Endrick e Luís Guilherme, do Sub-17, falam sobre chegada ao Palmeiras e estreia no Sub-20

Endrick e Luis Guilherme jogam juntos pelo Verdão desde o Sub-11.
Fabio Menotti

Com apenas 15 anos, Endrick e Luís Guilherme são destaques das categorias de base

Depois da reestruturação iniciada pelo ex-presidente Paulo Nobre, as categorias de base do Palmeiras começaram a render frutos financeiros (casos de Fernando, Arthur e Luan Cândido) e principalmente técnicos, com as promoções de Patrick de Paula, Gabriel Menino, Wesley, Renan e Danilo no ano de 2020.

São nesses jogadores que Endrick e Luís Guilherme, ambos com 15 anos, que já atuam pelo Sub-17, se espelham no futuro. “A gente vê que o Palmeiras tem hoje várias Crias da Academia em seu elenco. Isso é algo que nos incentiva a treinar cada vez mais”, afirmou Luís ao site oficial.

Centroavante canhoto e de uma invejável força física em comparação com outros garotos da sua idade, Endrick foi descoberto pelo clube na Go Cup, tradicional torneio de base realizado em Goiânia, em 2016.

“Joguei um campeonato em Brasília, me destaquei fazendo gols e vários times vieram atrás para que eu fizesse avaliação. Eu escolhi vir para o Palmeiras, meu pai me falou muito sobre o clube. Eu almejava isso e agradeço muito ao João Paulo [Sampaio, coordenador da base]”, revelou.

Já Luís Guilherme, meio-campista, contou com uma ajuda de seu professor em Aracaju (sua cidade natal) para conseguir ter uma chance no Verdão. “Fiquei uma semana no Vasco, passei, mas depois retornei a Aracaju. Meu professor de lá, o Marcelo Paraíba, conhecia um pessoal do Palmeiras e conseguiu com que eu fizesse uma avaliação aqui. Fiquei uma semana e passei. Depois tive de escolher entre Palmeiras ou Vasco e decidi ficar aqui”.

A estreia de Endrick e Luís Guilherme no Sub-20

Amigos desde o Sub-11, os dois, que no momento de lazer gostam de jogar videogame na concentração, tiveram a primeira chance na categoria Sub-20 este ano. Endrick estreou logo num Derby, pelo Brasileiro, enquanto Luís fez a primeira aparição no jogo de ida das quartas-de-final, diante do Internacional – o atacante tem quatro gols pela categoria.

“Na hora, nem consegui entender direito. Ia jogar um Derby pelo Brasileiro. Mas depois, quando a ficha caiu, fiquei muito feliz. Gosto de desafios”, revelou o atacante, que também enalteceu a parceria com alguns meninos do Sub-20: “Temos amigos que estão no Sub-20, como o Garcia, Gabriel Silva, Fabinho e o próprio Michel. São jogadores que acolhem bem a gente. Muito bom jogar pelo Sub-17 e Sub-20, mas o mais importante é jogar pelo Palmeiras, ganhar títulos”.

O camisa 10 do Sub-17 também ficou surpreso ao ser relacionado para uma categoria acima. “Foi uma alegria enorme. Estava fazendo musculação quando me contaram que viajaria para Porto Alegre. É sinal de que tenho feito um bom trabalho no Sub-17”.

Cinco anos mais novos que a maioria dos adversários do Sub-20, a dupla conta que a principal diferença está na intensidade e na experiência. Mas, ainda assim, estão acostumados com este tipo situação. “Desde os nossos 12 anos que jogamos em categorias maiores, é uma experiência nova e espero continuar. Gostamos dos desafios. É difícil, mas quando estamos em campo só pensamos em jogar bola”, declararam.

João Paulo Sampaio fala sobre desenvolvimento de Endrick e Luís Guilherme

Contratado para ser o coordenador geral da base em 2015, João Paulo Sampaio destacou a qualidade dos dois jogadores e também explicou o processo de desenvolvimento de alguns garotos que possuem qualidades acima da média.

“Eles são concentrados naquilo que querem e isso também faz toda a diferença. São os atletas mais precoces com quem trabalhei em quase sete anos de Palmeiras. A gente os desafia sempre e a resposta tem sido positiva. É evolução atrás de evolução”, afirmou.

E prosseguiu: “A gente não tem como parar a força da natureza. Fogo morro acima e água morro abaixo são como jogador talentoso. A única coisa que você tem de fazer é desafiá-lo. Foi o que aconteceu com Gabriel Jesus, Veron, Luan Cândido, Vitinho e Artur, entre outros. Quando o menino chama muito a atenção, a gente atropela os processos”.

Apesar de todos esses holofotes, Endrick, que tem Felipe Melo como inspiração, e Luís Guilherme, fã do futebol de Dudu, mostram paciência quanto à oportunidade de atuarem pelo profissional.

“Tento focar mais na base, ainda não penso muito no profissional, mas sempre que venho à Academia de Futebol eu projeto que posso ficar aqui e seguir os passos dos meninos que estão no profissional. Óbvio que, quando isso acontecer, ficarei muito ansioso, estarei jogando com quem, hoje, assisto pela TV”, finalizou.