Encarar cada partida como uma final e foi isso que os jogadores fizeram”, contou.

Abel critica parte da imprensa e faz reflexão sobre o futebol brasileiro

Além de falar da partida palmeirense, o comandante utilizou a entrevista para novamente defender os atletas e criticar parte da mídia tradicional.

“Estou fechado com os meus atletas, mesmo alguns dizendo o contrário. Sempre falo a eles para prestarem atenção em quem está falando, qual é a competência daquela pessoa, como está falando. Porque eles gostam das redes sociais. Infelizmente não há isenção nos comentários e eles [os jogadores] precisam estar focados”, reclamou.

Para finalizar, Abel deu sua opinião sobre o futebol brasileiro e propôs uma reflexão.

“Custa muito abrir notícias de Portugal e ver imagens tristes do futebol brasileiro. Nós, porque estou aqui, somos responsáveis. Comportamento gera comportamento. Se queremos mudar a cultura esportiva do Brasil, tenho que melhorar. Imprensa, mentalidade de times, dirigentes e atletas têm que melhorar. O Brasil é o país de futebol ou o Brasil é o país onde tem jogadores de futebol? É uma reflexão que temos que fazer. As críticas que eu faço são sempre construtivas”, iniciou.

“A imprensa tem que saber que tipo de programas quer passar. Se eu semeio ódio e violência, espero o que do outro lado? Colher amor, carinho e respeito? Não. Se quiser respeito, tenho que respeitar. Saber ganhar e perder. Os agentes do futebol, treinadores, jogadores, dirigentes, árbitros, comunicação social, têm muitas responsabilidades. Que mensagem eu quero passar do futebol brasileiro? Uma coisa eu garanto: este é o país dos jogadores de futebol”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira para receber o Atlético-GO, com o Allianz Parque podendo ter 100% da sua capacidade preenchida. O jogo acontecerá às 20h30.

  • Vejam esta sequencia e jogos vitoriosa começou quando o time alviverde se conscientizou de que para ganhar jogos é preciso chutar a bola.
    Quanto mais treinos houverem mais vitórias para os alviverdes.
    Eu se fosse da diretoria técnica contrataria um professor de física e não educação de física para ensinar como chutar as bolas no canto, estudar a velocidade das mesmas e perceber que aquando a bola atinge certa velocidade e tem rumo no canto o goleiro não tem impulsos para defende-la.
    Fontana