No Allianz Parque, o Palmeiras deveria jogar sempre de verde e branco

O Palmeiras vai estrear o novo terceiro uniforme amanhã, na partida contra o Melgar, no Allianz Parque, pela Libertadores. O design da Puma homenageia os 20 anos da conquista da Libertadores e é inspirada na camisa usada por Marcos na histórica decisão contra o Deportivo Cali.

Sobretudo por ocasião de seus lançamentos, os terceiros uniformes são quase sempre tema de debates acalorados nas redes sociais entre torcedores que se entusiasmam com novidades e os que preferem a sobriedade e tradição.

Sóbrio, o uniforme deste ano, o primeiro sob o contrato com a Puma, não chegou a causar nenhum tipo de choque, ainda mais por contar com o apelo de Marcos, o que ameniza qualquer tipo de crítica. As discussões limitaram-se ao gostei-não-gostei, de forma bem comedida.

O terceiro uniforme, desde que o conceito foi abraçado pelos clubes no Brasil, sempre foi um recurso para as fornecedoras e para os clubes aumentarem as vendas. O compromisso com a tradição nem sempre é exigido – afinal, a terceira camisa é usada bem pouco, cerca de cinco vezes, se tanto, em toda uma temporada. O que pode ser discutido é em quais jogos seria mais adequado usar a peça.

Conjunto intimidador

O uniforme é um elemento importante na imposição de um time grande contra um visitante nos jogos em casa. O conjunto estádio/torcida/uniforme é intimidador. O jogador do time pequeno, ao ver pela primeira vez in loco tudo aquilo que ele cresceu vendo pela TV, treme. Na segunda vez, treme menos, mas treme, e sempre tremerá. E mesmo que não seja um time pequeno: o conjunto é poderoso e sempre terá o poder da imposição.

Ao remover um dos pilares desse conjunto em nome de uma promoção comercial, o Palmeiras se enfraquece. A mudança pode influenciar até no entusiasmo da torcida, que vai sentir algo diferente torcendo para aquele time de azul num estádio todo verde. O Palmeiras pode até vencer o jogo – e deve vencer – mas fica aquela impressão de algo estranho.

Os jogos contra times menos expressivos, fora de casa, parecem bem mais adequados para o uso e a promoção do uniforme. Não raro, são transmitidos pela TV, o que potencializa o sucesso da ação. O conjunto intimidador já estará quebrado de qualquer forma. A ideia encaixa melhor.

É claro que isto são apenas impressões pessoais, sem usar nenhum conceito teórico ou empírico como base. É claro que o uniforme é um detalhe e jogar bola é muito mais importante para ganhar jogos. Mas a discussão pode valer a pena: algo diz que no Allianz Parque, sempre, SEMPRE, o Palmeiras deve jogar de camisa verde e calção branco – eventualmente recorrendo às sagradas e infalíveis meias brancas nos jogos místicos. O que acham?


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